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NOJO ABSOLUTO

A coluneta anti-carioca Gente Boa, publicada no Segundo Caderno de O Globo, depois de adular durante meses mais essa nova moda podre trazida sabe-se lá por quem – o merdelê começou, é claro, no Leblon… -, dá notinha hoje em tom viadesco (o “argh!” não me deixa mentir), aparentemente reclamando do troço, para tentar encobrir mais propaganda deslavada (a que preço?!) para o grupo Belmonte.

Diga-se, a título de curiosidade, que é a primeira vez que o homúnculo se refere a esse lixo dessa maneira… “grupo Belmonte”.

nota publicada no Segundo Caderno de O GLOBO, na coluna GENTE BOA, em 07 de outubro de 2007

Esse lixo que essa mesma coluna tentou durante muito tempo vender como buteco, agora investe (pausa para o vômito) no ramo dos temakis, inaugurando, em Copacabana, a Temakeria Carioca.

Ah, sim! E é curioso o título da nota-de-merda… “Negócio de ocasião”… Como se não fosse um negócio de ocasião, também, a proliferação da mentira que atende pelo nome de Belmonte, Antonio´s (vejam aqui), Codajás (vejam aqui), tudo farinha do mesmo saco, ou bares do mesmo dono, ou negócios da mesma ocasião, tudo devidamente alardeado pela mesma coluneta.

É dose.

Até.

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BELMONTE EM PARIS

Não, eu não estou delirando, mentindo, inventando, nada disso.

Deu na coluna Ancelmo Gois, escrita a dez mãos, n´O GLOBO de hoje:

“A rede carioca de botecos Belmonte, uma das pioneiras no estilo, digamos, pé-limpo, vai abrir uma franquia em Paris.”

Faço, aqui, a reprodução da propaganda (a que custo?), para que meu discurso de há anos ganhe contornos cada vez mais fortes de coerência.

Tomem nota de umas coisas (até mesmo para que seja mais divertido ler a quantidade de besteira que vem por aí, que a assessoria de imprensa que trabalha para esses bares-de-merda não dão ponto sem nó):

* Eu já havia dito aqui, aqui e aqui, que o cidadão que se apresenta como dono dessa rede Belmonte (que ainda engloba Codajás e Antônio´s) é apenas testa-de-ferro de um grupelho de investidores que não poupam esforços para destruir uma de nossas mais caras tradições, enganando milhares de azêmolas que pagam fortunas para fazer pose dentro dos lixos que se espalham como metástase pela cidade. Ou vocês acreditam que o humilde ex-garçom Antônio Rodrigues é, sozinho, como quer fazer crer a imprensa de merda que o bajula, dono dessa bosta toda?

* Que outro buteco – e falo dos autênticos, evidentemente – tem filial? Filial no Brasil? Que dirá, meus poucos mas fiéis leitores, em Paris?

* Muito em breve – logo após a inuguração da anunciada merda em terras francesas – os estabelecimentos da rede, aqui no Brasil, vão reproduzir os acepipes e os petiscos servidos aos europeus.

* Não duvido nada que seja anunciada a contratação do Chico (ex-garçom do Bracarense, sumidíssimo, aliás, e a gente sempre desconfia desses troços…) para trabalhar na primeira – outras muitas virão – franquia internacional da rede.

Tomem nota! Tomem nota!

Ah, sim! Eu ia me esquecendo! Um dos cinco redatores da coluna Ancelmo Góis, escreveu, hoje também, a seguinte nota:

“Tony Blair e a rainha-mãe, que vão assistir ao jogo entre Inglaterra e Brasil, na inauguração do novo Estádio de Wembley, em Londres, dia primeiro de junho, convidaram Lula para ir também.”

Segundo minha tijucana ignorância, a Rainha Mãe, Sua Majestade Rainha Elizabeth, nascida em 04 de agosto de 1900, morreu, aos 101 anos, em 30 de março de 2002.

Vamos ver se alguém de lá – em sede de O GLOBO tudo é possível – pede desculpas pela cagada amanhã.

Até.

