Arquivo do mês: julho 2008

>AUGUSTO EM PEQUIM

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Eu tenho um tremendo orgulho de meus amigos. Dia desses recebi uma notícia que repasso, agora, pra vocês, cheio de justificado (a repetição é proposital) orgulho.

Vejam o que aprontou, dessa vez, o Augusto, já tantas vezes citado aqui no BUTECO, e que esteve em meu buteco de verdade pela primeira vez em 26 de maio de 2005 (vejam aqui).

No dia 05 de agosto, terça-feira da próxima semana, o Augusto (na verdade, José Augusto Nogueira Diniz) embarca em direção à Pequim para fazer a cobertura do portal TERRA durante os Jogos Olímpicos através de um blog, escrito, a quatro mãos, diretamente de lá, é evidente.

Duas das mãos são do Augusto. As outras duas são do outro premiado no concurso promovido pelo TERRA, vejam aqui.

O Augusto, jornalista talentosíssimo, foi escolhido graças a uma emocionante reportagem que fez sobre o futebol no Acre, depois de rodar quase mil quilômetros por aquelas bandas. Vejam, aqui, a reportagem que eu acho que irá emocionar, especialmente, a três outros amigos, Arthur Favela, Bruno Ribeiro e Luiz Antonio Simas, amantes de um futebol mais amador.

O blog entrará no ar no dia em que o Augusto chegar a Pequim e estará na seção OLIMPÍADAS do portal TERRA, aqui!

Daqui, do balcão imaginário do BUTECO, ergo meu copo de chope com quatro dedos de espessa espuma, e proponho um brinde ao êxito da viagem.

Parabéns para o malandro, o terror da Rodésia, em São Paulo!

Até.

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FLAMENGO X PALMEIRAS

Flamengo e Palmeiras irão se enfrentar hoje à noite, às 21h30min, no Parque Antarctica, em SP, pelo Campeonato Brasileiro. E quando eu escrevo a palavra “Palmeiras”, ou quando eu ouço falar em “Palmeiras”, ou mesmo quando leio, em qualquer jornal ou em qualquer revista, “Palmeiras”, me vem à mente a imagem, nítida, íntegra, barbada e roliça de Fernando José Szegeri. E foi ele, justo ele, quem me bateu o telefone ontem à noite. Eu, depois de ouvir o tilintar do aparelho e de ver sua fotografia piscando no ecrã, atendi efusivo:

– Boa noite, Fernando José Szegeri!

E seguiu-se um ameno diálogo, por uns bons 10 minutos, do qual extraí uma única mensagem: Fernando José Szegeri estará, hoje à noite, no estádio.

Foi o que o homem da barba amazônica garantiu. E garantiu mais! Garantiu mais! Disse que aparecerá na televisão de qualquer maneira!!!!! Perguntou-me, à certa altura:

– Vai passar na Globo?

– Vai.

– Você vai ver?

– Vou.

Eu estava sendo monossilábico para evitar que meu irmão paulista gastasse demais com a ligação.

– Pois não deveria…

– Não?

– Não.

– Por que?

– O Flamengo vai levar uma surra inesquecível! – e deu de relinchar de rir, o bom Szegeri.

– Veremos…

– Mas assista, assista, sim! Vou aparecer de qualquer maneira na TV!

– Vai?

– Arrã. Tenho um plano infalível.

– Qual?

– Surprise! – disse, o comunista, gastando seu inglês.

Eis então, meus poucos mas fiéis leitores, mais uma atração do jogo de hoje à noite. Como se não me bastasse ter de acompanhar a partida esperando um gol do ataque estéril do Flamengo depois da venda do artilheiro Marcinho (nem mencionarei a venda de Souza, de quem nunca gostei), como se não bastasse a esperança de alcançar, novamente, a liderança do campeonato, como se não bastasse a rivalidade sempre tensa entre esses dois grandes times brasileiros, ainda tem mais essa: ficar brincando de ONDE ESTÁ SZEGERI? durante a transmissão.

