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NOJO ABSOLUTO

A coluneta anti-carioca Gente Boa, publicada no Segundo Caderno de O Globo, depois de adular durante meses mais essa nova moda podre trazida sabe-se lá por quem – o merdelê começou, é claro, no Leblon… -, dá notinha hoje em tom viadesco (o “argh!” não me deixa mentir), aparentemente reclamando do troço, para tentar encobrir mais propaganda deslavada (a que preço?!) para o grupo Belmonte.

Diga-se, a título de curiosidade, que é a primeira vez que o homúnculo se refere a esse lixo dessa maneira… “grupo Belmonte”.

nota publicada no Segundo Caderno de O GLOBO, na coluna GENTE BOA, em 07 de outubro de 2007

Esse lixo que essa mesma coluna tentou durante muito tempo vender como buteco, agora investe (pausa para o vômito) no ramo dos temakis, inaugurando, em Copacabana, a Temakeria Carioca.

Ah, sim! E é curioso o título da nota-de-merda… “Negócio de ocasião”… Como se não fosse um negócio de ocasião, também, a proliferação da mentira que atende pelo nome de Belmonte, Antonio´s (vejam aqui), Codajás (vejam aqui), tudo farinha do mesmo saco, ou bares do mesmo dono, ou negócios da mesma ocasião, tudo devidamente alardeado pela mesma coluneta.

É dose.

Até.

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INVESTIMENTO DE QUANTO?

Antes mesmo de começar a escrever sobre a barbaridade que foi a matéria de capa da revista RioShow, encartada n´O GLOBO de ontem, uma observação: desde o dia 25 de janeiro de 2007 que o jota não escreve uma mísera linha sobre qualquer desses bares que ele fomentou durante meses (só aqui no BUTECO eu fui capaz de registrar trinta e três atentados, vejam no menu à direita). O jota anda, agora, voltado para o mercado da moda. E tem, evidentemente, seus preferidos. A bola da vez, por exemplo, é um sujeito cujo nome não me lembro, mas cujo sobrenome lembra o som da tosse.

Mas isso não significa, é claro, que os bares de merda que mantêm atuantes assessorias de imprensa tenham ficado sem espaço. Apenas mudaram, digamos, o foco dos seus investimentos na mídia impressa.

E quem os bajula dessa vez?

O coleguinha do jota, o jota éle, apontado como autor de apenas – até o presente instante – dois atentados, esse aqui e esse outro aqui.

O terceiro atentado, porém, é de grandes proporções.

Trata-se de matéria de capa.

revista RioShow de 30 de março de 2007

Eis o título:

BARES LADO B . As redes Belmonte, Conversa Fiada, Informal e Manoel & Joaquim abrem botequins com nomes diferentes para evitar o desgaste de suas marcas

É ou não é um nojo?

Conseguiu, o aprendiz do jota, citar quatro bares na capa da revista.

Quatro, não. Cinco.

A foto que ilustra a primeira página mostra, acintosamente, a placa do Antônio´s Bar e Botequim, e tem pequeno texto no rodapé:

O Antônio´s, na Lapa, é a mais nova cria de Antônio Rodrigues, dono do Belmonte

São, portanto, cinco os bares-de-merda citados na capa (onde o espaço deve ser mais caro).

Na matéria, de quatro páginas, o jota éle cita outros bares e explica, aos leitores, como funciona a máquina. Vamos lá, transcrevendo alguns trechos:

Seguinte: como qualquer bar, as redes de botecos limpinhos e arrumadinhos começaram com um modesto endereço único. Depois, cresceram, apareceram e se tornaram redes. Agora proliferam bares que pertencem a essa galera mas trazem um outro nome na fachada. Assim, Antônio Rodrigues, dono do Belmonte, está à frente do Antônio´s e do Codajás. Abílio Fernandes, criador do Manoel & Juaquim, é hoje o feliz proprietário do Armazém Carioca. Parte da turma do Informal também responde pelo Jiló. E por aí vai.

Por aí vai, mas eu não interrompi a conta. Somam-se aos cinco já citados na capa, o Codajás, o Armazém Carioca e o Jiló. Já são oito. Vamos em frente.

