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DO DOSADOR

* começa hoje no Rio o chamado Viradão Cultural promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, inspirado em iniciativa que já é sucesso, há alguns anos, na cidade de São Paulo, e é bom pararmos por aí. Não podemos também, por exemplo, e a tucanalhada já se movimenta nesse sentido aqui no Rio, “importar” a inconcebível lei municipal paulista que proíbe terminantemente o fumo em qualquer (com a ênfase szegeriana) lugar (é ou não inimaginável um buteco sem cigarro?). O troço começa hoje à noite e termina junto com o domingo. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas quero daqui, do balcão imaginário do Buteco, dar-lhes outra dica, não por qualquer razão que não seja a de marcar o contraponto, dar voz e vez a quem a imprensa ignora, lançar luzes, ainda que modestas, sobre o que é bom demais. Haverá, neste final de semana, o fabuloso arraial junino da Igreja dos Capuchinhos, na fabulosa Haddock Lobo, na Tijuca, evidentemente. Dois dias de festa, quermesse, barraquinhas, esse frio que assombra a cidade e a certeza de distância absoluta da confusão e do tumulto que – anotem – marcará essa rave desnecessária. Se São Paulo necessita e aspira por eventos desse porte, por absoluta falta de generosidade da natureza (é uma cidade fria, convenhamos), o Rio de Janeiro, franca e sinceramente, prescinde disso.

* havia jurado a mim mesmo jamais pousar os olhos no blog Internetc, da colunista especializada em informática, Cora Rónai. Desde a última Copa do Mundo, quando o troço transformou-se num palco para demonstrações de uma capivara de pelúcia (não é piada, é a verdade), prometi jamais perder meu tempo lendo o que ela escreve (mal, na minha humílima opinião). Não vai, aqui, que fique claro, qualquer agressão ou ofensa à Cora Rónai. Filha de um homem cuja história admiro, trilha caminhos que nada têm a ver com os meus, eis outra razão pela qual também não a leio. Mas parei lá hoje, e lhes explico. Tive acesso, dia desses, à brilhante e corajosa sentença emanada da Justiça Federal a respeito do menino Sean, tremendo imbróglio que vem movimentando discussões no meio jurídico, nos cidadãos que nada têm a ver com o Direito propriamente dito e já na relação entre os países envolvidos, Brasil e Estados Unidos. Diante da sentença, extremamente esclarecedora sobre o modus operandi do qual vem se valendo o padrasto do menino, lembrei-me de um lamentável texto escrito por Cora Rónai publicado no jornal O Globo e reproduzido em seu blog, e que me foi recomendado por um desavisado amigo meu que torce (torcia, a bem da verdade) contra o pai da criança. Quis relê-lo. Achei o texto, Assim é se lhe parece, aqui. E quis relê-lo para que me saltasse ainda mais aos olhos essa curiosa torcida por alguém que atenta contra a Justiça. Daí pensei: vamos ver se Cora Rónai anda falando algo sobre o assunto. Não achei nada. Mas achei, meus poucos mas fiéis leitores, um post intitulado Ê, vidão, datado de ontem, 04 de junho de 2009 (vejam aqui). E já com 30 comentários (o blog de Cora Rónai é farto em comentários. Ela posta a fotografia de um de seus gatos e em coisa de – o quê? – 10, 15, 20 minutos, dezenas e centenas de leitores estão ali, babando sobre os gatos como se à espera do potinho de leite dos felinos da colunista especializada em informática. Ela espirra e seus leitores dizem “saúde” em uníssono. Ela escreve sobre o caso do menino Sean e há uma horda de mal-informados concordando com tudo, em segundos). Nele, no tal post, abaixo reproduzido, Cora Rónai espeta, uma vez mais, o mais aprovado presidente do Brasil por seu povo. Ela, como a elite raivosa brasileira, não tolera – eis a verdade resumida -, simplesmente não tolera que um homem do povo, ocupando o mais alto cargo da República, seja um êxito, um rotundo, circular, gigantesco e irrefutável êxito. Mas mais intolerável que isso, coisa infelizmente comum entre os membros da elite que não agüentam ver, por exemplo, suas empregas domésticas podendo comprar bens de consumo aos quais jamais tiveram acesso, é que a citada colunista especializada em informática permita e mantenha um comentário como o também abaixo reproduzido: “Pq o aerolula nao cai no meio do mar?”.

retirado do blog de Cora Rónai
retirado do blog de Cora Rónai

Este, meus poucos mas fiéis leitores, o triste desejo do homem que assina o comentário, Oscar, ao que tudo indica – até prova em contrário – corroborado pela dona do blog.