Até.

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>TRÊS DICAS

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Eu, que ando sem tempo para me dedicar a esse exercício sublime de pôr os cotovelos no balcão pra jogar conversa fora com a assistência, quero, hoje, indicar três textos de três amigos que mantêm, como eu, blogs que são verdadeiros mananciais. E vamos em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades.

Bruno Ribeiro divide com seus leitores – para sorte de todos nós, o texto é belíssimo – o momento que vive no texto chamado PLENITUDE:

“Colho agora os frutos da falta de ambição e do amor desinteressado que plantei há dez anos: a vida retribuiu a confiança que nela depositei e me deu, na maturidade, a chance de levar a vida como sempre quis.”

Leia na íntegra aqui.

Felipinho Cereal divide com seus leitores – para sorte de todos nós, a dica e as imagens são de ponta! – mais uma de suas descobertas:

“BOM AMIGO é o nome do simpático boteco do seu Celso, na esquina das ruas do Resende com Gomes Freire, no bairro da Lapa. Passei parte desta noite de segunda-feira por lá, e percebi que este nome realmente lhe cai bem.”

Leia na íntegra aqui.

Fernando José Szegeri divide com seus leitores – o texto é lindíssimo, e eu, por exemplo, vi-me em cada parágrafo – o resultado de suas reflexões sobre a boemia e a vida boêmia:

“O tempo do boêmio é (ou era) a noite, porque a noite é suave e fresca, adequada a certos temas delicados da vida, e suas sombras sabem temperar as cores às vezes fortes demais do mundo. Mas quando os que se arvoram em donos de todas as coisas chegaram com seus faróis, motores e buzinas, falando alto e alegrando-se em excesso, o boêmio resignadamente passou a fazer do dia um palco para a sua lida e, concomitantemente, um tempo suportável de se viver.”

Leia na íntegra aqui.

Três grandes momentos, frutos de grandes momentos de grandes brasileiros, amigos meus, com a graça de Deus.

Até.

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>ESSA MULHER

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Essa mulher, a quem hoje me refiro sem lhes dizer o nome, fez anos esta semana – esta semana que hoje se encerra. Essa mulher, a quem conheço há – quanto tempo, meu Deus? – pouquíssimo tempo, fez anos esta semana e fui, no dia de seu aniversário, um homem grato as 24 horas do dia. Escrevi a ela, logo cedo, assim que acordei, um email para que ela soubesse – e eu nem sei se ela soube, nem sei se ela o leu – que lembrei-me dela no instante em que abri os olhos. Os mesmos olhos que atestam a felicidade e a serenidade que hoje moram dentro dos olhos dele. Quem o conhece como eu o conheço sabe que aqueles olhos jamais foram morada de tanta segurança, de tanta mansidão para com tudo e de tanta paz. No meio da tarde, sem que tenha deixado de nela pensar um só segundo, bati-lhe o telefone e tive a oportunidade de lhe dizer, de viva-voz, sobre minha gratidão, sobre minha alegria inexplicável (por que fico tão feliz no dia dos anos dos que amo?) e sobre tudo o que lhe desejara desde o abrir dos olhos. Os mesmos olhos que mais tarde viram minha menina, depois de desligar o telefone, me dizer de olhos marejados:

– Ela me emociona, sabe?

Eu sabia, é claro.

Sabia e sabia pois ela também me emociona – e eu creio que pelas mesmas razões.

Pela solidão que ela tem permanentemente estampada nos olhos que mal-disfarçam as dores que ela carrega. Pelo sorriso mais triste que jamais vi, incapaz de esconder a beleza que a tristeza tem. Pela capacidade – parece-me inesgotável – de abraçar a quem ela quer bem, com a intenção de dizer o que ela própria – sabe-se lá o por quê – não consegue. E pela melancolia intrínseca que a permanente ironia, que mora em suas frases e em seus gestos, não é capaz de dissolver.