Transcrevendo:

Negócios também foram a motivação de Daniel Guerbatin, que pretende se desligar da rede Conversa Fiada num futuro próximo. Há um ano, ele juntou-se a sete investidores e imaugurou o Gente Fina, no Leblon. Mais elegante que as casas da rede, o bar vive lotado até altas horas.

– O Gente Fina foi pensado como um investimento, de olho na rentabilidade. Mas não acredito em desgaste de marca. O segundo bar é uma tendência, uma forma de oferecer uma outra opção ao público.

Não perdendo a conta, com o Gente Fina, são nove os citados até aqui.

A matéria – que é propaganda pura – traz, ainda, o depoimento de José Octavio Sebadelhe, da equipe que escreve o guia Rio Botequim.:

Boteco é boteco. Esses bares-franquia, queiramos ou não, têm uma onda meio fake. Repara só como muitos desses estabelecimentos adotaram a alcunha de botequim ou boteco. Isso é uma coisa relativamente nova. Quando fizemos o primeiro Rio Botequim, os donos de pés-sujos reclamavam, gritavam que não eram donos de botequins. Hoje a palavra é como um título de nobreza, todo mundo quer ser boteco. O tal do segundo bar não passa de mais uma jogada de marketing. Dono de boteco de verdade não quer crescer porque sabe que vai se perder no caminho.

Um troço, convenhamos, muito próximo do que digo aqui, no balcão imaginário do BUTECO, há anos.

Mas como essa turma investe pesado, pesadíssimo, e como o jota éle de bobo não tem nada, ele arrumou espaço para dois tijolinhos dentro da matéria. No primeiro ele cita o Espelunca Chic e o Esculaxo, este último ainda por inaugurar.

São, até agora, onze os citados.

O segundo tijolinho é dedicado, inteiramente, ao Devassa.

Doze bares citados.

Quanto – essa a pergunta – investiram os mega-investidores nessa matéria?

E só mais uma, pra encerrar por hoje: será que os clientes, os incautos que freqüentam esses lixos, lendo uma matéria dessas, lendo os depoimentos dos mega-investidores, não se sentem uns idiotas fazendo fila nas portas das filiais espalhadas pela cidade e pagando fortunas pelo que bebem e comem, enchendo os bolsos desses caras?

Até.

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O PATRÃO

Mantendo sua impressionante e facilmente verificável regularidade, volta à carga o Joaquim Ferreira dos Santos, hoje, exultando aquele que parece ser o dono do latifúndio representado por aquela coluneta do jornal O GLOBO, que atende pelo nome de Antonio Rodrigues, tantas são as vezes em que é citado, exultado, adulado, idolatrado, salve, salve. Saquem a nota:

nota publicada no jornal O GLOBO de 18 de setembro de 2006

O Joaquim Ferreira dos Santos consegue, na mesma nota, citar o nome do Leblon, único bairro que parece conhecer, citar os nomes de dois bares metidos a besta (Jobi e Belmonte), citar o nome da padaria-cenário da novela “Páginas da Vida” e adiantar o cardápio da nova empreitada do patrão, o restaurante Codajás: pães da casa, salada no almoço e massa no jantar.

Pergunta necessária: qual restaurante não tem esses troços?

Tudo muito impressionante.

A rentabilidade da nota e o inventivo cardápio.

Como diria o Brizola:

– Francamente!

Até.

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JOTA CORRETOR

Como é que eu não pensei nisso antes, pô?!

Se eu me constranjo todas as vezes em que me refiro ao Jota como jornalista, por que não chamá-lo daquilo que ele efetivamente é?

É isso! O Jota é corretor! Corretor de imóveis, corretor de negócios, corretor de publicidade, por aí.

Vamos a duas – acho que dessa vez o corretor bateu seu próprio recorde – notas imundas em sua coluneta de hoje.

nota publicada no jornal O GLOBO de 16 de agosto de 2006

Notem que na primeira notinha o nada original Jota dá uma puta volta numa notícia sem nenhuma importância para dizer que “abre em setembro, naquele mesmo local, mais um bar Devassa”. E o bobalhão deve ter escrito isso cheio de orgulho, achando-se genial pela disfarçada que dá na coleta da féria.