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TSC

Isso. Esse mesmo é o título. Tsc. Aquele som que fazemos com a língua ricocheteando nos dentes, triscando, típico quando estamos de saco cheio. Amuados. Enfastiados. Começa dezembro. E volta à carga o cada vez mais insuportável Jota. Sem mais delongas, vamos à nota:

“O chope esquentou

Antonio Rodrigues, do Belmonte, diz que Carlos Eduardo Thomé, o Kadu do Bracarense, não tem autoridade para reclamar da comida de seu bar, como fez na festa de lançamento do ´Rio Botequim´, semana passada. ´Ele foi infeliz´, diz. ´O Kadu não entende de botequim, não sabe diferenciar moela de coração. Não pode discutir comigo sobre boteco´, afirma. ´Não foi ele quem fez o Bracarense, que é maravilhoso. Pegou o bonde andando. Já o Belmonte, fui eu quem fiz´”.

Taí. Numa mesma nota – pra isso ele tem talento – o Jota faz três propagandas: do Belmonte, do Bracarense e do vade-mécum de otário. Eu continuo achando que essa suposta indisposição entre os dois – Antonio Rodrigues e Kadu – é fictícia, coisa criada apenas para, volta e meia, lançar os holofotes em direção a um e a outro. Basta vocês lerem os Atentados do Jota para verificarem quantas vezes o lamentável Jota cita um e cita outro. Ou cita os dois, na mesmíssima nota. Como o Kadu, dia desses, manifestou-se aqui no Buteco, pode ser que se manifeste mais uma vez, até mesmo pra responder a esse Antonio Rodrigues, que não entende porra nenhuma de buteco, como arrota. Aliás, eu não sei a razão, mas basta ler seu nome para que me venham ao pensamento o Sol e Mar, o Bateau Mouche, esses lixos. Pigarreio e sigo.

E termino dizendo o que esse covarde Jota não terá, nunca, coragem de dizer, até mesmo porque não se pode contrariar o poder que vem de cima.

Assim como esse cara – o tal Antonio Rodrigues – vem alardeando abrir um bar chamado Antonio´s (vejam aqui), usurpando o nome de um dos maiores templos da boemia carioca durante anos, comandado pelo Manolo – e o Jota sabe disso mas finge que não sabe -, mentindo, portanto, vem agora soltar mais essa pérola: “O Belmonte fui eu quem fiz”.

Sórdida mentira.

O Belmonte, o verdadeiro Belmonte, também comandado por um homem chamado Manolo (minha memória diz que sim), tradicional pé-sujo na Praia do Flamengo, inaugurado em 1952, era um dos grandes butecos da cidade, principalmente da zona sul. Meu mano Szegeri, por exemplo, freqüentava o imenso balcão do Belmonte, ainda moleque, desde suas primeiras viagens etílicas em direção ao Rio, e pode testemunhar que aquilo sim era um buteco.

Comprado por esse cidadão – o mais citado na coluneta do Jota, disparado – o Belmonte acabou, embora mintam deslavadamente os letreiros de cada uma das filiais espalhadas pela cidade, que dizem “desde 1952”. Mentira. Sórdida mentira.

Comprando o ponto, comprando o nome, depois comprando pontos em vários bairros e espalhando filiais de McDonald´s de Bêbado por toda a zona sul do Rio de Janeiro, Antonio Rodrigues conspurca, dia após dia, o verdadeiro buteco.

Em resumo é isso: ele não fez o Belmonte porra nenhuma. Ele transformou o Belmonte num lixo abjeto.

Até.

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DUAS NOTAS TRISTES

Como já lhes disse, deixei de assinar O GLOBO. Mas o Jota não deixou de faturar mais um bocado com a nota que publica, hoje, em sua coluneta. Como estou sem câmera fotográfica (acionando a Canon judicialmente), fico devendo a fotografia da prova do crime. Mas eis a íntegra da mesma:

“On te rocks

Dono de seis botecos Belmonte, Antônio Rodrigues abrirá novo bar em janeiro, agora de padrão sofisticado, em Ipanema. Nada de chope. Será especializado em uísque e destilados. Chamar-se-á, numa referência à catedral da boemia Zona Sul nos anos 60 e 70, Antonio´s.”

