Arquivo do mês: dezembro 2005

LANÇAMENTO DO LIVRO EM VR

Na segunda-feira retrasada, 19 de dezembro, foi a vez de lançar o livro em Volta Redonda, minha mui amada Cidade do Aço, onde reina o Comandante, na foto aí ao lado com uma autêntica Armani, dando ainda mais legitimidade ao que vai narrado no “Meu Lar é o Botequim”, Julio Meyer entre nós, outro amigo que foi prestigiar a festa.

E repetiu-se o feitiço do Rio e de São Paulo. Como no Sítio do Pica-Pau Amarelo, imagem criada pelo genial Szegeri, os personagens saltavam das páginas do livro para o salão, e lá estavam o Comandante, o Lula, o Beltrão, o Sig, o Lula, Roberto Severo, Roberto Parreira, Petrônio, Mouzart, Renan, Dona Sá, e ainda papai e Fefê, que trocaram o Rio por Volta Redonda por uma noite, atestando, in loco, a festa permanente que o Comandante e seus amigos fazem 7 dias por semana.

Presentes ainda Dona Sá II, GM, Bia, Niltinho, Luana (minha paixão siderúrgica), Cris Pureza, Ivana, Simone Pureza, Marisa representando o Tom do Vermelhinho, Cléo com o Walter Motta, a Gi do Zé, a Adriana do Guigui, Marcelo Miranda, Wagner Miranda, e foram derrubados alguns barris de chope, sendo que eu e Fefê secamos um Red Label gentilmente cedido pelo meu Comandante que fez, de fato, as honras da casa.

Ele é, como eu já cansei de dizer, uma espécie de Imperador de Volta Redonda, passando por cima do dono da CSN em matéria de caráter, autoridade e autenticidade.

Aliás, preciso lhes contar um troço.

Antes, dêem uma sacada na foto. Sou eu com a Luana, filha da Bia e do Niltinho, uma guria que tem um carinho por mim, mais-que-recíproco, de comover.

Disse-me a mãe que a Lulu acordou cedo, escolheu roupa, sapato, altas produções, pra dar um beijo, falou a Lulu, “no tio Babão”, que é como ela me chama. Babem aí. Saquem o olhinho fechado, o abraço a vácuo, e meu bico de apaixonado. Derreti-me aí.

Mas como eu ia dizendo.

Vivi um dia de estrela em VR.

Às sete da manhã já estava dando entrevista ao vivo na Cidade do Aço FM.

Às nove voei pra Barra Mansa onde falei, também ao vivo, no programa do Uiara Amaral, na Sul Fluminense AM, papo de quarenta minutos.

E ao meio-dia no jornal local, na TV Sul Fluminense, entrevistado pelo Ronaldo que tratou de me acalmar dentro do estúdio, eu que sou um fóbico incorrigível.

A noite correu tranqüila, e terminou perto das 3 da manhã, quando o Comandante, mantendo uma tradição de há séculos, cantou, à capela, “Perfídia”, em homenagem a mim.

Assim fechei o ciclo de lançamentos em 2005.

Dia 12 no Rio.

Dia 17 em São Paulo.

E dia 19 em Volta Redonda.

Fecho, então, o Buteco, até 2006, torcendo pra que vocês comprem, leiam e gostem do livro, que está à venda nas seguintes livrarias (pausa pro comercial):

Na Livraria da Travessa, nas três filiais, na Letras & Expressões, no Leblon e em Ipanema, na Argumento, na Dias Ferreira, no Leblon, na Folha Seca, na Rua do Ouvidor, no centro do Rio, na Livraria Da Vinci, na Avenida Rio Branco, na Livraria Cultura, através do site e com entrega em um dia, na Saraiva, sob encomenda, já que o livro deve chegar às livrarias apenas em janeiro, e vamos que vamos que vamos e que vamos.

Um grande 2006 a todos, que sobre saúde, é o que desejo, de pé, no banquinho imaginário, copo na mão e pro alto!

Até.

