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HOJE TEM BETH CARVALHO!

Acordei hoje, sábado, profundamente comovido. Ando, aliás, quem me lê e me conhece sabe, profundamente comovido. Esse viver-o-luto ao qual me dedico com a intensidade que me é freqüente – e que me serve de antídoto contra o estelionato afetivo – tem feito de mim um homem com a emoção à flor-da-pele, e me perdoem, desde já, se isso lhes soa piegas. O amor, meus poucos mas fiéis leitores, é piegas – ora!

Estive, na quinta-feira à noite, na casa de Beth Carvalho, uma amiga querida, companheira de tantas histórias e de tantas vivências, madrinha do samba – como é carinhosamente, e com justiça, chamada por quem manja do riscado – e representante do mais alto degrau do panteão da música brasileira. Eu não a via pessoalmente desde seu aniversário, em março, quando lá estive com a Dani – e pela última vez. Falamos disso – da Dani -, falamos muito sobre a vida, sobre seu novo disco – o fantástico Nosso samba tá na rua – e sobre o show, que estréia hoje, no Rio de Janeiro.

Se a Beth Carvalho canta, é pra lá que eu vou!

Beth fez uma dedicatória que me comoveu pacas – “Ao querido amigo Eduardo o meu carinho eterno” – e hoje cedo, porque acordei já com os olhos marejados e com o samba comendo solto em casa, mandei flores, mandei rosas pra ela, que ela merece. Por ser a artista que é, a mulher que é, a brasileira que é, lutadora incansável.

Deixo com vocês o vídeo produzido para promover o lançamento do disco – muito bacana, também, o filme.

E por fim, a faixa que mais tenho ouvido, Arrasta a sandália, parceria de Dayse do Banjo com Luana Carvalho, ela mesmo!, a filhota (linda, cada vez mais linda) da Beth. Partido-alto que foi gravado, no CD, com participação de Zeca Pagodinho, afilhado da Beth, ele um de seus mais generosos afilhados – ou o mais generoso. O Zeca, mais-que-consagrado, jamais deixou de render homenagens à madrinha, jamais negou um convite que fosse, jamais deixou de reverenciar aquela que lhe estendeu a mão pela primeira vez, ainda no terreiro do Cacique de Ramos. Troço bonito, isso.

Aumentem o volume, que nosso samba tá na rua!

Até.

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