Mas principalmente – eis o mistério e a beleza que nos une – por tudo o que ela me trouxe. Representado por essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas chamam de esperança, como diria, dentre eles, os poetas, o maior de todos.

Até.

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A IDADE DE FERNANDO JOSÉ SZEGERI

Recebi, ontem à noitinha, de uma leitora que me pediu para não ser identificada (no que será atendida), um email através do qual ela me pergunta, pareceu-me que sofregamente, qual a idade de Fernando José Szegeri (eu quase que escrevi Fernando Szegeri, apenas, e eu sei que eu tomaria um pito tremendo, eu sei que ele ralharia comigo em razão da falta de seu nome na íntegra, do qual ele muito se orgulha). Preferi respondê-la publicamente. E notem bem uma coisa (e note bem uma coisa, você, leitora curiosa): em março de 2006, quando escrevi o texto A XÊNIA E O SZEGERI (leiam aqui), revelei:

“Vejam bem uma coisa. Para mim, que o conheço já há uns 10 anos, o Szegeri nasceu da forma como é hoje.

Barbado. Peludo. Gordo. Já funcionário público e já sonhando com a aposentadoria. O Szegeri, para mim, foi contemporâneo do Borba Gato, o bandeirante paulista. Foi, conta a lenda (que repete-se até hoje), o que mais chorou quando enterrou o amigo, a quem chamava de Borbinha, em 1718. Em 9 de janeiro de 1822, foi Fernando José Szegeri quem deu uma força a D. Pedro I para que ele se mantivesse no Brasil contrariando as ordens das Cortes Portuguesas.”

Vamos em frente.

Fernando José Szegeri não tem idade, como a saudade (essa foi sofrível, mas tenho o péssimo hábito, já tantas vezes revelado, de não corrigir o que escrevo). Fernando José Szegeri é um homem que, por exemplo, indagado sobre sua data de nascimento (pergunta normal e comuníssima), ri e apenas ri. Quando muito, diz cofiando a barba amazônica:

– Se eu contar você não acredita.

A barba amazônica, por exemplo, e a carapinha que cobre sua cabeça e emoldura as duas menores orelhas de que se tem notícia, são negras como as asas da graúna. Há quem jure que Fernando José Szegeri pinta a barba e pinta o cabelo. Eu, que o conheço há coisa de 12, 13 anos, sempre o vi com aquela moldura retinta – e não há um fio branco que seja dando pinta por ali. Indagado sobre isso, se pinta a barba, se pinta os cabelos, e indagado sobre o segredo que mantém a nível zero a presença de cabelos brancos, ele ri e apenas ri. Quando muito, diz alisando o lóbulo da orelha direita com o dedo mindinho da mão esquerda:

– Se eu contar você não acredita.

E vive, o meu irmão paulista, cercado por essa onda de mistério. Às vezes, e eu penso que para disfarçar, solta frases que soam falsas – como essa que cravou, certa vez, num de seus textos publicados em seu blog:

“Mas hoje, imobilizado no trânsito, sapatos encharcados, deu uma tremenda vontade de ouvir a voz da Xênia embaixo de um túnel de almofadas e esperar minha mãe trazer uma bandeja bem cheirosa com misto quente e nescau batido no leite.”

Trata-se de uma redonda mentira.

Fernando José Szegeri – e não me convencem as juras de Cecília e José, que não têm NENHUMA foto do filho quando bebê – quando veio ao mundo, quando apareceu no Brasil, quando surgiu em São Paulo, já era comunista, já era funcionário público, já sonhava com a aposentadoria, camisolões e pantufas, já tinha a barba que ainda hoje ostenta, já cantava, já bebia, já sabia de cor e salteado toda a obra de Marx.

Essa a razão – ou uma delas – pela qual não posso, nem querendo, responder à pergunta de minha curiosa leitora.

