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NOJO ABSOLUTO

A coluneta anti-carioca Gente Boa, publicada no Segundo Caderno de O Globo, depois de adular durante meses mais essa nova moda podre trazida sabe-se lá por quem – o merdelê começou, é claro, no Leblon… -, dá notinha hoje em tom viadesco (o “argh!” não me deixa mentir), aparentemente reclamando do troço, para tentar encobrir mais propaganda deslavada (a que preço?!) para o grupo Belmonte.

Diga-se, a título de curiosidade, que é a primeira vez que o homúnculo se refere a esse lixo dessa maneira… “grupo Belmonte”.

nota publicada no Segundo Caderno de O GLOBO, na coluna GENTE BOA, em 07 de outubro de 2007

Esse lixo que essa mesma coluna tentou durante muito tempo vender como buteco, agora investe (pausa para o vômito) no ramo dos temakis, inaugurando, em Copacabana, a Temakeria Carioca.

Ah, sim! E é curioso o título da nota-de-merda… “Negócio de ocasião”… Como se não fosse um negócio de ocasião, também, a proliferação da mentira que atende pelo nome de Belmonte, Antonio´s (vejam aqui), Codajás (vejam aqui), tudo farinha do mesmo saco, ou bares do mesmo dono, ou negócios da mesma ocasião, tudo devidamente alardeado pela mesma coluneta.

É dose.

Até.

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INVESTIMENTO DE QUANTO?

Antes mesmo de começar a escrever sobre a barbaridade que foi a matéria de capa da revista RioShow, encartada n´O GLOBO de ontem, uma observação: desde o dia 25 de janeiro de 2007 que o jota não escreve uma mísera linha sobre qualquer desses bares que ele fomentou durante meses (só aqui no BUTECO eu fui capaz de registrar trinta e três atentados, vejam no menu à direita). O jota anda, agora, voltado para o mercado da moda. E tem, evidentemente, seus preferidos. A bola da vez, por exemplo, é um sujeito cujo nome não me lembro, mas cujo sobrenome lembra o som da tosse.

Mas isso não significa, é claro, que os bares de merda que mantêm atuantes assessorias de imprensa tenham ficado sem espaço. Apenas mudaram, digamos, o foco dos seus investimentos na mídia impressa.

E quem os bajula dessa vez?

O coleguinha do jota, o jota éle, apontado como autor de apenas – até o presente instante – dois atentados, esse aqui e esse outro aqui.

O terceiro atentado, porém, é de grandes proporções.

Trata-se de matéria de capa.

revista RioShow de 30 de março de 2007

Eis o título:

BARES LADO B . As redes Belmonte, Conversa Fiada, Informal e Manoel & Joaquim abrem botequins com nomes diferentes para evitar o desgaste de suas marcas

É ou não é um nojo?

Conseguiu, o aprendiz do jota, citar quatro bares na capa da revista.

Quatro, não. Cinco.

A foto que ilustra a primeira página mostra, acintosamente, a placa do Antônio´s Bar e Botequim, e tem pequeno texto no rodapé:

O Antônio´s, na Lapa, é a mais nova cria de Antônio Rodrigues, dono do Belmonte

São, portanto, cinco os bares-de-merda citados na capa (onde o espaço deve ser mais caro).

Na matéria, de quatro páginas, o jota éle cita outros bares e explica, aos leitores, como funciona a máquina. Vamos lá, transcrevendo alguns trechos:

Seguinte: como qualquer bar, as redes de botecos limpinhos e arrumadinhos começaram com um modesto endereço único. Depois, cresceram, apareceram e se tornaram redes. Agora proliferam bares que pertencem a essa galera mas trazem um outro nome na fachada. Assim, Antônio Rodrigues, dono do Belmonte, está à frente do Antônio´s e do Codajás. Abílio Fernandes, criador do Manoel & Juaquim, é hoje o feliz proprietário do Armazém Carioca. Parte da turma do Informal também responde pelo Jiló. E por aí vai.

