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LIÇÕES DE PEDAGOGIA

Luiz Antonio Simas, brasileiro máximo, meu irmão de fé, respeitado professor de História, é pai de primeira viagem do carioquíssimo Benjamin, que completa amanhã, 21 de maio, dois meses de vida. Garoto de sorte, o Benjamin. A mãe é uma doçura que começa pelo nome – Cândida. E o pai, um caboclo sabido demais, conhecedor dos mistérios do invisível, que carrega nos olhos verdes toda a sabedoria ancestral que nos remete à mata brasileira e sua imensidão encantadora. Pois o Simas, que anda numa alegria comovente por conta do moleque recém-chegado, escreveu um tratado anteontem em seu imprescindível blog, o Histórias Brasileiras. No texto, afirma que “o medo é um instrumento pedagógico da maior eficácia na educação de uma criança”. Só por conta dessa curtíssima transcrição ouço daqui os sapateados histéricos de educadores, pedagogos, psicólogos, quadros do PSOL e quejandos. Mas o que quero lhes dizer hoje é o seguinte: concordo inteiramente com o bardo tijucano, morador da aldeia Maracanã, cuja oca dista pouco mais de 1km da minha. Mas vamos às minhas razões.

Lendo o texto a que fiz referência, e que pode ser lido na íntegra aqui, percebo que os medos que geraram reações pânicas no menino Luiz Antonio foram os mesmos que me foram plantados, enterrados em mim como sapo de macumba (apud Nelson Rodrigues).

Eu era um menino. Uma de minhas tias, casada com um irmão de minha avó, a tia Noêmia, tinha uma casa em Campo Grande, zona oeste da cidade, num condomínio chamado Clube 34, tratado como sítio por toda a parentalha. Pois havia, no tal Clube 34, uma piscina enorme, redonda, funda, e não houve um só dia em que eu não ouvisse de meu pai a frase que gerava uma concordância unânime entre as tias:

– Cuidado na piscina! Olha o garoto que morreu sugado pelo ralo! Morreu, ouviu? Morreu!

E sempre fui, na piscina em Campo Grande, um menino de olhos esbugalhados diante da possibilidade da sucção fatal.

Eu era um menino. Papai me dava semanada, nunca me deu mesada (vá entender). E dizia, todos os dias, ao me deixar no portão da escola:

– Compre sua merenda na cantina, viu? Apenas na cantina! Esse moço da carrocinha coloca cocaína nas balas que vende. Sabe o que é cocaína?

Eu, trêmulo, com a pequena mochila no colo no banco de trás do carro, dizia que não. E papai, soturno pelo retrovisor:

– É um pó, meu filho, uma droga. Vicia. Vicia e mata. Como o ralo das piscinas, entendeu?

E na hora do recreio eu comprava meu Mirabel na cantina e olhava, com intensa piedade, para os colegas que atravessavam o portão em direção à carrocinha, como se fossem pré-cadáveres à beira da morte.

Eu era um menino. E exatamente como o mestre Luiz Antonio, evitava ir ao banheiro sozinho durante as aulas. Lá estava, é claro, a Belmel, a loura defunta, de algodões ensangüentados nas narinas, disposta a vingar o filho que morrera antes dela.

Eu era um menino, e assistia sempre, estarrecido, um diálogo recorrente entre minha bisavó, Mathilde, e minha tia (sua irmã), tia Idinha. Leque fremindo numa das mãos, dizia minha bisavó:

– Idinha, espia. Não vá esquecer do espelhinho quando eu morrer.

Tia Idinha fazia o sinal da cruz:

– Pidôca, isso se você morrer antes. Se eu morrer antes, veja lá, não vá esquecer do espelhinho!

Dava-se o seguinte: o ator Sérgio Cardoso, cujo corpo havia sido exumado, fora encontrado de bruços dentro do caixão. A tampa do dito cujo estava marcada, por dentro, pelas unhadas vigorosas que o pobre-diabo dera depois de acordado a sete palmos do chão, fruto do desespero diante da situação. Vai daí que espalhou-se pela cidade, pelo país, o pânico. Ser enterrado vivo era o medo súbito de toda uma geração. E minha bisavó tinha a tática infalível:

– Idinha… Você não se importe com a reação da assistência na capelinha. Aproxime-se de meu corpo e deixe durante um bom tempo o espelhinho diante de minhas narinas. Se embaçar é batata. Estou viva. Não pemita que fechem o caixão, entendeu?

