Arquivo do mês: junho 2008

>PAINEL DE LEITORES – IV

>Thaís Pacheco e Marcelo Miranda, Guarulhos, estado de São Paulo… Número 04 para o sorteio do livro… PARTICIPE!!!

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PAINEL DE LEITORES – III

Rodrigo Medina, São Paulo, estado de São Paulo… Número 03 para o sorteio do livro… participe aqui!

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>OS LEITORES NOS ROTEIROS – I

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Meus pais, amados, foram os primeiros a enviar fotos de um de meus roteiros. Abaixo, o relato deles e as fotografias. Lembro, antes que alguém reclame!, que eles mesmos abriram mão do livro, prêmio por conta da primeira fotografia enviada do letreiro do Grapette!

Padaria Trigus na rua Mariz e Barros esquina com Ibituruna, Tijuca, Rio de Janeiro
Edifício Aymoré na rua Lúcio de Mendonça, Tijuca, Rio de Janeiro
barraca de pastel na feira da rua Vicente Licínio, Tijuca, Rio de Janeiro
letreiro do Grapette do Café e Bar Londres, na rua São Francisco Xavier esquina com General Canabarro, Tijuca, Rio de Janeiro


Eis o relato deles:

“Hoje os papéis se invertem e a sugestão do filho é cumprida com todo o rigor. Saímos de casa cedo para cobrirmos a reportagem; o céu encoberto por forte neblina anunciava o forte sol que chegou, de fato, lá pelas 9 horas da manhã. Máquina a tiracolo, como dois turistas, e uma fome canina em busca da TRIGUS e da DOCE ACÁCIA que, afinal, não encontramos no local indicado por você… voltamos à TRIGUS, não sem antes fotografar o belo EDIFÍCIO AYMORÉ, na esquina da Benevenuto Berna.

Na volta, passamos pela Gonçalves Crespo e em seguida pela feira que ainda estava relativamente vazia. Registramos a barraca do que você chama de melhor pastel do mundo, e ficamos na TRIGUS (antigo Regina de bons sundaes e ice cream soda e programa certo para depois do cinema).

A padaria estava LLLOOOTTTAAADDDAAA!! Seu pai, impaciente, nem disfarçou a surpresa. Estava uma muvuca por conta de provas nas redondezas. Gente saindo pelo ladrão! Um café da manhã agitado mas saboroso… pão sem bromato, suco de laranja feito na hora e a missão que nos propusemos a registrar o evento estava cumprida.

Ah, ainda faltava fotografar a placa do GRAPETTE – rumamos para a São Francisco Xavier e demos, felizes, os cliques finais, cumprindo à risca o roteiro.

Vale confessar que fizemos o trajeto de carro porque ainda nos restava caminhar pela FLORESTA DA TIJUCA e chegar em casa a tempo de ver a partida final de Roland Garros.

Tudo planejado e cumprido!!! Tudo o que seu mestre mandar!!! Faremos todos!!!

Beijos…… Maria e Isaac.”

PARTICIPE!!!

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>PAINEL DE LEITORES – II

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Cláudio Menezes, Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro… Número 02 para o sorteio do livro… PARTICIPE!!!

Cláudio Menezes, leitor do BUTECO de Volta Redonda, RJ

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>PAINEL DE LEITORES – I

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Inês, Boston, Estados Unidos da América… Número 01 para o sorteio do livro… PARTICIPE!!!

Inês, leitora do BUTECO, de Boston, nos Estados Unidos

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PROSSEGUINDO COM A REFORMA

(ou ANÚNCIO DE BREVE RECESSO)
(ou PRIMEIRA PROMOÇÃO DESDE A INAUGURAÇÃO DO BUTECO)
(ou ainda APAREÇA NO BALCÃO DURANTE O RECESSO DE JUNHO)

O BUTECO abre hoje, sexta-feira, para anunciar, primeiramente, que vamos baixar as portas de aço do estabelecimento (eram de ferro, as tais portas, mas foram trocadas por portas de aço na última etapa da reforma do bar!) até o final do mês de junho. E não, meus poucos mas fiéis leitores, não me passa pela cabeça, em absoluto, tomar a decisão (pensada e repensada, diga-se) que tomou meu querido Bruno Ribeiro, que fechou o PÁTRIA FUTEBOL CLUBE (aqui) para abrir, concomitantemente, o BOTEQUIM DO BRUNO (aqui). Nada disso. O BUTECO ficará fechado por um tempo, apenas – é o que francamente espero, eis que nenhum de nós pode, é claro, garantir o que será o dia de amanhã.

