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PINGOS NO IS

Vejam bem, meus poucos mas fiéis leitores, que o troço por aqui anda fervendo. Anda fervendo e tem gente que está perdendo a linha, o prumo, o rumo e é preciso que eu, dono do pedaço (o único no qual apito), diga uma meia-dúzia de palavras ao menos para que fique consignado (estou advogadíssimo hoje) o que é a verdade que me vai na alma. Não será possível, em razão do tempo, já que parto em brevíssimo para Armação dos Búzios a trabalho, pôr pingo em todos os “is” como eu gostaria. Mas vamos lá.

Escrevi o texto Lênin vai ao samba, um tremendo sucesso (recorde de e-mails recebidos por este que vos escreve), leiam aqui, e um leitor, Carlos Renato, a quem não conheço (o que dá ainda mais autenticidade à minha resposta), errou feio na mão quando criticou, de forma deselegante (pra dizer o mínimo), a Cristina. Citada na crônica dentro de um contexto que não convém explicar, a Cristina merece todo meu respeito, razão pela qual falei grosso quando respondi ao leitor.

Não fosse assim e eu não teria rasgado elogios a ela e ao grupo que a acompanha mais recentemente, leiam aqui, aqui e aqui.

Mas neguinho não entende nada, não tem senso de humor, e dá-se a confusão que resulta, por exemplo, no infeliz comentário a que me referi anteriormente.

Vamos ao PSOL.

Um ativista (mais de um, mais de um) tem dito por aí que eu não presto. E por que? Apenas porque o PSOL passou a ser alvo de minhas histórias, alvo de minhas críticas (tão bem humoradas quanto, na visão estrábica dos ativistas do PSOL, a exposição do presidente do Senado com orelhas de Mickey no Buraco do Lume), só por isso. Falta-lhe o humor e sobra, vê-se, a raiva odiosa (de propósito, de propósito) que tanto caracteriza o PSOL.

E vamos, por fim, à Portela.

Recebi um telefonema, na noite de domingo, de um portelense tão histórico e tão antigo quanto a águia. Disse-me ele, sério, comendo um ovo cozido (eu ouvi, pelo telefone, o som da casquinha do ovo sendo retirada):

– Edu, não fique falando mal do Picolino e do Colombo, pô! Eles são históricos portelenses!

Eu faço a pergunta em alto e bom som: e eu falei mal deles?!

Como diria Leonel de Moura Brizola… francamente!

É como diz, sabiamente, como sempre, o homem da barba amazônica: quando você precisa explicar a piada, é preferível o silêncio.

Até.

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Arquivado em confissões, gente

NÃO TEM ERRO!

A falta agudíssima de tempo que me impede, desde o domingo, de vir ao balcão dizer alguma coisa, não me impede de, hoje, vir aqui, de passagem, para dar a vocês, meus poucos mas fiéis leitores, uma dica quentíssima, estilo não-tem-erro.

Cristina Buarque e o Samba da Ouvidor
Cristina Buarque e o Samba da Ouvidor

Isso mesmo. Cristina Buarque, que no final do ano passado apresentou-se em antológica tarde em Paquetá ao lado dos caboclos do Terreiro Grande (veja e leia aqui), com quem gravou antológico disco, se apresentará na sexta-feira, depois de amanhã, no legendário Democráticos, na Lapa, ao lado dos seis garotos que, de 15 em 15 dias, estão escrevendo história na rua do Ouvidor: em ordem alfabética, para não ferir suscetibilidades, Tiago Prata, Anderson Balbueno, Fábio Cazes, Gabriel Cavalcante, Jorge Alexandre e Júnior de Oliveira.

Ordem alfabética com Tiago Prata na frente? – me perguntarão os chatos observadores de plantão.

Porra! O blog é meu e os critérios são meus. O querubim tem de vir sempre na frente. E tenho dito.

Até.

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SÁBADO EM PAQUETÁ

O Rio viveu, no sábado, um dia glorioso, um dia desses que nos enche o coração de alegria, um dia desses em que sentimos uma flecha a menos no peito do padroeiro e que nos dá a certeza de que estamos salvos.

Teve samba na mais carioca das ruas, a rua do Ouvidor, em frente à livraria do meu coração, a Folha Seca, pra comemorar lançamento de livro do Pimentel e CD do Zé Luiz do Império.

E teve samba, também, em Paquetá, para o lançamento carioca do CD que registra a presença da Cristina Buarque no terreiro da rapaziada, competentíssima, do Terreiro Grande.

Minha garota queria, há anos, conhecer Paquetá. Surgiu, então, a oportunidade perfeita, capaz de me fazer, não sem dor, abrir mão de mais um sábado naquele canto da velha cidade, onde assenta-se o verdadeiro axé que mantém pulsante o coração carioca.

Não estive, portanto, no samba da Ouvidor. Mas quem lá esteve, como meu querido Luiz Antonio Simas, viveu uma grande tarde, o que pode ser atestado com a leitura de Antologia carioca, crônica escrita por um sóbrio Simas, que nada bebeu durante todo o sábado – leiam aqui. Sobre o samba de lá, também escreveu Maria Helena Ferrari, mãe do poço artesiano de ternura, aqui.

O furdunço em Paquetá começou com o embarque na Itapetininga; eu, minha Sorriso Maracanã e a Betinha juntamo-nos à multidão que partia, feliz da vida, em direção à ilha.

Teve samba no embarque, teve samba durante a agradabilíssima viagem de pouco mais de uma hora, e teve samba – e muito, e muito bom! – na esquina das ruas Doutor Lacerda e Pinheiro Freire, em frente a um bar que, verdade seja dita, manteve a cerveja, do primeiro ao último minuto, gelada, geladíssima, com capa nevada de gelo – o que é, convenhamos, raríssimo.

roda de samba em Paquetá, 24 de novembro de 2007
roda de samba em Paquetá, 24 de novembro de 2007
roda de samba em Paquetá, 24 de novembro de 2007

Assim que desembarcamos em Paquetá fomos dar uma volta pela ilha. Amanhã, sem falta, conto a vocês sobre o passeio que me lançou ao passado com uma força e uma intensidade difíceis de segurar.

vista da barca, saindo de Paquetá, 24 de novembro de 2007

Até.

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