Arquivo do mês: janeiro 2007

BALCÃO DE NEGÓCIOS, BALCÃO DE EMPREGO

Francamente, como diria meu eterno e saudoso Governador Leonel de Moura Brizola… Os trinta e três atentados cometidos pelo jota, apontados na coluna à direita, no menu do blog, não deixam dúvida: trata-se do maior vendilhão do jornal O GLOBO, que tem diversos vendilhões entre seus empregados, nenhum tão eficiente quanto o homúnculo.

Mas o homúnculo é o homúnculo. E ele se supera dia após dia. Vejam isso.

É ou não é um nojo?

Valendo-se de um espaço como o que tem à disposição no Segundo Caderno d´O GLOBO, o jota oferece emprego ao medíocre garçom do Bracarense.

Antes, breve pausa. Vocês sabem que eu sou preciso do início ao fim. Por isso pedi a um amigo meu, cuja identidade omitirei, que procurasse saber a verdadeira história por trás da demissão do Chico. Sim, demissão. Conhecendo o jota como eu conheço, mentiroso como ele só, eu sabia que o Chico não havia pedindo as contas porra nenhuma. E eis, meus poucos mas fiéis leitores, o email que recebi desse amigo a que me referi:

“Tarde de sábado, 23 de dezembro, Bracarense lotado de ninguém (ou seja, “aqueles” mineiros, paulistas e que tais, que ficam fotografando o bar), como de hábito ultimamente.

Um garçom da melhor categoria, Tadeu, monta uma mesa de pé, na beira da calçada, para uns 10 malandros daqueles – leia-se, chance ímpar de ele colaborar com o caixinha coletivo da rapaziada, uma vez que o Chico, sozinho, levava um caixinha particular dele, sempre turbinada pelos já citados ninguéns.

Tratando os indivíduos com insuspeitíssima delicadeza, e já de posse de uma bandeja recheada de tulipas e caldeiretas, nosso bom Tadeu é abordado, em pleno balcão, pelo Chico, que lhe cobra satisfação e distância dos clientes de sua “carteira própria”.

Como esperado, todos – eu disse todos – os garçons e atendentes voltam-se contra o Chico, que, pelas costas, dá um tapona na orelha do bom Tadeu; resultado: tomou porrada até dizer chega, e ambos foram para o chuveiro, de imediato, suspensos por vinte dias.

Consultado por interessados, afirmei que a não demissão tornaria praxe esse tipo de episódio, em especial em tempos de vacas magras, quando é mais interessante ficar em casa sem trabalhar.

Resultado: RUA para ambos, e torço para que o bom Tadeu consiga breve recolocação; ele é dos nossos.”

Como o jota não tem sequer cacoete de jornalista, evidentemente que não procurou saber da verdade. E se procurou – do que duvido – a omitiu, como sempre. Repetindo: Chico foi demitido. Sumariamente demitido. Ponto pro Bracarense, que se livra, assim, de um medíocre elevado à categoria de celebridade graças a elementos como Manoel Carlos e o jota, que sempre que pode dá um jeito de falar no cara, como aqui e aqui, pra só citar dois exemplos.

Quero encerrar por hoje com uma, digamos, previsão quase-óbvia.

Em questão de dias o homúnculo anunciará, com destaque, a contratação do medíocre garçom sumariamente demitido do Bracarense por um desses bares-de-merda volta e meia exaltados por sua coluneta, tão medíocre quanto.

Até.

3 Comentários

Arquivado em botequim

>A MÃO ESQUERDA

>


Eu não sei exatamente como começar. Mas vou tentar. Não sem antes dizer que hoje pela manhã, antes de sair de casa, pedi desculpas à Dani por meu destempero e ela me disse, conclusiva, mas com aquele sorriso que quase me mata:

– Você é dodói demais…

É que ontem à noite, assim, como quem não quer nada, ela me perguntou:

– Você viu “A Mão Esquerda”, do Fausto?

Eu nem a olhei. Respondi de costas mesmo, blasè:

– Não. Por que?

– Sumiu.

Deu-se o caos.

Eu já suava em bicas (estávamos no ar-condicionado). Fui à estante, como um louco. Ela interrompeu minha busca:

– Já procuramos em tudo…

– Procuramos quem?

