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O ANTI-BRASILEIRO, O ANTI-CARIOCA

A grande rede veio, mesmo, para revolucionar o sistema de forças que domina o mundo. As redes sociais (e como já falamos delas aqui…), os blogs, os sites que disponibilizam vídeos feitos por qualquer um, são peças de um mecanismo que não perdoa a ninguém e que está aí, ao alcance de todos, pronto para, por exemplo, arrancar as máscaras de gente que mantém no pescoço um número de caras aptas a lhes servir conforme a conveniência da situação. Li, ainda há pouco, no twitter, Ed Motta fazendo patético apelo a seus seguidores para que todos espalhassem suas justificativas para a veiculação da entrevista recentemente publicada pela revista Contigo. Fui ler o tal apelo. A entrevista, na qual Ed Motta escorraça o brasileiro, o Brasil, o carioca, o Rio de Janeiro, o índio, o samba de enredo, na íntegra, está aqui. E o que dizia, no apelo, o sujeito? Leiam:

“A revista CONTIGO veio na minha casa fazer uma matéria e em vários momentos a jornalista dizia que o gravador estava desligado. Eu, imbecil completo, por estar na minha casa, estava relaxado falando um monte de bobagens, toda equipe dava risada etc. Gravador ligado? Não. Desligado em vários momentos. Conclusão: foi publicada, numa boa, a pior matéria que já fizeram comigo, má-fé total, várias afirmações em tom de piada que, escritas, passam uma imagem como se eu fosse um nazista. Isso é que dá perder tempo com uma revista de 10ª categoria como a CONTIGO. Sacanagem das brabas.”

Dá pra ter pena de um cara desses que, em 2006, deu entrevista para a revista Isto É dizendo isso?

“Para ficar perfeito, o chá tem de ser preparado com água mineral. Preferencialmente com spring water, ou água de montanha. A nossa água de Petrópolis também é boa.” Quando lhe dizem que a sua nova mania sai caro, ele concorda. E esnoba: “Não é para o povão, mas eu não consumo nada do povão. Felizmente! A não ser que seja o povão da Itália, o povão da França.”

Eu, que recentemente publiquei Coleta de provas (aqui) para dar cores fortes de coerência à defesa de tudo que faço aqui com franciscana paciência, fiquei feliz com esse troço todo.

Não é por acaso que está sendo marcado o “0800 no Astor”, não é por acaso que Cora Rónai o incensa em sua coluna de hoje…

Agora: que justificativa teria o anti-brasileiro, o anti-carioca para ceder ao convite e conceder entrevista para uma revista dessa “categoria”? Patético, não?

Até.

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COLETA DE PROVAS

É bom, muito bom, às vezes, contar com bombeiros de gasolina dispostos a me ajudarem a dar mais e mais fundamento ao que digo por aqui.

retirado do TWITTER de Ed Motta

Até.

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EU SABIA!

Ontem mesmo eu escrevi aqui que o final da notinha publicada ontem na coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos (leia aqui) escondia “uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul”.

Vinte e quatro horas depois eis a nota de hoje:

nota publicada no jornal O GLOBO de 24 de julho de 2006

Vem mais merda por aí, anotem. Vou deixar minhas previsões registradas aqui para que depois, daqui a uns meses, quando o lixo for inaugurado, eu possa repetir sorrindo e de pé no banquinho de madeira do buteco imaginário: eu sou preciso do início ao fim!

Ana Cristina Reis exaltará o “pólo plurigastronômico”. A Luciana Fróes (também com atentados apontados por mim, aqui) escreverá matéria de capa da revista RioShow, de O GLOBO, numa das sextas-feiras seguintes à inauguração. A coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos dará nota em cima de nota, afinal Antônio Rodrigues, mega-investidor e testa-de-ferro de espanhóis que não querem aparecer, sabe agradar a imprensa, os famosos, os nem-tanto, mas isso deixa para lá, com a licença do Stanislaw Ponte Preta. O Ed Motta (um bobo, um deslumbrado, um pernóstico, um anti-brasileiro, vejam aqui) dará entrevistas comentando a qualidade das cervejas belgas que lá serão vendidas.

Tudo muito triste.

E os editores do jornal, ó, em silêncio.

Até.

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ID OTTA

“Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor?
Pra que esse orgulho?
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do côco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal”

(Billy Blanco)

É hoje que meu irmão Szegeri solta fogos novamente comemorando breve retorno à moda de “Sentando o Cacete”. Vamos transcrever breves trechos de odiosa matéria veiculada na revista “Isto é”, de primeiro de março de 2006.

““Para ficar perfeito, o chá tem de ser preparado com água mineral.” Mais receita: “Preferencialmente com spring water, ou água de montanha. A nossa água de Petrópolis também é boa.” Quando lhe dizem que a sua nova mania sai caro, ele concorda. E esnoba: “Não é para o povão, mas eu não consumo nada do povão. Felizmente! A não ser que seja o povão da Itália, o povão da França.” Nessas horas, Ed Motta comprova pelo temperamento que é mesmo sobrinho de Tim Maia – de quem, aliás, não gosta de falar. “A gente não se dava bem. Personalidades diferentes, sabe?” Ele se entusiasma, e muito, quando o tema é 7, o musical, que estréia este ano no Rio de Janeiro com direção de Charles Moeller, letras de Cláudio Botelho e, claro, músicas suas. Após a temporada no Rio de Janeiro, esse musical desembarcará em São Paulo, cidade que o carioca Ed Motta adora: “Só não mudo para Sampa porque tenho dependência física do Rio.””

Que tal? Peço a ajuda da tropa de choque, Fernando Szegeri, Zé Sergio Rocha, Marcão, Augusto, Flavinho, Fernando Borgonovi, Julio Vellozo.

Supostamente um cantor popular – como é citado em inúmeras outras matérias – o sobrinho do Síndico Tim Maia, que deve estar bem puto com o balofo, diz, com todas as letras, que odeia o que é do povo, do seu povo, preferindo o povão italiano e o francês. Não é à toa, convenhamos, que “não se dava bem” com o tio. E convenhamos de novo… Personalidades diferentes é o cacete!

A lamentar, ainda, o fato de que o povão, que gasta seu suado dinheiro para ir assistir a seus shows, não compra revistas e seguramente não lê a “Isto É”. Porque isto é, no mínimo, um escárnio, um escândalo, um nojo repugnante. E soubesse, o povo, como pensa o homem que só bebe chá com spring water, e seus shows seriam de um vazio merecido.

E se tem, o idiota (valho-me da definição “2” do Houaiss para a palavra: “diz-se de ou pessoa pretensiosa, vaidosa, tola”), como alega, dependência física do Rio, o Rio, o verdadeiro Rio de Janeiro, o Rio do povão carioca, por sua vez, tem com o balofo uma incompatibilidade de caráter, de comportamento, uma incompatibilidade química mesmo, olímpica. Vejam vocês! Fazendo um pequeno teste, tentei baixar, agora, via internet, um de seus CD´s. O antivírus o bloqueou.

Eu vou chamar o Síndico! Tim Maia!

Antes de fechar, um detalhe.

Eu bato, há anos, no Guia Rio Botequim, editado pela Casa da Palavra com apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Desacredito nele, como guia e como referência na matéria. Há os que discordam de mim. Se eu lhes disser que o Ed Motta é jurado dessa bosta, o que vocês acham? Por que não tenta, o pernóstico balofo, uma vaguinha no corpo de jurados do Guia Michelin, direcionado para o povo francês?

Até.

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