Vejam que lixo, acompanhem comigo. O Jota deu seu jeito de meter, de novo, o nome Belmonte no jornal, e isso para anunciar um outro bar que inaugurará apenas em janeiro. Deu seu jeito de citar o testa-de-ferro dos espanhóis, o Antônio Rodrigues, e de dizer que já são seis as mentiras espalhadas pela cidade sob a grife Belmonte. Mas há mais! Há mais! Não diz, o homúnculo, que da mesma forma que o Belmonte não é o verdadeiro Belmonte, glorioso pé-sujo na Praia do Flamengo que foi comprado, reformado, conspurcado e destruído pelo investidor, o Antonio´s a ser inaugurado em Ipanema não será, jamais, o Antonio´s original. Mas não será esse o peixe a ser vendido mais à frente. Vocês vão ver.

Mas agora, mudando de pato a ganso, ou de pato à vaca – termo mais apropriado para o tema, como vocês verão – quero lhes contar sobre um troço que me deixou envergonhadíssimo, revoltado, indignado, puto da vida. Breve pigarro, um tapa no cigarro no fundo do cinzeiro, e vamos em frente.

Na manhã de ontem, segunda-feira, foi homenageada na Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro uma mulher de nome Maria Dora dos Santos Arbex (sem o negrito, que ela não merece). Recebeu a outrora valorosa medalha Pedro Ernesto. Vamos fazer breve histórico dessa barbaridade para que vocês possam acompanhar a palhaçada sem precedentes. Maria Dora, recentemente, reagindo a um assalto que sofrera no Flamengo, e portando ilegalmente uma arma de fogo, atirou no homem que tentara assaltá-la e, errando o alvo, acertou sua mão.

Valendo-se de uma absurda regra do Regimento Interno da Câmara dos Vereadores, apenas dois – eu disse dois! – vereadores (um do PFL e outro do PSDB) votaram e aprovaram o requerimento apresentado à Mesa Diretora da Câmara pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do deputado federal Jair Bolsonaro e irmão do deputado estadual Flávio Bolsonaro, todos três presentes à absurda solenidade, e toda a canalha sem o negrito também. Atentem, por exemplo, para o discurso do fascista vereador:

“Estamos congratulando uma pessoa que cansou de esperar o governo do estado para defendê-la. A medalha não é por ela ter atirado em alguém, mas pelo simbolismo do ato, que externa o sentimento de um povo cansado de tanta violência, sem que os órgãos responsáveis tomem qualquer atitude. É uma pena que o tiro tenha pegado na mão e não no coração, pois seria um vagabundo a menos.

O grifo é meu, evidentemente. Como é meu o adendo: o vereador é apenas mais um que envergonha o cidadão do Rio de Janeiro, mais um Bolsonaro preconceituoso, de extrema radical direita, fascista, e que deveria – se tivéssemos alguém corajoso à frente das instituições públicas – ter, apenas por essa sua fala, cassado seu mandato.

Empolgada com a homenagem, e cercada de fascistas como ela – vocês sabem que esses caras crescem quando juntos – disse o seguinte, Maria Dora:

“Se não tem albergue ou não quer ficar no albergue, então fica no meio do mar. Bota num navio e descarrega longe. Na minha calçada, na minha rua, é que não vai ficar.”

Propondo um método utilizado no Brasil durante a ditadura militar, e em outros países da América do Sul, a homenageada não teve um único vereador, uma única vereadora, com coragem suficiente para, de dedo em riste, lhe dizer que as calçadas, as ruas, são do povo, e não sua propriedade, arrogância bastante comum em gente dessa estirpe.

Mas que fazer?, me pergunto.

Até João Ubaldo Ribeiro, que só escreve bosta aos domingos, não por acaso no jornal O GLOBO, veio a público defender essa fascista, que deve responder pelo crime que cometeu.

Como também deve responder pelo crime que cometeu o sujeito que tentou assaltá-la, devo dizer antes que uma canadense qualquer venha bradar contra mim.

Por fim, mesmo sabendo que eu jamais serei indicado para receber a medalha Pedro Ernesto – que não tem nenhum valor já há bastante tempo – quero dizer que, se isso vier a acontecer um dia, eu rejeitarei, com toda a veemência possível, a honraria que foi entregue a essa psicopata.

