Arquivo do mês: julho 2006

>UMA HOMENAGEM PARA O SZEGERI

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Acabo de levantar a porta de ferro do Buteco depois de uns dias de remanso. Fui, durante a semana que passou, padrinho as 24 horas do dia. Primeiro com a Iara (de terça a sábado), depois com a Maria Helena (no sábado) e depois com o Henrique (no domingo e hoje). Devo dizer, em nome da precisão que me é peculiar, que a Maria Helena não é minha afilhada oficialmente nem o Henrique o é. Mas o que importa é o que manda minha alma. Então, fui padrinho de 3 de meus afilhados as 24 horas do dia até ainda há pouco. Razão pela qual só agora retomo minhas atividades por aqui. Comemorando, aliás, antes mesmo do final do dia, o recorde de visitas num único mês desde que inaugurei o Buteco, em março de 2004: até o momento, 18h30min desse 31 de julho de 2006, são mais de 2.500 visitas, uma bela marca. Mas vamos em frente.

Como lhes contei aqui na semana passada, o Szegeri, meu irmão paulista, chegou ao Rio de Janeiro de sopetão (ninguém chega tão de sopetão como o Pompa) com a doce Stê (gravidíssima e linda) e com a Iara.

Está na página 123 do meu livro (comprem, comprem, comprem!) o texto “O respeito que o Szegeri impõe”. Quando o escrevi, dezenas, centenas de polegares resvalaram meu nariz:

– Exagerado!

– Mentiroso!

– Hiperbólico!

Mas vejam.

Eu nunca tive, nem mesmo tenho, pressa quanto a isso: eu sei que o tempo irá devolver cada apontada de indicador, cada resvalada no meu nariz, e todos dirão, resignados:

– O Edu era um preciso!

– O Edu era a encarnação da verdade!

– O Edu era um contido!

Foi o Pompa pisar no Rio e eu liguei pro Fefê:

– Fê, sabe quem está aqui?

– Não. Quem?

– O Pompa!

Fefê ficou mudo. E disse:

– Jura? – tinha a voz encolhida.

– Palavra.

– Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Desliguei tristíssimo.

O Fefê nunca soltou um “oba” com mais de um “a” quando eu me anunciava em seu interfone, de surpresa. Aliás, a bem da verdade, nunca soltou um mísero, um único “oba”. Eu só ouvia um muxoxo de desdém, um “tsc” humilhante do outro lado do interfone.

Pois bem. Em segundos toca meu celular. É o Fefê.

– Edu… churrasco aqui em casa na sexta-feira, às duas da tarde, em homenagem ao Szegeri, avise a ele por favor.

Eu retruquei:

– Fefê… às duas da tarde estou trabalhando, não dá pra ser às…

Um corte seco:

– É pra ele o churrasco, Edu.

Destruí-me naquele instante.

Mas fui.

Eu não suportaria estar ausente.

Fomos. Fomos eu, o Pompa, a doce Stê, a Iara e a Roberta Valente, também no Rio de passagem.

Szegeri e papai, 28 de julho de 2006

Lá chegando aquela festa de “ohs” e “ahs” para o Szegeri. Até o gato da casa ronronou roçando os calcanhares do meu amigo.

Meu pai estava lá. Atracou-se com o Szegeri num abraço de pai e filho. Virou-se pra mim, meu pai:

– Ué… Você não está trabalhando hoje? – e estendeu-me a mão protocolarmente.

O Fefê estava eufórico, exaltadíssimo.

Abraçou-se com o Pompa demoradamente e ainda agarrado ao corpo do Szegeri dirigiu-se a mim por cima dos ombros pomposos:

– Ué. Você veio?

Eu tentava disfarçar, mas por dentro eu chorava de dar dó. Tudo era bem pior já que a Sorriso Maracanã, que sempre me defende, que sempre me alenta numa hora dessas, estava viajando com retorno previsto apenas para o dia seguinte.

Sentei-me num canto e observava os movimentos.

Roberta Valente, Stefânia e Fefê, 28 de julho de 2006

Fefê fatiava uma picanha.

Arrumou as fatias na tábua.

E saiu servindo seus convidados.

Estendi a mão, humílimo:

– Já já vai sair alcatra. – disse o Fefê que quase me cortou os dedos com a fúria com que girou a tábua na direção do Pompa, que por sua vez lambia os dedos brilhantes de gordura.

