BAR DO PAVÃO

Saiu hoje, à tarde, o resultado final da eleição promovida pelo blog Tribuneiros para eleger os melhores em 17 categorias (vejam quais, aqui) – o que eles chamaram Prêmio Tribuneiro de Gastronomia. Como eu digo sempre, em relação a eleições do mesmo gênero, trata-se de uma bobeira divertidíssima. E é achando uma tremenda graça que recomendo a vocês que dêem uma olhada no resultado, aqui.

Notem que a Tijuca levou a melhor em 06 categorias (se fosse como a Fórmula Um, que tem o Mundial de Construtores, e se houvesse o Prêmio Tribuneiro de Gastronomia – Seção Bairros, a Tijuca seria a acachapante vencedora!!!!!). O Fiorino levou a melhor em quatro categorias. O Aconchego Carioca em uma e o Mitsuba também, em uma.

Foi citadíssimo, entretanto sem ganhar qualquer dos prêmios, o Bar do Pavão.

E é sobre o Bar do Pavão, comandado pelo casal Jô e Pavão, que quero lhes falar hoje.

Situado na rua Doutor Otávio Kelly 53, na Tijuca, colado à praça Xavier de Brito, uma das mais bonitas (ou a mais bonita, acho que a mais bonita) praças do melhor bairro do Rio, o Bar do Pavão é, sem dúvida, um grande bar.

São inúmeras as razões que fazem do Pavão uma parada obrigatória.

Bar do Pavão, Tijuca, RJ, fotografia de Marina Furtado Couto

O Pavão, a nível de elemento humano (dia desses conto a vocês o que vem a ser isso), já vale a visita. Uma grande figura do bairro. Bom de papo, boa companhia, cuida pessoalmente de tudo o que serve. Do chope (cada vez melhor na insuspeitada opinião de um freqüentador assíduo – bem mais que eu -, o Vidal), das cachaças, das carnes esplendorosas que ele serve e que ele mesmo assa, da feijoada dos sábados, do cozido dos domingos (todas as fotos de hoje foram tiradas em um domingo no Pavão), dos sanduíches, dos freqüentadores e dos vizinhos.

Falei em vizinhos e preciso lhes falar da dona Olívia e do seu Antônio, vizinhos de parede e de calçada do bar. Só indo lá pra entender o por quê disso. Perguntem ao Pavão ou à dona Jô pela dona Olívia. E eles dirão quem é essa figura fundamental para que tudo, ali, naquela esquina, seja como de fato é.

A praça Xavier de Brito compõe o cenário. O Bar do Pavão fica numa esquina (como os grandes bares!), ocupa toda a calçada sem incomodar ninguém, tem um toldo azul e amarelo que ajuda as frondosas árvores no fornecimento da necessária sombra, fica diante de um imóvel tombado pela Prefeitura (entendam tudo isso, lendo isso aqui), e não é nada difícil passar um dia inteiro, ali, bebendo, comendo e batendo papo sem perceber a hora (quem?) passar.

Bar do Pavão, Tijuca, RJ, fotografia de Marina Furtado Couto

Nos finais de semana, a coisa fica mais grave. Aos sábados, o Pavão serve uma feijoada que vou-te-contar. Aos domingos, um cozido que só-vendo.

Quando eu estive lá com a Marina (autora das fabulosas fotos que ilustram o texto de hoje) e com o Leo Gola (cunhado do onipresente Fernando José Szegeri), no dia em que fizemos estas fotos (amanhã conto a vocês o por quê), o Pavão estava num dia inspiradíssimo.

Chegamos cedo – e é fundamental, sempre, chegar cedo se a intenção for entender o espetáculo que é aquilo tudo ali – e pudemos ver o Pavão tratando do cozido como quem trata do primeiro filho.

Sua faca iluminou-se como mágica.

Bar do Pavão, Tijuca, RJ, fotografia de Marina Furtado Couto

O chope desceu belíssimo, com espessa espuma, e meus dois queridos, de São Paulo, fizeram juras de amor ao Rio de Janeiro, à Tijuca e ao Bar do Pavão.

Uma parada – quero repetir – mais-que-obrigatória.

Até.

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8 Comentários

Arquivado em botequim, Rio de Janeiro, Tijuca

8 Respostas para “BAR DO PAVÃO

  1. Edu, muito boa a idéia de escrever sobre o Pavão. A Tijuca está cheia de cantos maravilhosos como este que, sem dúvida, merecem ser citados. Abração, Felipe Barros.

  2. Salve, Felipe! Seja bem chegado, camarada! O Pavão é, de fato, um grande canto do bairro. O bar e o próprio Pavão merecem todos os louros. Sempre. Forte abraço.

  3. Edu, o Pedrinho é melhor garçom do Rio. Leonardo.

  4. Boa lembrança, Leonardo! Um grande garçom, o Pedro Henrique! Abraço.

  5. Não tardarei em chegar ao Pavão, Edu. (Quem sabe se na semana que vem)… E quero muito escrever a respeito. Abraço!

  6. É isso aí, Edu! O Pavão merece todos os seus elogios e mais. Taí um lugar que me deixa orgulhosa por conhecer. E ainda por cima tão pertinho de casa…

  7. Jô, Pavão e Pedrinho tudo de bom! E o chopp, a caipirinha, o caldinho de feijão e a alegria…

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