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BELMONTE: A CASA CAIU

Janir Jr., o Guevara da imprensa esportiva carioca, é quem dá a notícia: Império em Decadência, que pode ser lido aqui, publicado ontem em seu blog, Rio de Chinelo, noticia em primeiríssima mão o início da derrocada dos investidores da nefasta rede Belmonte, há muitos anos – muitos, muitos! – acusada, aqui no Buteco, de ser uma praga terrível atentando contra uma de nossas mais caras tradições, o verdadeiro buteco, o botequim mais simples, o pé-sujo autêntico. Basta ler isso aqui, dá pra ter uma vaga noção do quanto batemos nessa nojeira que agora beira a falência.

Sempre incensado por gente que surfa na onda dos modismos que atentam contra a inteligência do mais distraído observador das coisas do dia-a-dia – leiam isso aqui – o Belmonte nunca me enganou. Disse, um dos entrevistados da Veja Rio (uma das maiores propagadoras da praga), sobre a rede e seu proprietário:

“Ficamos amigos. Ele faz sucesso porque descobriu a tempo que aquele boteco com banheiro sujo e croquete de anteontem já era.”

O erro (“a tempo” em vez de “há tempo”) é deles.

Fazendo jogo sujo de palavras, o entrevistado tentou reduzir todo pé-sujo (que só uma besta do alto da caixa craniana à sola do calçado confunde com um bar sujo) à categoria de insalubre. E aproveitou pra exaltar o sucesso que hoje vira pó.

Pequena pausa.

Vocês devem estar lembrados do que vou lhes contar (e que lhes adiantei aqui). Eulália, uma das organizadoras do Comida di Buteco, de fato nunca me procurou conforme havia dito que faria. Pois no domingo, depois da feira, atraquei no Aconchego Carioca, por volta das 11h, pra primeira do dia. E lá, de papo com uma amiga, fiquei sabendo de um troço que é, franca e sinceramente, lamentável. Segundo minha amiga – em que ponho fé – a dona Eulália teria sido orientada (por quem, não sei) a não me procurar (a razão também não sei). E notem vocês que assim prossegue minha sina plantada por meus detratores, conforme lhes disse aqui, em maio de 2010. Eulália é só mais uma que não gosta de mim – o que, a bem da verdade, não me incomoda – sem nem ao menos me conhecer. Fiando-se nos conselhos de não-sei-quem, foge do debate que ela mesmo me propôs. Voltando ao tema de hoje.

Resta dizer, por fim, que o estrago causado por esse lixo que é a rede Belmonte vai ficar. Bares bacanas foram comprados e destruídos pelos investidores que agora assistem à própria bancarrota. Pontos fabulosos, como o da Praça São Salvador, já foram maquiados e transformados em monstrengos insuportáveis.

A moda Belmonte passou, a onda baixou, e os surfistas-de-plantão, com a pranchinha imaginária, já fazem suas acrobacias noutras plagas.

Até.

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BELMONTE RIMA COM DESMONTE

Quem deu a dica da matéria, publicada no blog de Juarez Becoza, hospedado no Globo on Line, foi o leitor Caio Vinícius.

É tudo extremamente lamentável. São os movimentos dos “belmontes corações” – expressão que li, dia desses, no jornal.

publicado no blog de Juarez Becoza, n´O GLOBO ON LINE, em primeiro de dezembro de 2008

Leia aqui.

Até.

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BELMONTE RIMA COM DESMONTE

Em 09 de abril de 2008, publiquei BELMONTE RIMA COM DESMONTE (leiam aqui), contando sobre a lamentável venda da CASA BRASIL para a rede BELMONTE. No mesmo texto, faço o alerta para o assédio que os espanhóis estariam fazendo sobre a ADEGA DA PRAÇA, coladinha à CASA BRASIL, na Praça São Salvador. Foi grande, a bulha. Quase 30 comentários movimentaram o balcão.

