Arquivo do mês: fevereiro 2010

>WALTER ALFAIATE

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Fiz um show em 1992 – há 18 anos… meu Deus! – no MISTURA FINA, na Lagoa (pelo êxito que minha carreira de cantor teve, façam uma idéia do que foi o troço). Cantei apenas samba, e me acompanharam Renato e Alexandre Alvim, pai e filho, nos violões, e Vera Mello, amiga querida hoje morando no Canadá, dando uma força também, na voz. Como convidados especiais – o show era deles, afinal, pô! – Nelson Sargento e Walter Alfaiate (estão todos abaixo, na foto, comigo). Convidei os dois sambistas para a empreitada no BIP BIP, uns 15 dias antes.

Eduardo Goldenberg, Walter Alfaiate, Alexandre Alvim, Vera Mello, Nélson Sargento e Renato Alvim, Mistura Fina, Lagoa, Rio de Janeiro, RJ, 1992

Hoje, logo depois de ter recebido a notícia da morte do bravo Walter Alfaite, lembrei-me desse dia. Fim do show, Nelson Sargento (que havia combinado tudo comigo) vendeu uns 10 quadros, expostos no restaurante. Walter, que fez o show vestindo bermuda e camisa da Portela – sem perder a elegância suprema – passou o resto da vida, sempre que me encontrava, dizendo o seguinte:

– E aquele dia, hein?! Foi o primeiro show que fiz na vida num espaço com tapete e ar-condicionado e o primeiro em que me apresentei de bermuda! – divertia-se sempre lembrando-se disso.

Vai deixar saudade, o grande Walter. Botafoguense, portelense, elegante que só, vai se juntar a toda sua gente reunida no Orum.

Até.

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>VARANDÃO SONORO DOS SÁBADOS

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Vou chalitar imitar Luiz Antonio Simas, desbragadamente. E disponibilizar, nesse sábado, quando chega ao fim uma semana tensa aqui no balcão do BUTECO – que, aliás, foi a semana mais movimentada em quase seis anos de blog (até o momento, mais de 5.200 5.300 5.400 5.500 5.600 5.700 5.800 5.900 6.000 pessoas diferentes passaram por aqui só nesta semana – a semana fechou com 6.105 visitas) – , uma gravação da qual gosto muitíssimo, como aliás gosto muitíssimo de tudo o que vem de Kiko Dinucci. Na voz poderosa de Juçara Marçal, a mesma que gravou SÃO JORGE, disponibilizada aqui, PADÊ. Para homenagear o Senhor dos Caminhos, que nunca me faltou. Laroiê!

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10610152-72b

Até.

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>E CAI A MÁSCARA!

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Pra quem está chegando agora no BUTECO, o primeiro capítulo do imbróglio envolvendo o plágio vergonhoso cometido ao longo de quase um ano por Roberto Chalita, de Vinhedo, cidade do interior de São Paulo, está aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui. Prometi pra hoje, sexta-feira, o sétimo e último capítulo da novela – e vou, como sempre, cumprir minha palavra. Sou preciso do início ao fim e eu não me furtaria a fechar a coisa, ainda mais levando-se em conta as informações que me chegaram. Vamos por partes, lenta e paulatinamente, a fim de que vocês, meus poucos mas fiéis leitores, possam acompanhar meu raciocínio e entender, com a clareza que o caso pede, o fio da meada.

Quando descobrimos os plágios de Roberto Chalita, pensei com meus botões, cada vez mais esgarçados:

– Não é possível que o sujeito tenha feito o que fez usando seu nome verdadeiro…

E isso me ficou encasquetando a cabeça.

Daí veio a primeira mensagem eletrônica, enviada por um e-mail YAHOO. E outras. E outras. E uma, assinada pela “esposa do Roberto”, de domínio UOL (já descobri que os dois e-mails são de Roberto Chalita, o de sua mulher é outro). O troço, é claro, não me convenceu.

Encasquetou-me muito, também, o envolvimento do responsável pelo JORNAL DE VINHEDO, Rafael J. Von Zuben. A princípio, Rafael nos mandou um e-mail, cujo teor segue abaixo:

“Olá, Eduardo Goldenberg: venho por meio deste e-mail prestar os esclarecimentos pelo ocorrido. Li no seu blog sobre os fatos ocorridos com o Chalita. Em primeiro lugar peço desculpas pelo ocorrido e pelos transtornos gerados a você e aos seus colegas. Falei com o Bruno do Correio Popular no sábado pela manhã, segue o e-mail que troquei com ele abaixo. Fui pego de surpresa, tanto como vocês e estou tão, se não mais chateado que vocês. Confiei ao Chalita um espaço para escrever e contar coisas do cotidiano da cidade. Mas fui traído, não imaginei que ele seria capaz de fazer tamanha barbárie de copiar e colar os textos de quem ele deveria ter admiração e respeito. Ele fez o plágio da forma mais descarada e cruel. Eduardo, venho aqui deixar o Jornal de Vinhedo inteiramente à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre o fato. Como já disse ao Bruno o JV tem 25 anos de história, nunca copiamos uma foto da internet, nunca utilizamos alguma informação sem citar a fonte, não compactuamos com a cópia ou com o plágio. Mais uma vez venho aqui pedir sinceras desculpas pelo desagradável ocorrido. Abaixo meus telefones de contanto qualquer dúvida ou esclarecimentos estou a disposição. Atenciosamente.”

Recebi com reserva o gentil e-mail acima, digamos que por vício da profissão. E não foi à toa. Dias depois, Roberto Chalita enviou-me e-mail (já transcrito no sexto capítulo, aqui) anexando um outro, que fora enviado a ele justamente por Rafael J. Von Zuben. Dizia o seguinte, o e-mail do Rafael:

“Falei com o Bruno do Correio e só tenho o contato dele. Se quiser te passo, o dos demais não tenho. Falei o que você disse, disse também que você é um cara sério e que nunca ganhou dinheiro com isso, mas os caras estão putos.”

Ficou claro, pra mim, que Rafael tinha um tom conosco e outro com Roberto Chalita“um cara sério”.