Eu, há algumas semanas, comuniquei a vocês, numa prova fideidigna de respeito para com todos os que passam por aqui (o mesmo respeito que teve o meu querido mano de Campinas quando mudou-se para melhor atender a freguesia!), diariamente ou não, que o BUTECO passaria por ampla reforma – foi no texto EM REFORMA, de 07 de maio de 2008 (aqui).

Essa ampla reforma, os que têm olhos de ver, notaram!, representou uma guinada de 180 graus no que diz respeito à condução da conversa de dentro para fora do balcão – eis aí o ponto nodal da reforma do bar que acabou por influenciar, também, os freqüentadores, que passaram a falar mais e a participar mais.

Só que agora, meus poucos mas fiéis leitores, é necessário um descanso.

O BUTECO, aberto em março de 2004, tem 965 postagens. De alguns anos para cá – quem me acompanha há tempos sabe disso – a freqüência de textos é praticamente diária, muitas vezes com o bar sendo aberto aos sábados, domingos e feriados, e algumas vezes, ainda, com mais de um texto por dia.

Não vou repetir, aqui, o que já disse dezenas de vezes, mas farei breve menção à coisa: são quase 500 acessos por dia, perto de 12, 13 mil acessos ao mês; depois da reforma, então, a presença de leitores e freqüentadores à vontade diante do balcão imaginário passou a ser ainda maior (como mencionei, rapidamente, acima); fiz amigos graças ao BUTECO, conheci muita gente bacana e muita gente bacana a quem sequer conheço já faz parte de meu dia-a-dia, gente que me escreve, que comenta, que palpita, que dá vida a isso aqui.

Mas é chegada a hora, definitivamente, de um descanso. Descansar a cabeça, rever a condução da coisa, para voltar com carga total e com a reforma terminada.

Evidentemente que vou continuar atualizando os comentários, se algum comentário houver – e respondendo a cada um deles, como passei a fazer (eis outra faceta da reforma que imprimi ao blog) com a rigidez de um jesuíta. Mas não esperem, pelo menos até 30 de junho (eis o limite das férias que me dei!), qualquer novidade por aqui. Não esperem mesmo. Não vou descumprir a palavra ora empenhada. A bolsa de valores vai disparar, ou despencar, há de ser inaugurado mais um buteco na Tijuca, meu irmão Szegeri fará anos em junho, o inverno há de se fazer presente e fará frio no Rio de Janeiro, vai haver frente fria, mar revolto, o Fluminense encarará seu adversário pela primeira partida da final da Libertadores – tudo isso em junho, e nada disso capaz de me tirar do merecido descanso.

Uma última palavra: se por acaso alguém realmente tiver disposição de enfrentar um dos cinco roteiros de passeios pela Tijuca que propus (o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto), peço um favor: ou me escrevam contando como foi (por aqui) ou deixem um comentário no respectivo texto.

Foi uma experiência interessantíssima escrevê-los e será um prazer do tamanho da Tijuca saber o que vocês acharam do passeio que fizeram. Fico, daqui, a imaginar coisas… Algum leitor esbarrará mesmo com a Dona Olívia durante o passeio pela Praça Xavier de Brito, como sugeri? Se alguém esbarrar com ela – por favor!, por favor! – tire uma foto e me mande!!!!! Algum leitor aceitará a sugestão para uma barba, cabelo ou bigode no Seu Ernesto? Alguém topará o almoço de domingo no Huan Lian? Alguém provará dos pastéis da feira da Vicente Licínio? Alguém irá encarar um café da manhã ou na Trigus ou na Doce Acássia? E o almoço, ou o jantar, no Fiorino? Alguém? Alguém se interessará pela cozinha do Mitsuba? Quem irá conhecer o Edifício Aymoré na esquina da Lúcio de Mendonça com a Benevenuto Berna? Ou o Edifício Moutinho, durante o trajeto para o Bode Cheiroso? E quem irá provar das lingüiças artesanais do Otto? E quem irá beber cerveja de manhã no Aconchego Carioca? E mais, e mais, e mais, e mais… Os cinco roteiros estão cheios de dicas…