Para saber mais sobre as tristes conseqüências da liminar concedida pelo Ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, leiam, por exemplo, isso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

* falei em STF, presidido pelo lamentável Gilmar Mendes, e faço o alerta. O STF julgará, em 10 de junho próximo, a inacreditável e inadmissível (até mesmo do ponto de vista legal) ação impetrada pelo PP, partido político brasileiro que tem, em sua fileira, o também lamentável Francisco Dornelles, e que visa pisotear leis e tratados internacionais mantendo o menino Sean no Brasil, distante de seu pai, que luta (está dito assim, claramente, na sentença a que anteriormente me referi) rigorosamente dentro das normas legais pelo direito inalienável de viver ao lado de seu filho (em aguda oposição à postura do padastro, a afirmação consta também da decisão judicial). É preciso ficar de olho no  STF. Lá está o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, afilhado político de Moreira Franco e de Francisco Dornelles, diretamente interessado no resultado, Presidente do PP. Estou apostando numa saraivada de pedidos de vista, o que fará o julgamento da ação arrastar-se indefinidamente. E muito preocupado com o julgamento final, temendo pelo êxito do padastro da criança e pela repercussão mundial desse tiro no pé (mais um) que o STF pode dar.

* impressiona-me, profundamente, a ausência absoluta de comentários quando lhes conto qualquer coisa sobre esse brasileiro fundamental chamado Fernando Szegeri. O mais recente texto que tem meu irmão siamês como alvo é, mais uma vez, um deserto de comentários (vejam aqui).

Até.

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* um homem de bem tem o dever, permanente, de homenagear, de louvar, de adorar seus antepassados, responsáveis diretos por sua existência. Ainda que não se creia na sobrevivência do espírito, da energia que move o corpo (ou o nome que se queira dar a isso), a simples lembrança daqueles que nos antecederam é verdadeiro bálsamo que fortalece, integra e nos sensibiliza para o sentido maior da vida. Digo isso pois sou um homem que tem, continuamente, na carteira imaginária, a imagem, o cheiro, a voz e os gestos dos meus mais-velhos, mesmo os que não conheci – e sei que me faço entender. Isso me faz um bem danado. Procuro estar sempre com Yona Glicklich, meu bisavô, com Anna Glicklich, minha bisavó, com meu bisavô Eugênio, com minha bisavó Mathilde, com minha tia Idinha, Zirota, Chico, Sílvio, com tia Mariazinha, que aos 15 anos deixou uma saudade que sinto até hoje graças aos relatos comovidos de minha avó Mathilde, que do alto de seus 84 anos é fonte permanente de uma memória que não se perde. Falei, falei, falei apenas para lhes dizer que ontem homenageei, à minha moda, Luiz Orlando Grosso, vô querido de meu queridíssimo Luiz Antonio Simas, que do céu comanda, ao som do frevo composto pelo neto, a tropa ao lado de Maurício de Nassau. Eu tenho uma tremenda vontade de ter conhecido o “velho Luiz Grosso”, que é como o chama, carinhosamente, meu mano Simas. Mas conhecendo e convivendo com o bardo tijucano, tenho certeza, conheço e convivo com o cabra egresso de Jaboatão dos Guararapes. Pra bom entendedor, meia palavra basta;

* depois de consultar os mais-velhos vivos, decidi aceitar o convite que me foi feito pela organização do festival Comida di Buteco, que será realizado no mês que vem aqui no Rio de Janeiro. Em 2006 estive em Belo Horizonte para conhecê-lo de perto. Transcrevi os relatos dos dias passados na aprazível capital mineira aqui, aqui e aqui, depois falei bastante mal da idéia quando foi trazida para o Rio (e seguramente os organizadores sabiam disso quando decidiram me convidar pro júri oficial) e agora embarcarei na onda. Na medida do possível, respeitando os limites naturais que enfrenta aquele que topa participar da coisa, contarei tudo a vocês, meus poucos mas fiéis leitores. Haverá hoje, às 19h, no Hotel Marina, no Leblon, um coquetel e uma palestra, dada pelos organizadores do evento para todos os jurados do festival. Amanhã mesmo – aguardem – lhes conto tudo. A única coisa que sei, até o momento, é que o Moacyr Luz será meu colega de júri;