Mas o pior estava por vir.

A certa altura o Pompa pede silêncio. Pega de um embrulho que eu julgava ser um brinquedo da Iara quando saímos de casa e o entrega ao Fefê.

– Abra, mano. – disse o Szegeri já chorando com aqueles olhões.

Fefê abriu e os dois se abraçaram ainda mais comovidos.

Era uma garrafa fechada, lacrada, de Old Parr, o 12 anos preferido de ambos.

Eis aí, nesse lance, a facada fatal que recebi.

O Szegeri nunca me deu um copo d´água de presente.

Meus aniversários passam como vento, e nada.

Minhas demonstrações de afeto se acumulam, e nada.

Já ofereci a ele pomposos jantares, lanches espetaculares, vinhos caríssimos, iguarias que me custam fortunas. E nada.

No entanto, bastou o Fefê oferecer um churrasquinho num dia de semana.

Na minha frente – fez de propósito, o Szegeri, eu sei – aquela garrafa de quase duzentos reais, a troco de nada, na qual não pude nem tocar. Quando pedi pra vê-la, disse-me o Pompa:

– Você vê com os olhos! – e ficou fazendo barulhinho com o gelo.

E o Fefê, pisando em mim de vez, abraçado ao Szegeri, os dois gargalhando como um Zé Pelintra:

– Além de tudo você prefere o RedLabel.

Até.

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>GAROTA CARIOCA

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De pé diante do balcão imaginário do Buteco, comemorando o título da Copa do Brasil 2006, porta de entrada para a Libertadores, início da trilha rumo ao sonho de mais um título de Campeão Mundial Interclubes, rubro-negro até a alma, ergo o copo anunciando merecido descanso até segunda-feira, 31 de julho, quando subo novamente as portas de ferro do estabelecimento para dividir com vocês as novidades.

Eu e Iara, Ipanema, 27 de julho de 2006

A bem da verdade, eu que sou preciso do início ao fim, não se trata exatamente de um descanso.

Mas de um remanso – que é muito mais bonito que um descanso, convenhamos – ao lado da Iara, minha pequena sereia, que deixou o amor pelo Palmeiras e pelo Paysandu por uns dias só pra agradar o dindo.

Até.

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ELE ESTÁ ENTRE NÓS

Estava eu, ontem, concentradíssimo no trabalho, quando toca o telefone. E pisca o nome no neon azul: SZEGERI CELULAR. Vibrei. Senti um entusiasmo intenso. Afinal – pensei enquanto sorria feito um idiota olhando o pisca-pisca do santo nome do Pompa na tela – ele está num hotel-fazenda no interior de São Paulo com a Stê e a Iara e teve saudades minhas, por isso está ligando. Pobre ilusão a minha que já deveria saber que apenas eu sinto falta do meu irmão. O Szegeri não toma conhecimento da minha ausência. Quando eu morrer ele sequer se dará ao trabalho de um soluço de susto. Mas vamos em frente.

– Pompa! – digo categórico.

– Quêêêêê?!?!?! – é a voz da minha pequena sereia de olhos negros, a Iara.

– Oi, meu amor! Como estão suas férias? – preciso confessar, em nome da precisão que me caracteriza, que apesar de amar a Iara, fiquei, na ausência do pomposo alô, frustradíssimo.

– Boas, diiiiiiiiiinnnnndo – daí eu já em êxtase com esse aparente ditongo de vários “is”, carregado no sotaque e na doçura.

– E os bichinhos? gostando dos bichinhos?

Um silêncio preocupante.

– Aqui não tem bichinho, diiiiiiiiiinnnnndo.

– Não?! – o que eu vou dizer depois da evidente resposta “não” que vem aí?

– Eu no Rio de Janeiro, diiiiiiiiiinnnnndo…

Bem. Resumindo.

O Pompa não foi feliz na escolha do hotel-fazenda. Pelo site, disse-me ele, o troço era um paraíso. Milhares de árvores, bosques, cachoeiras, vaquinhas, cavalinhos, pássaros. Lá chegando, a triste realidade mostrava uma meia-dúzia de plantas em xaxins estorricados, um deserto, um rio seco, de bicho mesmo só pernilongo e barata e a coisa mais próxima de um pássaro que havia era um urubu que revirava o lixo na entrada do engodo. Ficaram menos de um dia. Dormiram para descansar da viagem. E no dia seguinte – ontem pela manhã – decidiram tomar o rumo do Rio de Janeiro.