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LANÇAMENTO DO LIVRO EM SP

Na foto, comigo, o seu Clóvis, que foi o primeiro a chegar no Ó do Borogodó, em São Paulo, onde lancei o livro no sábado passado, 17 de dezembro. Seu Clóvis leu sobre a festa no Estadão e fez questão de aparecer pra comprar dois livros, pra dizer que é louco pelo Rio de Janeiro, alucinado por Vila Isabel e, vejam que lindo!, filho de um médico que atendeu Noel Rosa dias antes de sua morte!

Começou assim, emocionante, a tarde de autógrafos regado ao samba quente dos Inimigos do Batente no meu buteco preferido em São Paulo.

Aliás, foi emocionante demais.

Acompanhem isso.

O Szegeri chegou-se a mim a certa altura, ainda no começo da festa, e já veio chorando, que o Szegeri chora mais que bebê recém-nascido com cólicas olímpicas. Entregou-me um tinteiro e uma caneta.

– Edu, presente meu… – e chorou ainda mais – Aprendi a escrever com ela…

Uma Parker 51, linda de morrer, e que quase me derrubou antes mesmo do segundo autógrafo.

Falei em emoção, né?

E encontrar esse malandro aí ao lado comigo? Marcelo Coelho, o grande Coelho, parceiro de grandes noitadas com o Vidal, a quem não via há uns 5 anos, despencou-se de Campinas com a mulher, Cristina, e o filhão, Pedro, só pra me dar um abraço e dividir a alegria pelo livro.

Choramos – eu havia me esquecido de como chora o Coelho – um Rio de Janeiro inteiro. E eu fui de uma franqueza com ele que vou lhes contar…

– Edu… Você achava que eu não viria, né?

– Eu tinha certeza a-b-s-o-l-u-t-a disso… – e choramos mais.

Augusto, o biltre, estava lá. Marcão, que divide com o Augusto e com o Szegeri a história “Hotéis sem estrelas” brilhou a tarde inteira, atingindo o auge da felicidade quando bebeu, pelo gargalo, eu tenho isso filmado, uma garrafa magnum de Cidra, molhando a camisa por inteiro, o que gerou o muxôxo:

– Pô, Edu… Ela vai pensar que eu tava no motel com esse cheiro…

Quem também apareceu e me encheu de alegria foram a Aninha, a Ju e o maridão, aí na foto comigo. E a Denise, mãe da Aninha e do Dado (que fez forfait) também me deu a presença de presente.

Pra eles eu cantei “O Bêbado e a Equilibrista”, assim como pro Coelho ofereci “Saindo à Francesa”, frisando que o verso “discutir a importância da velha amizade, redimensionar a palavra saudade, é nela que tudo o que amei sobrevive” era pra ele. E o Coelho chorou de novo.

Apareceu também a Bia, o Wanderley Monteiro, o Capitão Leo, o velho Zé Szegeri, Armando e Jeremy, e a Maria Elisa, que merece um capítulo à parte.

A Maria Elisa está morando em São Paulo e é amiga de infância da Sorriso Maracanã. Sente-se, disse-me ela, um pouco peixe fora d´água na paulicéia.

E sentiu-se tanto em casa no Ó do Borogodó, e estava tão feliz (repetiu-me isso dezenas de vezes), e o Szegeri e a Stê foram tanto com a cara dela, que tenho a impressão de que cravei o início de uma relação de amizade entre eles, que há de frutificar.

Vejam aí, ao lado, a alegria das duas, Dani Sorriso Maracanã, e Maria Elisa, que foi de um carinho indizível comigo.

Como de um carinho indizível foram o Robson, que cuidou das vendas, a Railídia, a Iara (minha sereia amada, minha afilhada número 6), a Stê, o Szegeri, a Roberta Valente (que também esteve no lançamento do Rio), o Julio Vellozo, o Fernando (de quem gostei demais, disse isso ao Szegeri entre goles de Black & White), o Julio Cesar Cardoso (que foi mas não entrou no Ó, lotadíssimo!), toda a rapaziada dos Inimigos do Batente que me aturaram cantando inclusive o Hino da Independência (com gritos de Brizola e tudo no final!), as garçonetes mais-que-craques do Ó do Borogodó, a Luli e a Ana, minhas preferidas, enfim… todo o povo que deu as caras por lá.

Fechando, fiquem com a foto da minha Dani, mais-que-amada, com a Luli, e peço, de público, de pé no banquinho imaginário, ao meu irmão Szegeri, que dê um apelido pro sorrisão dessa craque na arte de servir e de sorrir.