Mas tem mais!

A segunda notinha, que faz propaganda (de graça é que não é) de uma sorveteria pernóstica, dá os valores das luvas e do aluguel de uma loja de 25m² no Leblon, é óbvio, eis que apenas o Leblon existe para os apedeutas de O GLOBO.

Bela isca para os fiscais da Receita Federal, que devem se mexer – foi o que eu sempre li a respeito – sempre que surgirem sinais externos de riqueza. Não é qualquer um que tem 300 mil cash para luvas de uma lojinha desse tamanho.

Eu também sempre li a respeito da conduta de um jornal.

Mas mesmo eu tendo cutucado, por email, mais de uma vez, os editores do tal jornal, pior a cada dia a olhos vistos, impera o silêncio sobre a transformação daquela página nobre do Segundo Caderno num simples caderno de classificados.

Ou de desclassificados, que fica bem mais coerente com a nojeira da área.

Até.

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EU SABIA!

Ontem mesmo eu escrevi aqui que o final da notinha publicada ontem na coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos (leia aqui) escondia “uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul”.

Vinte e quatro horas depois eis a nota de hoje:

nota publicada no jornal O GLOBO de 24 de julho de 2006

Vem mais merda por aí, anotem. Vou deixar minhas previsões registradas aqui para que depois, daqui a uns meses, quando o lixo for inaugurado, eu possa repetir sorrindo e de pé no banquinho de madeira do buteco imaginário: eu sou preciso do início ao fim!

Ana Cristina Reis exaltará o “pólo plurigastronômico”. A Luciana Fróes (também com atentados apontados por mim, aqui) escreverá matéria de capa da revista RioShow, de O GLOBO, numa das sextas-feiras seguintes à inauguração. A coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos dará nota em cima de nota, afinal Antônio Rodrigues, mega-investidor e testa-de-ferro de espanhóis que não querem aparecer, sabe agradar a imprensa, os famosos, os nem-tanto, mas isso deixa para lá, com a licença do Stanislaw Ponte Preta. O Ed Motta (um bobo, um deslumbrado, um pernóstico, um anti-brasileiro, vejam aqui) dará entrevistas comentando a qualidade das cervejas belgas que lá serão vendidas.

Tudo muito triste.

E os editores do jornal, ó, em silêncio.

Até.

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A FARRA CONTINUA

O Joaquim Ferreira dos Santos está de férias e, parece-me, o apetite de seus asseclas está descontrolado. Há, hoje, na tal coluneta, mais uma citação ao Belmonte. Mas notem como a podridão é coerente. Trata-se de mais uma filial e no Leblon, o único bairro possível para os lacaios dessa parte do latifúndio d´O Globo. É a terceira citação da semana. Um recorde desde que começamos a acompanhar o que temos chamado de barbaridades do Joaquim Ferreira dos Santos, e com esse de hoje já são 15 os atentados praticados às escâncaras desde 17 de março de 2006.
nota publicada no jornal O GLOBO de 23 de julho de 2006
Duas coisas me chamam a atenção hoje.

A primeira: o pessoal da Receita Federal não fica, digamos, interessado numa investigação pra cima dos envolvidos? A espanholada que, sem aparecer, comanda a rede Belmonte (uma rede de franquias, que fique claro). O proprietário da tal loja na Ataulfo de Paiva. O antigo locatário. O testa-de-ferro dos espanhóis. Pois deveria. Quase um milhão só de luvas. Bom. Salva-me o bom Stanislaw Ponte Preta… isso deixa para lá.

A segunda: a ironia com que os asseclas fecham a nota. Notem:

“No lugar da padaria deverá surgir mais uma filial do Belmonte. Sim, mais uma.”

Parece uma provocação.

Uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul.

Sei não.

Fede cada vez mais a coluneta do Joaquim.

E os editores, ó, calados.

Sócios?

Até.

