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ARMAÇÃO DOS BÚZIOS

Estive, como anunciei aqui, no último final de semana, em Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, na mais que aprazível Armação dos Búzios, e ainda tive a oportunidade de ir à Arraial do Cabo e a Cabo Frio, cidades que compõem aquele pedaço absolutamente fabuloso do Rio de Janeiro, distante pouco mais de uma hora e meia da capital. Pedi emprestada a casa de uma amiga que fica praticamente nas areias de Geribá, e pra lá parti, no final da tarde de sexta-feira, na melhor das companhias em busca de três dias de sol e sossego – no que fui absolutamente feliz, objetivo mais que cumprido.

O engarrafamento monstro na Ponte Rio-Niterói não teve a capacidade de me tirar o humor, mote absoluto do final de semana. Chegar em Búzios, paraíso trazido à tona depois da famosa viagem de Brigitte Bardot, a primeira delas em 1962, foi ter a certeza de que eu viveria ali, naqueles dias, momentos que me fariam, uma vez mais, agradecer aos deuses pelos desenhos que dão forma à minha vida. Cantar, como me disse Orunmilá, através de meu mano Luiz Antonio Simas, essa é minha sina.

Pois eu cantei, ainda que apenas eu ouvisse, quando tomamos a direção da rua das Pedras para jantarmos. Rodamos ali, fomos parar na Orla Bardot, e depois de duas tentativas-fiasco (um restaurante japonês cujo sushiman estava de férias! e um outro no qual se apresentava um sujeito com voz [péssima] e violão [mal tocado]) fomos ao Sawasdee, fabuloso restaurante de comida tailandesa inaugurado em Búzios em 1997. Sensacional.

O sábado amanheceu mais-que-azul e tomamos a direção de Arraial do Cabo, na Prainha, uma das mais lindas praias da região. Mar calmo, águas entre o azul e o verde, e depois de algumas horas por ali tomamos a direção da Praia do Forte, em Cabo Frio, onde ficamos até o meio da tarde, quando voltamos a Búzios, para a praia da Ferradura que, se estava ligeiramente suja por conta de alguma corrente, também não foi capaz de me tirar o sorriso do rosto e a capacidade de cantar.

O anoitecer em Geribá deu-me a certeza de um domingo ainda mais bonito, e amanhecemos na ainda selvagem praia da Tartaruga, penúltimo destino antes de mais uma ida à praia de Geribá, diante de casa. Piscina, meu canto íntimo e particular pra Rainha do Mar – Odoya! – banho, e a volta pra casa premiada por um pôr-do-sol de cinema visto da Ponte Rio-Niterói.

Esse sou eu, meus poucos mas fiéis leitores, percorrendo os caminhos que aparentemente são tortuosos, doídos e generosos – sobretudo! – em busca da intensa luz que me foi anunciada e que não tem me faltado.

Se tem um passeio que eu recomendo – sempre, sempre, sempre! – é esse: o Rio de Janeiro, como se não bastasse a beleza da cidade, da capital, tem na Região dos Lagos um tesouro a ser permanentemente explorado.

Até.

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