Eu, molecote, tinha pesadelos horripilantes.

Numa só noite eu estava nadando no Clube 34 e era sugado pelo ralo. Dado como morto. Velado por uma família inconformada. E acordava aos berros quando me percebia vivo no caixãozinho já fechado. Noutra noite, atravessava o portão do colégio e comprava uma bala Soft na carrocinha. Era um zumbi, minutos depois, flechado pelo vício da cocaína e fadado a viver por aí perambulando em busca de mais pó. Noutra noite, ainda, eu era acometido por uma diarréia violenta durante a aula de Estudos Sociais e sentado no vaso do banheiro do colégio Palas via agigantar-se diante de mim o vulto impressionante da loura assassina.

Uma infância tranqüila, como se vê.

Hoje, percebo tristíssimo que são pueris os medos da garotada. Medo de que se quebrem os controles do Wii. Medo de que caia a conexão da banda-larga. Medo de que sejam hackeados os perfis do Orkut ou do Facebook. Medo de que acabe a bateria do celular no meio da rua… Uma falta absoluta de encantamento, uma ausência completa de um pânico-humanizado capaz de mostrar à molecada a finitude do homem, sua falibilidade e seus limites.

Entro, pois, de cabeça, na campanha lançada por Luiz Antonio Simas. Meus afilhados que se cuidem. Os filhos e filhas de meus amigos, de meus vizinhos, todos que se preparem!

Até.

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TOCOLOGIA NA TIJUCA

(dedicado a Benjamin D´Angelo Carneiro Simas)

Eis-me aqui, de volta, depois de dez dias de afastamento – necessários em razão da lufa-lufa do cotidiano (notem, pelo uso da palavra “lufa-lufa”, que voltei ainda mais velho, mais antigo, mais múmia). Quero lhes contar hoje sobre a experiência que vivi no último domingo, 20 de março, dentro de minha própria casa. E como sou preciso do início ao fim farei minuciosa exposição dos fatos.

Estava eu, no sábado, a caminho da casa de meu irmão para um churrasco para o qual havíamos sido convidados, eu e minha menina. Estrilou meu celular. Era uma mensagem SMS. O autor? Luiz Antonio Simas, meu irmão, brasileiro máximo, tijucano de escol:

“Alguma boa para hoje?” – foi sua mensagem, curta e direta.

Disquei para ele.

Candinha, mulher do caboclo, acordara disposta e a fim de um encontro, um almoço, algo assim. Vamos a uma breve pausa para construção do cenário fático.

Candinha estava, já no sábado, com o ciclo da gestação completo. O que significa dizer que, a qualquer momento, poderia dar à luz o menino Benjamin. Voltemos.

Contei sobre o churrasco e a impossibilidade do encontro naquele dia. Atendendo sugestão de minha menina, excitadíssima com a gravidez da amiga, fiz o convite:

– Que tal vocês almoçarem lá em casa amanhã? Faço a feira cedo, compro camarões…

Ele me interrompeu:

– Camarões?! Claro! Claro! A que horas?

E marcamos. O Simas tem, pelo camarão, uma atração dionisíaca. É o agudo oposto, por exemplo, de meu compadre Leonardo Boechat, que sofre de uma alergia terrível a crustáceos, frutos-do-mar e outros bichos.

Fiz a feira cedíssimo no domingo. Comprei dois quilos de camarão, uma massa italiana, bastante alho, vinho branco português e às 13h30min – a hora exata marcada, tijucano é implacável! – explodiu a campainha.

Entram pela porta da sala (aberta pela primeira vez desde que moramos lá, há 12 anos, todos entram pela porta da cozinha por questões de praticidade, foi uma singela homanegem sugerida pela minha garota) Luiz Antonio Simas e Candinha, redonda, plena, deslumbrante de tão bonita (a maternidade ilumina a mãe desde a concepção). Houve, naquele momento, uma festa. Minha menina emocionada com a presença deles e antes mesmo de terminados os cumprimentos percebi o gesto de Luiz Antonio que, com o polegar da mão direita num vai-e-vem em direção à própria boca, implorava por algo para beber.

Até que recebemos relativamente pouco, mas temos o hábito de oferecer faustos ágapes a nossos convidados. Deixei gelando doze garrafas de Cerpa Tijuca, ouro líquido, e o Simas não escondia a ansiedade. As moças tricotando na sala e eu fiz a pergunta de praxe para o momento:

– Ansioso, velho?

