NOEL ROSA – 100 ANOS

Eis que amanhã Noel Rosa faz 100 anos. Não vou fazer do balcão virtual do BUTECO oratório para chorumelas ou arengas contra a calhordice da prefeitura calhorda do Rio de Janeiro que ignora solenemente a data. É uma vergonha, é verdade, mas não se poderia mesmo esperar nada diferente de uma administração que parece querer marcar sua atuação por conta da chamada operação “choque de ordem”.

O povo carioca, entretanto, é mestre na arte da subversão da ordem. E historicamente dispensa o auxílio do poder constituído para fazer suas festas que também historicamente sempre lhe foram sonegadas, boicotadas, proibidas até.

Amanhã, portanto, é dia do carioca sair às ruas (como sempre, aliás…) e brindar à memória de Noel. Beber, cantar, jogar porrinha, fazer samba, fazer troça, incorporar o espírito do homem que em tão pouco tempo de vida nos deixou um legado que está aí, quase um século depois, vivo e impregnado no imaginário popular.

O BUTECO fica, portanto, até segunda-feira, exibindo Noel através do traço inconfundível do mestre Loredano, um homem que, como o Poeta da Vila, ama o Rio de Janeiro inifinitas vezes mais que qualquer administrador oportunista como os que ora ocupam os cargos de comando da cidade.

Como dica para amanhã indico a roda de samba que outro carioca máximo, Rodrigo Ferrari, fará em frente à livraria FOLHA SECA, na rua do Ouvidor 37. Mas o ponto alto, quero crer, será mesmo na Vila Isabel, no Boulevard 28 de Setembro, onde viveu Noel Rosa. É lá que ele “vaga na noite e no dia, vive na Terra e no céu”.

Até.
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5 Comentários

Arquivado em gente, música, Rio de Janeiro

5 Respostas para “NOEL ROSA – 100 ANOS

  1. >Esperar que a turma pós tukana do choque de ordem preste homenagem ao gênio da desordem, da bandalha e da putaria, dos primeiros brancos a subir morro e fazer samba; é muito otimismo!Abraços.

  2. >A Vila não esqueceu do seu poeta, teve evento quase o mês todo…

  3. >Noel sempre me faz lembrar da minha carioquíssima avó, nascida na Tijuca e moradora da Vila, vizinha e grande amiga do homem. E das inúmeras histórias que ela contava, como por exemplo a do Noel fugir pelo telhado de casa prá ir pruma festa com o terno do meu tio, um jogador de basquete… Segundo ela, o "Seu Rosa" queria é que o poeta estudasse medicina, olha só…Parabéns poeta!Caíque

  4. >Edu, se você me permite, mais uma. Noel soube que estava tuberculoso. O médico era o Dr. Edgard. Meu avô e minha avó, amiga dele, levaram o cara prá lá. Em Petrópolis, pararam na casa do meu bisavô, já bem velhinho. Noela achou um violão das minhas tias-avós e meteu uma embolada, com bichos usando coisas de gente, tipo cobra de suspensório e quase mata o coroa, que rindo, engasgou feio…

  5. >Parabéns, linda homenagem. Beijos

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