No dia seguinte, 10 de abril de 2008, publiquei ADEGA DA PRAÇA: VENDIDA? (leiam aqui), e foram 9 os comentários, um deles do leitor Daniel Liberto:

“Edu: sou morador de Laranjeiras e era freqüentador da Casa Brasil, hoje Belmonte disfarçado, pois bem, era. É uma pena essa sua informação que a Adega também foi vendida. Agora fudeu, não sei onde beber de chinelo e camiseta perto de casa. Mas ao que me consta, pelo menos, foi o que disseram os barbeiros do digníssimo salão São Salvador, ao lado da Casa Brasil, o Belmonte ainda não conseguiu seduzir o dono da Adega. Segundo os barbeiros, um bar que fica entre a padaria e o açougue, foi vendido para o tal Antônio da Rede Belmonte e que inclusive já está em obras. Eles farão lá um bar com venda de cerveja de garrafa, justamente para “pressionar” o Adega. Szegeri, o Copa 74 continua firme e forte. Para te orientar, este futuro buteco pé-limpo (que escroto!) fica exatamente em frente a farmácia e ao Correio, ou seja, do outro lado da rua. Já temo pelo fim também do salão São Salvador.”

No dia 28 de abril de 2008, publiquei MAIS SOBRE O BELMONTE NA SÃO SALVADOR (leiam aqui).

O fato é que, pouco mais de sete meses depois, lá estive, na Praça São Salvador, dia desses, com Bruno Ribeiro (de passagem pelo Rio) e Luiz Antonio Simas. Fomos almoçar na ADEGA DA PRAÇA, ainda livre da praga que maculou, de forma indelével, a outrora gloriosa CASA BRASIL, hoje mal-disafarçada filial da rede BELMONTE.

O que quero lhes contar, hoje, é que recebi, na semana passada, um email enviado pelo leitor Daniel Liberto, morador da região (como ele mesmo explica no comentário que transcrevi acima) denunciando mais um movimento efetuado pelos homens da rede BELMONTE.

Fala, Daniel!

“Edu, posso me considerar um de “seus poucos, mas fiéis leitores”. Diariamente, vou ao seu buteco. Apesar de ser mais novo (tenho no momento 28 anos), me indentifico muito com sua luta pela história e a manutenção da tradição de alguns estabelecimentos, principalmente os botequins de bairros.

(…)

Por ser morador de Laranjeiras, era frequentador assíduo da Casa Brasil antes do banho de luxo que foi imposto ao bar.

Passei a beber na Adega, por motivos óbvios. E vida que segue.

Porém, ontem, ao dirigir-me ao digníssimo Salão São Salvador, que fica ao lado do pé-limpo, tomei um susto.

A banca de jornal que ficava bem em frente do salão, mudou de lugar, justamente para os donos do Belmonte aumentarem o número de mesas no bar. Com essa mudança, os clientes do pé-limpo já se postam na entrada do salão.

Mas essa mudança não foi um favor, puro e simples. Para “convencer” o jornaleiro a afastar a banca de perto do bar, os donos da Casa Brasil adquiriram-na pela bagatela de R$ 50.000,00!!!

Esses espanhóis são capazes de tudo!

E colocaram uma menina para trabalhar na banca.

Achei isso um caso no mínimo curioso e preocupante ao mesmo tempo. Por isso, resolvi te mandar esse email.

Agora, mais do que nunca, resistir é preciso ao assédio desses espanhóis, pois já está se especulando a venda do digníssimo salão, para aumentar a cozinha do supracitado pé-limpo.

Desde já, ficarei no meu front, isto é, na Adega da Praça, lutando para que o tradicionalíssimo comércio da Praça São Salvador não venha a morrer.”

Com o email, cinco fotografias.