A dúvida persistia. Existe, ou não, esse Roberto Chalita? Não havia, até então, nenhum forte indício de que sim.

Mas passei a acreditar mais firmemente que sim quando li, no blog do Bruno, o comentário deixado por André Kassardjian – vejam seu perfil aqui – ao texto ROBERTO CHALITA, O PLAGIADOR, leiam aqui.

André Kassardjian, referindo-se a mim de forma pouco elegante, disse o seguinte, em defesa de seu amigo Roberto Chalita (comentário reproduzido sem as necessárias correções):

“BRUNO, não pedi explicações. E nem poderia. Caso não tenham percebido, falei para você, para esse mau educado do EDUARDO GOLDENBERG, e para esse tal de ISRAEL (do que?), que não acho legal o que o Chalita fez. Muito menos pretendo protege-lo. Só disse que as pessoas que tomaram suas dores, de forma ostensiva, com certeza, também já cometeram vseus deslises e estão sendo hipócritas. Não sou moralista, e nunca tentei fazer pose de bonzinho como esses falsos que vieram em sua merecida defesa. Quanto ao seu comentário sobre o “corretíssimo advogado” de porta de cadeia, EDUARDO GOLDEMBERG, foi muito preciso. Um advogado que não sabe nem sobre a lei básica de defeza, não deve ter passado no concurso da OAB. Pior, deve ter sido promotor de “justiça” do regime militar. Espero que essezinho do ISRAEL leia isso. Sou apenas uma pessoa honesta e normal. Digo normal porque NÃO SOU advogado. Digo honesto porque não tenho medo de colocar meu sobrenome no seu blog. Só mais uma coisa. Me senti muito mais atingido com tudo isso do que pensam. Explico! Quantas vezes comprimentei o Chalita pelas crônicas, SUPOSTAMENTE, escritas por ele. O que mais me causa estranheza é que, apesar de tudo, ele realmente foi capaz de escrever boas matérias. E quem o conhece, sabe disso. Para finalizar. Você acaba de ganhar mais um leitor, uma vez que era leitor assíduo do blog do Chalita. Se aceitar, um abraço.”

Não vou tecer maiores comentários sobre essa barbaridade e nem mesmo responder a André Kassardjian, o homem que acha que sou advogado “de porta de cadeia”, o homem que acha que não conheço “a lei básica de defeza” com “z” – o que vem a ser essa lei, hein?! -, o homem que acha que advogados são anormais. Quero tratar de outro assunto. Quero lhes contar sobre Roberto Chalita.

Vocês lembram bem das frases ditas por Roberto Chalita em seus e-mails, não lembram? Estão, as mais importantes para a confrontação dos dados, aqui.

Era preciso confirmar a existência de Roberto Chalita para que pudéssemos, efetivamente, eu e mais os sete outro plagiados (por enquanto), ingressar com as ações cabíveis (cível e criminal) também contra o plagiador, já que buscaremos, também, a responsabilização do JORNAL DE VINHEDO, cujos dados já possuímos.

E eu confirmei.

Cem por cento? – dirão vocês.

Isso só estando diante do plagiador.

Ocorre que os dados que possuo, e que podem ser checados por qualquer um, são impressionantes. Muito impressionantes. E eu diria, sem medo do erro, que só uma coincidência muito infeliz me faria estar equivocado. Vamos aos dados.

Roberto Luiz Chalita Mender Abi Samra, nascido em 18 de outubro de 1966 (43 anos de idade, o que coincide com o que o próprio disse em seus e-mails), nasceu na cidade de São Paulo e mora, atualmente, na cidade de Vinhedo, no bairro Jardim Panorama. É casado (preservarei o nome de sua mulher por absoluto respeito), tem uma filha pequena, e é sócio da mulher na empresa EXAME ASSESSORIA EMPRESARIAL SC LTDA., aberta no dia 08 de novembro de 1995, e que tem como atividade principal a consultoria em gestão empresarial, sendo que ele, Chalita, é o sócio-administrador – a empresa com sede em Vinhedo, também. A empresa, ao que tudo indica, está com as atividades suspensas, mas isso pouco importa.

O que é mais impactante – e já tomamos as devidas providências a fim de que possamos dar a vocês, como prometido, mais detalhes – é que eu SEI (e me importa por ora que apenas Roberto Luiz Chalita Mender Abi Samra saiba que eu sei, e sei que ele sabe o que eu sei) a razão pela qual, covardemente, o plagiador foi ríspido e grosseiro com a repórter do COMUNIQUE-SE. Medo, meus poucos mas fiéis leitores.

Medo.

Até.

P.S.: peço perdão a meus poucos mas fiéis leitores se o texto foi, digamos, mais suave do que cada um de vocês imaginou. Há coisas que são mais graves e que precisam ser devidamente checadas e confirmadas antes de virem à tona. Não é, Roberto Chalita?

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>PREPARANDO-LHES O ESPÍRITO

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Meus poucos mas fiéis leitores: hoje à tarde, provavelmente depois do almoço, para que lhes seja suave a digestão, vou publicar o texto que será, até que novas novidades (é de propósito) apareçam, o epílogo do imbróglio nojento que envolve Roberto Chalita, o plagiador de Vinhedo. Trata-se de uma bomba, e não estou aqui fazendo sensacionalismo barato. Um bomba atômica preparada – estou imaginativo hoje – com urânio enriquecido no Irã. Como ontem publiquei, aqui, todos os enfadonhos e-mails que nos foram enviados pelo indigitado, e como eles foram muitos, faço agora pela manhã – uma espécie de breakfast de horror – uma seleção das mais interessantes frases de autoria (até prova em contrário) de Roberto Chalita. É muito importante que você, atento leitor, guarde-as na mente até o momento do lançamento dos explosivos. Elas, as frases – tomem nota! – ganharão outras cores, outros contornos, outros significados. E vocês verão que, no fundo, Roberto Chalita é um homem que quando escreve sozinho, um verdadeiro estilista, é pródigo em mensagens subliminares. Vamos às frases:

* “Sou uma pessoa que teve, ao longo dos meus 43 anos, muita dificuldade para lidar com muitas coisas, e a depressão, vira e mexe consegue se apossar de mim… Nada a ver com drogas ou coisas do tipo. É algo que me domina e me mina as forças, força de trabalhar, principalmente e infelizmente… e o pior, que faço um grande teatro de mim mesmo a todos também, ninguém nem de longe, ao longo desses anos todos, imagina que há uma pessao triste, deprimida.”