No decorrer da semana, conto sobre o lançamento em Volta Redonda, na segunda-feira, 19 de dezembro.

Szegeri, meu irmão, a bola tá contigo. Depois da Sorriso Maracanã (minha Dani), depois da Sorriso Via-Láctea (Lelê Peitos) e da Sorriso São Januário (Maguinha), aguardo ansioso vosso parecer.

O tom desses dois sorrisos foi o tom da tarde em São Paulo.

Bonito demais.

Aguardem aí as novidades sobre Volta Redonda, onde comandados pelo Comandante, dezenas de amigos fizeram tremer a Cidade do Aço.

Até.

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LANÇAMENTO DO LIVRO NO RJ

O furdunço do lançamento do livro – num buteco, e não numa livraria, uma grande sacada – estava marcado pra começar às oito da noite, mas eu cheguei às seis pra entregar os livros ao Rodrigo, da Livraria Folha Seca, e já dei de cara com a Betinha, com olhos de “ai-meu-deus-cadê-o-livro?” Bonitinha demais, né não?

Comecei a assinar os livros por volta das oito mesmo, com a garrafa de Red Label ao meu lado, que aparece vazia na foto. Assinei o último passava um pouco de uma da manhã. Foi uma noite e tanto, emocionante demais. Como se não bastasse a emoção do livro em si, o filhote chegando nas mãos dos amigos, dos amigos dos amigos, desconhecidos, vizinhos do bar, o astral que reinou no Estephanio´s foi absurdamente alto e vou lhes contar dos destaques da noite.

Vamos lá.

Havia desde João Vitor – o mascote, no livro – com cinco anos de idade até dona Mathilde, minha amada avó, mãe de minha mãe, filha de minha Bia, com 81. Aliás, pedi tanto à vovó que não lesse o livro, mas acho que foi em vão. Vovó é daquelas que tem taquicardias violentíssimas quando ouve um inocente “porra”. O que sentirá, meu Deus, lendo o que vai nas linhas do livro?

A segunda grande emoção da noite – lembrem-se de que ver a Betinha babando à espera do bebê foi a primeira – foi encontrar a Lu. Vou explicar. A Lu vem a ser a irmã do meu irmão Fabinho, Fábio Matos, há pouco mais de um ano distante demais. A Lu estacou diante de mim e disse:

– Sabe quem eu sou?

E eu a abracei, e nos abraçamos, forte demais. Era o Fabinho ali, entre nós, e ela tão doce tendo aparecido com o noivo… Quando tomou o rumo da varanda eu desabei pela primeira vez. Mas foi bem bonito.

O livro é dedicado aos meus seis afilhados e à dinda deles, a Dani Sorriso Maracanã. E vejam aí minha alegria e meu orgulho abraçando a mais velha, a Milena, minha Mimi amada, filha da minha comadre Mariana Blanc. A Mimi tem os cílios mais bonitos do mundo, lê pra burro, e quase me derrubou quando chegou perto pra me dar um beijo. Fiquei que nem um pateta apontando o nomezinho dela no livro repetindo “viu, meu amor, viu?”, e a lindona, tímida que só, não escondendo a alegria. E tome festa.

Outro grande lance, também de derrubar, foi a chegada, totalmente de surpresa, da Roberta Valente, de São Paulo. A figura bateu o telefone pra mim, à tarde, desejou sucesso, êxito, lamentou o preço da passagem de avião, disse que estaria no lançamento em São Paulo no dia 17, e pronto…

Aparece no meio da noite e deu-me um abraço que nem conto. Dani, sacando tudo de longe e sem saber ainda quem era, veio em nossa direção com uma lança pontuda imaginária pra cravar na altura dos pulmões da moça quando a virei. E fiquei derrubadíssimo, de novo, vendo a Roberta e a Dani abraçadas e rodopiando pelo salão, felizes que só.

Na foto aí ao lado, eu e a peça, Roberta Valente, a pandeirista mais talentosa que eu conheço, que foi de um carinho, de uma demonstração de afeto tão absurda que vou te contar…

Pomba, sábado estarei em São Paulo, né? Mas ela fez questão de estar aqui, no primeiro lançamento… e isso foi bonito demais também.

