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A INVASÃO PALESTRINA

Atentem para o que vou lhes dizer. Em 07 de novembro de 2008, escrevi Palmeiras: um fenômeno no Rio, leiam aqui, texto que fez (ainda faz) gigantesco sucesso gerando, até o presente momento, 56 comentários (dez vezes mais que a média de público de qualquer debate político [eles não fazem comício] promovido pelo PSOL). Tratava do fenômeno da proliferação aguda de torcedores do Palmeiras na cidade do Rio de Janeiro. Em 12 de dezembro do mesmo ano, e sobre o mesmo tema, escrevi Provas cabais, leiam aqui. Em 21 de dezembro, escrevi Provas cabais, repetindo o nome e o mote, leiam aqui. E em 08 de maio de 2009 tornei a publicar novo texto com o mesmo nome e mesmo mote, Provas cabais, leiam aqui. Pois bem. Feito o intróito, vamos aos fatos.

É sabido e consabido que em 1976 houve, aqui no Rio, a chamada invasão corinthiana. Para a disputa da semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano milhares de torcedores do Corinthians atravessaram a Dutra em centenas de ônibus fretados e tomaram o Maracanã de assalto (o que não chega a ser uma graaaaande vantagem, já que a torcida do Fluminense está para o futebol assim como o PSOL para a política: um permanente fracasso de público). Mas houve, é fato, a invasão corinthiana.

Disse isso tudo para lhes contar o seguinte.

O Buteco do Edu registrou ontem, 28 de julho de 2009, um recorde.

Breve pausa.

Escrevi 28 de julho de 2009 e lembrei-me que no sábado passado, 25 de julho, comemorou-se, pela primeira vez, aqui no município do Rio de Janeiro, por obra, graça e iniciativa de um vereador do PSOL, o Dia Municipal da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha (vejam aqui). Não me consta que o autor da importantíssima lei tenha promovido qualquer festa (o PSOL adora festa) para dar algum sentido à sua iniciativa. Se alguém souber de alguma coisa, por favor, avise-me por aqui. Volto ao tema de hoje.

A que se deveu – eis o que queria lhes contar desde o início! – o fenômeno?

A torcida do Palmeiras, a massa palestrina, literalmente invadiu o balcão virtual do Buteco e cravou o recorde absoluto de visitas num só dia (os contadores têm mecanismos fabulosos de rastreamento das visitas!). Houve muitos comentários aos textos a que me referi no primeiro parágrafo do texto de hoje e eu fiquei – confesso – feliz com o troço.

Eu, que jamais escondi de vocês a simpatia que tenho pelo Palmeiras, muito por conta do homem da barba amazônica, Fernando José Szegeri, um dos maiores palestrinos do Brasil (vejam aqui que eu me fantasiei de Fernando José Szegeri no Carnaval de 2007, com a camisa do Palmeiras, e na foto estou ao lado do palmeirense Fernando Borgonovi e do corinthiano Julio Vellozo).

A ele, Fernando José Szegeri (encho a boca para lhe dizer o nome), a Fernando Borgonovi, aos palestrinos da família Tirone, a Marcus Gramegna, ergo o copo num brinde confessando que me invade uma vontade absurda de embarcar pra São Paulo, hoje ainda, para ver Palmeiras e Fluminense ao lado deles.

E me permitam: Obina, Obina, Obina! Assim mesmo, três vezes.

Até.

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E QUEM DISSE QUE ELE NÃO VIRIA?

Eis a trinca de paulistas!

Fernando Borgonovi, Fernando Szegeri e Julio Vellozo, no Bola Preta!

Até.

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