Deu-se o seguinte: Luiz Antonio pôs metade da garrafa dentro da boca, bebeu tudo num só gole, pediu outra e disse:

– Evidente! Acho que estourou a bolsa! Estourou a bolsa!

– Estourou?

– Arrã.

Candinha, atenta, da sala:

– Luiz Antonio, calma.

Estava estranho, o professor.

Como uma piorra, zanzava entre a cozinha e a sala. Diversas vezes dirigiu-se à Candinha:

– Liga pro doutor! Liga! – e dizia isso gemendo, coçando a cabeça árida de pelos, roendo as unhas.

A certa altura Candinha disse um simples “vou ao banheiro”. Parecia ter deflagrado uma guerra. Foi trancar-se no toalete e Luiz Antonio começar:

– E aí, querida?! Tudo bem?

Luiz Antonio estava de quatro farejando por baixo da porta:

– Isso não é cheiro de xixi, Cândida! Abre essa porta!

Vem a Candinha pelo corredor, Luiz Antonio a seguindo de joelhos depois de cheirar o vaso sanitário com o apuro de um pastor-alemão. Senta-se na melhor poltrona da casa, alisa a barriga e diz:

– Tudo em ordem…

Servi o almoço.

Senti algo respingando em meus pés. Luiz Antonio estava urinando, de nervoso. Fez-se uma poça sob a mesa, meu vira-latas, honrando a raça, lambia aquilo com intenso prazer. Simas mastigava os camarões chorando. E dizia, de boca cheia:

– Liga pro doutor, liga pro doutor… Desculpe a mijada, Edu, mas tá foda…

Terminado o almoço, ligaram pro doutor. Enquanto Candinha falava, docemente, ao telefone, Luiz Antonio rezava, de joelhos e mãos postas, diante da mulher. Ela desligou, pediu um copo d´água e ouviu os apelos do marido:

– E aí, meu amor… O que ele disse?

– Recomendou que nós fôssemos agora pro hosp…

Só voltei a ter notícias a 01h37min da madruga de segunda-feira, por telefone. Foi quando veio ao mundo o primogênito de Luiz Antonio Simas. Ontem, no meio da tarde, nova mensagem no celular:

“Benjamin já se encontra em terras tijucanas. No caminho, demonstrou especial interesse pela região da Praça da Bandeira”

Minutos depois – e eu infelizmente não pude atender ao convite – ligou-me o pai, o felizardo, não cabendo em si de tanta euforia.

Mãe e filho em casa, e o pai – imerso na euforia mágica da paternidade que eu não pude experimentar – no Salete, comprando o almoço e brindando à vida com um chope bem tirado.

Até.

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PINGOS NO IS

Já fui obrigado, uma vez, vejam aqui, a colocar, como se diz corriqueiramente, pingos nos is para que eu fosse – como dizer? – compreendido. Aliás, é curioso ler o texto a que me refiro, PINGOS NO IS, de 21 de julho de 2009, para ver como recebi, a bordunadas, o Claudio Renato, hoje freqüentador mais que assíduo deste BUTECO e mesmo das mesas às quais me sento por aí.

Volto, hoje, 11 de fevereiro de 2010, ao mesmo tema: PINGOS NO IS. E serei didático, e serei cândido, e serei discreto – como poucas vezes fui neste balcão a cada dia que passa mais e mais freqüentado (antes que me lancem as pedras, estou a falar de quantidade, apenas). Vou, inclusive, evitar citar nomes quando me for conveniente por uma única razão: saberão, os destinatários do recado, que é a eles que me refiro, o que me basta, franca e sinceramente. Não sou de criar polêmica a troco de nada e citar os nomes que não citarei serviria, apenas, como mote para que os bombeiros que tentam apagar o fogo com gasolina entrassem em ação. Feito o não tão curto intróito, vamos ao que interessa.

Sou um homem simples, profundamente simples, não tenho posses, não exerço qualquer cargo que me dê status ou algo que o valha e não tenho poder a ponto de fazer com que as pessoas queiram me lustrar a bola brilhante que ostento presa no pescoço. Não tenho, portanto, qualquer puxa-saco em torno de mim. E por que lhes digo isso? E por que venho, aqui, diante do balcão imaginário do BUTECO, colocar os tais pingos nos is mais uma vez? Vou explicar.