* “Apesar de bem casado, uma filha linda de 8 anos, venho enfrentando esse tipo de ferida psicológica há uns 5 anos, desde que fiquei desempregado pela primeira vez na vida… de lá para cá não consegui me firmar…”

* “Choro em silêncio, durmo mal, coisas do tipo…”

* “Nunca fiz mal a uma formiga, ao longo dos meus 43 anos, só a mim mesmo.”

* “Nunca usei drogas, não fumo, bebo pouco. Meu problema é psicológico, e este acontecimento está me servindo para eu definitivamente por na minha cabeça que preciso me tratar, buscar ajuda de profissionais e por aí vai. Meus medos são com relação à sociedade, às amizades, uma vez que minha família já me conhece muito bem, e sabe desses distúrbios.”

* “Tenho 43 anos, duas faculdades, moro em Vinhedo num condomínio, sou casado há 23 anos e tenho uma filha de 8. Trabalho como autônomo fazendo auditorias contábeis, e nunca prejudiquei ninguém na vida, nunca fiz mal, só a mim mesmo com esse mundo de mentiras e inseguranças.”

* “Estou sendo sincero, gostaria da compreensão de vocês, o perdão, uma segunda chance, com a promessa para mim mesmo de que vou pedir ajuda a profissionais e tentar acabar com essa ferida que não me faz nada bem.”

* “Tem muitas coisas que ocorreram em minha vida que só aprendi assim, na bordoada, e quando eu pensava estar livre disso, veio o desemprego, a depressão, fiquei em casa…”

* “Me dêem essa oportunidade, será minha motivação para buscar ajuda e sanar essa ferida psicológica que me acompanha há anos…”

* “Faço coisas e atuo como uma pessoa que eu não sou, ou gostaria que fosse…”

* “Fui ás lágrimas pela covardia que tive e tenho de não assumir a pessoa que sou perante os outros – e essa pessoa não é nenhuma marginal, rouba, mata, cheira ou tem desvios sexuais.”

* “Já falei que sou católico praticante, casado há 23, tenho uma filha de 8, amigos aos montes, nunca usei drogas um fumei cigarro, sou diplomado em administração e contabilidade, trabalhei por 22 anos em uma multinacional francesa – o Carrefour – e estou maculando toda essa trajetória com algo que eu nem sei, que nasceu em mim, como já disse, quando fui mandado embora do Carrefour, há 5 anos, até então a única empresa em que eu havia trabalhado na vida, e me dedicado, e dado tranquilidade a minha família.”

* “Pior do que tudo o que estou passando é não poder ser visto como uma pessoa de bem, apesar de tudo, e não ter minhas desculpas aceitas…”

* “Essa ferida psicológica apareceu de uns 5 anos para cá…”

* “Se eu fosse um filho da puta profissional, jamais teria criado um blog e deixado meu nome, criaria um apelido, iniciais somente, sei lá, um nome falso, coisas do tipo – o que não impediria de ser descoberto – mas é aí que quero que vejam que o que fiz foi imprudente sim, mas anormal, devido a meus distúrbios, e não por maldade.”

Tomaram nota?

Até.

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>TRILHA SONORA PARA O ÚLTIMO CAPÍTULO DO IMBRÓGLIO ROBERTO CHALITA

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O primeiro capítulo está aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui.

Deixo com vocês a trilha sonora para lhes preparar o espírito para a grande novidade que exporei no BUTECO amanhã, desvendando o imbróglio envolvendo o plagiador de Vinhedos, Roberto Chalita. SÃO JORGE, do craque Kiko Dinucci, cai como uma luva, se é que me faço (me farei entender, com certeza!) entender.

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10610138-217

Até.

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OS E-MAILS DE ROBERTO CHALITA

Eu estava decidido a não publicar os e-mails que recebemos, todos eles enviados por Roberto Chalita, o plagiador – com exceção de um, como vocês verão no decorrer deste relato. Ocorre que mudei de idéia. O imbróglio, que nada mais é do que um enredo confuso, tumultuado, revolto, me fez repensar a decisão de manter inédita a coleção inacreditável de e-mails enviados por Roberto Chalita. Exponho hoje, no balcão, todos os e-mails que me foram enviados (ou enviados apenas pro Bruno Ribeiro com pedido expresso de divulgação para nós, os plagiados) por ele. E essa decisão, meus poucos mas fiéis leitores, tem um fundamento. Como se eu fora autor imaginário de uma trama quase inverossímel, depois de já ter publicado cinco capítulos da burla – o primeiro aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui -, publico hoje o sexto capítulo, composto apenas pelas mensagens eletrônicas que nos chegaram e não nos comoveram em nenhum instante. Tudo isso, creiam em mim, para lhes preparar o espírito. Amanhã, quando eu publicar o sétimo (e talvez último) capítulo de minha ópera-bufa, tudo – tomem nota, tomem nota, tomem nota! – fará sentido. Vamos em frente.

