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RIO DE CULINÁRIA

Na próxima segunda-feira, 13 de abril, às 18h30min, vou falar sobre culinária e Rio de Janeiro (vou falar sobre comida mesmo!) ao lado da Zazá Piereck (dona do Zazá Bistrô) e da Katia, do Aconchego Carioca, dentro da programação da 11ª Quinzena de Literatura Latino-Americana, no CCBB, dessa vez homenageando os 450 anos do Rio de Janeiro. Se você puder, pinta lá! A programação completa pode ser vista aqui.

Até.

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ESTRELA DE LUZ

Vivi ontem uma segunda-feira atípica, e explico. Antes de explicar, porém, farei pequeno passeio pela memória e algumas digressões.

No domingo, anteontem, houve a última das já tradicionalíssimas domingueiras no jardim do Aconchego Carioca, bar comandado pelas mais fabulosas anfitriãs de que se tem notícia, Katia e Rosa. As domingueiras começaram a acontecer há muitos meses (já terá completado um ano?… não sei…) no jardim da mais-que-aprazível casa na esquina da Barão de Iguatemi com a Santa Filomena. Começou, disso bem me lembro, quando num desses domingos pós-feira decidi beber a primeira cerveja do dia com a Katia, e aqui faço um adendo: o Aconchego ainda ficava onde hoje funciona o Bar da Frente, hoje comandado pela Mariana, exatamente em frente ao Aconchego de agora (daí o nome, Bar da Frente, excepcional sacada). Bar ainda fechado, Katia lendo o jornal numa mesinha da varanda, e eu parei pra abrideira do domingo. E nunca mais parei de parar lá… O Aconchego cresceu, o bar ficou pequeno e elas foram obrigadas a atravessar a rua pra montar o bar na casa cor-de-rosa do outro lado da rua…

Pois no último domingo, quando dividi mesa com (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades) André Santoro, Breno Boechat, com a Candinha, com Cheval, com Edu Carvalho, Felipinho, Leo Boechat, Luiz Antonio Simas e seu Benjamin, e com a Manguaça (que agora é Manga), fui convidado para a festa de Natal dos funcionários do Aconchego (sou, faço a confissão, uma espécie de funcionário-extra do Aconchego, afinal venci o I Torneio Interbares de Purrinha do Rio de Janeiro e, mais que isso, sou sócio-atleta do bar desde priscas eras… tanto que tenho, na parede de casa, o primeiro cardápio do Aconchego…) que aconteceu ontem à noitinha.

E não é exatamente sobre a festa que quero lhes contar, é sobre a Katia (com a licença da dona Rosa!, porque quem mexeu comigo ontem foi, de fato, a Katita – na foto abaixo).

Houve um churrasco (comandado pelo Janildão, o Russo, irmão da Katia), muita cerveja, muita música e – eis sobre o que quero lhes falar – muita emoção (vou voltar a fazer breve digressão).

A história do Aconchego Carioca é, toda ela, costurada por muita emoção (e muito suor, diga-se). Sempre competentes, Katia e Rosa tocavam o bar, no pequenino imóvel da Barão de Iguatemi, com extrema competência e seriedade. Tinham, ali, uma clientela fixa e fiel, sabedora dos segredos e dos meneios culinários da Katita, à frente da cozinha da casa. Mas era uma clientela que cabia ali. Até que um dia (e o troço parece mesmo um conto de fada…) baixou no pedaço o cheff francês, Claude Troisgros. Absolutamente encantado com o que viu (e com o que comeu, é claro), o Claude abriu portas até então inimagináveis… Veio a exposição na mídia, veio o reconhecimento, veio o sucesso, o bar ficou pequeno (como já lhes disse…) e o Aconchego hoje é (re)conhecido no mundo inteiro como uma das melhores cozinhas do Brasil, olímpico orgulho da Tijuca (não, meus poucos mas fiéis leitores, não é exagero meu…). Voltemos a ontem.

À certa altura da festa houve o amigo oculto dos funcionários e, antes disso, um pequeno discurso (emocionadíssimo!) da Katita, que distribuiu presentes para todos os presentes. Eu, inclusive, permitam-me o exercício da vaidade, recebi um agradecimento público da generosa Katia que dirigiu-se a mim como “nosso padrinho”, um comovente exagero que quase me derrubou ali – o tal “é mentira mas é bonito”, frase de meu compadre Fernando Szegeri.