Até.

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>A PAIXÃO ESPRAIADA

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Fernando José Szegeri, já lhes contei quando escrevi o texto O SZEGERI E O TARCÍSIO MEIRA, em 22 de setembro de 2006 (que pode ser lido aqui), é um macaco de auditório do ator global, o marido de Glória Menezes, o pai do Tarcisinho, nosso eterno D. Pedro I. Vez por outra, e quase sempre intramuros, o homem da barba amazônica faz questão de declinar sua admiração, sua fascinação, sua fixação, e eu sou capaz de dizer sua obsessão pelo Tarcísio Meira. Ocorre que, dia desses, o troço ganhou proporções extramunicipais, já que Fernando José Szegeri foi obrigado a fazer suas declarações fora de seu território, e vocês vão entender o por quê.

Numa dessas sextas-feiras, pouco depois do horário do expediente, Fenando Szegeri e Arthur Tirone, o queridíssimo Favela, tomaram um ônibus em direção à Campinas com o exclusivo e justificado objetivo de encontrarem o Bruno Ribeiro para, digamos, uma conversinha à mesa de um bar.

Sentaram-se, os três, no PÁTRIA FUTEBOL CLUBE (você pode conhecê-lo aqui), um bar que parece não existir (é esse o depoimento que tenho de quem o conhece).

Beberam – e de tudo eu soube graças a um inacreditável email que recebi de um leitor do BUTECO que, por coincidência, bebia no mesmíssimo bar e que reconheceu o homem da barba amazônica – bastante. O assunto (meu informante prestava uma atenção militaresca à conversa dos três) era futebol. O buteco estava cheio de gente, de muito cabeça-branca, de bêbados honorários, e uma solitária TV, ao fundo, transmitia a novela da oito, A FAVORITA. Foi quando deu-se o seguinte…

Um freqüentador assíduo da espelunca, o Maurílio (gordo, careca, de bigode, enorme, parrudo, desses de meter medo), grita em voz altíssima erguendo o copo de cerveja:

– Eis o homem mais lindo do mundo! Não houve e nem haverá, nunca, um homem mais bonito do que Tarcisão…

E eis o que se sucede.

Fernando José Szegeri (quem conhece o homem da barba amazônica poderá VER a cena), de olhos embotados, ergue-se com os dois braços para o alto, comemorando um gol imaginário, vira-se para o Maurílio (jamais o vira, é preciso que se diga) e diz, aos berros:

– Eu também acho! Sempre achei! Ninguém, ninguém, vivo ou morto, é mais bonito do que ele! O Tarcísio é lindo! É lindo!

E deu de chorar, o Szegeri, abraçado ao Maurílio, que também ficou visivelmente emocionado. Disse, o gordo:

– Chora não, barba! Eu te entendo! Eu te entendo, barba!

Fernando, cujas lágrimas esguichavam sobre a camisa do Maurílio, deu seu depoimento:

– Meu irmão gêmeo! Encontrei o meu irmão gêmeo!

E o buteco, provando com isso ser um bar seriíssimo, passou a discutir, à larga, se o Tarcísio Meira merecia realmente ser considerado o homem mais bonito do Brasil (do mundo, como propôs o Szegeri).

A coisa tomou proporções inacreditáveis. Improvisaram uma urna com uma caixa de papelão de palitos GINA, distribuiram cédulas em guardanapos daqueles de não secar nada, e deu-se a votação, secreta.

Tarcísio Meira ganhou com ampla vantagem. Houve apenas dois votos dissidentes: John Herbert e Cláudio Marzo.

Hilário, também, foi o desdobramento. Contados os votos, um qualquer gritou do balcão:

– Mas ele era mais bonito quando moço ou agora, grisalho como ele está?