Pausa.

Pode ser mentira, mas é uma mentira linda. Disse-me o Pompa que a decisão de vir pro Rio baseou-se numa frase da resoluta Iara:

– Filha… vamos então pra onde?

– Pra casa do diiiiiiiiiinnnnndo e da diiiiiiiiiinnnnnda no Rio de Janeiro.

Em pouco tempo eu estava no Bar Getúlio a fim de encontrá-los.

E encontrar a Stê, o Pompa e a Iara, ainda mais de surpresa, foi uma festa. Não pude ficar muito tempo, o trabalho me esperava. Não consegui convencê-los a passarem a primeira noite em nossa casa (ficam até sábado, os meus queridos). Mas marcamos uma visita, à noite, para que a Iara pudesse conhecer o Pepperoni.

Pepperoni e Iara, 25 de julho de 2006

 

Outra pausa. Iara estava especialmente doce. E especialmente doce comigo (também com a dinda, a Sorriso Maracanã, com quem falou por telefone no viva-voz – eu e Szegeri babávamos com a troca de carinho entre as duas – que chega de viagem na sexta-feira à noite a tempo de ver todo mundo).

Momento glorioso.

Pompa vai à cozinha preparar seu jantar.

– Quero Miojo com queijo! – disse a pequena.

E pôs-se meu irmão paulista a fazer o Miojo, uma das operações mais simples de que se tem notícia.

– Diiiiiiiiiinnnnndo?

– Oi, meu amor…

Ó só como o papai cozinha bem demais… Ó só o cheiro do Miojo… Hummmmm… – nesse instante o Pompa chorou, temperando o jantar da menina com lágrimas que escorriam, grossas, de seus olhos enormes (o Pompa tem olhões).

Iara jantando, 25 de julho de 2006
Szegeri e Iara, 25 de julho de 2006

 

Eu e meu mano paulista bicávamos um RedLabel enquanto nos submetíamos aos caprichos da mais-que-doce Iara. Jogamos stop, isso-me-lembra, forca, e eu só fiquei tenso, aliás mais que tenso, só fiquei puto, aliás, nem isso… Fiquei destruído mesmo num momento. E explico.

Eu tenho um urubu, um amuleto, que ganhei da Betinha há uns anos.

urubu

 

O Pompa, esse santo homem, esse meu irmão, chegou com suas patas sujas no corredor, mexeu na porra de um livro qualquer e DERRUBOU o meu urubu.

Isso, meus poucos mas fiéis leitores, às vésperas de um Flamengo e Vasco, às vésperas da final da Copa do Brasil 2006, é uma desgraça, um infortúnio, um horror absoluto. Ele, sensível como sempre, notou a cagada, e disse-me:

– Pô, Edu… Foi mal… Derrubar urubu às vésperas de jogo do Flamengo é como dar de cara com a Roberta Valente segundos antes de Brasil e França, né?

Até.

PS: amanhã conto sobre mais uma barbaridada na coluneta do Jota, hoje, n´O GLOBO. E conto, também, sobre a breve estada do Borgonovi, que vem ao Rio hoje para acompanhar a grande final in loco. Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeengoooooooooooooooooooo!!!!!

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FLAMENGO JOGA AMANHÃ…

… e eu quero muitíssimo que haja mais um baile no Maracanã.

O mais-querido, se hoje não tem Rubens, Dequinha e Pavão, se hoje não tem Zico, Adílio e Adão (outros três craques “absorvidos” pela letra do samba de Wilson Batista e Jorge de Castro), tem a seu lado a maior torcida do Brasil, a mais apaixonada, que faz com que a expressão Nação Rubro-Negra seja viva, seja exata, seja verdadeira.

Dela eu faço parte e às vésperas do segundo Flamengo e Vasco pelas finais da Copa do Brasil 2006, tenho, de novo, 9 anos de idade ao lado de meu pai e de meu irmão, ambos vascaínos, e estou nas cadeiras azuis do maior do mundo, de frente para as cabines de rádio, vendo o Zico cobrar o escanteio do meu lado direito e um Rondinelli, Deus da Raça, cabeceando pra dentro do gol dando o título de campeão carioca de 1978 para o Flamengo.