Como também foi bonito ver o papai, completamente tomado pelo uísque, parecendo a mãe da noiva. Câmera digital nas mãos, fotografando tudo, me passando a biografia dos seus amigos que chegavam, e mamãe com um sorriso de rasgar o rosto, Fefê explodindo de alegria, indo o tempo todo à mesa me fazer festinha e perguntar, “tá feliz? eu tô!”.

De São Paulo, também, meu irmão Szegeri e a doce Stê, que estavam em nossa casa desde a quinta-feira. Szegeri, autor da orelha, não escondia o orgulho de assinar alguns livros, com dedicatórias geniais como essa que colhi numa olhada explícita: “Brinco, é uma tremenda alegria poder beijar sua orelha, Szegeri”. Vejam que beleza.

Agora vejam essa foto. Não tenho a menor idéia do que eu dizia à Dani. Mas vejam o tamanho do Maracanã, do sorriso-mais-lindo. Da árvore da Dani vieram Magali, a irmã que eu não tive, com o Ricardo, a Maria Helena, a Ana Clara (também na dedicatória), o Comandante, a Dona Sá, Dirce, Alvimar, que vieram da Barra da Tijuca, o que é tão difícil quanto sair de São Paulo.

Aliás, sobre o Comandante… Estava numa alegria de petiz. Viu-se ilustrado no livro que quicava pelo bar sem conter o orgulho. Deu entrevista pra TVE, indicado que foi como meu mais hilariante personagem. E disse-me que vai agitar, como nunca, o lançamento em Volta Redonda, na segunda-feira dia 19.

Outro destaque, mais-que-comovente, foram as presenças da Incêndio e do Bombeiro, respectivamente a mãe da Fumaça e seu padrasto. Chegaram, foram à mesa, levaram uns 4, 5 livros pra que eu assinasse e bateram o telefone pra Fumaça.

Fumaça que está em Maputo, na África. Foi lindo demais falar com a minha queridíssima Fumacinha, ainda que por poucos segundos, que devem ter custado uma fortuna. Mandou-me, a Fumaça, em email comovente também, e quero agradecer de público, de pé, no banquinho imaginário, à presença dos dois, Incêndio e Bombeiro, que também chegaram de longe, muito depois da poça, em Niterói.

De Niterói, também, minha mais-que-querida editora, Marcia Silveira, ao meu lado aí na foto. Aliás, pela ordem, da esquerda pra direita: Valéria, que foi representando o mestre Lan (autor da ilustração da capa), Marcia Silveira, da Casa Jorge, eu e Adriana Moreno, a responsável pela editoração do livro, uma craque, como craque também o Pepê, Pedro Toledo, que fez as ilustrações.

A Marcia, que despencou-se de Niterói, apareceu com o Alberto, o marido a quem eu ainda não conhecia, e com a Dôra, sua irmã, que também bate um bolão na editora e foi muito bom dividir a alegria da noite com todos eles.

É preciso agradecer, também de pé no banquinho, à Kaká, Karine Tavares, que fez a assessoria de imprensa e, tadinha, suportou meus ataques olímpicos de ansiedade, que foram devidamente enterrados ao longo da festa, que superou em muito minhas mais otimistas expectativas.

Havia, assim por alto, uma previsão de venda entre 80 e 100 livros.

E foram 143. Número que o Zé Sergio, também de Niterói com sua Dôra (outra Dôra), comemorou como só as dindas fazem.

Nesta foto, Zé Sergio (notem como é bobo fazendo chifrinho no Szegeri), eu, Szegeri e Cesar Tartaglia, amigo que quase me derrubou à tarde quando escreveu em seu blog, no site do jornal O Globo.

Fica difícil, ou mesmo impossível, citar quem esteve lá. Mas foi uma surpresa rever amigos que eu não via há muito tempo, como o Didu Nogueira, o Edmundo Souto, o Marcos Vilela, dar de cara com Nilsinho Amorim, o cara que temos, eu e Dani, como nosso padrinho, a figura hilária do Baiano, a Marilu, Vera e Cacá, e quase todos os personagens do livro, o Xerife, a Betinha, a Ruivinha, o Branco de beleza acachapante, o Zé Colméia, o Miguel, a Juliana, a Maria Paula, a Guerreira, a Brinco, o seu Osório (que passou só pra dar um abraço, estava com pressão alta), a Duda com seus pais, Rogério e Regina, a Manguaça.