Deu-se a balbúrida, interrompida pelo Szegeri, de pé numa das cadeiras do bar, à moda do seu Osório:

– Ele é atemporal, pô! O Tarcísio Meira é o homem mais bonito do mundo desde a fecundação! Bebê, criança, adolescente, adulto, mais velho, hoje, sempre, sempre! Salve o Tarcísio!

E foi assim.

Até.

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>TIJUCA, O BAIRRO

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Escrevi, recentemente, cinco roteiros de passeios pela Tijuca (aqui o primeiro, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto). Eu, quanto mais os leio (tenho essa mania isuportável de reler o que escrevo com freqüência, principalmente quando alguém me rasga um elogio por conta de um texto específico, o que ocorreu hoje!), mais gosto da idéia de passear a pé pelas ruas arborizadas da Tijuca, bairro onde eu nasci e fui criado. E dentre as coisas que me embriagam nesses passeios, nesse bairro que tanto amo, estão as lojas de rua, o comércio e suas peculiaridades.

Sexta-feira passada, por exemplo, mal intencionado, convoquei meu sogro, o glorioso Comandante, para uma ida, a pé, no final da tarde, até a Praça Afonso Pena. Saímos de casa, os dois, e imediatamente tropeçamos no RIO-BRASÍLIA, uma espécie de gelo-baiano instalado sempre e permanentemente no meu caminho: eu saio de casa e tropeço nele… no que tropeço, me encosto no balcão… no que encosto no balcão, peço a primeira!

E ficamos apenas na primeira.

Então, tomem nota (isso não será exatamente um roteiro proposto, mas o histórico de nossos passos naquele final de tarde): saímos da Haddock Lobo, atravessamos a monumental rua Domício da Gama e suas casas de fazer cair o queixo, e entramos à direita na Almirante Gavião, parando no número 11, loja G, onde bebemos uma Brahma estupidamente gelada. Seguimos pela Almirante Gavião, rua que também abriga casas espetaculares, e demos na Doutor Satamini. Atravessamos a Satamini e subimos, a pé, a Marechal Marques Porto, agradabilíssima rua tijucana que vai desembocar na Martins Pena e depois na Campos Sales. Era nosso destino: fui cortar o cabelo no SALÃO AMÉRICA, com o seu Ernesto. O Comandante, que não é bobo, disse:

– Estou te esperando aqui do lado bebendo uma cerveja! Onde tem a mais gelada, hein?! – dirigiu-se ao seu Ernesto.

– O salão é cercado pelos sete lados! – e riu.

Eu indiquei o APERTADINHO, ao lado direito de quem sai do salão. Seu Ernesto mandou ver com a máquina, aparou a costeleta, tratou da nuca, talco, escova, paguei aqueles dez reais que você paga pro manobrista em salão grã-fino na zona sul e fui ao encontro do meu sogro. Chegando lá, um susto. Havia, dentro do bar, que é minúsculo, duas máquinas desses jogos de azar que estão proibidas em todo o Rio de Janeiro (no Brasil, eu acho…) e que quase nenhum bar mais ostenta, ao menos pela área a que me refiro. Disse ao Comandante:

– Me empresta cinco reais.

Ele estendeu-me a nota e gritou ao me ver meter a cédula na máquina:

– Pra isso?!

Em menos de dez minutos pedi ao dono do buteco que me pagasse R$ 55,00 que eu havia acabado de ganhar! O Comandante:

– Mas que sorte, meu Deus do céu! Vai ter que pagar a conta!

Paguei.

Atravessamos a rua, entramos no supermercado depois de atravessar a pracinha, fui mostrando a ele os lugares que conheço há quase quarenta anos, compramos frios e tomamos o rumo de volta pra casa, atravessando a Campos Sales, subindo a Doutor Satamini, entrando novamente pela Almirante Gavião, bebendo mais uma no buteco do Joaquim, e eu embriagado de meu bairro, esse bairro que tanto amo, que faz parte de mim e que eu exploro com a avidez de conhecê-lo, como ele a mim.

Até.

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