Ei-las…

Nesta primeira foto, vê-se o SALÃO SÃO SALVADOR, diante do qual ficava a banca de jornal, que agora se vê mais ao fundo.

visão da calçada em frente à CASA BRASIL, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, foto de Daniel Liberto

Nesta segunda foto, do lado oposto da mesma calçada, vê-se também o SALÃO SÃO SALVADOR e as mesas e cadeiras da CASA BRASIL esperando o final do dia para serem armadas no local em que ficava a banca de jornal.

visão da calçada em frente à CASA BRASIL, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, foto de Daniel Liberto

Nesta terceira foto, a visão da banca de jornal, mais distante da esquina, com a Praça São Salvador ao fundo.

visão da calçada em frente à CASA BRASIL, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, foto de Daniel Liberto

E nestas quarta e quinta fotos, um repeteco das duas primeiras, provando que o Daniel também procura ser, ao menos em matéria de registro fotográfico, preciso do início ao fim.

visão da calçada em frente à CASA BRASIL, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, foto de Daniel Liberto
visão da calçada em frente à CASA BRASIL, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, foto de Daniel Liberto

Como se vê, meus poucos mas fiéis leitores, a coisa vai ficando cada vez mais feia na Praça São Salvador. E esses caras – que têm, li isso um dia desses nos jornais, “belmontes corações” – mostrando, cada vez mais, que sua sanha não tem limite.

Até.

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MAIS SOBRE O BELMONTE NA SÃO SALVADOR

Vocês hão de lembrar! Em 09 de abril de 2008 escrevi Belmonte rima com desmonte (pode ser lido aqui). A denúncia rendeu (até o momento) 29 comentários. No dia seguinte, pego de surpresa por uma notícia envolvendo o mesmo fato, escrevi Adega da Praça: vendida? (leia aqui). Alguns dias depois, publiquei Bel(monte) de merda (leiam aqui).

Hoje, para minha agradável surpresa (é sempre legal saber que o balcão do Buteco junta cada vez mais gente que pensa como eu!), recebi atencioso email de uma leitora, a Bárbara Oliveira, moradora de Laranjeiras e freqüentadora (ou ex-freqüentadora…) da Adega da Praça, na São Salvador, com uma desagradável (mas previsível, convenhamos) surpresa.

A Bárbara, gentilmente, autorizou a publicação, na íntegra, de seu email. Ei-lo:

“Oi, Edu! Você não me conhece nem eu te conheço pessoalmente, mas leio seu blog há muitos meses e me identifico muito com vc e sua maneira de pensar e agir.

Moro em Laranjeiras há mais de 16 anos e durante todo esse tempo venho frequentando, com incrível regularidade, a Casa Brasil, na Praça São Salvador – no mínimo, 2 vezes por semana, seja para uma refeição rápida e simples nos fins de semana, seja para um (uns) chopinhos com amigos, a qualquer hora. Conhecia todos os garçons, sempre simpaticíssimos e brincalhões, praticamente amigos meus e de meus amigos; conhecia os donos e com eles conversava sempre. O clima era o de um maravilhoso pé-sujo de bairro, daqueles nos quais os fregueses se conheciam e se cumprimentavam.

Agora, o bar foi vendido e, segundo soube, assumiram o lugar os sócios do Belmonte. As mudanças – para pior – são tão evidentes e foram tão rapidamente introduzidas que não resistí à tentação de te escrever contando.

São elas:

* Os preços aumentaram imediatamente.

* TODAS as refeições vinham acompanhadas, invariavelmente, de arroz, feijão e farofa. Isso acabou.

* 99% dos garçons antigos foram demitidos e substituídos por outros, que chocam pela total falta de simpatia/empatia com nós, fregueses antiquíssimos.

* A pizza, que era um espetáculo (nada dessas pizzas de hoje, fininhas, não; era aquela pizza de antigamente, para mim, a verdadeira, com massa grossinha e um queijo maravilhoso que, mesmo depois de gelado, permanecia macio), está horrorosa: trocaram o queijo e, agora, a pizza que eu tanto amava, não passa de um chiclete borbulhante.

* Novos “petiscos” foram introduzidos no cardápio, sim, mas todos com aquele “ar de Belmonte”, como as empadas – oferecidas insistentemente por um garçom que fica circulando pelo bar.