Por aí vai, mas eu não interrompi a conta. Somam-se aos cinco já citados na capa, o Codajás, o Armazém Carioca e o Jiló. Já são oito. Vamos em frente.

Transcrevendo:

Negócios também foram a motivação de Daniel Guerbatin, que pretende se desligar da rede Conversa Fiada num futuro próximo. Há um ano, ele juntou-se a sete investidores e imaugurou o Gente Fina, no Leblon. Mais elegante que as casas da rede, o bar vive lotado até altas horas.

– O Gente Fina foi pensado como um investimento, de olho na rentabilidade. Mas não acredito em desgaste de marca. O segundo bar é uma tendência, uma forma de oferecer uma outra opção ao público.

Não perdendo a conta, com o Gente Fina, são nove os citados até aqui.

A matéria – que é propaganda pura – traz, ainda, o depoimento de José Octavio Sebadelhe, da equipe que escreve o guia Rio Botequim.:

Boteco é boteco. Esses bares-franquia, queiramos ou não, têm uma onda meio fake. Repara só como muitos desses estabelecimentos adotaram a alcunha de botequim ou boteco. Isso é uma coisa relativamente nova. Quando fizemos o primeiro Rio Botequim, os donos de pés-sujos reclamavam, gritavam que não eram donos de botequins. Hoje a palavra é como um título de nobreza, todo mundo quer ser boteco. O tal do segundo bar não passa de mais uma jogada de marketing. Dono de boteco de verdade não quer crescer porque sabe que vai se perder no caminho.

Um troço, convenhamos, muito próximo do que digo aqui, no balcão imaginário do BUTECO, há anos.

Mas como essa turma investe pesado, pesadíssimo, e como o jota éle de bobo não tem nada, ele arrumou espaço para dois tijolinhos dentro da matéria. No primeiro ele cita o Espelunca Chic e o Esculaxo, este último ainda por inaugurar.

São, até agora, onze os citados.

O segundo tijolinho é dedicado, inteiramente, ao Devassa.

Doze bares citados.

Quanto – essa a pergunta – investiram os mega-investidores nessa matéria?

E só mais uma, pra encerrar por hoje: será que os clientes, os incautos que freqüentam esses lixos, lendo uma matéria dessas, lendo os depoimentos dos mega-investidores, não se sentem uns idiotas fazendo fila nas portas das filiais espalhadas pela cidade e pagando fortunas pelo que bebem e comem, enchendo os bolsos desses caras?

Até.

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O PATRÃO

Mantendo sua impressionante e facilmente verificável regularidade, volta à carga o Joaquim Ferreira dos Santos, hoje, exultando aquele que parece ser o dono do latifúndio representado por aquela coluneta do jornal O GLOBO, que atende pelo nome de Antonio Rodrigues, tantas são as vezes em que é citado, exultado, adulado, idolatrado, salve, salve. Saquem a nota:

nota publicada no jornal O GLOBO de 18 de setembro de 2006

O Joaquim Ferreira dos Santos consegue, na mesma nota, citar o nome do Leblon, único bairro que parece conhecer, citar os nomes de dois bares metidos a besta (Jobi e Belmonte), citar o nome da padaria-cenário da novela “Páginas da Vida” e adiantar o cardápio da nova empreitada do patrão, o restaurante Codajás: pães da casa, salada no almoço e massa no jantar.

Pergunta necessária: qual restaurante não tem esses troços?

Tudo muito impressionante.

A rentabilidade da nota e o inventivo cardápio.

Como diria o Brizola:

– Francamente!

Até.

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JOTA CORRETOR

Como é que eu não pensei nisso antes, pô?!

Se eu me constranjo todas as vezes em que me refiro ao Jota como jornalista, por que não chamá-lo daquilo que ele efetivamente é?

É isso! O Jota é corretor! Corretor de imóveis, corretor de negócios, corretor de publicidade, por aí.