A Sônia e o Chain, orgulhosos porque estiveram no lançamento do meu infantilíssimo livro de poesias que lancei em 1991. O Toledo e a Luciana, ele o pai do ilustrador, numa felicidade intensa. O Janot, belo sujeito, bom de copo. O Cabrera com a Cris, o Leo Huguenin, o Marquinho, o Bud, o Cachorro (autor de todas as fotos) com a Chris, Vidal, a Lenda, com a Gláucia, o Dalton, meu irmão, e agora lembrei-me de um troço.

Vamos aos presentinhos que ganhei ao longo da noite.

Primeiro me chegam Heloísa e Valmir, pais da Lenda. Ela com um potinho de aliche, sabe que eu amo, e um cartão lindo me desejando as coisas mais bonitas. Depois vem Carmen Gonzalez, a Rino, mãe do Dalton, com flores, e um abraço comovente e umas coisas lindas ditas ao pé do ouvido. Vovó com uma lembrança do meu vô Milton. A Sônia, mãe da Manguaça, me deu a caneta com que autografei os livros ao longo da noite, numa doçura olímpica. A Áurea, querida amiga e companheira do Fernando Toledo, presente ali, ó, de pé no balcão.

Quem também se fez presente, muito bem representado, foi meu guru, Aldir Blanc, autor do prefácio do livro. Vejam aí o carinho da Mari Blanc, a quem chamei de “uma espécie de mãe”, numa dedicatória emocionada. Momento da noite: Mari dá de cara com o João Vitor. E diz:

– Você não lembra de mim, né?

– Não! – diz o João com a franqueza das crianças.

– Mas e se eu disser que sou avó do Pedro, da Joana…

– Vovó Mari!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – e atirou-se nos braços dela.

Como eu digo no livro, o João é gênio da raça, orgulho de Vila Isabel.

Meus amigos, eis aí o relato breve – creiam… brevíssimo – da noite.

Ao longo dos dias vou escrevendo mais.

Fecho dizendo o seguinte.

Esse malandro aí ao lado, comigo, é o Dalton.

Como se não bastassem as emoções da noite, a quantidade de choro – só o Szegeri chorou mais do que eu – o Dalton recebeu meu livro com dedicatória e o guardou.

Passei o resto do tempo reclamando:

– Não vai ler, pô?

E ele:

– Não!

Mandou-me no dia seguinte um email explicando o porquê.

E quase me matou tamanha a boniteza do que disse.

Se ele me autorizar, quebro o sigilo da correspondência e mostro pra vocês.

Fechando. O livro já está à venda na Livraria Folha Seca, na Rua do Ouvidor, na Livraria da Travessa, em Ipanema e na Travessa do Ouvidor, e na Argumento, no Leblon.

Até.

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APRESENTAÇÃO – FAUSTO WOLFF

Fausto Wolff

O que eu diria para um sujeito que nunca veio ao Rio:

— Compra o livro do Edu, “Meu Lar é o Botequim”!

E diria isso porque o que sobrou do meu Rio de Janeiro está nas páginas deste livro; na autenticidade dos seus personagens, na alegria de viver dos seus bêbados.

Todos sofrem, é claro, a crueldade dos poderosos, dos que não têm caráter, dos que acham que vivem e não vivem.

Edu e seus belos paus d’água, porém, vivem num mundo paralelo absolutamente carioca, um mundo culto e sofisticado em sua nobreza popular. O que vem de baixo não os atinge.

O autor Edu carrega com ele tudo de bom que encontra no caminho, como a Dani, por exemplo, e vai transmitindo essa bondade por onde passa.

Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, Antônio Maria, Nelson Rodrigues e Rubem Braga gostariam deste livro.

Aldir Blanc gosta.

Diante disso, adianta eu lhes dizer que é excelente, no sentido de ultrapassar as melhores espectativas?

Fausto Wolff

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PREFÁCIO – ALDIR BLANC

Aldir Blanc em casa, janeiro de 2004

O Livro e o Dissidente

É sempre difícil apresentar o livro de um amigo-irmão.