No dia 15 de fevereiro de 2010, às 08h34min, logo depois de perceber que havia sido descoberto, Roberto Chalita mandou-me a seguinte mensagem (com cópia para Bruno Ribeiro), valendo dizer que meu e-mail foi obtido através do próprio BUTECO e o do Bruno através de sua coluna no jornal CORREIO POPULAR, de Campinas, onde trabalha meu irmão – os e-mails serão transcritos exatamente como foram recebidos, sem qualquer correção:

“Desculpem-me, desculpem-me, desculpem-me! Leia por favor! Vocês, seus textos e tudo o mais é o que estava sendo minha alegria nos últimos meses… Errei, e por isso peço desculpas. Sou uma pessoa que teve, ao longo dos meus 43 anos, muita dificuldade para lidar com muitas coisas, e a depressão, vira e mexe consegue se apossar de mim… Nada a ver com drogas ou coisas do tipo. É algo que me domina e me mina as forças, força de trabalhar, principalmente e infelizmente… e o pior, que faço um grande teatro de mim mesmo a todos também, ninguém nem de longe, ao longo desses anos todos, imagina que há uma pessao triste, deprimida. Me vêem como uma pessoa sempre alegre, amiga, de coração enorme … ajudo a todos sem pestanejar, mas me ferro diariamente tentando mostrar uma pessoa que não sou… é como se eu não gostasse de mim … todos me amam, e preciso sentir isso de todos… talvez isso explique um pouco o ocorrido… Apesar de bem casado, uma filha linda de 8 anos, venho enfrentando esse tipo de ferida psicológica há uns 5 anos, desde que fiquei desempregado pela primeira vez na vida… de lá para cá não consegui me firmar… estou precisando de ajuda de profissionais, e se não buscar nem sei como isso pode acabar. Choro em silêncio, durmo mal, coisas do tipo… mas apesar de tudo amo demais viver, e torço para que o que ocorreu me abra os olhos de uma vez e me faça ser o que sou, sem me preocupar se vou agradar os outros ou não… Desculpe me alongar, vcs tem muito, mas muito masi coisas, muito mais importantes para se preocuparem. De minha parte peço perdão, e que todo esse embrólio termine aqui. Se precisar me ligar, me avise, dou meu telefone, só quero provar que no prejudiquei ninguém… Insisto, se acharem que deve, passo o numero do meu telefone, mas já retirei tudo que tinha que ser retirado. Saúde, e compreensão!”

Não respondemos a Roberto Chalita.

Ele, por sua vez, voltou a nos escrever no mesmo dia 15 de fevereiro, às 18h08min:

“Bruno, Eduardo, Luiz Antonio, Felipe e Artur: suplico o perdão e a compreensão de vocês! Não tenho os e-mails do Luiz Antonio e do Artur, repassem, por favor! Nunca fiz mal a uma formiga, ao longo dos meus 43 anos, só a mim mesmo. Por ter sérias dificuldades de lidar com rejeição, por me preocupar demais com o que os outros falam e pemsam de mim, fantasio demais sobre o que sou, o que penso, etc. Nunca usei drogas, não fumo, bebo pouco. Meu problema é psicológico, e este acontecimento está me servindo para eu definitivamente por na minha cabeça que preciso me tratar, buscar ajuda de profissionais e por aí vai. Meus medos são com relação à sociedade, às amizades, uma vez que minha família já me conhece muito bem, e sabe desses distúrbios. Apesar disso tudo com os outros sou um otimo marido (23 anos de casado) e pai, aos olhos de minha esposa e filha, que são meus alicerces. Fiquei desempregado pela primeira vez na minha vida há uns 5 anos, isso mexeu demais com meus brios, não consegui me achar como devia profissionalmente e a depressão me atacou. ma só eu sei que tenho, não falo isso pra ninguém nem demonstro – TAÍ MEU ERRO! E conhecer vocês e suas histórias, me fez muito bem, a ponto de eu fantasiar uma pessoa para os outros com os perfis que não eram meus, uma partiucularidade de cada um – isso me fazia receber elogios e me fazia sentior melhor. PEço humildemente a compreesnão de vcs nesse embrólio todo hospedeiro do blog não sabe de nada, já me contatou perguntando do que se trata. Fui o unico responsável por essa baboseira toda que eu criei. Sou contabilista, nunca tive a pretensão de ser jornalista. Pouco conheço o pessoal do Jornal – não recebo nada por isso nem nunca pleiteei nada tmambém. Era um prazer que eu tinha, escrever com as palavras dos outros … estranhno né, mas a pura verdade – mais uma prova da minha total falta de capacidade e a vontade de querer parecer ser quem não sou, mas quem os outros querem que eu seja… doideria, piração! ajuda!!!! Bruno, se me permite, por morar mais próximo, podemos conversar quando, onde quiser se preferir assim para melhor esclarecer os fatos. Tenho 43 anos, duas faculdades, moro em vinhedo num condomínio, sou casado há 23 anos e tenho uma filha de 8. Trabalho como autonomo fazendo auditorias contábeis, e nunca prejudiquei ninguem na vida, nunca fiz mal, só a mi mesmo com esse mundo de mentiras e inseguranças. Espero um retorno de vcs, por quem se me permitem, tenho a mais profunda admiração. Errei, exagerei, mas reconheço e suplico desculpas. Esse é apenas uma das minhas depressões, tenho outras, sou obeso, tenho pavor de rejeições, e por aí vai…. Só peço uma chance, um alento apra eu busar ajuda com profissionais e parar de fazer coisas do tipo. Por favor, respondam! Se concordarem passo meu telefone, explico melhor …. mas estou sendo sincero, gostarioa da compreensão de vcs, o perdão, uma segunda chance, com a promessa para mim mesmo de que vou pedir ajuda a profissionais e tentar acabar com essa ferida que não me faz nada bem. Obrigado, obrigado!”

Ninguém o respondeu.

No dia 16 de fevereiro, às 16h33min, ele tornou a enviar nova mensagem, dessa vez apenas para o Bruno e devidamente repassada para todos nós:

“Bruno, por favor leia! repasse aos demais também!!!!! Te admiro, pelo pouco que conheço de você, virtualmente falando. Por favor me deem essa oportunidade, essa chance, eu não fiz isso pra ganhar dinheiro, pra prejudicar ninguém, aconteceu, preencheu uma ferida que eu tinha, os motivos já expliquei nos e-mails anteriores, e me consumiu,foi consumindo até perder o controle. Por favor, não tenho dormido, tenho ficado procupado com vocês, não queria dar esse desgosto a vocês, que tanto admiro, por mais que pareça irônico o que estou escrevendo…, mas me preocupo com o que está acontecendo… Tem muitas coisas que ocorreram em minha vida que só aprendi assim, na bordoada, e quando eu pensava estar livre disso, veio o desemprego, a depressão, fiquei em casa, comecei a navegar na internet, coisa que eu POUCO fazia, achei seu blog, passei a acompanhá-lo e aos demais, por tabela, compro jornal todas as quartas e domingos para ler suas crôncas (quarta) e reportagens nos botecos (domingos, na revista), realmente eu admiro a forma como que vocês veem a vida ! e isso me fez, devido as minhas fraquezas, a chegar no ponto que chegou… Estou com vergonha de sair na rua, com vergonha de minha filha, mas quero muito, muito provar a vcs que o que expliquei aqui é a pura verdade… Trabalho em sumaré, se vc quiser me ligar, se quiser que eu ligue, mas por favor, Bruno, vc que é um grande jornalista, também é uma pessoa com coração bom… tenha piedade!!! os outros, na mesmíssima proporção, admiro e peços desculpas por tudo!! estou pagando o preço já, acredite… Errei, mas só me prejudiquei!!!! posso te dar meu celular, meu fixo e endereço da minha casa até, mas confesso que tenho receio de como as coisas estejam, e para não expor a ninguém, a princípio te passaria meu celular… Vinhedo é uma cidade pequena, entenda tudo isso por favor, e fale com os demais… Sou Paulistano, morei na Barra Funda, Na rua Brigadeiro Galvão esquina com Lopes de Oliveira, pergunte pro Artur se não tem um Edifício Chalita lá no número 362… É um prédio muito antigo de uns 50 anos, que meu vô construiu quando veio do líbano… morei lá desde que nasci 1966 – até 1984, depois casei, trabalhei por 22 anos no carrefour (por isso vim parar em vinhedo) e fui demitido há cinco anos… e a história vcs já sabem desde então… Só estou falando tudo isso, que posso repetir ao vivo ou pelo celular, se voce assim preferir!! só quero pedir desculpas a quem admiro e a quem não merece o que aconteceu… Bruno, por favor, retorne este e-mail pelo menos… me fará bem melhor, e tenho certeza de que será esclarecedor para vcs tb… E desculpe, de verdade, de coração, pelos transtornos!!!”

Incansável, sem qualquer resposta de qualquer um de nós, Roberto Chalita voltou à carga no dia 17 de fevereiro, às 06h45min:

“Bruno e demais, por favor… é a pura verdade o que estou escrevendo para vocês!!! respondam, suplico humildemente, respondam! meu celular (omitido por razões de sigilo) Estou pagando já, acreditem, por tudo isso ! me deem essa oportunidade, será minha motivação para buscar ajuda e sanar essa ferida psicológica que me acompanha há anos… Obrigado, perdão, obrigado! mas retornem, por favor!”

Um pouco mais tarde, no mesmo dia 17, às 08h17min, chegou novo e-mail do plagiador:

“Bruno e demais, Acabo de ler a sua coluna semanal no Correio, como sempre faço às quartas-feiras, e acredite, continuarei fazendo… Parabéns, de verdade e sem ironias. Estou muito mal, profundamente arrependido, como pai de família, marido, amigos e por vocês também, que continuo admirando… estou exposto numa cidade pequena e em breve todos, até minha filha, provavelmente saberá do que aconteceu… e estou também, pela enésima vez em minha vida, vendo explodir uma bomba que eu mesmo fabriquei… Como já disse em textos anteriores, de uns anos para cá, a depressão tem me feito agir de forma como que eu nunca havia agido antes… faço coisas e atuo como uma pessoa que eu não sou, ou gostaria que fosse… e esse lance todo do blog foi o auge, foi uma oportunidade que esse lado meu cresceu, se sentiu importante, coisas do tipo… talvez um psicólogo ou sei lá quem consiga me ajudar. a coisa é séria e eu realmente preciso de ajuda de profissionais. Fui as lágrimas com o belo texto seu, Bruno. Fui as lágrimas pois reconheci mais uma vez um erro que cometi, fui às lágrimas porque fui exposto, fui ás lágrimas porque não medi consequencias – e não sei o porque disso, foi mais forte – do que fiz. Fui ás lágrimas pela covardia que tive e tenho de não assumir a pessoa que sou perante os outros – e essa pessoa não é nenhuma marginal, rouba, mata, cheira ou tem desvios sexuais. Conforme já disse, na única vez em que fiz um pequeno acompanhamento com psicólogos, foi identificado em mim uma carencia afetiva enorme, com medo de que os outros não me aceitem, eu me cobrando sempre para que eu seja perfeito – e ninguém é. Por tudo isso que falo com a mais profunda sinceridade, pela exposição pública que estou passando – a qual aceito como punição, sem problema nenhum – peço a mais profunda desculpa a todos, pelo ocorrido. Isso macula minha pessoa, mas tenho a chance de melhorar. E é o que estou buscando. mas mesmo maculado por mais esse erro que só prejudicou a MIM, tenho um virtudes, acredito nisso! já falei que sou católico praticante, casado há 23, tenho uma filha de 8, amigos aos montes, nunca usei drogas um fumei cigarro, sou diplomado em administração e contabilidade, trabalhei por 22 anos em uma multinacional francesa – o carrefour – e estou maculando toda essa trajetória com algo que eu nem sei, que nasceu em mim, como já disse, quando fui mandado embora do carrefour, há 5 anos, até então a única empresa em que eu havia trabalhado na vida, e me dedicado, e dado tranquilidade a minha família. De lá para cá regredi profissionalmente, não me encaixei como queria no mercado de trabalho, isso me afetou, me deprimiu, e despertou esse lado que precisa se auto-afirmar entre todos… Desculpem mais uma vez, desculpem o texto longo, não fiz por maldade, fiz porque fui fraco, e repito, cointinuo admirando voces, o jeito que vivem, a amizade que tem, as poesias que brotam de suas cabeças. Por isso, e por acreditar já estar pagando um preço que dinheiro nenhum pagaria, humildemente peço que esse embrólio acabe aqui. Estou a caminho de meu trabalho, vou tocar a vida, e hoje à tarde já tenho consulta com um psicólogo, Dr. (omitido por razões de sigilo), indicado por um padre, com o qual me confessei ontem, depois de não mais aguentar tanta pressão. Me deem essa chance, me perdoem, sigam daí que eu sigo daqui!!!! quando a poeira baixar, quando me sentir curado, quando eu dominar essa força estranha que me prejudica tanto, faço questão de informá-los, mesmo que não estejam nem aí para mim. Boa sorte a todos, um ano de muita saúde e alegrias, desculpem-me de verdade e parabéns por serem como são, o que são.”

