Arquivo do mês: outubro 2009

>A INSUPERÁVEL RIO SHOW

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Eu quero repetir hoje uma frase que venho dizendo há anos e que seria, confesso, inimaginável há anos: tenho aguda saudade do doutor Roberto Marinho que, se vivo fosse, não permitiria a bandalha que reina absoluta no jornal O GLOBO, mal conduzido por seus herdeiros.

Nem vou comentar sobre a capa da revista RIO SHOW de hoje, que vem encartada às sextas-feiras, e que traz a foto de um casal gay e na qual se lê o título da matéria (de autoria de Jeferson Lessa)… SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO.

Isso, como diria o saudoso Stanislaw, deixa para lá.

Quero lhes falar sobre mais uma coluna de Juarez Becoza, codinome de Paulo Mussoi.

Mais uma tremenda falta de respeito, como se vê.

matéria publicada na revista RIO SHOW, de O GLOBO, de 30 de outubro de 2009

Além de trazer uma fotografia de 2008 – o que pode significar que o jornalista sequer esteve lá -, a coluna faz uma crítica babaca ao cardápio bem humoradíssimo, escrito em inglês, que os donos criaram para atender à enorme clientela estrangeira que têm.

Diz o jornalista: “Para completar, que Afonso e Henrique me perdoem, mas não há como…”, nem vou continuar.

O que os donos, Afonso e Herminio, não devem perdoar mesmo, é a troca vergonhosa do nome de um deles.

O HENRIQUE (citado três vezes pelo jornalista) é, na verdade, HERMÍNIO.

É isso que dá (é o que me parece ter ocorrido…) buscar informações pelo telefone, e não in loco.

Detalhe: Paulo Mussoi (ou Juarez Becoza) é um dos notáveis que elaboram o novo GUIA RIO BOTEQUIM. Que tal?

Até.

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SALVE A PRAÇA XAVIER DE BRITO!

Os mesmos fascistas que organizaram uma grita contra o projeto da Secretaria Municipal de Habitação de transferir centenas de famílias que vivem nas favelas da região para um terreno abandonado na rua Conde de Bonfim, na minha Tijuca, (relembrem o imbróglio lendo isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui e isso aqui), os mesmos que mantêm um lamentável blog intitulado CITY TOUR DA DESORDEM URBANA (com escassa visitação), comemoram mais uma notinha por eles plantada no igualmente lamentável jornal GLOBO TIJUCA, encartado no também lamentável jornal O GLOBO às quintas-feiras (entendam o modus operandi desse jornaleco, aqui). Digo lamentável jornaleco pois o tal encarte em vez de exaltar o que há de bom no bairro (e isso não caberia em todas as suas edições) pisoteia a Tijuca, semana após semana, e de forma implacável (para delírio dos membros do grupelho intitulado GRUPO GRANDE TIJUCA, que faz reuniões, que traça planos, que fixa metas, bem à moda de outros tantos de triste passado).

Pois hoje, vejam vocês o que foi publicado (e republicado no tal blog a que me referi):

fotografia retirada do blog CITY TOUR DA DESORDEM URBANA

O que é que tanto incomoda aos fascistas?

Se vocês não percebem, eu digo: os pobres, meus poucos mas fiéis leitores.

Reclamar da falta de policiamento, é disfarce.

Reclamar do cheiro dos cavalos (a praça é mais conhecida como “praça dos cavalinhos”, pô!), é disfarce.

Mas eles não conseguem esconder a verdadeira intenção: a frase “as crianças tomaram banho e enchiam a boca de água suja” e a fotografia publicada falam sozinhas e arrancam a máscara dessa gente que não suporta o povo e sua gente mais simples (queriam o quê, uma praça só para seus filhos?, ora, ora, vão viver nos playgrounds detestáveis da Barra da Tijuca!).

Eu, que há anos frequento a Xavier de Brito, que ali bebo meu chope na companhia gloriosa do Pavão e da Dona Jô, para onde levo sobrinhos, sobrinhas, afilhados e afilhadas, onde vou visitar a legendária Dona Olívia e o seu Antônio em seu casarão na Doutor Otávio Kelly (leiam aqui e aqui) sei que a piada de quinta categoria imprimida pelo grupelho (que pouco fez da manifestação do subprefeito da Tijuca, Gustavo Trotta) não faz o MENOR (com a ênfase szegeriana) sentido.

A Tijuca é muito maior do que os que pretendem vê-la por baixo.

Até.

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Arquivado em Rio de Janeiro, Tijuca

>ADVOGANDO

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Costumo dizer, e digo sem medo do erro, que não há advogado mais apaixonado pela profissão que eu. Desde que ingressei na PUC/RJ em meados de 1987, NUNCA (com a ênfase szegeriana) quis fazer concurso algum, NUNCA (com a mesma ênfase) almejei ser Juiz, Promotor de Justiça, Procurador, Defensor Público, nada disso. Sempre quis, desde sempre, ser advogado, simplesmente advogado, nada mais que um simples e honesto advogado.