– Eu e a Leinha…

– E?

– Sumiu.

Agora serei direto em meu patético apelo.

Eu não empresto livros em nenhuma hipótese, e empresto ao “nenhuma” a ênfase szegeriana. Não é que eu desconfie do caráter do sujeito a quem emprestaria o livro, em absoluto. Mas é regra pétrea esse troço de emprestar o livro e o livro nunca (szegerianamente de novo) voltar. Simples. O sujeito lê, guarda na intenção de um-dia-eu-devolvo e fica por isso mesmo. Tenho eu a impressão, levíssima e quase que inocente, de que foi isso o que aconteceu com meu exemplar de “A Mão Esquerda”. Dani, minha Sorriso Maracanã, um ser humano infinitas vezes melhor que eu, mais generosa, mais tudo o que há de bom, uma pessoa com extremíssima dificuldade de dizer não, emprestou o livro. E seguiu-se a pétrea regra. Ela emprestou. Leram o livro. E ele está em algum lugar, em alguma estante, lido por mim cinco ou seis vezes, com a dedicatória que o Fausto me fez e eu estou aqui, tristíssimo, amputado, procurando por ele nos mais improváveis lugares (perguntei ao motorista do ônibus que me trouxe ao trabalho se ele estava com meu livro, já catei em todo o escritório, em todas as gavetas… e nada).

Eis a razão pela qual tento, espero que não em vão, localizá-lo por aqui.

Se está com você, pelo amor de todos os deuses, escreva-me. Não medirei esforços para buscá-lo hoje mesmo.

Até.

5 Comentários

Arquivado em Uncategorized

INCOMPETÊNCIA É ISSO AÍ!!!!!

Eis que pouco depois de tecer rasgadíssimos elogios à transparência do sorriso da minha garota e à capacidade de ver a grandeza do mesmo demonstrada pela deputada Manuela Dávila sou obrigado a voltar aqui, ao balcão do Buteco para, uma vez mais, gritar:

– Como são burros! Como são incompetentes! Como são azêmolas, em sua grande maioria, os empregados do jornal O GLOBO que se dizem, coitados, jornalistas!!!!!

E isso por que?

Um empregado do jornal, coleguinha de redação do Joaquim Ferreira dos Santos, da Ana Cristina Reis e de outros mais constantemente denunciados por mim, preguiçoso que só ele, incapaz de um único telefonema para averiguar o assunto sobre o qual ficou incumbido de tratar, incapaz de levantar o rabo da cadeira diante do computador (esses incompetentes têm o Google como única fonte…) e correr atrás da verdade, chamado Luiz Ernesto Magalhães (não o conheço), assinou nota intitulada “Próximo fim de semana já terá grandes blocos”.

E o que diz a nota mal escrita?

Que o bloco Segura pra não cair, do qual fui um dos fundadores, desfilará no próximo domingo.

O bloco Segura pra não cair não desfila desde 2005. Em 2006 já não desfilou. E não desfilará em 2007.

Mas pra esses caras, que não sabem PORRA NENHUMA (aos gritos, como deve ser), que deveriam ter vergonha de se dizerem jornalistas, o bloco está, ó, prontinho pra desfilar. Não tenho a menor dúvida de que foi o Google que contou pra ele.

Ou – bem possível – o preguiçoso empregado d´O Globo fiou-se na informação do guia de blocos da cidade editado pelo vereador Eliomar Coelho. Sua assessoria, tão preguiçosa quanto os yuppies do jornaleco, desde o ano retrasado recebe e-mails meus dando conta da extinção do bloco.

E não é com eles. O bloco foi anunciado no guia do ano passado. E no desse ano também. Tsc.

Tá feia a coisa, como diz o Simão.

Muito feia.

Até.

8 Comentários

Arquivado em imprensa

TRANSPARÊNCIA É ISSO AÍ!!!!!

Vou ser brevíssimo, que o dia hoje está daquele jeito!

Ontem à noite estive com a Dani na Lapa. Sendo mais preciso, chegamos à tarde, depois de uma belíssima manhã de domingo na praia, para almoçarmos no Cosmopolita. A nos acompanhar, o legendário Borgonovi – no curso da semana conto histórias do malandro – e Pedro Altman, ambos egressos de São Paulo.