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INACEITÁVEL

Quem lê o Buteco (cada vez mais gente, ainda bem), quem acompanha o que se passa aqui, sabe que eu há meses agarrei com unhas e dentes a defesa da causa do buteco pé-sujo, duas dentre as minhas paixões: defender aquilo em que acredito e o buteco, a mais carioca das instituições.

Quem lê o Buteco, quem acompanha a seção BARBARIDADES DO JOTA (links na coluna à direita do blog), sabe que a coluna cujo nome eu não repito exalta, freqüente e sistematicamente, o que há de pior em matéria de buteco (até porque não são butecos as merdas que a coluneta anuncia, e “anuncia” é de propósito, “anuncia” é cabível e “anuncia” é perfeito para o caso).

Mas hoje, meus poucos mas fiéis leitores, hoje essa coluneta (comandada por outro Jota, que o Jota mesmo está de férias) ultrapassou os limites do tolerável, como se isso fosse possível.

nota publicada no jornal O GLOBO de 21 de julho de 2006

(eu estou REALMENTE revoltado)

Notem o título da bosta da nota: “BOTECO CHIQUE”.

Alguém precisa dizer a esses vendilhões dos templos (“Buteco é templo”, escreveu um dia Aldir Blanc) o que é um BOTEQUIM, um BOTECO, uma BIROSCA. Como estou sem paciência, recorro ao Houaiss:

botequim. estabelecimento comercial popular onde servem bebidas, lanches, tira-gostos e eventualmente alguns pratos simples; bar; boteco

boteco. pequena venda tosca onde servem bebidas, algum tira-gosto, fumo, cigarros, balas, alguns artigos de primeira necessidade etc. ger. situada na periferia das cidades ou à beira de estradas; birosca

birosca. pequena venda, de instalações simples, ger. estabelecida num bairro pobre ou numa favela e que é misto de mercearia e bar; bar ou botequim simples, sujo ou de mau aspecto; boteco”

Então, vendilhões dos templos, então, Jota e seus seguidores, parem com essa babaquice imunda e destrutiva! O Sr. Rogério Fasano, dono do restaurante mais caro da cidade do Rio de Janeiro, que vai abrir “uma espécie de night club sem pista de dança” chamado Londra (tudo como consta da nota imunda) no térreo do hotel de Phillipe Starck, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, NÃO VAI ABRIR BOTECO PORRA NENHUMA.

Pausa: nem seis mãos (Jan Theophilo, Cleo Guimarães e Melina Dalboni*) conseguiram escrever o nome de Philippe Starck corretamente. A grafia correta do nome é com dois “p” de putos e não com dois “l” de lacaios. Pigarros e em frente.

Esse lixo que “terá paredes em tijolos negros e uma enorme bandeira da Inglaterra, pintada com as cores da Itália”, NUNCA SERÁ UM BUTECO (agora com “u”, como deve ser).

Eu peço, de pé no banquinho de madeira diante do balcão imaginário do Buteco, ao lado de um monstro sagrado dos butecos cariocas, o seu Osório, que meus parceiros sentem a porrada nos comentários a mais essa nota imunda publicada na não menos imunda coluna de O GLOBO. Não querem comentar aqui? Escrevam, então, para os vendilhões dos templos, por aqui.

Mas não fiquem quietos, porra!

Estão matando, aos poucos, o buteco pé-sujo.

Por essas e outras eu tenho cada vez mais ojeriza ao lado de lá do túnel. Semana que vem me debruço sobre o tema.

Até.

* segundo informações obtidas no rodapé da coluna, os três jornalistas que a escrevem durante as férias do Jota.

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IDI-JOTA

Antes de mais nada quero lhes dizer que estou com minha câmera digital no conserto, razão pela qual não poderei publicar aqui, como sempre faço em nome da precisão, a nota imunda que este escroque a quem chamo Jota publicou hoje em sua coluneta no jornal O GLOBO que, francamente, mais se assemelha, ultimamente, a um balaio de ratos. Eu não quis dizer gatos, não. Ratos mesmo.