Flamengo, 1978
(de pé: Cantarele, Cláudio Coutinho, Alberto Lequelé, Manguito, Toninho, Eli Carlos, Moisés, Junior e Nielsen. Agachados: Nelson, Rondinelli, Ramirez, Marcinho, Adílio, Tita, Cleber, Zico e Carpegiani)

Antes de continuar quero contar episódio curiosíssimo passado no Estephanio´s na quarta-feira passada durante o Flamengo e Vasco.

À minha direita, um casal em uma mesa.

Coisa de uns quinze minutos de jogo e o sujeito, rubro-negro, esbravejando, dando murros na mesa, chutando o pau da cadeira. Diz a namorada a certa altura, lânguida (numa atitude impressionantemente descabida naquele cenário, o verdadeiro anti-carinho):

– Calma, . A Copa do Mundo já acabou… Nem é a Seleção Brasileira…

E riu, como uma idiota, em direção à assistência.

Pra quê?

O sujeito resoluto e transtornado batendo ainda mais forte no tampo da mesa:

– E daí, porra? E daí que acabou a Copa, caralho? – dizia os palavrões com a boca repleta – Eu torço mais pro Flamengo do que pra Seleção, ligada?

A namorada resignou-se e o casal foi embora, batendo boca, no primeiro segundo do intervalo.

Mas nesse diálogo reside muito do que quero lhes dizer e do que me vai na alma hoje, às vésperas da grande final.

Um homem, às vésperas de uma grande final, e mesmo às vésperas de um amistoso, um homem apaixonado por seu clube, está sempre descalço, sempre de calças curtas, sempre de camiseta, sempre com a bandeira do clube numa das mãos enquanto a outra, fechada, dá o ritmo do grito de guerra.

A paixão pelo clube é irracional, ao contrário da paixão pela seleção do país.

A paixão pelo clube é imemorial.

Por isso nós criamos marcos. Fixamos lances.

Para não enlouquecer na busca desenfreada pela razão que explicará, eventualmente, o que nos alucina de forma quase que doentia às vésperas de uma grande final.

Amanhã eu quero justamente, de novo, vivo, aquele sopro que senti me devastando no instante do gol do Rondinelli.

Até.

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>20 DE JULHO

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Dia 20 de julho, depois de longo e tenebroso inverno causado por desencontros constantes, eu e Dani recebemos Fefê e Brinco para jantar em nossa casa. Devo dizer, deixando a modéstia de lado, que quando eu convido alguém para jantar é inevitável perceber nos olhos desse alguém o brilho da ansiedade, dada a notória capacidade que eu tenho diante de um fogão. E não foi diferente com meu siamês e com minha cunhada.

Quando eles chegaram eu já estava com tudo pronto para o espetáculo (estou, hoje, sem a mínima sombra de modéstia).

Pausa.

É inevitável, depois que publiquei a receita da minha feijoada e da minha rabada, lembrar do Coelho, a quem ofereço, mais uma vez, a receita do prato com que recebemos os dois.

A noite foi, como previsto, e como diria meu pai, impecável, com ênfase no “p”, da sílaba “pe”, e no “c”, da sílaba “cá”.

Fefê deliciou-se lendo um dos volumes da coleção completa dos exemplares d´O PASQUIM, que ganhei do Toledo.

Fefê em nossa casa, 20 de julho de 2006

Dani estava lindíssima, e Dani anda mais linda a cada dia, e tenho, nesse exato instante em que escrevo, agudíssima saudade da minha garota.

Dani em nossa casa, 20 de julho de 2006

Fartamo-nos com uísque, cerveja, vinho, ginjinha, um papo daqueles sem preço.

Fefê chegou com charutos para depois do jantar.

puro habano

Foi uma noite memorável.

Estávamos, eu e o Fefê, nos devendo uma noite dessas.

Mas, enfim.

Vamos à receita que, como é praxe, adaptei de um dos tantos livros e revistas que tenho sobre o tema.

Coelho, querido, faça e me conte.

Ah, sim. O Fefê gostou tanto, e gemeu tanto enquanto comia, que a partir de hoje o prato chama-se Contrafilé do Fefê. Em frente!

A receita é para quatro pessoas. Você terá de ter sobre o balcão da pia 1 quilo de batata bolinha com casca, sal, um ramo de alecrim fresco, azeite extravirgem, 200 gramas de tomate cereja bem durinhos, pimenta-do-reino preta pra moer na hora, vinagre balsâmico, 1 peça belíssima do miolo do contrafilé e mostarda Dijon.