Eu disse generosa Katia e agora é que vou lhes contar o que quero desde o início: a Katia é daquelas que fazem da generosidade e da gratidão armas do dia-a-dia. Absolutamente ciente de que sua história de pleno sucesso deve-se, muito, à generosidade do homem que a apresentou ao mundo, jamais permitiu-se vestir a máscara da vaidade e da prepotência. Tem, a Katita, de modo viniciano, as mãos cheias de carinho e os olhos cheios de perdão. Montou, a bela mulher de olhos de amêndoa, uma senhora equipe para trabalhar no Aconchego, no salão (são os melhores garçons do mundo), na cozinha, na produção e nos bastidores. A Katia – e eu me desculpo com ela desde já pela exposição de seus gestos, que atestam a verdade do que digo… – jamais – jamais!, com ênfase szegeriana – deixou de estender a mão para cada um de seus funcionários, seja para o que for. É patroa e é mãe. É empregadora e é amiga. É dura da forma mais doce que jamais vi. Trata a todos, com carinho de loba diante de sua cria, como sua família (foi o que ela disse, durante o discurso, sem mentir). Mas vamos, mesmo – me perdoem ter sido tão extenso… – ao que quero lhes dizer.

A flagrei chorando, em certo momento, sentada no jardim. Cheguei-me a ela. Dos olhos embaçados brotavam, como rio com leito cheio, muitas lágrimas:

– O que foi, querida?

E ela, tão doce, enxugou os olhos e disse:

– É muita coisa bonita acontecendo, Edu…

Refez-se do choro e foi ao salão.

O DJ contratado fazia tocar vários sambas-de-enredo, até que veio um samba da Mocidade Independente de Padre Miguel: “Estrela de luz que me conduz, estrela que me faz sonhar… estrela de luz que me conduz, estrela que me faz sonhar…”.

A Katia, sambando no pé e olhando pro alto, mãos pra cima como se falasse com a estrela de luz, visivelmente grata por muita coisa bonita, mal sabia que era ela, ali, a própria estrela.

Até.

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EGO DO BUTECO

O cada vez mais inacreditável site EGO – a quantidade de pessoas tratadas como “celebridades” e como “famosos” de quem eu NUNCA (com a ênfase szegeriana) ouvi falar é impressionante!!!!! – noticia como furo que “Marjorie Estiano e Leonardo Miggiorin têm brecha na agenda e almoçam juntos”, relatando, ainda que “os dois amigos comeram comida japonesa e colocaram o papo em dia” (vejam aqui). Impressionante, não?

Como o BUTECO DO EDU, desde que decidiu valer-se do mesmo expediente do EGO original e criar a série EGO DO BUTECO, lança suas lentes sobre gente muito mais interessante que as aduladas pelo site da GLOBO.COM, apresentamos hoje mais um furo de proporções gigantescas – quem acompanha o blog e lê, com atenção, seus comentários, sabe que o que vamos mostrar seria, no mínimo, inimaginável.

11/09/09 – 14h05min

Luiz Carlos Fraga e Rodrigo Pian têm brecha na agenda, almoçam juntos e fazem as pazes na Praça da Bandeira em agradável tarde de sexta-feira

Luiz Carlos Fraga e Rodrigo Pian no ACONCHEGO CARIOCA, foto de paparazzo contratado
Luiz Carlos Fraga e Rodrigo Pian conversam descontraidamente no Aconchego Carioca, na Praça da Bandeira e, entre garrafas de Heineken e bolinhos de feijoada, selam a paz.
Luiz Carlos Fraga, Rodrigo Pian e Kátia Barbosa no ACONCHEGO CARIOCA, foto de paparazzo contratado

Logo depois, uma das proprietárias da casa, Kátia Barbosa, junta-se aos dois para ouvir os elogios da dupla. “Esse bolinho de feijoada é para ser comido de joelhos, como tudo que é feito aqui!”, disse Luiz Carlos Fraga. “É mesmo! Nunca comi nada igual!”, disse brincando Rodrigo Pian lambendo os beiços com a costelinha servida com pastel de angu em seguida. Na foto, Luiz Carlos Fraga elogia, veementemente, a cozinha de Kátia, sob o olhar atento de Pian. “Ah, o Fraguinha é suspeito…”, gargalhou Kátia.

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