BRIZOLA, JULGADO MORTO PELA VEJA EM 68

Em 12/07/2013 o Diário do centro do mundo publicou matéria de Kiko Nogueira – aqui – dando conta da descoberta que fiz sobre o processo, movido pelo Ministério Público, movido contra uma funcionária da Receita Federal que teria dado sumiço no processo que apurava e cobrava mais de 600 milhões de reais em impostos sonegados pela GLOBOPAR, empresa-camarilha que envolve a Rede Globo de Televisão, que deveria ser julgada por crime contínuo de lesa-pátria desde sua fundação.

No dia seguinte, 13/07/2013, o Diário do centro do mundo publicou texto que publiquei, originariamente, aqui, no próprio Buteco do Edu, que atingiu, no dia 12/07, sexta-feira, por conta das incontáveis replicadas que o texto do Kiko Nogueira ganhou web afora, seu recorde de visitas num só dia.

Este texto do dia 13/07 – Contra a Globo? Tudo! – fez com que eu recebesse centenas de e-mails de gente de todos os cantos do Brasil manifestando seu sentimento de profunda admiração e respeito por Leonel de Moura Brizola, meu eterno e saudoso Governador do Estado do Rio de Janeiro. Os 30 comentários deixados no blog dando bem a conta da importância que Brizola teve para o Brasil e para os brasileiros, e dão bem a dimensão do mito em que se transformou quando nos deixou (se bem que, a bem da verdade, Brizola mitificou-se em vida!). E isso – faço a confissão pública – me deu vontade de expôr, um pouco mais, o nome de Leonel Brizola. Mais que isso: de mostrar o quanto Brizola foi perseguido, vilipendiado, vítima de campanhas difamatórias, sórdidas, de uma implacável campanha que visou, sem sucesso, apagar seu nome da História do Brasil – ou de marcá-lo como um fracassado, adjetivo que é a antítese da síntese de sua trajetória.

Daí lembrei que em 20/09/2010 publiquei As capas da revista Veja, aqui. Em 23/09/2010, publiquei Veja contra Brizola em 1982, aqui. E em 27/09/2010, no último texto dessa pequena trilogia exibindo a vilania da revista Veja contra Leonel Brizola, publiquei Mais previsões da Veja contra Brizola, aqui.

A edição é de 23 de outubro de 1968. O editor, Victor Civita, morto em 1990, anuncia a matéria da página 14, tomem nota:

“Nossos repórteres trabalharam durante tôda a semana para mostrar o ‘terrorismo’ brasileiro, que vem crescendo – e tanto nos preocupa.”

E quem é destaque na tal matéria?

Ele, claro, Leonel de Moura Brizola.

Em destaque, Leonel Brizola é apresentado como “o terror que vem de fora tem a forma da intriga”.

E vejam o que disse, a até hoje inconcebível revista Veja, sobre Leonel Brizola. Alguns pontos:

“Depois de ter a sua falência decretada em suas duas primeiras vidas (como líder popular no Brasil e revolucionário no exílio), deixa o tempo passar, buscando uma oportunidade de viver pela terceira vez.”

“Hoje sua mensagem é pouco mais que nada.”

“Brizola político morreu, cassado pela Revolução; Brizola revolucionário parece ter se suicidado.”

Abaixo, a imagem da página 18 da edição de 23/10/1968 da Veja. Clicando sobre a imagem, você poderá lê-la com mais nitidez.

veja de 23 de outubro de 1968

Brizola morreu quase 40 anos depois da decretação de sua morte política por essa revista, que nem fazendo previsão presta, fazendo política – o que jamais deixou de fazer! – e deixando um legado para o Brasil e para os brasileiros que jamais será esquecido.

Até.

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3 Comentários

Arquivado em política

3 Respostas para “BRIZOLA, JULGADO MORTO PELA VEJA EM 68

  1. Lucrécio

    Edu, apenas um reparo: Victor Civita morreu em 1990. Quem foi para os braços do Capeta recentemente foi seu filho Roberto.

  2. paulo fernando

    Um dia um ex-presidente cassado disse (embora sua opinião seja suspeita): “A revista Veja é um folhetim de rabo preso.”.

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