Os detratores partirão para a fácil lenga-lenga acusatória de excesso de babilaques e lantejoulas. Bom, quebrarão a cara e roerão as unhas de ódio. O presente livro, “Meu Lar é o Botequim”, de Eduardo Goldenberg, fala por si mesmo.

Taqui nesta mesma mesa o Fausto Wolff que não me deixa mentir.

Eduardo Goldenberg é carioca dos ovos, carioca da bunda, da Zona Norte, de blocos e bares, de becos e esquinas, carioca dos países baixos e mostra sua vocação pra disputar, aguerridamente, causas perdidas, sua ojeriza aos mamalufs soltos, aos garotodutos propinados, às Rosas de Maia que destroem o Rio de Janeiro, à lama que envolve as bases de sustentação política do país. No grito contra a escrotidão dos investigados e investigadores das CPIdiotas, daqueles que mantêm a velha ordem dos faraós embalsamados, Edu nasceu dissidente até de si mesmo. Não perdoa hipocrisia e atitudes politicamente corretas, estejam camufladas no futebol, no feminismo, nas estruturas neoverdes ambientoscas, na enxurrada de páginas estruturo-linguarudas de suplementos culturais que tomaram o freio das vã-guardas nos dentes podres.

É triste constatar que não há espaço na imprensa escrita para as broncas de Nei Lopes, Chico Paula Freitas, Ilmar Carvalho, Eduardo Goldenberg…

Mas, felizmente, aqui está o livro, última cidadela da civilização: papo em torno do limão da casa, do caldinho de feijão, dos torresmos e moelas, das porções de queijo ou de salaminho; saudade dos amigos de outras épocas, e copo; muito suor e gelo; mulheres e, eventualmente, porrada.

Por tudo isso, com todo meu afeto, um poema pro Edu.

Pós-Intróito

Estamos passagem de aqui
onde a eternidade é aragem…
Daí, essas garrafas
no fundo das mensagens.

Aldir Blanc

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E NASCEU A CRIANÇA…

Terça-feira, dia 06 de dezembro, por volta das 18h, nasceu meu filhote. “Meu Lar é o Botequim” chegou às minhas mãos, em Niterói, muito mais bonito que eu imaginara no meu mais bonito sonho. Vamos ao dia de ontem, recheado, como vocês podem imaginar, de emoções as mais intensas.

Marquei de encontrar o biltre do Zé Sergio, mais conhecido como “Dinda” em razão das carradas de declarações que faz a mim, no Mercado São Pedro, do outro lado da poça. Tomei um ônibus pra Praça VX, o Catamarã pra Niterói, e de lá um táxi pro Mercado. Zé Sergio, também conhecido como “Velha Coroca”, alcunha de autoria do meu irmão Szegeri, me esperava como um desses bonecos infláveis de posto de gasolina, branindo os braços diante da entrada do Mercado:

– Vamos pra outro lugar! – gritou o Zé já entrando no banco de trás.

Tomamos o rumo do Caneco Gelado do Mário.

Algumas garrafas de Brahma e uma porção excepcional de polvo à vinagrete, e o Zé pega o celular. Passa o telefone pra mim (antes disso o Augusto, outro biltre olímpico, também ligou).

Era o Szegeri. Minha “madrinha”, orgulhosa, quis que falássemos, eu e o Szegeri, poucos instantes antes da chegada do livro, fresquinho, direto da gráfica. O Zé decretou:

– Vamos invadir a Casa Jorge! Não agüento mais esperar aqui!

Chegamos à editora. Antes de subirmos, passamos na padaria em frente e adquirimos (eu paguei, que o Zé ontem parecia um judeu ortodoxo das piadas de buteco) algumas latinhas de cerveja, uma garrafa de espumante e biscoitinhos salgados sortidos.

Marcia Silveira, minha doce editora, não escondeu o olhar de pânico quando nos viu.

– Mas o que vocês estão fazendo aqui, meu Deus?

O Zé, com a intimidade que só os cabelos brancos permitem, gargalhou, sentou-se à mesa, abriu a primeira latinha, pôs meia dúzia de biscoitos na boca, arrotou (como o velho Osório) e disse de boca cheia:

– Vamos esperar o livro!