Ainda no dia 17 de fevereiro, dezessete minutos depois, às 08h34min, novo e-mail:

“Bruno, gostaria de verdade, de falar com você… já te passei meu celular, (omitido por razões de sigilo) mas se acha que não é seguro, te passo o telefone de minha casa, mas só estou lá depois das 5… Entendo o que vcs devem estar sentidno, como profissionais e como pessoas, mas por favor, bruno, deixe eu falar com você, será esclarecedor, e confesso, o mote para que eu enfrente com mais dignidade esse lamaçal em que eu mesmo me atolei.”

Menos de duas horas depois, no mesmo dia, às 10h15min, outro:

“Bruno, se preferir, te ligo, me de um numero que te ligo, só preciso de alguns minutos… por favor, pense no pai de família, marido e ser humano arrependido… Pior do que tudo o que estou passando é não poder ser visto como uma pessoa de bem, apesar de tudo, e não ter minhas desculpas aceitas… podem até não ser compreendidas, mas preciso que sejam aceitas… a todos… Hoje a noite acertarei os ponteiros com minha família, direi a todos o que aconteceu… será difícil para mim, não paro de chorar, pensar na minha família, não fui trabalhar, fiquei mais de uma hora em uma igreja de valinhos rezando e pedindo perdão a Deus, e pedindo ajuda também… mas é o que preciso inicialmente fazer para que eu consiga me livrar disso tudo… enxergar que sou uma pessoa normal, com hábitos normais, e que não preciso ser um super homem à vista de todos para gostarem de mim… na minha cabeça tenho plena convicção do erro. reputo, porém, como erros também, e gravíssimos, prejudicar pessoas intencionalmente, roubar, matar, estuprar, cheirar, usar drogas. Graças a Deus nunca passei por isso… venho de uma família simples, mas tradicional no que se refere à educação. tenho dois irmãos e um que faleceu quando tinha 10 anos e era meu melhor amigo… Meus pais tem 75 anos e moram em SP… Minha irmã trabalha como professora em uma creche que só atende crianças excepcionais, de 0 a 10 anos… Se não fosse um homem de bem, não teria trabalhado por 22 anos em uma empresa conceituada como o carrefour, estar casado há 23 anos, ter uma filha educada, responsável e feliz… Essa ferida psicológica apareceu de uns 5 anos para cá… já disse, ao sair de uma instituição, depois de 22 anos, na qual eu acreditava que iria me aposentar… sei lá, isso mexeu comigo de uma forma negativa… engordei desde então… e comecei essa busca louca por ser alguém para os outros, esse medo de rejeição só prque não sou mais o homem-modelo que por tantos anos trabalhou numa emsma empresa, fez sua vida e sustentou sua família. coisas do tipo… Mas ficaria muito mais tranquilo se pudesse te expressar isso ao telefone, e você pudesse repassar ao Eduardo, Luiz Antonio, Artur e Felipe. Não sou louco, pessoal, me deem essa chance e paro de importuná-los… Estou sofrendo muito, pagando pelo que fiz, mas por vocês, e não por mim, gostaria de conversar com algum de vocês… seja lá como for… pode ser até msn se preferirem, é só marcar o horário… mas quero encerrar esse assunto de forma menos vergonhosa… Por favor, me retornem!!! Obrigado, desculpem-me sempre!

Diante do silêncio de todos, ainda no dia 17 de fevereiro, às 13h38min, Roberto Chalita volta a nos escrever, engrossando um pouco o tom:

“Senhores, já que não me respondem, só peço, humildemente, que não me exponham mais… Se eu fosse um filho da puta profissional, jámais teria criado um blog e deixado meu nome, criaria um apelido, iniciais somente, sei lá, um nome falso coisas do tipo – o que não impediria de ser descoberto – mas é aí que quero que vejam que o que fiz foi imprudente sim, mas anormal, devido a meus distúrbios, e não por maldade. Fui tão tomado pela coisa que nem me preocupei com esses detalhes, com possíveis consequencias e com o futuro… Senhores, que mal vcs devem ter sofrido além de verem seus textos no blog… e uma vontade imensa de me foder? com razão? pois bem, estou fudido, e posso ficar mais ainda, me preocupo com meu emprego, minha reputação já era… pois bem, senhores, humildemente peço que esqueçam essa baboseira toda que criei, vcs tem coisas muito mais interessantes a publicar do que ficar falando deste pobre desinfeliz… SUplico, não me exponham, mais, por favor, posso perder meu emprego, a maioria das pessoas com quem trabalho ou tenho contato lêem o correio… Estou pagando, acreditem, muito caro. Merecido? sim!!! mas que pare por aí, é tudo o que eu peço e humildemente insisto para vcs…”

Dois dias depois, uma surpresa. No dia 19 de fevereiro, às 17h27min, nos chegou um e-mail – aparentemente do próprio plagiador – dessa vez assinado pela “esposa do Roberto” (foi como ela se identificou). Vamos a ele:

“Sr. Eduardo, Boa tarde. Bruno e demais Senhores, Boa Tarde (não sei o nome de todos). Sou a esposa do Roberto. Peço alguns minutos de sua atenção. Deixe um pouco a sua raiva de lado, pelo menos ao ler meu e-mail. Fiquei surpresa com o que meu marido me contou anteontem, sei que ele errou, mas meu amor por ele é incondicional, por isso estou lhe escrevendo. De uns anos para cá, após ficar desempregado pela primeira vez em 22 anos, ele começou a ter altos e baixos, momentos extremamente alegres ou tristemente depressivos. Apesar de seus 43 anos, apesar de ter sido um profissional exemplar a vida toda, apesar de ter sido e ser um marido e pai sem igual, ele fraquejou, como qualquer ser humano, e não soube vencer esse mal interior. Descambou para forjar uma personalidade que ele não tinha, que em sua opinião, encobria a verdadeira, que não sei o porque, ele reputava como fracassada, derrotada. Quanta ingenuidade ! ele colocava o próprio nome no BLOG – isso denota que ele não estava mal intencionado – oras, qualquer um que quisesse se aproveitar, usaria pseudônimos, nomes falsos ou sei lá o que. Ele desde que começou essa história, se mostrou um apaixonado pelo modo como o Senhor e seus amigos escreviam e viviam suas vidas. Esse quadro, para quem estava com a autoestima lá embaixo, com quadros depressivos constantes, na cabeça dele, caiu como uma luva, um remédio para ele enfrentar seu tédio interior. O Senhor pode achar tudo isso um absurdo, mas eu não. Eu convivo com ele há muitos anos e sei que até o homem que amo, que tenho como modelo de marido e pai, pode ter lá sua fraquezas – só não esperava que ele não as enfrentasse ou as fantasiasse, aos olhos do mundo e da sociedade. Sou testemunha de que o blog era um hobby para ele – achei até bom – pois ele sempre foi muito receoso quanto a se expor. Só não imaginava que não era ele que escrevia a maioria dos te xtos. Ele esteve em um médico especialista e em um psicólogo nesta semana, e está em tratamento semanal junto a esse psicólogo. Alguns exames ficarão prontos na semana que vem. De imediato, lhes digo que ele está afastado profissionalmente por tempo indeterminado, com quadro depressivo de moderado a grave. Sua pressão está altíssima, ele não se alimenta e tem medo de receber visitas – a maioria amigos e cidadãos vinhedenses que estão querendo dar apoio a ele, depois que souberam de tudo e que sua saúde piorou em função do ocorrido. Eu que não tenho culpa de nada, nem minha filha de oito anos, fomos vítimas, estamos sofrendo preconceito, olhares maldosos na rua (Vinhedo é uma cidade pequena) como se tivéssemos cometido o mais hediondo dos crimes, seja lá qual for, não sei sua opinião a esse respeito. Veja só que mundo vivemos, eu, por ser esposa de alguém que está com depressão, e que por Deus não procurou coisas piores para enfrentá-la, sou vista como uma assassina, uma ladra, uma coitada, sei lá. Eu trabalho há 18 anos na mesma empresa, e nós nunca precisamos de nada mais do que nosso salário para construirmos nossa vida. Conversei com o pessoal do Jornal e eles me confirmaram a informalidade em que tudo foi tratado. Ficaram tão surpressos quanto eu, com tudo isso. Um Jornal local, que conhece pessoas da cidade inteira pelo sobrenome, em cidade pequena, em que as portas das casas ficam abertas, em que se decora o telefone da maioria dos amigos, é normal esse tipo de situação. Duvido que ele conseguiria fazer o que fez se fosse blogar em um site famoso ou um jornal de nome – haveria um contrato, com cláusulas e tudo o mais. Neste caso não. Houve uma idéia do Roberto, e tudo foi tratado da forma mais informal possível. Ele se animou, conheceu vocês navegando na internet e o final vocês já sabem. Sr. Eduardo, ele comprou até o livro que o S r. escreveu, há uns meses atrás, não sei se pela internet ou se encomendou na Saraiva. E notei que esse é o livro que está na cabeceira do nosso quarto hoje. Veja só, que estranha relação. Ele sempre o admirou, e depois que tudo aconteceu, ele, num ato de extrema humildade, abaixa a cabeça quando vocês o expõem na internet em seus blogs e colunas, ele entende que fiquem emputecidos, mas está se corroendo, se destruindo, se matando por dentro. Está com uma angústia, um buraco no peito, uma dor espiritual muito grande. E isso é o que me preocupa. Por isso, peço-lhes pela última vez que me entenda, já que não responde a ele. A vida e a saúde de meu marido, é muito mais importante que qualquer ação judicial. Ele precisa estar bem de saúde, para enfrentar seus probemas e as consequencias de seus atos. Por isso, peço, com humildade, para que pare de expô-lo nos blogs. Não sei se isso, se feito de forma repetitiva, está correto. Um ímpeto, uma raiva inicial, até entendo, como o post que o senhor fez, primeiramente. Mas essa continuidade, transformar o sofrimento de meu marido em novela, por mais que esteja dando audiência e agradando seus leitores, não sei se é correta, Senhor Eduardo, e vejo como desnecessária. A justiça não precisa disso, em minha opinião. Ele só prejudicou a si mesmo, vocês não estão sofrendo o que ele está sofrendo,vocês se sentiram afrontados e ponto. Não houve prejuízo profissional, pessoal, financeiro, em minha modesta opinião. Somos adultos, o senhor não tem nada contra mim, e portanto me responda, o porque de tanta raiva. Tente entender como se isso tivesse ocorrido com alguém que o senhor ama de verdade. Coloco meu e-mail à disposição ou outro canal de comunicação que o Senhor achar conveniente. Minha casa também está a disposição, meu marido, todo o quadro que descrevi acima pode ser comprovado, quando quiser, se o senhor quiser. Sei que o Senhor mora no Rio de Janeiro, mas se vier para a região de campinas pode conhecer-nos e comprovar de que, o personagem que meu marido criou é irreal, mas sua depressão é séria e seu sofrimento é verdadeiro, real. Meu marido me disse que o Sr. Bruno mora em Campinas, o que torna as coisas mais fáceis, se assim decidirem. E para terminar, não me custa pedir novamente, e com humildade, para que não mais exponha o nome de meu marido em seu BLOG. Se tiver compaixão e compreensão, esqueça também a ação judicial, ou me diga o que lhes faria esquecer todo esse episódio. Queremos por um fim nisso, para o bem da saúde do Roberto. Obrigado Senhor Eduardo, Senhor Bruno e demais que não estão copiados, pela atenção. Insisto, a saúde de meu marido é mais importante que qualquer coisa. Aguardo um contato.”

Ela ficou, como ele, esperando o contato – que não houve.