* falei em Moacyr Luz e quero lhes contar um troço. Dia desses, em seu blog, o Moacyr contou sobre a gravação do disco Mandingueiro, no texto Pra que pedir perdão?, leiam aqui. Não havia qualquer razão que justificasse ele ter contado o que agora lhes conto, mas quero fazê-lo, eu mesmo. Corria o ano de 1998. Eu e Moacyr muito próximos, antes de eventos que, digamos, nos afastaram. Dias antes do início da gravação do CD o Moacyr me bateu o telefone. Bateu-me o telefone e me convidou, o que tomei como um tremendo presente, para ser a voz-guia durante a gravação. Entregou-me uma fita-cassete, em voz e violão apenas, e um caderno com as letras das músicas que seriam gravadas. Em resumo: Moacyr Luz no violão, Pedro Amorim no cavaquinho, bandolim e violão tenor, Carlinhos Sete Cordas no violão de sete, Beto Cazes no pandeiro, tamborim e ganzá, Ovídio Brito no pandeiro, cuíca e tamborim, Marcelinho Moreira no tan-tan, repique de mão e tamborim, Gordinho no surdo e esse que vos escreve cantando, ao vivíssimo, as 12 faixas do CD.

Até.

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* estive, no sábado, por um bom número de horas, com meu velho pai, no glorioso RIO-BRASÍLIA, onde derrubamos algumas casco-escuro acompanhadas por uma fabulosa porção de lingüiça (jamais deixarei de usar o trema!) fina, isso depois de um lauto almoço, que nos custou a fortuna de R$ 11,00… Leia-se: arroz, feijão, batatas fritas e dois filés à milanesa do tamanho dos pés de meu pai, que calça 44. Foi fabuloso, também, ser interrompido por um cara que chegou-se à mesa:

– Com licença… você é o Edu?

– Arrã…

– Muito prazer. Sou seu leitor, leio seu blog diariamente…

– Ô, rapaz, que legal… Muito prazer…

Papai orgulhosíssimo.

– O prazer é meu, Edu. Eu sou Lúcio…

– Esse é meu pai, Lúcio…

– Famoso, famoso…

E retirou-se, o malandro, depois das despedidas.

Daqui, diante do balcão do BUTECO, deixo meu fraterno abraço público pro Lúcio, torcendo para que possamos, em breve, trocar umas idéias ali, naquele templo encravado na Almirante Gavião.

* estive, no domingo também, ontem, no mesmíssimo RIO-BRASÍLIA, para assistir a Flamengo e Vasco na companhia de meu velho pai, do Fefê, do Mauro e do Felipinho Cereal. Cercado por três vascaínos e por um americano, vi – felicíssimo! – uma contundente vitória do meu Flamengo, por três tentos a um. Duas notas tristes: a TV insistindo em mostrar Márcio Braga e Roberto Dinamite, lado a lado, na tribuna do Maracanã, e meu pai e meu irmão abandonando o barco aos 25 minutos do segundo tempo, esbravejando contra o inacreditável técnico Antônio Lopes. Dez Brahmas e dois limões da casa depois, tomei o rumo de casa com a sensação do dever cumprido.

* eu ando pior a cada dia com essa mania insuportável – confesso – de querer o bem dos meus, mesmo no futebol. Sofri, confesso, com a derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o São Paulo. Eu – vejam que patético – só conseguia pensar no Szegeri, na sua expressão de angústia durante o jogo, na sua barba cerrada sendo cofiada após o apito final, no seu muxoxo melancólico antes de desligar a TV.

* eu disse, logo aí acima, “o inacreditável técnico Antônio Lopes” – e isso porque meu pai e meu irmão têm horror às qualidades do atual treinador vascaíno -, mas preciso dizer a vocês que não há nenhum técnico em atividade no mundo, vivo ou morto, mais adequado ao Vasco da Gama. Antônio Lopes comove-me, sobremaneira, jogo após jogo, com a camisa verde de seda que ele considera seu maior talismã – passada a ferro, sempre, pelas carinhosas mãos de Dona Elza, sua mulher. Para entender melhor minhas razões, leia SOBRE O VASCO DA GAMA, aqui.

