Arquivo do mês: julho 2012

VENDO O PSOL NASCER QUADRADO

Ando cada vez mais quadrado. Se é fato que nunca – NUNCA, com ênfase szegeriana! – me conformei com o esquema que chamam “ratatá” para aquilo que chamam “festa” – leiam aqui texto sobre o tema, de 2004 -, fato é que hoje, em 2012, eu com inequívocos 43 anos na fuça, acho ainda mais inadmissível, intolerável, indefensável e condenável o uso do dito expediente. Recebi, recentemente, um e-mail que pretendiam, é claro, fosse recebido como convite. Vamos a trecho do citado (fiz correções para que a leitura ficasse um pouco mais compreensível):

“O esquema é o seguinte: será cobrado um ingresso de R$ 15,00 por cabeça. Esse ingresso será para os gastos gerais de decoração, faxina de início e de fim de festa, gelo, cerveja gelada para quando os convidados chegarem, aluguel de mesas e cadeiras, carvão e outras coisas mais.”

Faça-se o complemento: os convidados (não posso deixar de rir, escrevendo convidado) ainda terão de levar “uma caixa de cerveja” (os homens) e “comida” (as mulheres). Definitivamente eu não posso com isso.

Dito isso – sou um quadrado -, vamos ao que queria, mesmo, lhes dizer.

Foi dada a largada para as campanhas municipais (elegeremos prefeitos e vereadores).

Aqui no Rio de Janeiro, destaca-se negativamente, desde o início, o PSOL – o partido do socialismo libertário.

Embora venha com um bom candidato – Marcelo Freixo – a quem tenho minhas críticas (neste momento, desinfluentes), o partido do Buraco do Lume parece estar apostando suas fichas na popularidade, bastante contestável, daquele que vem sendo chamado de “Gabeira da Praça Saens Peña”, o deputado federal Chico Alencar. Pausa: é pífio o candidato a vice de Freixo.

Alencar é – anotem! – a maior pedra no sapato de Marcelo Freixo. Nem o fraquíssimo Marcelo Yuka, seu vice (o que confessou, em recente entrevista, detestar política), vai atrapalhar tanto.

Verão, por isso, os militantes psolistas, o sol nascer quadrado durante a campanha: presos à simpatia (forçada) do bom samaritano Chico Alencar, com estranho e intenso trânsito entre os mais conservadores meios de comunicação, não farão nem cócegas no favoritíssimo Eduardo Paes, que terá meu voto.

Vejam aqui a gafe do dia.

Até.

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