Arquivo do mês: julho 2004

MULHER, FUTEBOL E BOTEQUIM

Doces figuras, finalmente foi-se o tenebroso junho, que fechou com a derrota do Flamengo para o Santo André no Maracanã. Grande mês. PQP.

Assiti ao jogo na companhia do Dalton, do Flavinho e do Dedeco.

Conosco, Alê, Manguaça, Duda e Brinco. Eis o problema.

O jogo comendo, a tensão no ar e começam as pérolas que cruzavam a mesa como mísseis.

DUDA (aos 5 minutos do primeiro tempo): “Gente, gente… o que é Ibson? É do Flamengo?”

MANGUAÇA PARA ALÊ (6 minutos do primeiro tempo): “Ai, esse jogo tá um saco… você gostou do final de Celebridade?”

BRINCO (antes dos 15): “Pra que lado o Flamengo ataca?”

DUDA (aos 22, gemendo lânguida): “Dedeeeco… qual a diferença entre escanteio e córner?”

Diante do silêncio do Dedeco, justificadamente emputecido com aquilo, BRINCO emenda rindo muito, como de praxe: “Escanteio é quando o Flamengo cobra aquele lateral com o pé e córner é quando é contra nós”

Intervalo, 0 a 0.

Começa o segundo tempo da final. Gol do Santo André. Todos irritados, nervosos e tensos.

DUDA de primeira: “Calma, gente… no jogo da volta a gente vira…” BRINCO: “É… que tensão… em que lugar desse campeonato o Flamengo está?”

Dois a zero Santo André.

MANGUAÇA: “Alê, você gostou da atuação do Márcio Garcia no último capítulo?”

Final do jogo. Prostração geral. Desânimo.

DUDA: “Dedeeeeeco… o jogo de volta é na quarta-feira que vem?”

Dedeco deu-lhe um merecido murro e partimos.

Até.

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UMA PEQUENA HOMENAGEM A DUAS FIGURAS QUERIDAS

Doces figuras, quero daqui, do Buteco, levantar um brinde em homenagem a duas pessoas queridíssimas que, nesta semana, dentro desse tenebroso mês de junho que já se foi, me deram, cada qual a seu modo, alegrias bastante intensas.

Dois biólogos, uma estranha coincidência.

A moça primeiro. Val, morando atualmente em Denver, nos EUA, longe do Brasil e de seu filho Davi, estudando, sofrendo todos os revezes que sofre um brasileiro no estrangeiro, a distância dos amigos, da língua, mandou-me email comovente cujo trecho reproduzo:

“Você continua a me emocionar com o seu “Boteco do Edu”… e eu já chamava ele assim, antes de você mudar o nome oficialmente… acho perfeito… Juro que quando tiver um tempo, deixarei meu registro lá… Mas posso te adiantar uma coisa: ler o “Boteco do Edu” já faz parte das minhas estratégias de sobrevivência aqui… Você me faz mais feliz por me sentir próxima do meu Brasil, da Cidade Maravilhosa, do chopp geladinho (mofado como diz o Fefê) e do clima de amizade e companheirismo que só quem é brasileiro conhece… Como diria o poeta: “Os Estados Unidos é bom, mas é uma merda. O Brasil pode ser uma merda, mas é BOM!” Bom demais… Beijos saudosos de tudo e todos, Val.”

Eis uma das razões pela qual vale a pena manter o Buteco de pé, aberto, funcionando a mil. Beijo grande, Val!

O rapaz. Mauro Rebelo, meu irmão, que esteve também fora do Brasil por mais de 2 anos estudando, voltou há pouco e esteve muito próximo de tomar a decisão de voltar, graças à incompetência e sordidez dos governos que lhe postergavam o pagamento de sua bolsa, tornando inviável sua permanência no país. Acontece que o malandro, nesta semana, enfrentando dezenas de feras de sua área, disputando uma vaga (isso mesmo, UMA vaga) para Professor da UFRJ, cravou 10 do início ao fim das avaliações e abocanhou o concurso.

O que não me causou nenhuma espécie.

Atrás daquela quilha gigantesca, esconde-se um geniozinho. Beijo, meu irmão!

Até.

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