Hoje, eu que trabalho literalmente sozinho (sou contínuo de mim mesmo, inclusive, como diria Nelson Rodrigues), arrumando uma papelada que fica sempre pra depois em razão dos atropelos do dia-a-dia, deparei-me com essa nota, que foi publicada no jornal O GLOBO, em 22 de outubro de 2003, há pouco mais de seis anos.

nota publicada no jornal O GLOBO em 22 de outubro de 2003

Fui eu o advogado do Dalton.

E se a questão foi simples, e resolvida no mesmo dia, foi também uma dessas que dão a nós, que lidamos com o Direito, uma tremenda satisfação – e no meu caso, apaixonado pelo que faço, ainda maior.

Lembro-me como se fosse hoje.

Comprei uma mesa de oito lugares para o show da Maria Rita. Dei a quem de direito os ingressos. O Dalton, que fora roubado, ficou sem o dele na manhã do dia do show. Fui eu mesmo, com ele, depois de infrutíferas ligações para a gerência da casa, ao CANECÃO, comunicar pessoalmente o fato e pedir o óbvio: que permitissem sua entrada em razão da fácil localização de seu lugar à mesa e, consequentemente, a proibição da entrada do portador do ingresso roubado.

Disse-me a atendente, com ares de dona do mundo, depois de esgotados meus argumentos e meus pedidos:

– Aqui, senhor, nem o Papa entra sem ingresso! Nem o Papa!

Enfurecido – e a ira santa é uma das companheiras ideais para um causídico – fui para o escritório com o Dalton. Colhi sua assinatura na procuração. Dirigi-me ao IV Juizado Especial Cível, distribui a medida liminar e despachei, pessoalmente, com a Juíza. Contei, de viva-voz, detalhadamente o que se passara. Ela, ciosa de seu dever, mandou chamar o Oficial de Justiça. Contou toda a história pra ele. E rumamos, eu e o Oficial de Justiça, para o CANECÃO, com a liminar obrigando a casa de espetáculos a permitir o ingresso do Dalton sob pena de pagamento de pesada multa.

Fiz questão de apontar a dona do mundo para o Oficial de Justiça.

Eis a frase da senhora diante da ordem judicial:

– Mas, doutor Eduardo… precisava disso?

Até.

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>É HOJE, SÃO JUDAS, É HOJE…

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Logo mais, às 21h50min, entra em campo meu Flamengo, em jogo contra o Barueri, por uma rodada que tem todos os ingredientes para ser uma rodada explosiva, um teste pro coração e um manancial de emoções que só o futebol pode proporcionar. É o Botafogo contra o Náutico na luta contra o rebaixamento, São Paulo e Internacional em busca do título, e meu Flamengo, em quinto lugar, que pode varar a noite na liderança do campeonato.

São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo

No dia de São Judas Tadeu, padroeiro do clube, seria perfeito!

Até.

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>1.400 POSTAGENS

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Somente agora, no final do dia, foi que percebi que hoje o BUTECO teve publicado seu texto de número 1.400.

Amanhã volto à carga.

Até.

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>EGO DO BUTECO

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Leio, estarrecido com a indispensabilidade da notícia (publicada no EGO, onde mais?), que “sempre vista em restaurantes naturais do Leblon, no Rio, Carolina Dieckmann parece ter saído da dieta nesta segunda-feira, 26.”. Prosseguindo, o inconcebível portal de informações (?????) diz que “a atriz postou em seu TWITTER uma foto em que aparece devorando um sanduíche. “2 hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim…”, escreveu na legenda.”. Confiram aqui.

O EGO DO BUTECO, sempre imitando deslavadamente o EGO original (cada vez mais patético), e sempre preocupado com gente mais interessante que frequenta lugares igualmente mais interessantes, traz hoje, em primeira mão, a fotografia de uma das refeições feitas por Marcus Mariani Handofsky, nosso querido Hans, da qual tomamos conhecimento também por conta do TWITTER.

foto publicada por Marcus Mariani Handofsky em seu TWITTER

Sempre visto nos mais vagabundos botequins da cidade, Marcus Mariani Handofsky parece ter mantido sua dieta nesta segunda-feira, 26. O artista gráfico postou em seu TWITTER uma foto em que aparece o prato de rabada que acabara de devorar no almoço. “Para que alguns comam filé é necessário que outros comam rabo.”, escreveu, fino e delicado, na legenda.

