FÁBIO MACHADO DE MATOS

Doces figuras, um acidente estúpido, como são os acidentes, levou embora ontem, pra sempre, um grande parceiro meu, Fabinho.

Conheci o malandro há muitos anos, nós dois procurando estágio, fomos de cara um com a cara do outro, o Flamengo nos serviu de amálgama, no tempo em que o Flamengo era um time vencedor.

E fizemos tantas merdas juntos, numa equação que misturava o futebol e as mulheres, mas tanta merda, que nem 100 anos serão capazes de apagar o sorriso do cara de dentro de mim.

Não é possível não citar o Aldir, nem é possível não dizer de novo que é ele, Aldir, meu porta-voz numa porrada de coisas: é na saudade que tudo o que amei sobrevive.

Fabinho casou, teve dois filhos, tornou-se um vencedor no mercado de trabalho, e tudo isso era tão incompatível com os roteiros que vivemos juntos, que estávamos afastados fazia tempo.

Nos limitávamos a alguns telefonemas e emails, com as nossas histórias sempre como pano de fundo. E ríamos muito, e nos divertíamos muito nesses poucos momentos.

Eternizados em mim.

Sou eu me acumulando de saudades. Um beijo, malandro.

Até.

Deixe um comentário

Arquivado em gente

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s