* Os banheiros – principal “ponto fraco” do antigo bar, esses não foram mexidos: para nós, mulheres, irmos ao nosso, temos que passar necessariamente pela frente do banheiro masculino, imprensadas entre a porta e barris de chope, e vemos, INVARIAVELMENTE, um homem fazendo xixi com a porta escancarada. A simples troca da ordem dos banheiros – o das mulheres primeiro – resolveria isso.

* No último sábado (26/4) fui lá almoçar com uma amiga e, depois de bebermos alguns (ok, muitos) chopes, decidimos que não tínhamos fome suficiente para pedirmos 2 pratos, e solicitamos ao garçom que nos trouxesse uma refeição completa de carne assada com nhoque, para dividirmos. Ele, de PÉSSIMA vontade, imediatamente alegou que “o prato era para apenas 1 pessoa”, que “nós não conseguiríamos dividí-lo”, enfim, para resumir: diante da nossa insistência, ele simplesmente disse que mandaria outro garçom para nos servir. E foi o que fez, após virar-nos as costas estupidamente. Ao chegar, o outro garçom explicou – ainda não sabíamos – que o prato não vinha mais com os acompanhamentos de antigamente (arroz, feijão e farofa), embora o preço tivesse sido reajustado em cerca de R$ 3. Pagamos a conta e fomos embora beber em outro local, onde dividimos um magnífico – e enorme – filé com fritas e tomamos mais alguns chopes.

Infelizmente para nós, a Casa Brasil já era. E os sócios do Belmonte(de merda) mais uma vez põe suas manguinhas de fora e nos impõem um padrão de “bar” que não condiz com nossa maneira de ver a vida, não atende às nossas necessidades, não nos alegra os começos de noite, não nos consola nos momentos de tristeza nem compartilha das nossas alegrias.

Bjs,

Bárbara Oliveira”

Até.

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BEL(MONTE DE MERDA)

Depois de termos chamado a atenção para mais esse crime contra a cidade do Rio de Janeiro e uma de suas mais caras tradições – aqui, no texto Belmonte rima com desmonte e aqui, no texto A Adega da Praça: vendida? -, agora é o parceiro Janir Junior, do Rio de Botequins, blog hospedado no jornal O Dia, quem bota a boca no trombone e anuncia o que ele chama de Triste fim, amargo começo… leiam aqui (o link não existe mais).

Até.

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ADEGA DA PRAÇA: VENDIDA?

Um leitor que me pede o sigilo de sua identidade (e o atenderei, evidentemente, que eu sou homem de palavra com a mesma intensidade com que sou preciso do início ao fim) garante que a Adega da Praça já foi vendida aos investidores da Rede Belmonte (acompanhe o banzé aqui).

Garante, mais, que o Evandro, dono do buteco, fez uma operação de venda casada, adquirindo, com a grana que os espanhóis puseram em suas mãos, uma casa de sucos na mesma rua, e que será transformada – é o que também garante meu informante – num buteco de primeira (duvido).

A conferir.

Se for verdade mesmo, uma pena.

Até.

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BELMONTE RIMA COM DESMONTE

Basta ler Tsc, de primeiro de dezembro de 2006 (aqui), Investimento de quanto?, de 31 de março de 2007 (aqui), Belmonte em Paris, de 12 de abril de 2007 (aqui) ou Nojo absoluto, de 07 de outubro de 2007 (aqui) para perceber que, daqui do balcão, jamais deixei de alertá-los, mesmo sofrendo, com isso, carimbadas na testa que me definem como um radical, para o poder destrutivo, em larga escala, do que a grande imprensa chama de Rede Belmonte, comandada pelos espanhóis que vêm fazendo com os butecos do Rio o mesmo que já fazem, há anos, com o futebol brasileiro e nossos jogadores (basta ver a quantidade de craques brasileiros cooptados pelos clubes espanhóis), com nossas empresas de telefonia (depois de privatizadas, grande parte na mão dos espanhóis), com nossos bancos (vide a entrega vergonhosa do Banespa ao Santander que acaba de comprar, também, o Banco Real).