Até.

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O PATRÃO

Mantendo sua impressionante e facilmente verificável regularidade, volta à carga o Joaquim Ferreira dos Santos, hoje, exultando aquele que parece ser o dono do latifúndio representado por aquela coluneta do jornal O GLOBO, que atende pelo nome de Antonio Rodrigues, tantas são as vezes em que é citado, exultado, adulado, idolatrado, salve, salve. Saquem a nota:

nota publicada no jornal O GLOBO de 18 de setembro de 2006

O Joaquim Ferreira dos Santos consegue, na mesma nota, citar o nome do Leblon, único bairro que parece conhecer, citar os nomes de dois bares metidos a besta (Jobi e Belmonte), citar o nome da padaria-cenário da novela “Páginas da Vida” e adiantar o cardápio da nova empreitada do patrão, o restaurante Codajás: pães da casa, salada no almoço e massa no jantar.

Pergunta necessária: qual restaurante não tem esses troços?

Tudo muito impressionante.

A rentabilidade da nota e o inventivo cardápio.

Como diria o Brizola:

– Francamente!

Até.

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EU SABIA!

Ontem mesmo eu escrevi aqui que o final da notinha publicada ontem na coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos (leia aqui) escondia “uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul”.

Vinte e quatro horas depois eis a nota de hoje:

nota publicada no jornal O GLOBO de 24 de julho de 2006

Vem mais merda por aí, anotem. Vou deixar minhas previsões registradas aqui para que depois, daqui a uns meses, quando o lixo for inaugurado, eu possa repetir sorrindo e de pé no banquinho de madeira do buteco imaginário: eu sou preciso do início ao fim!

Ana Cristina Reis exaltará o “pólo plurigastronômico”. A Luciana Fróes (também com atentados apontados por mim, aqui) escreverá matéria de capa da revista RioShow, de O GLOBO, numa das sextas-feiras seguintes à inauguração. A coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos dará nota em cima de nota, afinal Antônio Rodrigues, mega-investidor e testa-de-ferro de espanhóis que não querem aparecer, sabe agradar a imprensa, os famosos, os nem-tanto, mas isso deixa para lá, com a licença do Stanislaw Ponte Preta. O Ed Motta (um bobo, um deslumbrado, um pernóstico, um anti-brasileiro, vejam aqui) dará entrevistas comentando a qualidade das cervejas belgas que lá serão vendidas.

Tudo muito triste.

E os editores do jornal, ó, em silêncio.

Até.

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A FARRA CONTINUA

O Joaquim Ferreira dos Santos está de férias e, parece-me, o apetite de seus asseclas está descontrolado. Há, hoje, na tal coluneta, mais uma citação ao Belmonte. Mas notem como a podridão é coerente. Trata-se de mais uma filial e no Leblon, o único bairro possível para os lacaios dessa parte do latifúndio d´O Globo. É a terceira citação da semana. Um recorde desde que começamos a acompanhar o que temos chamado de barbaridades do Joaquim Ferreira dos Santos, e com esse de hoje já são 15 os atentados praticados às escâncaras desde 17 de março de 2006.
nota publicada no jornal O GLOBO de 23 de julho de 2006
Duas coisas me chamam a atenção hoje.

A primeira: o pessoal da Receita Federal não fica, digamos, interessado numa investigação pra cima dos envolvidos? A espanholada que, sem aparecer, comanda a rede Belmonte (uma rede de franquias, que fique claro). O proprietário da tal loja na Ataulfo de Paiva. O antigo locatário. O testa-de-ferro dos espanhóis. Pois deveria. Quase um milhão só de luvas. Bom. Salva-me o bom Stanislaw Ponte Preta… isso deixa para lá.

A segunda: a ironia com que os asseclas fecham a nota. Notem:

“No lugar da padaria deverá surgir mais uma filial do Belmonte. Sim, mais uma.”

Parece uma provocação.

Uma incitação aos instintos dos investidores que mantêm mentiras espalhadas pela zona sul.

Sei não.

Fede cada vez mais a coluneta do Joaquim.

E os editores, ó, calados.

Sócios?

Até.

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