Vamos a duas – acho que dessa vez o corretor bateu seu próprio recorde – notas imundas em sua coluneta de hoje.

nota publicada no jornal O GLOBO de 16 de agosto de 2006

Notem que na primeira notinha o nada original Jota dá uma puta volta numa notícia sem nenhuma importância para dizer que “abre em setembro, naquele mesmo local, mais um bar Devassa”. E o bobalhão deve ter escrito isso cheio de orgulho, achando-se genial pela disfarçada que dá na coleta da féria.

Mas tem mais!

A segunda notinha, que faz propaganda (de graça é que não é) de uma sorveteria pernóstica, dá os valores das luvas e do aluguel de uma loja de 25m² no Leblon, é óbvio, eis que apenas o Leblon existe para os apedeutas de O GLOBO.

Bela isca para os fiscais da Receita Federal, que devem se mexer – foi o que eu sempre li a respeito – sempre que surgirem sinais externos de riqueza. Não é qualquer um que tem 300 mil cash para luvas de uma lojinha desse tamanho.

Eu também sempre li a respeito da conduta de um jornal.

Mas mesmo eu tendo cutucado, por email, mais de uma vez, os editores do tal jornal, pior a cada dia a olhos vistos, impera o silêncio sobre a transformação daquela página nobre do Segundo Caderno num simples caderno de classificados.

Ou de desclassificados, que fica bem mais coerente com a nojeira da área.

Até.

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EU SABIA!

Ontem mesmo eu escrevi aqui que o final da notinha publicada ontem na coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos (leia aqui) escondia “uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul”.

Vinte e quatro horas depois eis a nota de hoje:

nota publicada no jornal O GLOBO de 24 de julho de 2006

Vem mais merda por aí, anotem. Vou deixar minhas previsões registradas aqui para que depois, daqui a uns meses, quando o lixo for inaugurado, eu possa repetir sorrindo e de pé no banquinho de madeira do buteco imaginário: eu sou preciso do início ao fim!

Ana Cristina Reis exaltará o “pólo plurigastronômico”. A Luciana Fróes (também com atentados apontados por mim, aqui) escreverá matéria de capa da revista RioShow, de O GLOBO, numa das sextas-feiras seguintes à inauguração. A coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos dará nota em cima de nota, afinal Antônio Rodrigues, mega-investidor e testa-de-ferro de espanhóis que não querem aparecer, sabe agradar a imprensa, os famosos, os nem-tanto, mas isso deixa para lá, com a licença do Stanislaw Ponte Preta. O Ed Motta (um bobo, um deslumbrado, um pernóstico, um anti-brasileiro, vejam aqui) dará entrevistas comentando a qualidade das cervejas belgas que lá serão vendidas.

Tudo muito triste.

E os editores do jornal, ó, em silêncio.

Até.

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A FARRA CONTINUA

O Joaquim Ferreira dos Santos está de férias e, parece-me, o apetite de seus asseclas está descontrolado. Há, hoje, na tal coluneta, mais uma citação ao Belmonte. Mas notem como a podridão é coerente. Trata-se de mais uma filial e no Leblon, o único bairro possível para os lacaios dessa parte do latifúndio d´O Globo. É a terceira citação da semana. Um recorde desde que começamos a acompanhar o que temos chamado de barbaridades do Joaquim Ferreira dos Santos, e com esse de hoje já são 15 os atentados praticados às escâncaras desde 17 de março de 2006.
nota publicada no jornal O GLOBO de 23 de julho de 2006
Duas coisas me chamam a atenção hoje.

A primeira: o pessoal da Receita Federal não fica, digamos, interessado numa investigação pra cima dos envolvidos? A espanholada que, sem aparecer, comanda a rede Belmonte (uma rede de franquias, que fique claro). O proprietário da tal loja na Ataulfo de Paiva. O antigo locatário. O testa-de-ferro dos espanhóis. Pois deveria. Quase um milhão só de luvas. Bom. Salva-me o bom Stanislaw Ponte Preta… isso deixa para lá.