Tenho amigos – e que são poucos. Tenho, entretanto, muita gente querida à minha volta. Gente a quem quero bastante bem, gente que – sei – quer e deseja meu bem. Como sei, também, que a postura eventualmente polemista que envergo no dia-a-dia me rende um punhado de gente que me quer pelas costas (há, ainda, os que aproveitam essa oportunidade para descer o sarrafo na minha pacífica pessoa). E rende também um bocado de gente (são estranhamente poucas pessoas…) que não me quer bem e que me diz isso, assim, na lata, cotovelo no balcão, diante de mim. Pois bem.

Exerço – já disse isso aqui dezenas de vezes – mesmo a postura polemista no BUTECO. Assim como exerce, o BUTECO, não eu!, postura vigorosamente debochada no TWITTER (aqui), que não serve pra quase nada a não ser pra isso mesmo, fazer pilhéria.

Vai daí que ontem fiz uma piada particular que exibi publicamente no BUTECO. Escrevi: “Tomem nota aí: os intelectuais vão acabar com o IMPÉRIO SERRANO.”.

Eis que me bateu o telefone, há pouco, um de meus poucos mas fiéis leitores. Em aguda oposição ao papel que cumprem os bombeiros de plantão, fez apenas o desabafo de alguém que não compreende como é que podem, as pessoas, levar tão a ferro e fogo o que esse polemista que vos escreve escreve (é de propósito, e acho que não tem a vírgula, que não sei usar com perfeição) e o que o BUTECO propaga no exibidor de painés que é o TWITTER.

Ontem, durante pequeno evento sócio-etílico-cultural, acusaram-me de arrebanhar uma manada de puxa-sacos (ou algo assim, não estou em busca da transcrição literal do que foi dito). E isso – eis o que é triste – depois que parti em direção à minha casa.

Hoje, me contou meu interlocutor, Carlos Andreazza, outrora assíduo deste balcão virtual, desceu o lenho na minha pacífica pessoa. Disse a ele, meu interlocutor – e digo agora, de público -, que retirar o link para o blog do Andreazza do menu à dirteita do painel do BUTECO – já expliquei aqui a razão, não quero repetir – não foi apenas uma decisão que serve para o menu. Eu, que prezo o Andreazza como apenas ele, quero crer, sabe (eis aí um exemplo de alguém que diz o que pensa sem a máscara podre do anonimato – e se ele, como já tentaram me sugerir, vale-se do anonimato noutras ocasiões não me interessa, até porque não creio nessa hipótese), não leio mais o TRIBUNEIROS por razões simples que nem me caberia elencar (mas vou fazê-lo, ainda que em apertada síntese): (01) estamos em ano de eleição e somos agudamente opostos no terreno da política, (02) estamos nos aproximando do Carnaval e somos agudamente opostos no terreno da compreensão do que seja, hoje, o esquema que envolve as escolas de samba, (03) eu jogo no bicho e sou ferrenho defensor desse saudável hábito, mais uma aguda oposição, e por aí vai. Portanto, não me interessa fazer aqui a minha defesa (se é que preciso dela), até mesmo porque só contesta aquele que conhece os termos da exordial (estou advogadíssimo).

Ontem, meu irmão Luiz Antonio Simas virou-se pra mim e disse:

– Fiquei triste com o que você escreveu.

Não era pra ter ficado – foi o que pensei, franca e sinceramente.

Conheço muitos imperianos – de fé alguns, de ocasião, outros – e tenho por eles, e pela escola, profundo respeito. Não preciso elencar mais do que dois imperianos – Luiz Antonio Simas e meu amado pai – para dar cores de verdade ao que digo.

A frase que publiquei ontem no BUTECO – polêmica em estado bruto, meus poucos mas fiéis leitores – e que o BUTECO publicou no TWITTER – pilhéria em estado bruto, meus poucos mas fiéis leitores – não é, exatamente, de minha autoria.

Foi dita (e seguida de outras tantas que prefiro omitir pra não aumentar o volume do fogo) por um imperiano. E por um imperiano de fé. Foi aqui reproduzida, portanto, em tom de piada particular e porque concordo com ela na exata medida em que foi dita (explico mais abaixo).

Tendo dado as explicações que entendo cabíveis, despeço-me para só voltar amanhã. Aviso, desde já, aos curiosos de plantão, aos bombeiros adeptos da gasolina como comubustível diante do incêndio, que não vai adiantar NADA (com a ênfase szegeriana) me perguntarem – por e-mail, por comentário (serão vetados), por telefone ou ao vivo – quem foi o autor da frase (com a qual concordo integralmente, até porque no contexto em que foi dita representa uma brincadeira que só quem sai de casa com o bom-humor guardado no bolso entende).