O objetivo era assistirmos aos shows de Martinho da Vila e Beth Carvalho, no encerramento de mais um dia de atividades da Quinta Bienal da UNE. Fomos convocados – conto esse detalhe em nome da precisão – pelo Julio Vellozo, também de São Paulo, que tem, isso foi facilmente percebido, mais poderes entre a estudantada brasileira do que pastores-níquel entre fiéis dizimistas. Um troço de louco. Não havia um estudante, uma estudante, ninguém, capaz de dar um passo sem antes perguntar a ele, Julio Vellozo, que caminho tomar. Dito isso, em frente.

A certa altura o Julio faz um sinal em nossa direção, deixando evidente que quer nos apresentar uma pessoa. Chegamos pra perto.

Nesse exato instante eu já a havia reconhecido.

E disse o Julio:

– Manuela, esse é o Edu… E essa é a Dani, Manuela, mulher dele…

Pequena pausa. Nesses tempos em que achincalhar político é o troço mais fácil e corriqueiro do mundo, neguinho tem dificuldade de perceber o trigo no meio do joio.

E a Manuela Dávila, única deputada federal do PCdoB, do Rio Grande do Sul – ave, Leonel! – não é trigo apenas por ser linda, com uma cara franca, um jeito aguerrido que acabou por levá-la à Brasília. Não. Tem olhos de ver. Vejam se não.

Feita a apresentação, Manuela cochicha algo ao pé do ouvido do portentoso Julio. Julio, por sua vez, sorri. E diz em nossa direção…

– Manuela… Essa é a Dani Sorriso Maracanã… – e riu, antes de prosseguir… – Edu, Dani… ela acabou de me dizer aqui… ´que sorriso o dela!, que sorriso!´.

Minha garota é demais.

Nem a belezura dos Arcos da Lapa, aquela tremenda lua por cima, foi capaz de ofuscar seu brilho. E a moça dos pampas, ó, sacou tudo.

Até.

3 Comentários

Arquivado em gente

>MAIS UM PRESENTE IRRETRIBUÍVEL

>

Eu já perdi a conta de quantas vezes disse, aqui mesmo, no balcão do Buteco, que uma das maiores lições que recebi – e aprendi, e apreendi – de meus pais foi a que me ensinou a cultivar o sentimento da gratidão. Essa, e não outra, a razão que me fez escrever, em setembro do ano passado, um texto chamado “Os Presentes Irretribuíveis”, que pode ser lido aqui.

Pois ontem, 25 de janeiro de 2007, recebi mais uma irretribuível prenda.

Pausa: escrevo “prenda” e me bate uma aguda saudade dos queridíssimos Inês, Crespita, Eurico, Próspero e Cidália. A eles, meu carinho transatlântico. Dito isso, em frente.

Rodrigo Folha Seca, um dos sujeitos mais carinhosos de que se tem notícia – o homem é tátil como eu – bateu-me o telefone ontem:

– Edu! Deixaram um presente pra você aqui na Folha Seca… Vem buscar!

Eu, curiosíssimo, fui. Aliás, ninguém mais curioso que eu. Ninguém. Estivesse eu em São Paulo, em Manaus, em Porto Alegre, e eu seria um homem em estado de nervos à espera da passagem aérea que me traria para o Rio de Janeiro, mais precisamente para a Rua do Ouvidor. Eu posso, inclusive, do alto da minha experiência no assunto dizer em altíssimo som: curiosidade não mata. Ou eu já seria um fóssil.

Eis que chego à livraria Folha Seca esbaforido e já entro atropelando clientes:

– Cadê? Cadê? Cadê?

Esqueço-me – confesso – de cumprimentar o Bruno, a Dani, o próprio Rodrigo.

E ele, Rodrigo, ciente de que nada me desviaria do foco, estende em minha direção um embrulho, lindíssimo, que eu destruo com a fúria de uma criança de cinco anos de idade ansiosa pelo presente de Papai Noel.