A segunda: a ironia com que os asseclas fecham a nota. Notem:

“No lugar da padaria deverá surgir mais uma filial do Belmonte. Sim, mais uma.”

Parece uma provocação.

Uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul.

Sei não.

Fede cada vez mais a coluneta do Joaquim.

E os editores, ó, calados.

Sócios?

Até.

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INACEITÁVEL

Quem lê o Buteco (cada vez mais gente, ainda bem), quem acompanha o que se passa aqui, sabe que eu há meses agarrei com unhas e dentes a defesa da causa do buteco pé-sujo, duas dentre as minhas paixões: defender aquilo em que acredito e o buteco, a mais carioca das instituições.

Quem lê o Buteco, quem acompanha a seção BARBARIDADES DO JOTA (links na coluna à direita do blog), sabe que a coluna cujo nome eu não repito exalta, freqüente e sistematicamente, o que há de pior em matéria de buteco (até porque não são butecos as merdas que a coluneta anuncia, e “anuncia” é de propósito, “anuncia” é cabível e “anuncia” é perfeito para o caso).

Mas hoje, meus poucos mas fiéis leitores, hoje essa coluneta (comandada por outro Jota, que o Jota mesmo está de férias) ultrapassou os limites do tolerável, como se isso fosse possível.

nota publicada no jornal O GLOBO de 21 de julho de 2006

(eu estou REALMENTE revoltado)

Notem o título da bosta da nota: “BOTECO CHIQUE”.

Alguém precisa dizer a esses vendilhões dos templos (“Buteco é templo”, escreveu um dia Aldir Blanc) o que é um BOTEQUIM, um BOTECO, uma BIROSCA. Como estou sem paciência, recorro ao Houaiss:

botequim. estabelecimento comercial popular onde servem bebidas, lanches, tira-gostos e eventualmente alguns pratos simples; bar; boteco

boteco. pequena venda tosca onde servem bebidas, algum tira-gosto, fumo, cigarros, balas, alguns artigos de primeira necessidade etc. ger. situada na periferia das cidades ou à beira de estradas; birosca

birosca. pequena venda, de instalações simples, ger. estabelecida num bairro pobre ou numa favela e que é misto de mercearia e bar; bar ou botequim simples, sujo ou de mau aspecto; boteco”

Então, vendilhões dos templos, então, Jota e seus seguidores, parem com essa babaquice imunda e destrutiva! O Sr. Rogério Fasano, dono do restaurante mais caro da cidade do Rio de Janeiro, que vai abrir “uma espécie de night club sem pista de dança” chamado Londra (tudo como consta da nota imunda) no térreo do hotel de Phillipe Starck, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, NÃO VAI ABRIR BOTECO PORRA NENHUMA.

Pausa: nem seis mãos (Jan Theophilo, Cleo Guimarães e Melina Dalboni*) conseguiram escrever o nome de Philippe Starck corretamente. A grafia correta do nome é com dois “p” de putos e não com dois “l” de lacaios. Pigarros e em frente.

Esse lixo que “terá paredes em tijolos negros e uma enorme bandeira da Inglaterra, pintada com as cores da Itália”, NUNCA SERÁ UM BUTECO (agora com “u”, como deve ser).

Eu peço, de pé no banquinho de madeira diante do balcão imaginário do Buteco, ao lado de um monstro sagrado dos butecos cariocas, o seu Osório, que meus parceiros sentem a porrada nos comentários a mais essa nota imunda publicada na não menos imunda coluna de O GLOBO. Não querem comentar aqui? Escrevam, então, para os vendilhões dos templos, por aqui.

Mas não fiquem quietos, porra!

Estão matando, aos poucos, o buteco pé-sujo.

Por essas e outras eu tenho cada vez mais ojeriza ao lado de lá do túnel. Semana que vem me debruço sobre o tema.

Até.

* segundo informações obtidas no rodapé da coluna, os três jornalistas que a escrevem durante as férias do Jota.

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