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TÁ FALTANDO ELE

(pra Luciana Machado Matos)
Então. A uma semana do lançamento do livro, o que me deixa com olímpicas cólicas de ansiedade, sinto saudadas ainda mais olímpicas desse malandro aí em cima, Fábio Machado de Matos, o Fabinho, que há um ano (amanhã) está longe demais. Vai daí que pensando na festa do dia 12, no Estephanio´s, penso também nos meus irmãos que não estarão presentes (estarão, sim, mas em mim): Marco Aurélio, Fernando Toledo, e no Fabinho.

E o Fabinho, com quem dividi arquibancada do Maracanã, balcões de bar e muito papo, foi responsável – vejam vocês! – por um dos mais bonitos momentos que o Buteco rendeu até hoje.

Foi há uns meses. Abri a caixa de emails e – póim! – quica uma mensagem assinada por Luciana Machado Matos. Sua irmã.

Disse-me, a Lu, que queria agradecer a simples homenagem que prestei ao Fabinho no extinto Opinião do Edu. Disse-me, mais, que de vez em quando ia lá, no tal texto, sentir a presença do irmão através das palavras do amigo, eu, a quem ela não conhecia. Ainda.

Vai daí que passamos a trocar e-mails, vai daí que a Lu prometeu presença no dia 12, no Estephanio´s, e vem daí a beleza da coisa: o Fabinho vai estar mais-que-presente no furdunço em que vai se transformar aquela esquina.

Além de estar permanentemente em mim e na memória de grandes momentos da minha já não tão curta vida, vai estar presente com a presença da irmã que tem, obviamente, saudades igualmente olímpicas do irmão. E não é pra menos.

O Fabinho era (e é) um grande sujeito. Pai de dois filhos, casadíssimo com a Renata a quem não conheci graças à mente doentia do cara (parecidíssimo comigo em alguns itens formadores do caráter), rubro-negro da melhor cepa, abraço forte, aperto de mão que só tem quem tem firmeza, Fabinho está devidamente vivo nas páginas do livro, o que dá a ele, livro, ainda mais vida e graça.

Vai fazer uma puta falta no dia 12. Mas uma falta sutil. Já que – não quero ficar repetindo o óbvio – vai estar ali, de pé no balcão, com aquele sorrisão safado, brindando à campanha do Flamengo e ao livro.

E fazendo, de leve, um carinho nos cabelos da irmã.

Até.

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FÁBIO MACHADO DE MATOS

Doces figuras, um acidente estúpido, como são os acidentes, levou embora ontem, pra sempre, um grande parceiro meu, Fabinho.

Conheci o malandro há muitos anos, nós dois procurando estágio, fomos de cara um com a cara do outro, o Flamengo nos serviu de amálgama, no tempo em que o Flamengo era um time vencedor.

E fizemos tantas merdas juntos, numa equação que misturava o futebol e as mulheres, mas tanta merda, que nem 100 anos serão capazes de apagar o sorriso do cara de dentro de mim.

Não é possível não citar o Aldir, nem é possível não dizer de novo que é ele, Aldir, meu porta-voz numa porrada de coisas: é na saudade que tudo o que amei sobrevive.

Fabinho casou, teve dois filhos, tornou-se um vencedor no mercado de trabalho, e tudo isso era tão incompatível com os roteiros que vivemos juntos, que estávamos afastados fazia tempo.

Nos limitávamos a alguns telefonemas e emails, com as nossas histórias sempre como pano de fundo. E ríamos muito, e nos divertíamos muito nesses poucos momentos.

Eternizados em mim.

Sou eu me acumulando de saudades. Um beijo, malandro.

Até.

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