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>DO DOSADOR

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* como eu lhes contei aqui, em 07 de outubro de 2009 apostei minhas fichas (ainda aposto, infelizmente, mas sem a mesma convicção) no Palmeiras. Ontem cedo, ainda pela manhã, ansioso com a partida entre o Botafogo e o Flamengo às 18h30min – três semanas se passaram e o quadro modificou-se agudamente graças a tropeços do clube palestrino -, bati o telefone para Fernando José Szegeri, palmeirense fanático. Eu ia lhe pedir (e de fato pedi) solidariedade. Pedir que torcesse para o meu Flamengo. Ouvi, do outro lado da linha, impropérios impublicáveis. O homem da barba amazônica, supersticioso como todo torcedor que se preze, atribui a mim a franca queda do Palmeiras. Disse, textualmente, que a partir de minha aposta, feita aqui no balcão, o Palmeiras começou a perder preciosos pontos, pondo em risco o título de campeão brasileiro de 2009. Como eu creio na força da palavra do meu irmão siamês de São Paulo, repito: o Palmeiras será o campeão brasileiro de 2009. Consequentemente – sigo nas sendas da minha superstição – o Flamengo não ficará com o título. Aguardemos as próximas rodadas;

* ainda o futebol. É impressionante, é rigorosamente impressionante como vem jogando o Petkovic – impressionante! Como bem disse Carlos Andreazza em 20 de maio de 2009 (há mais de cinco meses, portanto) – aqui – sua contratação devolveu ao torcedor rubro-negro o mais puro prazer da assistência das partidas, todas elas transformadas em espetáculo a cada atuação do craque – que é, convenhamos, uma das principais funções do craque. Soma-se às nítidas vantagens auferidas após a volta do jogador, a saída – espero que definitiva, embora seja duvidoso que o canalha desista pra sempre do osso que rói como o mais fétido dos ratos (não sei se ratos roem ossos, mas não vou mudar a imagem tétrica que criei) – de Kleber Leite e seus asseclas do comando do futebol do Flamengo;

* ainda o futebol. O maior mérito de Andrade não foi “arrumar o time”, “dar nó tático”, nada disso, nada dessas balelas que os lamentáveis cronistas esportivos tossem por aí. Andrade, que fala a língua dos homens, que entende de futebol com a mesma clareza com que jogou bola, deu a cada um dos jogadores funções indispensáveis no exato limite de cada um. Daí, e por conta dessa mágica simples (mas que só os mágicos sabem fazer), o mais mediano dos jogadores passou a ser imprescindível. E que alegria, meus poucos mas fiéis leitores, ver que a zaga reserva jogou como titular (e como jogou, o menino Fabrício!), garantindo a vitória e os três pontos mesmo com a acentuada queda de produção no segundo tempo. Sem perder há dez jogos, o Flamengo… isso deixa para lá, por questões de superstição;

* ainda o futebol. Prova maior de que o campeonato está equilibradíssimo e de que nenhuma das equipes vem, realmente, jogando o fino do fino, está na mera observação de que nem o líder, Palmeiras, conseguiu vencer pelo menos metade dos seus jogos, o que me parece patético. Já o Fluminense, em tristíssima campanha e já rebaixado (valerá a regra szegeriana nesse caso?), perdeu mais da metade de seus jogos. Irá para a segunda divisão – de onde sairá o Vasco. O Botafogo, a meu ver, fica na primeira;

* ainda o futebol. Adriano, ao lado de Diego Tardelli, é o artilheiro do campeonato até o momento, com 16 gols. Seu gol de ontem, um misto de sorte, competência e força, comprova uma vez mais que ele é forte candidato à artilharia – o que será merecidíssimo, aliás. Tanto se falou do Adriano, tantas críticas, tanta maledicência, que borbotam línguas queimadas por aí;

* ainda o futebol. A rodada de quarta-feira, e as próximas, até a última, hão de pegar fogo. Se o Flamengo cumprir seu papel contra o Barueri, fora de casa, e se São Paulo e Internacional tropeçarem juntos no Morumbi, se o Palmeiras perder pontos para o Goiás no Palestra Itália, e se o Fluminense começar a escalar o poço do rebaixamento contra o Atlético Mineiro no Maracanã – esses dois últimos jogos na quinta-feira… isso deixa para lá;

* ainda o futebol (e hoje só deu futebol). Vale muito a pena ver a entrevista de Zagallo ao portal da Copa do Mundo de 2014, aqui (apenas a primeira parte). Uma vida inteira dedicada ao futebol e um homem envolvido em inúmeras polêmicas ao longo de mais de 50 anos que cruzam a Copa do Mundo de 1950 (com uma curiosidade que eu desconhecia!) e rasgam os calendários até os dias de hoje. Tenho respeito, acima de tudo, pelo velho Lobo.

Até.

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