Acabo de ter uma idéia e quero me comprometer com uma coisa (se eu não receber uma única foto que seja serei, em julho, um frustrado, um triste, um cabisbaixo, um homem arrasado): mande-me por email (aqui) uma foto sua, ou sua com seu marido, com sua mulher, com seu namorado, sua namorada, seus amigos, vizinhos, seus pais, avós, filhos, filhas, afilhados, papagaio etc durante um dos cinco passeios. Junto com a foto, conte suas impressões sobre a Tijuca e sobre minhas dicas. Prometo publicar, e mesmo durante o mês de recesso! Pronto. Não vou queimar a mufa com textos, não direi um “oba”, um “olá” que seja, mas mantenho o blog atualizado com as aventuras tijucanas de meus leitores! Ótima idéia!

(penso enquanto escrevo)

E se você mora longe, em Portugal, em Brasília, em Buenos Aires, em Boston, em Houston, em Natal, em São Paulo, em Campinas, em Belém (lugares onde sei que tenho quem me leia!), mande – se quiser, é claro – uma fotografia com o BUTECO aberto, ao fundo, na tela de seu computador. Publicarei também! Também por email, aqui.

E outra idéia: quem me mandar a PRIMEIRA foto (serei justo, prometo!) do letreiro oval do Grapette (num dos roteiros eu falo sobre ele!!!!!), que fica num buteco na Tijuca (vá atrás da informação, pô!) – e é preciso que o leitor apareça na fotografia também!!!!! – ganha, de presente, um livro meu – MEU LAR É O BOTEQUIM – devidamente autografado. A autorização para publicação da fotografia é expressa e manifestada com o simples envio da mesma, por email, aqui.

Quem participar, com foto, de qualquer outra maneira proposta que não essa do letreiro do Grapette, (pode ser durante um dos passeios na Tijuca ou com a tela do computador com o BUTECO aparecendo), participa de um sorteio para ganhar o mesmíssimo presente – um livro meu.

– Pô, Edu… mas eu já tenho o seu livro…

Ganhe outro e dê de presente!

E larguem mão do preconceito, pô! Tijucano que é tijucano sai de casa com a câmera digital a tiracolo. Celulares, hoje, quase todos, têm câmera digital. Não tenham vergonha, em absoluto, de serem tijucanos em estado bruto por uns momentos apenas: tirem suas fotografias e mandem pra mim. E vocês de fora, de outros estados, do exterior, mandem suas fotos também. Vou contar um troço pra vocês (pequena confissão pública de um carente incorrigível)… Vocês vão me fazer um bem tremendo atendendo a esse pedido que soa – a princípio apenas… – patético. Vai ser muito bacana, depois de quase um mês inteiro, ter um painel de leitores e leitoras exposto aqui. E dar de presente, a dois deles, um livro meu, carinhosamente dedicado!

Ah, sim! Eu disse que o BUTECO tem 965 postagens… Pouquíssima gente (acho que só meu pai…) leu tudo. Ou seja… mãos à obra e divirtam-se!

Até julho, gente!

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>PROCURA-SE O PÃO JACARÉ

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Vejam vocês, meus poucos mas fiéis leitores, que depois da saga de passeios que propus pela Tijuca (o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto) as manifestações, nos comentários, os pitacos no balcão, cresceram vertiginosamente, causando, assim – como eu diria? – uma espécie de epidemia de amor pela Tijuca, uma verdadeira coqueluche, uma febre terçã que faz o tijucano (ou a tijucana), esteja onde estiver, expelir esse orgulho e esse ufanismo bairrista como se exibisse, diante da hemoptise romântica, nostálgica e inevitável, a prova material, vermelha, viscosa, brilhante e abundante de sua condição inefável de tijucano olímpico. Feito o intróito, vamos em frente.

Dentre todas as manifestações com referência à Tijuca e às lembranças de cada um, e foram muitas (até o momento são 72 comentários, incluindo os meus), uma me tocou especialmente. Não porque tenha sido ela feita por Helion Póvoa Neto, uma espécie de reserva intelectual do BUTECO. O Helion Póvoa Neto, eu já lhes disse, é um homem que caminha e que vai deixando, pelo trajeto percorrido, gotas de sabedoria que escorrem, visivelmente, através de seus calcanhares, transbordando de seus sapatos (eu nunca vi o Helion de tênis, de chinelo, nunca!). Eu mesmo, em certa oportunidade, escrevi sobre ele (aqui), o seguinte (e estava sendo, quando escrevi, preciso do início ao fim):

“Foi verificar que era ele, foi perceber que escorriam por baixo das bainhas de suas calças, lubrificando seus sapatos, o seu saber, a sua sabedoria, o seu conhecimento e a sua densidade intelectual, foi apertar suas mãos aindas sujas de giz e olhar dentro de seus olhos capazes de transmitir aquela tranqüilidade que só os intelectuais acadêmicos têm, que fiquei calmo.”