Vamos à nota, na íntegra:

“ATESTA QUALIDADE

Ronaldo, ex-Fenômeno, de agora em diante apenas “O Gordo”, está em baixa, mas sua namorada, a magérrima Raica, alavancou a vida de modelo com a relação. Disse sim, no fim de semana, para o pedido de Mario Testino. Vão fazer um ensaio, possível capa, para a “Vogue” francesa. Ser fotografado por Testino é uma espécie de ISO 9000 no mundo da moda.”

Não interessa, para o que quero lhes dizer, o que escreveu o lamentável Jota sobre a Raica, atual namorada de Ronaldo, muito embora seja irresistível dizer que esse comentário “a magérrima Raica” deixa evidente a preferência do jornalista (sempre gargalho quando escrevo jornalista ao me referir a esse elemento).

O que me interessa – e tenho tido discussões homéricas com o Szegeri sobre o tema, e concordamos sempre, por isso peço sua intervenção nos comentários – é a forma desrespeitosa, a desconsideração, a maneira desonesta como refere-se a um ídolo da seleção brasileira.

Ronaldinho Fenômeno

Eis aí uma das gritantes diferenças entre o povo argentino e o povo brasileiro (aí incluída, evidentemente, a classe dos jornalistas): se algum jornalista argentino se referisse dessa forma ao Maradona estaria morto, linchado, no mesmíssimo dia, por uma turba enfurecida que defende seus símbolos, lato sensu, com a própria vida se necessário.

E notem que o Maradona foi ao fundo do poço, foi dominado pelas drogas, envolveu-se em inúmeras confusões com Deus e o mundo. Ele sim, engordou a ponto de de se deformar, e jamais – eu disse jamais – foi alvo de qualquer outro gesto que não o gesto de carinho, de apoio incondicional, de gratidão (gratidão sim, por que não?), tanto do povo como dos jornalistas esportivos, incapazes de derrubar ou pôr pra baixo o maior ídolo do futebol argentino.

Pequena pausa: um dos troços mais lindos que li na blogosfera a respeito do Maradona está aqui. Eu não consigo, confesso, ler esta carta sem chorar à chafariz da Praça Paris. Destaco o seguinte trecho (que arrisco traduzir), e notem, por favor, a diferença do que vai na alma dessa senhora, Mirta Berttoti, (recomendo o blog, sempre muito bom!) e do que vai na alma (risos) do Jota:

“Dentro de muitos anos, os filhos dos filhos de Sofi vão viver em um país muito melhor que este que temos agora. Estou segura. E nada vai registrar que eras um fanfarrão e um boca-suja. Nos livros se vai dizer de você apenas o importante, que aqui nasceu um dia um “negrito” que jogava bola mais que todos, e que era capaz de levantar um povo triste e deixá-lo louco de alegria, de fazê-lo feliz inclusive nas épocas mais negras. Para que não se morra isso, rezo.

Para que te cures, para que possas descansar de todo o esforço de haver sido único e que tu tenhas tempo para ser um tipo comum. Para que possas ver teus netos, abraçá-los, e contar a eles quem foste tu. Deve ser muito lindo envelhecer, mirar os olhos de um neto e dizer a ele com o coração desperto: “Sabes quem eu era? Eu era Diego Maradona!” E estar vivo para contar isso.

Enxugo os olhos e sigo em frente.

Quer dizer, não sigo.

Já disse o que tinha que dizer.

Maldito seja esse infeliz que assina – ironia das ironias – uma coluna chamada “Gente Boa”. Tudo o que ele não é.

E salve, pra sempre, Ronaldo Fenômeno.

Permitam-me, apenas (desculpo-me desde já), um pequeno desabafo à Tijuca:

– Ô, Jota… “ex-Fenômeno” e “O Gordo” é a putaquetepariu!

Até.

PS: você também ficou com raiva? Você também marejou os olhos lendo a carta de Mirta Bartotti para o Maradona? Então diga isso ao Jota! Exija respeito! Proteste!