Até.

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NOS FLA X FLUS É O AI JESUS

Quando a torcida mais cheirosa do Brasil, na insuspeita opinião de Lulu Santos, ergueu nas arquibancadas uma faixa na qual se lia “Nos Fla x Flus é o ai-Jesus” – frase surrupiada do hino rubro-negro – senti cheiro de sangue. O primeiro tempo terminou num 3 a 1 pro Fluminense que – por conta do odor, que não passava – não chegou a me assustar ou mesmo desanimar. Até porque o Felipinho Cereal, dado a previsões certeiras, dizia a cada gol que o tricolor das Laranjeiras perdia:

– O Flamengo vai ganhar o jogo.

Luiz Antonio Simas, também à mesa, fazia que “sim” com a cabeça, lustrando imaginariamente a careca que reluzia dentro do Estudantil.

Vai daí que, com um jogador a menos, o Flamengo foi o Flamengo de novo. A bambilândia carioca torcida do Fluminense, que passou a semana inteira arrotando com a arrogância costumeira troços do tipo “o time está acertadinho”, “temos a defesa menos vazada”, “gol, se sofrermos, será apenas um” e outro bichos, foi saindo de fininho, antes mesmo do apito final, depois de ver sua rede balançar gloriosas cinco vezes, quatro delas no segundo tempo, selando a vitória histórica do Flamengo por 5 a 3.

Os tricolores do Estudantil, em número infinitamente menor, também foram deixando o bar arrotando – já não tão arrogantes – besteiras do tipo “foi apenas um amistoso”, “esse jogo não valeu nada”, por aí.

Ó. Estão ouvindo daí?

Tsc.

Até.

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NOVO BLOCO TIJUCANO

Acaba de nascer, de um lampejo genial que fez tremer o balcão de um buteco às margens do rio Maracanã, mais um bloco carioca, precisamente tijucano: o Nem Muda Nem Sai do Simas, composto por fãs incondicionais de Luiz Antonio Simas e por leitores aficcionados de seu blog, o melhor do Brasil, o Histórias Brasileiras. Abaixo, o pavilhão do bloco, criado por Lucio Lemos, freqüentador do buteco-nascedouro do furdunço!

Até.

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PREMIÈRE DO FILME PRAÇA SAENS PEÑA

Logo mais à noite vou, na companhia do bardo tijucano Luiz Antonio Simas (e com nossas respectivas), assistir à première do filme PRAÇA SAENS PEÑA, do diretor Vinícius Reis, que leva seu primeiro longa-metragem de ficção para os cinemas no dia 11 de dezembro, próxima sexta-feira.

Amanhã falo sobre o filme – sem nenhuma pretensão de fazer uma crítica séria, evidentemente, que cinema não é minha praia – que teve cenas filmadas no finado ESTEPHANIO´S, como lhes contei aqui, em 11 setembro de 2007, no texto UMA NOITE NA TIJUCA, escrito um dia depois das filmagens no bar.

Neste texto a que me refiro, vocês poderão perceber a emoção que vivemos, todos os presentes, naquela noite. A mesma emoção que vocês poderão perceber, lendo (e vendo) o texto, assistindo à lindíssima interpretação do Mello Menezes para VALSA DO MARACANÃ, de Paulo Emílio e Aldir Blanc (que faz papel de Aldir Blanc no filme!), uma espécie de hino da Tijuca, acompanhado pelo monstruoso violão de Tiago Prata.

A mesmíssima emoção que eu – espero – terei assistindo ao filme.

Até.

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EGO DO BUTECO

O inconcebível, inacreditável e insuperável (pelo que guarda de imbecilidades) site EGO, excrescência cibernética hospedada nos domínios da GLOBO.COM (onde mais?, onde mais?) publicou hoje uma notícia (notícia?) envolvendo a … (não sei o que ela faz…) Isis Valverde. O tal site conta que “Isis Valverde exibe tatuagem em evento de moda”. É ou não é uma tremenda e bombástica notícia? (vejam aqui).

O EGO DO BUTECO, mantendo seu compromisso de lançar luzes sobre gente (e tatuagens) infinitamente mais interessante que a gente exibida pelo tal site, também mostra, hoje, uma celebridade que, tal e qual Isis Valverde, também exibiu sua tatuagem em um evento foda (e não de moda).