Mas não foi por conta dessa devoção que tenho (eis a confissão pública que faço hoje) pelo peso de sua sabedoria que toquei-me com seu comentário, com sua manifestação. Ajudou, não posso mentir. Ajudou, também, a empatia que percebi nascer do encontro (ainda no plano virtual, diga-se) entre ele, Helion Póvoa Neto e meu pai. Dia desses mesmo – pequena digressão – estava eu na casa de meus pais, quando meu velho me cutucou, puxando em seguida a manga de minha camisa:

– Como é esse Helion? Conta, conta!

E eu:

– Uma cabeça. Um crânio. Um gênio!

– Como conhece a Tijuca!

Eu, provocando:

– Conhece tudo, meu pai. Queres conhecê-lo?!

– Claro!

– Mesmo?

– Ué, por que?

– Vais suportar, meu pai?

– O quê? Ele é chato?

– Não, meu velho! O peso acachapante de seu saber, de sua erudição…

– Ora, Eduardo! Marque! Quero conhecê-lo!

Vamos voltar ao tema.

A principal razão pela qual marcou-me, agudamente, a manifestação do Helion, foi a franqueza evidente na manifestação de seu pensamento, a aparente pequenez do objeto de seu desejo exposto pelo pensamento, e a grandeza da saudade que só faz crescer diante da falta do objeto de seu desejo exposto pelo pensamento. Quero lhes dizer que a manifestação a que me refiro – preciso lhes dizer a verdade – foi feita por email, num bate-bola em que estávamos envolvidos eu, meu velho pai, o Felipinho Cereal, o Helion e o Szegeri (pus os nomes em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades). Quebro, pois, sem com isso cometer pecado, o sigilo da correspondência, mas por uma boa causa. Eis o trecho do email de autoria do Helion (e um email do Helion é uma obra-prima):

“Ao lado da galeria Sky tinha uma loja Gebara e, logo em seguida, a melhor panificadora do bairro (acho que se chamava São Sebastião), com o extraordinário Pão Jacaré, as rosquinhas amanteigadas, as mentirinhas, as mãe-bentas. Um dia fechou e me disseram que tinha mudado de bairro, mas não sabiam qual. Até hoje, quando circulo por áreas ainda desconhecidas da Zona Norte, acalento a fantasia de reencontrar a São Sebastião em sua nova (?) filial, e o Pão Jacaré estaria me esperando lá dentro. Com sua cauda de açúcar cristalizado e seus olhos de passas.”

Eis aí o que é espantoso.

O Helion Póvoa Neto está dando uma palestra para centenas de espectadores sobre – digamos – dupla cidadania, fluxos migratórios, esses assuntos que ele domina como poucos (ouso dizer que como ninguém!). Tem, diante de si, seiscentos olhos atentos, pregados em sua sóbria figura, e tem o pensamento vagando por conta da nostalgia que o prende ao Pão Jacaré, assim mesmo, maiúsculo, como ele fez questão de escrever. O Helion Póvoa Neto está dando uma entrevista para a GLOBONEWS, holofotes e microfones estão apontados em sua direção, ele tem os olhos fixados na telinha da câmera atendendo orientação da repórter, mas a cabeça só pensa na cauda de açúcar cristalizado e nos olhos de passas do jacaré em forma de pão, que ele perdeu de vista.

Eis o que eu queria lhes pedir, meus poucos mas fiéis leitores.

Se você tiver uma pista da PANIFICADORA SÃO SEBASTIÃO (ele não consegue ter certeza do nome…), se você souber onde pode ser encontrada essa iguaria da gastronomia tijucana, esse PÃO JACARÉ (maiusculíssimo!) com cauda de açúcar cristalizado e com passas pretas fazendo o papel de olhos do réptil carnívoro, por favor, escreva-me por aqui.

Ofereço recompensa.

Até.

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