FLORES AO MAR

Eis que chegou, como lhes contei aqui, o dia dos 40 anos da Dani – que ela completaria no sábado passado. Ou que ela completou – e eu vou sempre preferir a poesia à concretude, razão pela qual eu festejei a data ao invés de fazer do dia 15 de outubro uma data triste.

Fiz, quem me lê e me acompanha sabe, durante toda a semana passada, aqui e nas redes sociais das quais faço parte, confissões derramadas sobre a saudade que me acompanha desde o dia de seu desaparecimento, contei histórias que nos envolvem, a mim e a ela, e sei que também comovi um bocado de gente; a quantidade de e-mails que recebi, os telefonemas, as manifestações deixadas nos comentários a cada um dos textos não deixa dúvidas quanto a isso. Recebi flores na sexta-feira, véspera de seu aniversário, recebi flores no sábado – até no domingo eu recebi flores! – e passei o dia 15 de outubro cercado por muita gente querida que, como eu, estava disposta a celebrar a vida da Dani, ela que é a própria vida. Quero lhes dizer que não vou parar com as histórias. Eu e Dani, enquanto fomos um casal, fomos – mesmo! – propulsores de muita beleza, de muita coisa engraçada, de muito humor, de muita emoção, de muitas histórias que têm de ser contadas – e eu farei isso, sem compromisso, sem regularidade, mas farei.

Como eu sabia que ela tinha vindo ao mundo às 09h33min de 15 de outubro de 1971, e como eu sou um homem de ritos, às 09h33min do sábado de céu nublado fui ao mar de Copacabana, onde permaneci por quase uma hora, depois de ter oferecido a ela rosas brancas e amarelas, suas preferidas, e que jamais faltaram em nossa casa desde que fomos morar juntos, no final de 1999.

O que quero hoje é apenas agradecer a cada uma das muitas pessoas que se conectaram comigo no sábado e que tiveram a sorte de conhecer a Sorriso Maracanã. Foi muito, mas muito bacana mesmo, perceber que a emoção não era apenas a minha companheira, mas companheira de todos os que dela se lembraram no sábado… E foi muita gente, viu? Eu diria, sem medo do erro, que foram abertos os festejos na quinta-feira, com o presente inesquecível que ganhei da Roberta Sudbrack (vejam aqui), jantando no RS. Na sexta-feira, amigos queridos me convocaram para um jantar e para um brinde no Mitsuba, o restaurante japonês que Dani mais gostava, portento cravado na Tijuca, e fomos a maior das mesas do salão, das 21h às 02h de sábado. Acordei cedo no sábado e fui ao florista que, ao me ver, ao saber da razão daquelas flores, deu-me de presente as rosas como um presente pra ela. No Real Chopp, em Copacabana, depois de ter ido ao mar, um desfile de amigos queridos, de telefonemas de todos os cantos do mundo, de manifestações incessantes de saudade, de amor, de alegria por conta do convívio que ela proporcionou a todos. E dei por encerrados meus festejos somente na noite de domingo, na roda de samba do Bip-Bip, em Copacabana, bar que tantas vezes freqüentamos juntos – e mais uma vez muitíssimo bem cercado, depois da domingueira no imprescindível Aconchego Carioca, onde – de novo! – brindamos a ela.

Um final de semana profundamente intenso – como ela bem merecia.

Agora é seguir, meus poucos mas fiéis leitores. E seguir em condições de agradecer pelo que está por vir.

Até.

4 Comentários

Arquivado em confissões

4 Respostas para “FLORES AO MAR

  1. Tia Betrinha

    Dudu, linda a homenagem a Dani. Todo meu carinho para seu coração. Muitos beijinhos Tia Betinha

  2. ANTONIO CARLOS

    como Dani era e é querida….e vc tbm Edu,,,,,

  3. Daniel A. de Andrade

    Lindo, Edu. Como sabes, eu me emocionei um bocado na semana passada com esse seu pedaço aqui. Um grande abraço,
    Daniel

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