Até.

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Chegou ao fim o Carnaval. Vamos, pois, aos devidos comentários, dose a dose, como de praxe.

* Eu e Dani, juntamente com Szegeri e Stê, depois de uma cerveja protocolar no Rio-Brasília, encontramos Simas e Candinha na Praça Afonso Pena pouco antes das oito da manhã, de onde seguimos de metrô para a Cinelândia. No Cordão da Bola Preta, que arrastou meio milhão de pessoas durante a travessia da avenida Rio Branco, e que ganhou de presente o céu azul de sempre que, este ano, aqui no Rio, deu as caras apenas na manhã do sábado, segui a lição de Nei Lopes e vivi a instabilidade que precede o equilíbrio, a transgressão a partir da qual se estabelece a ordem, fui o saber e fui também a estultice, a falta e a pena, o erro e o perdão, a culpa e a remissão, o céu e o inferno, o ir e o voltar, o mal e o bem inerentes a tudo. Por volta de uma tarde encerramos nossa participação no Bola Preta com alguns chopes no Casual, de onde seguimos para o Rio-Brasília, que foi mais restaurante que nunca, no sentido literal da palavra, neste Carnaval. Às cinco tomamos o rumo de uma cachoeira e depois descemos a Haddock Lobo atrás do Cordão Alegria da Tijuca. Em casa, à noite, assisti ao desfile das Escolas de Samba do Grupo de Acesso A – comentários mais adiante.

* Domingo, debaixo de uma chuva que só arrefeceu por volta do meio-dia, o Cordão do Boitatá fez seu tradicional baile na Praça XV, diante da Antiga Sé, do Paço Imperial, do Chafariz de Mestre Valentim, do Arco do Teles, sob as pedras pisadas do cais. Em 2008, duzentos anos depois da chegada da Família Real, o baile ganhou, dentro de mim, proporções indizíveis. Com 99,9% das pessoas fantasiadas, o Cordão do Boitatá é, ano após ano, a certeza de uma grande manhã de domingo. Partimos às 17h para o Rio-Brasília em busca da restauração necessária, fechamos a noite numa espelunca na própria Haddock Lobo, depois de expulsos pelo Joaquim, e mais à noite estava eu diante da TV para acompanhar o primeiro dia do desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial, do Salgueiro especialmente.

* Segunda-feira o café da manhã foi prenúncio de mais um grande dia, à base de algumas garrafas de espumante, cerveja e umas doses de Red Label… Depois de derrubarmos uma garrafa de Gold Label oferecida pelo Prata e depois do almoço oferecido pela Lina e pelo Fefê, descemos Santa Teresa, debaixo de muita chuva, em direção à Copacabana para o baile do Rancho Flor do Sereno. A Almirante Gonçalves ficou pequena e em 2009 é preciso levar o Rancho de volta para a praia. Fim de noite no glorioso Galeto Columbia e depois, ó, TV para o segundo e último dia de desfile do Grupo Especial.

* Terça-feira pela manhã, dia em que partiram de volta meus irmãos Szegeri e Stê, partimos, eu e minha menina, de barca, para Niterói. Nosso destino foi o Se Melhorar Afunda, um cordão porreta de bom. Voltamos já quase no final do dia, demos um passeio pela Rio Branco, tomamos o metrô e o Galeto Columbia foi, mais uma vez, nosso destino. Às duas da madrugada fomos, de táxi, para a Marquês da Sapucaí, já que Dani e meu irmão sairiam no Boi da Ilha do Governador – dia desses conto detalhes épicos da concentração e do desfile. Fomos dormir às oito e meia da manhã e ao meio-dia estávamos de pé para a monumental e tradicional Feijoada da Apuração, na mansão da Manguassônia.

* A feijoada foi, como das outras vezes, o desfecho perfeito para mais um perfeito Carnaval, que nem a chuva inclemente conseguiu abalar. A casa cheia de amigos, os olhos grudados na TV para a apuração do Grupo Especial e do Grupo de Acesso A, e descemos a Conde de Bonfim em direção à quadra do Salgueiro, vice-campeão do Carnaval 2008, para brindarmos, eu e minha menina apenas, a nosso encontro, a mais um Carnaval juntos e à vitória (sim, vitória) da vemelho-e-branco da Tijuca.