26/04/09 – 12h46min

Flagrado conversando com convidados da festa de 40 anos de um de seus grandes amigos, em abril deste ano, Luiz Antonio Simas exibe a tatuagem que retrata um dos heróis da revolução cubana.

“Eu acho o Simas um charme, sabe? Carequinha linda, olhos claros, atarracadinho, e com esse gostoso tatuado na batata da perna, ai…”, suspirou uma das garçonetes que trabalhava durante a festa, enquanto brincava com a esposa do professor.

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CADA UM TEM O DOMINGO QUE MERECE

Cada um tem mesmo o domingo que merece. Enquanto os fascistas daquele blog cujo nome não pronuncio – os tais que se dizem membros do GRUPO GRANDE TIJUCA, e atentem para o nome que remete ao que há de pior em matéria de… isso deixa para lá! -, depois de atentarem contra os bares e botequins da Tijuca, depois de atentarem contra as mais salutares iniciativas da Prefeitura em prol dos menos favorecidos, agora fazem o quê?! Atentam contra o futebol. Prestem atenção a trechos do último texto lá publicado (e como escrevem mal!!!!!):

“Como o Rio pretende realizar uma COPA DO MUNDO, se não consegue colocar um mínimo de ordem em simples jogos do Campeonato Brasileiro? (…) Quem mora, passa ou anda por estas regiões sofre com o “assédio” dos flanelinhas bandidos, com a falta de calçada e com a bagunça em frente às suas residências, (…). (…). Não quero morar numa cidade sem lei. Não quero ser obrigado e sair do meu prédio e ficar desviando de carros. Quero poder ter o direito de sair com meu filho no carrinho e andar livremente pelas calçadas da região onde moro e pago muito por isso. (…). Está cada vez pior morar nesta cidade. Tudo de ruim que uma cidade pode ter, o Rio tem e quando as autoridades precisam se mostrar presentes, somem!”

É ou não é um nojo?

Enquanto isso, enquanto os fascistas faziam sua ronda para coletar material a fim de denunciar, denunciar, denunciar, denunciar…, juntamo-nos – não no domingo, como de praxe, mas ontem, segunda-feira, feriado, dia do aniversário desse brasileiro e tijucano máximo, Luiz Antonio Simas – para beber, jogar conversa fora, discutir futebol, política, para brindar à graça da vida e para erguer o copo em homenagem ao aniversariante.

Encontrei-me com meu velho e amado pai pouco antes das onze horas no BAR DO CHICO. De bicicleta, egresso de Ipanema, chegou logo em seguida essa grande figura que é Luiz Carlos Fraga. Em seguida, Marcelo Moutinho e sua Flavinha, ele que, gentilíssimo, levou de presente uma camisa do Império Serrano pro meu velho. Em seguida, os aguardadíssimos Simas e Candinha.

Luiz Carlos Fraga e Isaac Goldenberg, BAR DO CHICO, 02 de novembro de 2009
Flavinha, Marcelo Moutinho e Candinha, BAR DO CHICO, 02 de novembro de 2009
Luiz Antonio Simas, BAR DO CHICO, 02 de novembro de 2009>

Ali começamos a tarde, e o dia terminou mesmo na nossa Tijuca, no GALETO COLUMBIA, infinitamente maior e melhor do que a Tijuca que pintam os fascistas e que deles prescinde.

É como eu disse: cada um tem o domingo que merece.

Até.

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ELE ESTÁ PRA CHEGAR

Luiz Antonio Simas, vocês sabem, está passeando em merecidas férias pelo nordeste brasileiro (não há outro nordeste para ele). O passeio, feito (é evidente) na doce companhia de sua companheira, uma mulher cândida do alto da cabeça à sola dos sapatos, lhe custou um bom dinheiro. Mas o que eu quero precipuamente lhes contar é o seguinte: Luiz Antonio Simas gastou mais com ligações para o Rio de Janeiro do que com a viagem, passagem aérea, hospedagem e o diabo. Sua saudade dá – eu sei que dá – até dor de dentes, nevralgia, febre, o escambau. Vamos a exemplos práticos.

Luiz Antonio Simas no BODE CHEIROSO em 28 de maio de 2009, fotografia de Felipe Quintans

Estava eu, no domingo retrasado, na companhia de Felipinho Cereal (iríamos, mais tarde, ao jogo São Cristóvão e America), na feira da Vicente Licínio. Oito da manhã e canta meu celular. Na tela, a fotografia reluzente da careca do Simas:

– E aí? Estão na feira?