Uma Marcia sem jeito:

– Mas eu acabei de mandar a gráfica entregar 300 livros na casa do Edu…

– Mas vai chegar aqui primeiro, não vai? – disse o Zé com a boca lotada.

– Vai, mas…

– Sem mas-mas… Vamos esperar!

Ficamos ali, naquele bebe e come, falando besteira, quando toca a campainha. Saltamos da cadeira, eu e o Zé, e atacamos como hunos o pobre rapaz da gráfica com dois pacotinhos na mão.

A Marcia:

– Mas, gente… Calma…

O Zé estava sentado sobre a barriga do Maurício abrindo com a boca um dos pacotes. Jogou um livro em minha direção.

Saí, de fininho, com o livro nas mãos, e fui chorar na recepção da editora.

Vem o Zé, em poucos minutos.

– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… chorando… coisinha de viado… – disse o Zé.

O Zé disse isso e em segundos chorava de esguichar.

A Marcia tirando um sarro da cara dele:

– Ué, Zé… Não é coisinha de viado?

O Zé, que me deu um abraço de tamanduá, dizia:

– Mas tá lindo o livro do menino… – e chorava mais.

Pegou o celular, o Zé, de novo, e ligou pro Szegeri.

Entre taças de espumante e farelos de biscoito, pusemos o Szegeri, coitado, pra falar com a Marcia, com o Maurício, e ficamos ali, brindando e festejando o nascimento da criança.

De lá fui bebemorar com Flavinho e Betinha, no Picote, no Flamengo. Dei breve esticada no Bar Getúlio, onde bebi a última da noite com o Baiano, a quem intimei para o lançamento, na próxima segunda-feira, às 20h, no Estephanio´s, onde quero ver todo mundo.

Até.

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TÁ FALTANDO ELE

(pra Luciana Machado Matos)
Então. A uma semana do lançamento do livro, o que me deixa com olímpicas cólicas de ansiedade, sinto saudadas ainda mais olímpicas desse malandro aí em cima, Fábio Machado de Matos, o Fabinho, que há um ano (amanhã) está longe demais. Vai daí que pensando na festa do dia 12, no Estephanio´s, penso também nos meus irmãos que não estarão presentes (estarão, sim, mas em mim): Marco Aurélio, Fernando Toledo, e no Fabinho.

E o Fabinho, com quem dividi arquibancada do Maracanã, balcões de bar e muito papo, foi responsável – vejam vocês! – por um dos mais bonitos momentos que o Buteco rendeu até hoje.

Foi há uns meses. Abri a caixa de emails e – póim! – quica uma mensagem assinada por Luciana Machado Matos. Sua irmã.

Disse-me, a Lu, que queria agradecer a simples homenagem que prestei ao Fabinho no extinto Opinião do Edu. Disse-me, mais, que de vez em quando ia lá, no tal texto, sentir a presença do irmão através das palavras do amigo, eu, a quem ela não conhecia. Ainda.

Vai daí que passamos a trocar e-mails, vai daí que a Lu prometeu presença no dia 12, no Estephanio´s, e vem daí a beleza da coisa: o Fabinho vai estar mais-que-presente no furdunço em que vai se transformar aquela esquina.

Além de estar permanentemente em mim e na memória de grandes momentos da minha já não tão curta vida, vai estar presente com a presença da irmã que tem, obviamente, saudades igualmente olímpicas do irmão. E não é pra menos.

O Fabinho era (e é) um grande sujeito. Pai de dois filhos, casadíssimo com a Renata a quem não conheci graças à mente doentia do cara (parecidíssimo comigo em alguns itens formadores do caráter), rubro-negro da melhor cepa, abraço forte, aperto de mão que só tem quem tem firmeza, Fabinho está devidamente vivo nas páginas do livro, o que dá a ele, livro, ainda mais vida e graça.

Vai fazer uma puta falta no dia 12. Mas uma falta sutil. Já que – não quero ficar repetindo o óbvio – vai estar ali, de pé no balcão, com aquele sorrisão safado, brindando à campanha do Flamengo e ao livro.

E fazendo, de leve, um carinho nos cabelos da irmã.

Até.

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