No dia seguinte, 18 de fevereiro, às 20h – valendo dizer que nesse dia, pela manhã, Roberto Chalita teve o desplante de telefonar para a redação do jornal CORREIO POPULAR para falar com o Bruno, que o atendeu monossilabicamente – Roberto Chalita mandou seu último e-mail:

“Senhores, que viagem foi essa a minha… Bruno, obrigado por me ouvir! Peço a atenção, por favor… tenho pago um preço altíssimo – e justo – pelo que fiz… Senhor Eduardo e Senhor Felipe (só tenho esses e-mails, mas façam por favor com que este chegue aos demais envolvidos): Não sei se o Bruno, esse ser humano fabuloso, comentou a conversa que tive com ele (liguei para a redação do Jornal). Por isso, e por acreditar que vocês tem a mesma estirpe que ele, listo alguns fatos, que posso provar quando e como quiserem, que podem ser esclarecedores e fazê-los mudar de idéia, diminuir a raiva que sentem de mim, coisas assim:

– Sou contabilista há 25 anos, moro há 17 anos em Vinhedo;

– O Jornal de Vinhedo nada tem a ver com essa papagaiada de minha cabeça; fui apresentado ao Rafael, que não conhecia, numa padaria, por um amigo em comum, a fim de escrever algo sobre o cotidiano da cidade, até então nada de errado… É um jornal de cidade pequena, a maioria dos colunistas recebem mediante patrocínios que conseguem de comerciantes locais, e vcs podem reparar que no BLOG nunca houve patrocinadores… eu nunca recebi um centavo, nem cobrei, para mantê-lo; eu NUNCA tive segundas intenções,sejam políticas ou quaisquer outras; era uma viagem minha, e já falei os motivos aparentes…

– Na conversa da Padaria o Rafael me disse que o Jornal não teria condições de pagar, eu na hora respondi: – não é o que procuro também – só vejo isso como um hobby; sou contador, minha esposa trabalha, e vivemos o suficientemente bem para cuidarmos de nossa filha. NUNCA houve, nesse tempo todo, nenhum tipo de relação, formal ou informal, profissional, financeira ou coisa que o valha… contratos assinados, pagamentos, recebimentos… era viagem, senhores, era viagem!!!! JAMAIS pisei na redação do Jornal!!!!!!

– No começo, fui eu mesmo; depois, que conheci vcs virtualmente, a quem admiro, foi que tudo degringolou … cai naquilo que já dividi com vcs, quer queiram ou não, é a verdade

– A QUEM PREJUDIQUEI, ALÉM DE A MIM MESMO? posso ter ferido o ego de vocês, mas não os prejudiquei de forma alguma … já assumi o erro, estou pagando um preço altíssimo com a exposição no Jornal do Bruno e nos Blogs de vcs – o que é justo! Só queria que me dessem a chance que o Bruno me deu, de falar-lhes ao telefone por um minuto que seja …. e que vcs desistam da idéia de ir adiante … Quem errou fui eu, que está exposto como doido aqui na cidade sou eu, quem está se fodendo sou eu, quem não consegue encarar a própria filha sou eu!!!!

ou que simplesmente esqueçam as ações !!! Não pensei nisso antes? não! ou sim! mas em minha vida, muitas coisas só aprendi na bordoada, quando a bomba explode… de uns anos pra cá sinto um estranho prazer em me prejudicar… e foi assim mais uma vez… Mas esta vez é muito pior, é tragica, é vergonhosa, estou exposto publicamente, e não apenas aos meus familiares… Meu emprego, já estou falado e comentado… Senhores! tenham compaixão! Não fiz mal a ninguém além de a mim mesmo… Por favor, senhores, tenho que seguir minha vida, erguer a cabeça, enfrentar tudo isso, e o preço pagarei para sempre, a ferida nunca secará, todos atrelarão os fatos à minha pessoa… isso já não basta? Me deem, por favor, essa chance… quem não erra? Não sou maldoso profissional, pelo contrário, dei meu nome e sobrenome… vejam que viagem… vou superar essa, mas preciso demais da compreensão e perdão de vocês!!!! Senhores, conflitos interiores existem, feridas psicológicas existem, doenças como depressão, esquizofrenia ou transtornos existem. foi isso que causou tudo, acreditem! Humildemente encerro pedindo que não me exponham mais, nem os e-mails que enviei… não há mais necessidade disso, o vulcão já entrou em erupção!!! Senhores, obrigado pela atenção, peço mais uma vez desculpas, compreensão e que esta história acabe assim… tudo bem? Vocês tem orgulho, sim, mas também tem estirpe, tem coração e compreensão, acredito nisso! Posso falar-lhes, se quiserem e quando quiserem, posso receber-lhes em minha casa um dia, posso provar que sou uma pessoa de bem, que tenho principalmente um coração enorme, uma solidariedade imensa, mas que como qualquer ser humano, tenho defeitos também, e o pior, uma doença interior que estou tratando com profissionais que já estão me ajudando – e muito – a vencer essa força estranha. Mas quem mais pode me ajudar sou eu mesmo, e pensar assim é um grande começo! Obrigado, perdão, e por favor, coloquem uma pedra nessa história, humildemente lhes peço.”

Ele disse, neste último e-mail:

– Senhores, obrigado pela atenção, peço mais uma vez desculpas, compreensão e que esta história acabe assim… tudo bem?

Daqui eu respondo:

– Não.

Aguardem novidades.

E vocês entenderão o por quê de não haver NENHUMA (com a ênfase szegeriana) chance de atender a qualquer pedido desse homem.

Até.

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>O CASO ROBERTO CHALITA NO COMUNIQUE-SE

>

O portal COMUNIQUE-SE, um dos maiores do país no setor de comunicação, voltado para a imprensa, a mídia e outros bichos, acaba de publicar matéria de Izabela Vasconcelos sobre o imbróglio envolvendo o plagiador de Vinhedos, Roberto Chalita. É triste e lamentável a postura do dito cujo: “Procurado pela reportagem, Chalita não quis comentar o assunto e afirmou que não tem interesse em levar o caso adiante, além do que já foi publicado sobre ele.”.

Cliquem na imagem abaixo para ler a matéria na íntegra. Caso você não consiga fazê-lo, o passo-a-passo para ter acesso ao conteúdo do portal é simples, rápido e eficiente.

Até.

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