Ao fundo, o muxoxo:

– Luiz Antonio, vamos ao Centro Histórico!

E ele:

– Já foram ao pastel do Bigode?

– Já, já!

– Compra um pra mim e despacha na esquina!

Desligamos.

Quarenta minutos depois, dá-se o mesmo:

– Já no Chico?

– Já, já!

A voz, ao fundo:

– Luiz Antonio, vamos, Luiz Antonio!

– Já pediram alguma coisa pra comer?

– Salaminho!

– Hummmmm… – e eu podia ver-lhe os beiços úmidos pedindo uma fatia.

Eis que passaram as semanas e o negócio continuou (só durante o jogo São Cristóvão e America foram – o quê?! – quatro, cinco ligações pra saber o placar!). Estamos agora a menos de 24 horas de sua chegada e os testemunhos são unânimes: Luiz Antonio Simas ligou dezenas, centenas de vezes para os amigos a fim de aplacar a saudade que fez de sua viagem uma duna de tristeza e um lençol de amargura (o ápice da viagem seria, dizia seu roteiro, a visita aos Lençóis Maranhenses, mas ele foi um homem carente da esquina da Pardal Mallet com Afonso Pena desde o instante do embarque, no Galeão).

Domingo, então, anuncia-se uma mesa de peso naquela sacrossanta esquina. Os ânimos estão exaltados, exaltadíssimos, e um leitor, a quem sequer conheço, parece que antevendo a gloriosa manhã de domingo na Tijuca, escreveu-me dizendo apenas “me chama, me chama, me chama”, como se fosse um Lobão por e-mail. Ora, vá plantar batatas (e peço perdão a vocês, meus poucos mas fiéis leitores, mas era preciso o desabafo público, eis que não me dei ao trabalho de responder à mensagem do inconveniente)!!!!!

Antes de terminar, duas palavrinhas.

Duas, não. Três, três.

Quatro, quatro! Anotem aí:

01) assisti ontem, com uma tremenda vontade de estar lá, ao jogo entre Palmeiras e Fluminense debaixo de um toró tremendo (escrevi toró e lembrei-me, triste, do jogador do meu Flamengo, que sequer chuvisca). Fui palestrino da cabeça aos pés e gostei de ver mais uma vez o Fluminense perdendo, comandado pelo histérico Renato Gaúcho (uma espécie de Heloísa Helena do futebol);

02) vou ao Maracanã hoje apenas e tão-somente para gritar, até ficar rouco, o nome de Andrade, um rubro-negro maiúsculo. A diretoria do Flamengo, empenhada, como sempre, em afundar o mais querido, quer trazer o Geninho (parece) para dirigir a equipe. Lamentável;

03) sexta-feira que vem, dia 07 de agosto, o PSOL retoma suas atividades de sexta-feira no Buraco do Lume. Eles estão de recesso. Nós, não;

04) recomendo, vivamente, o vídeo exposto pelo Andreazza, presença confirmada na mesa de domingo, em seu Tribuneiros (aqui).

Era isso.

Até.

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O SUCESSO DO PSOL

Fiquei sabendo, anteontem à noite, através de meu mano Luiz Antonio Simas, que o homem que aparece ao lado de Chico Alencar na foto que publiquei no texto Os debates políticos do PSOL (leiam aqui) atende pelo nome de Renato Cinco (“carioca, 34 anos, militante do PSOL e da legalização das drogas”, apresentação feita pelo próprio, vejam aqui).

Eu ainda não havia ouvido falar de Renato Cinco, razão pela qual fui rever a foto (abaixo novamente) na própria fonte de onde a tirei, site do deputado federal Chico Alencar (aqui), do PSOL.

E não pude deixar de rir com algo que havia me escapado quando de minha primeira batida de olhos sobre a fotografia e a legenda. Cliquem na imagem abaixo e se divirtam com a frase “fez sucesso nas ruas da cidade”. Vou repetir: há quatro homens na foto, sem contar com o Mickey com o rosto do Sarney (ainda não entendi a piada). O próprio deputado, Renato Cinco, um outro segurando a faixa FORA SARNEY e um quarto olhando para longe.

Um sucesso, hein!

imagem retirada do site do deputado federal Chico Alencar

Até.

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