Hoje, de pé diante do balcão imaginário do Buteco, quero lhes dar uma tristíssima notícia e ao mesmo tempo lhes fazer um pedido. A notícia – imaginem daí – envolve mais um golpe sujo desses porcos-investidores que não medem esforços para transformar buteco pé-sujo em lavandeira, em pé-limpo fashion, em temakeria, como lemos aqui. E o pedido é romântico, eis que pode ser rigorosamente ineficaz diante da força do dinheiro e da selvageria do capitalimo – temas sobre os quais vem tratando, com o conhecimento que o caracteriza, meu irmão Fernando Szegeri em seu Só dói quando eu rio (aqui). Mas nos deixará – a mim, pelo menos… – com a sensação, não do dever cumprido (antes que me chamem de exagerado, o que rejeito com veemência), de que fizemos o mínimo a nosso alcance, ainda que tenha sido romântico o gesto de um mísero telefonema com o intuito de se fazer um pedido, apenas. Vamos aos fatos.

Imagino que grande parte de vocês, meus poucos mas fiéis leitores, conheça o Rio de Janeiro. E conhecendo o Rio de Janeiro, conheçam o aprazível bairro das Laranjeiras, onde moram, por exemplo, os queridos (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades) Arthur Bezerra, Helion Póvoa, José Leal, Maria Helena Ferrari, tio Osias e Rodrigo Ferrari). Conhecendo o bairro das Laranjeiras, conheçam a praça São Salvador. E, conhecendo a praça São Salvador, conheçam dois pé-sujos da melhor qualidade, a Casa Brasil e a Adega da Praça.

Pois bem.

José Sergio Rocha já havia deixado enigmático recado no texto Uma semana antes (leiam aqui), de 14 de março de 2008, não por acaso sobre uma matéria destrutiva publicada no jornal O Globo (não é esse o tema hoje, vou em frente):

“Edu, mais um blog vai entrar na área e de sola contra os botequins de frescos. Ainda não tenho o endereço, mas o blogueiro é meu chapa Washington Luiz, santista, morador na praça São Salvador, onde o Belmonte está acabando com um dos melhores butecos da Zona Sul.”

E eis a verdade: a Rede Belmonte, esse lixo abjeto no qual nunca pisei, acaba de comprar a Casa Brasil, pé-sujo de esquina e coladinho à Adega da Praça. Fez a proposta abjeta à viúva pouco tempo depois da morte do português que comandava a casa há décadas.

Captaram o espírito do troço?

Pois os vendilhões do templo, na cândida pessoa de um personagem patético criado para encantar a imprensa (um ex-garçom batalhador que, oh, conseguiu construir um império…), vêm assediando de maneira imunda os donos da Adega da Praça, outro pé-sujo de primeira onde já tive a honra de ser servido pelo competente garçom que atende pelo nome de Vampiro graças a seus protuberantes caninos.

A oferta – ouvi dizer – que começou na casa dos R$ 100.000,00 já está chegando aos R$ 200.000,00.

É difícil, dirão vocês. Mas é preciso resistir.

Vai ser – diante do inevitável é bom pensar num paliativo – delirante ver o Belmonte às moscas ao lado da Adega da Praça lotada de gente que entende do riscado. Ou – que seja – o Belmonte cheio de gente comportada e afrescalhada em choque com os freqüentadores do pé-sujo ao lado.

Eis a razão pela qual peço um telefonema que seja para o Evandro (o proprietário) ou para o Luiz (seu braço direito). Vocês podem conhecê-los lendo Os donos da barricada (texto do blog Tire as mãos do meu pé-sujo, o tal blog indicado pelo Zé Sergio, aqui).

O telefone de lá é 2558-3285, código de área 21, é claro.

Ah, sim. E se quiserem, façam dos comentários a este texto um espaço de protesto. Semana que vem – acabo de ter essa idéia! – vou beber por lá e levo tudo impresso para eles.

Até.

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