Sirva-se de uísque, como sempre.

Cozinhe as batatas bolinha na água com sal. Escorra e deixe-as separadas.

Desfolhe o ramo inteiro do alecrim. Numa frigideira pequena e antiaderente frite as folhinhas do alecrim até que fiquem crocantes tomando cuidado para não queimá-las. Deixe esfriar um pouco. Passe no coador e guarde o azeite aromatizado e as folhinhas já crocantes do alecrim.

Noutra frigideira, refogue os tomates inteiros com um pouco do azeite, ponha sal, pimenta-do-reino e deixe dourar de leve. Desligue a frigideira. Regue com um bocado do vinagre balsâmico. Separe também.

Numa travessa com um fio de azeite, coloque as batatas com sal e pimenta. Leve ao forno bem quente e deixe dourar. Retire do forno.

Agora é hora de tratar da carne. Corte o miolo do contrafilé em quatro suculentos bifes, de uns 400g cada.

Frite os bifes na grelha, temperando com sal e pimenta-do-reino.

Estão prontos?

Mande-os pro forno a fim de mantê-los quentes enquanto você prepara os pratos.

Numa tigela coloque os tomates, as batatas e o alecrim, regando com o azeite.

Disponha tomates, batatas e alecrim no canto dos quatro pratos.

Ponha o contrafilé (mal passado, é evidente) no centro do prato e uma colher de sopa de mostarda Dijon ao lado.

É bom demais.

Até.

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EU SABIA!

Ontem mesmo eu escrevi aqui que o final da notinha publicada ontem na coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos (leia aqui) escondia “uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul”.

Vinte e quatro horas depois eis a nota de hoje:

nota publicada no jornal O GLOBO de 24 de julho de 2006

Vem mais merda por aí, anotem. Vou deixar minhas previsões registradas aqui para que depois, daqui a uns meses, quando o lixo for inaugurado, eu possa repetir sorrindo e de pé no banquinho de madeira do buteco imaginário: eu sou preciso do início ao fim!

Ana Cristina Reis exaltará o “pólo plurigastronômico”. A Luciana Fróes (também com atentados apontados por mim, aqui) escreverá matéria de capa da revista RioShow, de O GLOBO, numa das sextas-feiras seguintes à inauguração. A coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos dará nota em cima de nota, afinal Antônio Rodrigues, mega-investidor e testa-de-ferro de espanhóis que não querem aparecer, sabe agradar a imprensa, os famosos, os nem-tanto, mas isso deixa para lá, com a licença do Stanislaw Ponte Preta. O Ed Motta (um bobo, um deslumbrado, um pernóstico, um anti-brasileiro, vejam aqui) dará entrevistas comentando a qualidade das cervejas belgas que lá serão vendidas.

Tudo muito triste.

E os editores do jornal, ó, em silêncio.

Até.

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A FARRA CONTINUA

O Joaquim Ferreira dos Santos está de férias e, parece-me, o apetite de seus asseclas está descontrolado. Há, hoje, na tal coluneta, mais uma citação ao Belmonte. Mas notem como a podridão é coerente. Trata-se de mais uma filial e no Leblon, o único bairro possível para os lacaios dessa parte do latifúndio d´O Globo. É a terceira citação da semana. Um recorde desde que começamos a acompanhar o que temos chamado de barbaridades do Joaquim Ferreira dos Santos, e com esse de hoje já são 15 os atentados praticados às escâncaras desde 17 de março de 2006.
nota publicada no jornal O GLOBO de 23 de julho de 2006
Duas coisas me chamam a atenção hoje.

A primeira: o pessoal da Receita Federal não fica, digamos, interessado numa investigação pra cima dos envolvidos? A espanholada que, sem aparecer, comanda a rede Belmonte (uma rede de franquias, que fique claro). O proprietário da tal loja na Ataulfo de Paiva. O antigo locatário. O testa-de-ferro dos espanhóis. Pois deveria. Quase um milhão só de luvas. Bom. Salva-me o bom Stanislaw Ponte Preta… isso deixa para lá.

A segunda: a ironia com que os asseclas fecham a nota. Notem:

“No lugar da padaria deverá surgir mais uma filial do Belmonte. Sim, mais uma.”

Parece uma provocação.

Uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul.

Sei não.

Fede cada vez mais a coluneta do Joaquim.

E os editores, ó, calados.

Sócios?

Até.

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