Sobre os resultados…

* quando terminou o desfile da Beija-Flor eu cutuquei a Dani, que dormia a meu lado, e disse:

– Não tem pra ninguém!

E não deu outra. A escola de Nilópolis é bicampeã do Carnaval com todos os méritos e ponto final.

* A grande notícia do dia foi a vitória do Império Serrano no Grupo de Acesso A, que leva a escola de Madureira de volta ao Grupo Especial. Assisti a todo o desfile de sábado e – disse isso ao Simas, disse isso ao Moutinho – não achei que a verde-e-branco merecesse o campeonato. Mas nada disso importa, sinceramente. O que importa, mesmo, é que o Império Serrano ganhou o título.

Fecho, hoje, erguendo o copo em homenagem ao Império Serrano e a todos os imperianos de fé que foram incansáveis e responsáveis, cada um a seu modo, pela conquista incontestável da escola.

Até.

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* Como vocês podem ver aqui e aqui, foram fabulosos os dias que passamos, eu e minha Sorriso Maracanã, em Cabo Frio. E foram ainda mais fabulosos graças à companhia do Fefê e da Lina, que baixaram no pedaço no final da sexta-feira. E devo dizer, como uma forma de agradecimento público e de particularíssima homenagem, que se sempre nos demos muitíssimo bem, eu e meu irmão, estamos, com o passar dos anos, cada vez mais afinados. Foi – repito – um final de semana fabuloso. E ainda mais fabuloso, também, por conta da chegada-surpresa, na manhã de domingo, do também queridíssimo Mauro.

* Neste próximo final de semana a coisa promete e não é por causa do grupelho que fará show no Maracanã. Não. A coisa promete porque pretendo, no sábado e no domingo, receber os dois engradados (que o povo de SP chama de grade) de Brahma que o Craudio e o Prata me devem; o primeiro por extrema gentileza materializada numa oferta feita há meses… e sacumé… a gente cobra! Já o Prata perdeu foi numa aposta mesmo. E sacumé… a gente cobra! Estou falando, portanto, de 48 garrafas. Aposta boa é essa. Ganha quem ganha, ganha quem perde, ganham os que cercam os apostadores. Os mais-chegados estão, desde já, convocados para a bebezaina.

* A coisa promete, também, porque os Inimigos do Batente voltam ao Rio de Janeiro, solidificando, aos poucos, sua história por aqui. Fazem única apresentação no sábado, dia 08 de dezembro, no Trapiche Gamboa. E francamente… Entre o The Police e os Inimigos do Batente, entre o Sting e o Szegeri, entre o Andy Summers e a Railídia, entre o Stewart Copeland e o Paulinho Timor não tem nem pra saída. À Gamboa!

* Terminou, no domingo, o Campeonato Brasileiro de 2007, cujo vencedor (troço muito mais importante que um burocrático campeão) foi, indubitavelmente, o Flamengo. Lamentei profundamente a queda do Corinthians, um time do povo como o Flamengo, muito por conta da tristeza que abateu-se sobre pessoas queridas como o Zé da Janis, a doce Stê, o Capitão Leo, o Julio Vellozo, que experimentam, agora, uma dor que o meu querido Bruno Ribeiro já experimentou com seu Guarani, que o meus queridos Szegeri e Borgonovi já experimentaram no final de 2002 com o Palmeiras, mesmo ano em que sofreu, o mesmo baque, meu mano Simas e seu Botafogo. Eu ia citar o Vidal e o Fluminense mas me recuso, terminantemente, a pôr no mesmo cadinho a glória dos que voltaram à Primeira Divisão por mérito próprio com as jogadas sujas que viraram a mesa em prol do tricolor carioca – então na Terceira Divisão! – com a criação da Copa João Havelange.

* Inaugurou ontem, oficialmente, o Sabiá – leiam aqui! – minha mais nova parada obrigatória em São Paulo. Inaugurou ontem mas ficará bonito, bonito mesmo, hoje à noite, quando minha garota, com o sorriso mais bonito do mundo, baixará por lá, me levando dentro daqueles olhos em que me deito sempre que ela viaja.

Até.

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