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GENTSKRÔTA

Fazendo uma espécie de trocadilho semi-infâme com o nome da coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos, quero prosseguir na minha solitária porém heróica campanha com dois objetivos bastante definidos. O primeiro, dizer um não rotundo (saudade do Brizola…) a esses McDonald´s de bêbado nojentos que, como câncer (bom dia, Joaquim Ferreira dos Santos), vêm se espalhando pela cidade. E o segundo, dizer que a avassaladora e destruidora multiplicação dessas mentiras (Belmonte, Informal, Conversa Fiada, Manoel & Joaquim, entre outros) conta com o apoio maciço, vergonhoso, de alguns pseudo-jornalistas, que têm no Joaquim Ferreira dos Santos – só pode ser, só pode ser – um líder. Senão vejamos.

Aqui o Joaquim Ferreira dos Santos exalta o que ele chamou de pé-sujo fashion. Aqui ele cita diversos bares de merda, criando uma espécie de ranking, atendendo, evidentemente, ao interesse dos investidores. Aqui ele dá uma babada escancarada no Chico, o garçom do Bracarense, que acaba de ser lançado como garoto propaganda de uma nova marca de cerveja que, já, já, estará sendo exaltada pelo Joaquim. Aqui, mais uma do jornalista, que nessa nota criou mais uma de suas expressões infelizes… boteco grifado.

Eis que hoje deparo-me com matéria (paga, me pareceu) não do Joaquim, mas de uma coleguinha sua (não dou o nome nem a paulada).

Título da matéria (mal escrita): “A noite carioca tem agora o Baixo Copacabana – trecho entre as ruas Domingos Ferreira, Bolívar e Constante Ramos tem bares, restaurantes e cafés charmosos”.

Vou reproduzir alguns trechos bastante elucidativos e tecerei brevíssimos comentários.

“O Copa Café também costuma ter fila de espera por mesa. O dono, Roberto Peres, que inicialmente pensou na Lapa para abrir o negócio, não se arrependeu. De olho no movimento crescente, já negocia para abrir outra casa no Baixo Copa, o Café Club.”.

Vão tomando nota. A moça, que já havia citado na mesma coluna o bar Bossa Nova e o restaurante Don Camillo, tasca mais um estabelecimento na matéria. Mas, como diria Stanislaw Ponte Preta, isso deixa para lá. Vamos em frente.

“O universitário Carlos Henrique Lima, morador do Flamengo, é freqüentador, com um grupo de amigos, do Boteco Belmonte, na esquina da Domingos Ferreira com a Bolívar. A casa, que funciona no Flamengo desde 1952, também apostou nessa região de Copacabana, onde abriu as portas há cerca de um ano.”.

Aqui nota-se, além do estilo pífio da moçoila, ignorância, que é – antes que me acusem de estar sendo grosseiro – o estado daquele que não tem conhecimento ou cultura, em virtude da falta de estudo ou da falta de experiência ou da falta de prática. Ou da má-fé. Pigarreio e continuo. Alguém precisa dizer a essa moça que o que funcionava desde 1952 no Flamengo era um buteco de verdade, que atendia pelo nome de Belmonte (peço publicamente a ajuda dos queridos Szegeri e Fraga), com um balcão enorme, espaçoso, um pé-sujo de primeira linha, que foi comprado, violado, destruído e reaberto com o mesmo nome por um cidadão que atende pelo nome de Antônio (não sei se com ou sem acento, mas sei que sem escrúpulo), figurinha fácil nas colunas do Joaquim Ferreira dos Santos. Investidor inescrupuloso (é mentira o que reza o letreiro de todas as filiais do Belmonte… “desde 1952”), vocês verão, mais abaixo, do que é capaz o sujeito.

“- O Belmonte é um pé-limpo – brinca Carlos.”.

Pausa. Notem como é fraca a moça que assassina a matéria. Brinca está mal aplicado. Há a cacofonia com o nome do tal estudante. Há uma absoluta ausência de brincadeira na frase do estudante, eis que a suposta piada é velha e sem nenhuma graça. Mas vamos à faceta do investidor do Belmonte.

“Para evitar concorrência, o dono do Belmonte comprou o ponto do outro lado da calçada e abriu o Bel Crepe, que, claro, tem muito movimento.”

