O OUTONO DO TEMPO DE FERNANDO SZEGERI

Meu irmão e compadre, Luiz Antonio Simas, só pra manter a tradição, escreveu o que eu gostaria de ter escrito sobre Fernando Szegeri, também meu irmão e compadre, aqui, no comovente convite em forme de texto, Os oito baixos de Fernando Szegeri. E o fez por conta do lançamento do livro Outono do meu tempo, de autoria do homem da barba amazônica, na próxima segunda-feira, 03 de dezembro, na livraria Folha Seca, a livraria do meu coração, na rua do Ouvidor nº 37.

Corri atrás do que disse sobre o Szgeri nosso irmão em comum, o saudoso Fernando Toledo, que conosco dividia o blog – o Conexão Irajá, que pode ser lido aqui que durou até durar Fernando Toledo, de quem tenho aguda saudade e que estaria orgulhoso com a publicação do primeiro livro de seu xará.

“Szé, O Impronunciável, também conhecido pela alcunha de Zé do Guéri Guéri (apud Nei Lopes) é uma criatura capaz de chegar num botequim às oito, beber todo o estoque de tudo que não o morda antes e ainda emitir opiniões inteligentes de madrugada, a caminho da rodoviária (e olhem que esta é apenas uma das histórias que testemunhei). Sabe-se lá para que em que mundos, em que estrelas se escondem os litros consumidos. Nascido por mero acaso em São Paulo, é mais carioca que 99,999999% da população do balneário. No café da manhã, bebe três doses de pandeiro, misturadas a quatro piadas de português e arrematadas com seis comentários sobre a bunda da mulher que acabou de passar. Existência saudável, esta do Szé.”

Pois quero dar meus humílimos pitacos sobre Fernando Szegeri, sempre citado por aqui, e fazer a convocação a todos vocês que me lêem, porque o lançamento de seu livro na Folha Seca, na rua do Ouvidor, onde está plantado o axé dessa cidade que ele tanto ama, é a grande pedida da segunda-feira.

Pai dedicado de três filhos (sou padrinho de suas duas meninas…), funcionário público igualmente dedicado, cantor de mão-cheia (ouça-o aqui, cantando uma obra-prima de Aldir Blanc), pensador inquieto e arquiteto de idéias geniais – um filósofo – o Fernando é, de longe, o sujeito que mais sabe de mim – e isso, talvez, por conseqüência de observações minhas, ao longo dos anos (antes mesmo de conhecê-lo) que foram me dando a certeza de que ele era um exemplo a ser seguido (é, também, um de meus orixás vivos).

É um brasileiro máximo, e não há nada no Brasil, o mais profundo, que lhe escape.

Em maio de 2005, quando lançamos o Conexão Irajá, tasquei lá:

“Minha alma irmã, é de longe o sujeito que mais chora que já conheci. Emociona-se com a mesma intensidade com que bebe e destila genialidade. Está para mim como Otto Lara Resende para Nelson Rodrigues. Um colosso de inteligência.”

E revalido, palavra por palavra, o que disse há mais de sete anos.

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O Fernando, ao mesmo tempo que é minha alma irmã, é um mistério pra mim. E eu acho que é um mistério pra mim porque eu não consegui, até hoje, depois de quase 15 anos de intenso convívio, dimensionar sua importância, compreender sua grandeza e absorver todos os seus ensinamentos.

Em seu livro, uma coletânea de mais de 25 anos de reflexões – não é coisa pouca.

E na segunda-feira – para encerrar essa convocação – você (como eu) terá a chance de vê-lo em ação: à mesa, entre os amigos, na cidade que tanto ama (na mesmíssima proporção em que a domina), na livraria que tem a cara dessa cidade, autografando Outono de meu tempo.

E vai que você dá sorte e vê, de perto, ao vivo e a cores, esses dois monstros – Luiz Antonio Simas e Fernando Szegeri – cantando juntos? Porque onde está Fernando Szegeri, meus poucos mas fiéis leitores, há música.

Até.

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5 Comentários

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5 Respostas para “O OUTONO DO TEMPO DE FERNANDO SZEGERI

  1. Paula

    Estarei presente de coraçao.
    Sucesso mano!
    Beijo, Fo’

  2. Renato

    Edu,

    Ainda não te conheci pessoalmente. Mas como antigo frequentador deste buteco, ali no canto do balcão, mineiramente degustando uma cangibrina sinto falta das suas considerações.

    Não estarei na cidade para conhecer o Szegeri, que já vi em ação no grande Ó do Borogodó. Onde devorei uma das melhores feijoadas dos últimos anos.

    Saudades

    • Renato: já, já eu volto! Quanto ao Ó do Borogodó, é de fato grande, imenso, meu bar-de-fé em São Paulo (ao lado do Sabiá, outro portento). E a feijoada de lá é coisa séria. Abraço.

  3. Em 15 anos de Ministério Público, ouso endossar as palavras do bom Eduardo Goldenberg, de quem também sou fã, de blog e de livro (meu lar é o botequim), obra que leio e releio com periodicidade. Todavia, discordo em um ponto fulcral, pois ao conviver com o bom Fernandão, meu irmão de aguerridas batalhas e áridas convivências, mas também de festivas horas e inesquecíveis confusões, já consigo, ao menos em minha alma, dimensionar sua importância e compreender sua grandeza. Absorver todos os seus ensinamentos é impossível, eis que o Fê, ao meu ver, é verdadeira enciclopédia. Beijos a todos!

  4. Antonio iqueira

    Hoje é aniversário do Toledinho. Se entre nós estivesse estaria completando 46 anos.

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