Antes, porém – fingindo fleuma, confesso – abro o cartão pregado no embrulho. Leio. E quase-morro. Ei-lo:

cartão

No verso, minha caricatura, obra do Bruno, braços direito e esquerdo da Dani e do Digão, discípulo confesso do mestre Loredano. Ei-la:

caricatura de Eduardo Goldenberg, por Bruno Cesar

E só então, já explodindo de felicidade, deparo-me com a garrafa de White Horse, devidamente aberta naquele mesmo instante, celebrando o comovente brinde naquele meio de tarde.

Disse-me o Rodrigo, o Carinhoso, fazendo festinha na minha mão, valendo-se de um de seus bordões:

– Gostou, velhinho?

Eu disse:

– Muito mais do cartão… muito mais do cartão…

A eles três, daqui, diante do balcão imaginário, ergo o copo com espessa espuma, jurando eterna gratidão por mais uma indizível página da minha já não tão curta vida.

Até.

6 Comentários

Arquivado em Uncategorized

>MAIS MERDA NA KOMBI DO JOTA

>

Faz anos hoje meu (mais) velho pai, Isaac Goldenberg. É a ele que rendo as homenagens hoje, de pé no balcão imaginário do Buteco, o que não me impedirá, evidentemente, de logo mais à noite, render-lhe as homenagens pessoalmente, que ele sempre as merece.

Dito isso, em frente.

Quero que vocês acompanhem comigo, detalhadamente, o trigésimo terceiro atentado cometido pelo homúnculo. Dirão vocês – e isso só me ocorreu agora!:

– Mas por que a palavra atentado?

Explico.

Porque o jota atenta contra a inteligência do leitor. Porque o jota atenta contra o bom jornalismo. Porque o jota atenta contra a ética. Porque o jota atenta contra a cidade do Rio de Janeiro. Porque o jota é um terrorista em potencial. Com a arma que tem nas mãos – uma coluna diária no lixo que é O GLOBO – violenta, dia após dia, as mais caras tradições do carioca, e fatura horrores com esse terror. Vejamos se estou errado.

publicado no Segundo Caderno de O GLOBO de 25 de janeiro de 2007

No dia 09 de janeiro, portanto há apenas 16 dias, o empregado d´O GLOBO publicou uma nota, como mostrei aqui, anunciando a inauguração de um restaurante japonês, o Nakombi, do qual Roberto Talma – segundo a mesma nota – é um dos sócios.

E o que escreve hoje, o homúnculo?

Merda, pra variar. Mas sejamos mais precisos…

Faz ostensiva e vergonhosa publicidade nas barbas dos editores do jornal, que não têm – isso é impressionante! – coragem de impedir prática tão nojenta.

Leiam vocês mesmos.

Até de uma marca de chinelos o empregado d´O GLOBO leva algum. Não é possível que não.

Até.

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

>CURTINHA É SÓ A NOTA

>

Curtinha é só a nota, pois a nota que gera nota após nota de curta não deve ter nada. Pra bom entendedor meia palavra basta. E vamos a mais um atentado cometido pelo inigualável jota, em sua coluna de ontem, 22 de janeiro de 2007, dia em que o mesmo retornou de férias.

Tudo bem que Antônio Pedro Figueira de Mello tenha sido nomeado diretor de operações da TurisRio. Não se discute, aqui, se tal nomeação merecia ou não menção na imprensa. Sejamos complacentes (e sendo complacente estou sendo o anti-Edu, mas sejamos…).

Mas vamos ao aposto explicativo que o jota usou:

nota publicada no Segundo Caderno de O GLOBO de 22 de janeiro de 2007

Quer dizer… o homúnculo conseguiu, na referida nota (imunda, como de costume), fazer propaganda de três estabelecimentos comerciais que atentam contra a carioquice.

É, sejamos precisos, o trigésimo segundo atentado cometido pelo empregado de O GLOBO.

E se você acha que eu exagero, se você acha que eu marco em cima demais, se você acha que o jota não é tendencioso e que tudo não passa de uma simples coincidência… Dê uma olhada nisso aqui, de julho de 2006. Trata-se de mais uma imunda nota (como sempre) do empregado d´O GLOBO, exaltando a mais fresca loja de cachorro-quente da cidade, justamente do cidadão recentemente empossado diretor da TurisRio.

Até.

8 Comentários

Arquivado em Uncategorized