Que beleza! A mocinha conseguiu emplacar mais dois nomes: Belmonte e Bel Crepe (puta mau gosto, inclusive, na escolha do nome). E exalta, sem pudor, o feito do dono do Belmonte. É o monopólio sendo formado. A mentira sendo espalhada. Feito câncer. Vamos seguir, e notem o desfecho da matéria e como a coleguinha do Joaquim Ferreira dos Santos (Luciana Fróes) consegue encaixar outro bar que nem aberto ainda está, e que também está sempre na coluneta do Joaquim.

“O Baixo Copa vai ainda este ano ganhar outro bar, na esquina da Domingos Ferreira com a Barão de Ipanema: uma nova filial do Botequim Informal.”

Um nojo.

Um verdadeiro nojo.

Até.

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JOTA, O INCANSÁVEL

Peço perdão a todos pela repetição do tema. Não me é exatamente agradável falar sobre o Jota e sua coluneta no jornal O Globo.

Mas para justiticar a volta ao assunto, o mesmíssimo de ontem, quebro o sigilo de correspondência do Szegeri e transcrevo trecho de email enviado pelo Pompa, ontem à noite, a mim e aos membros da S.E.M.P.R.E. (Sociedade Edificante Multicultural dos Prazeres e Rituais Etílicos). Vamos a ele:

“Isso vale (…), (…) para donos de bar que não entendem ou não respeitam as nossas tradições, por exemplo, ou para jornalistas escrotos que escrevem bobagens. Se puniçoes podem ser intituídas, que valham para (…) estabelecimentos indignos. Precisamos, talvez, de um propósito maior, que seja não somente o cultivo da boa tradição do bar, de sentar e beber e comer e conversar. Porque os tempos não são de paz, amigos, são de guerra. Os usurpadores, os levianos, os que não entendem que o buteco é um lugar sagrado a ser respeitado, que o que ali se faz tem sentido de religião, eles têm espaço nos jornais (não é, Edu?). Precisamos nos contrapor, fazer valer a nossa resistência, se não para os jornais, ao menos para a vista das pessoas que nos cercam. Sobretudo para o butequeiro humilde, anônimo, que entra para tomar a sua cerveja cotidiana, sem pretensões gastronômicas, baixas ou altas. Ele precisa saber que não está só. Precisa vingar a sua humilhação estampada nos jornais que não cansam de louvar essa pseudo-cultura yuppie de drinking centers.”

Notem como o Pompa escreve bem! Aliás, pausa para comercial: é preciso que vocês leiam o Pompa, diariamente, no fundamental Só dói quando eu rio, aqui. Voltando ao assunto.

O que nos traz, hoje, a podre coluna do Jota?

jornal O GLOBO, sexta-feira, 05 de maio de 2006

Ora, ora, ora. As incursões do Jota continuam, evidentemente, pela zona sul da cidade, a mais fresquinha em todos os sentidos. Agora fala do Jardim Botânico, onde, aliás, há uma dentre tantas filiais do Belmonte, comandado pelo investidor Antônio. E cunha, o paupérrimo Jota no quesito vocabulário, outra expressão imunda: “pé-sujo grifado”.

Não satisfeito em inventar besteiras como “pé-sujo fashion”, “Cordon Bleu da baixa gastronomia” e outras merdas do gênero, agora vem com mais essa, “pé sujo grifado”.

Na tal nota, indigna, ele cita três estabelecimentos paulistas (dentre eles a pizzaria Braz, onde eu e Szegeri protgonizamos um momento histórico, e dia desses lhes conto) que estão abrindo filiais (argh!) na Rua Maria Angélica e dois botecos (assim mesmo, com “o”, como convém a um pernóstico fresco como o Jota), o São Carlos (que “vai reabrir com comidinhas”) e o Rebouças, o tal grifado.

O grifo é meu, Jota.

É inacreditável que não haja ao menos um incômodo na redação do Segundo Caderno.

Quanto, Jota, quanto (ou o quê) você está ganhando para fazer dessa página inteira do jornal um outdoor que exalta, permanentemente, bares de merda que jogam contra a mais carioca das instituições?

Até.

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