DECLARAÇÃO DE VOTO N´O GLOBO

Foi o professor Luiz Antonio Simas que acabou de desligar o telefone. Ligou-me, confirmou o encontro que tem comigo hoje à noite – vamos conceder entrevista para o portal da Copa do Mundo de 2014 do Ministério do Turismo (aqui) – e disse, sôfrego:

– Meu Deus! Você já leu a coluna do Chico Bosco de hoje?

Fui, como sempre, franco:

– Não.

E ele prosseguiu, teatral:

– Se o Brizola criou a expressão UDN de tamancos quando, há décadas, referiu-se ao PT, está criada, definitivamente, uma nova expressão…

Entrei no jogo:

– Qual?

– O PV da Marina Silva é a UDN de cocar! Chico Bosco declara voto na Marina… mas isso não é o que há de mais impressionante em sua coluna…

– O quê há mais?

– Ele diz, Edu, que o Merval Pereira é imprescindível! – e deu de gargalhar feito Exu-Caveira.

Fui ao jornal. E quero lhes dizer uma coisa antes de lhes mostrar trechos do texto.

Conheço o Chico, pessoalmente, por quem tenho profundo respeito. Mas quero crer que ele pisou feio na bola nesta quarta-feira, 29 de setembro. E quero lhes dizer o por quê. É evidente que não terei um por cento de sua audiência, eis que O GLOBO é lido por milhares, milhões de pessoas – na versão impressa e na digital (que é o meu caso, já que não gasto um centavo com o jornalão). Mas aqui, no meu pedaço, faço o meu barulho particular.

Não terei a audiência do Chico e não tenho a bagagem do malandro: no artigo são citados F. Scott Fitzgerald, Thomas Jefferson, Tales Ab´Saber. Não sou dado a freqüentar a casa do saber (propositalmente com minúsculas), não me arrisco a filosofar (nem em português, que dirá em alemão), não sou in, não sou cult, e por todas essas razões somadas a muitas outras que não convém elencar para não cansá-los vou jogar minha bolinha rasteira pra lhes dizer o por quê de minha aguda decepção com o artigo do Chico. Vou me valer, entretanto, da levantada de bola que o ensaísta propõe logo no primeiro parágrafo.

Se eu entendi sua proposta, se o “cenário político brasileiro, às vésperas das eleições, exige um modo de pensar fitzgeraldiano”, e se devo ter a “habilidade de sustentar duas ideias opostas na mente, ao mesmo tempo, e ser capaz de operar desse modo” para ser “fitzgeraldiano” vamos às minhas operações (e que me parecem até muito simples).

Assim como me falta bagagem para travar uma batalha de idéias com o Chico Bosco, faltam-me, também, as palavras para expressar minha convicção de voto em Dilma Rousseff depois do que disse, em texto recente, a professora Maria da Conceição Carneiro Oliveira, a Maria Frô. O texto a que me refiro pode ser lido, na íntegra, aqui. Por ora, destaco:

“O Brasil de hoje apesar dos problemas que ainda tem deu um salto qualitativo sem precedentes e não é apenas em sua economia que faz com que o presidente Lula seja aclamado internacionalmente e que equipe da Al Jazeera inglesa se desloque até o interior de Pernambuco para conhecer um progama modelo para o mundo de combate a fome. O salto qualitativo passa pela consciência de muitos brasileiros que aprenderam que a política é um bem de todos e que uma boa política pode salvar vidas e uma má política pode nos levar a morte.

O Brasil de hoje dá muito mais chances ao jovens de periferia como as que eu não tive.

Diego Casaes é só um exemplo do Brasil de hoje: um jovem negro que saiu da periferia de Salvador, falando inglês com fluência foi para Copenhague cobrir a COP15. Diego além de trabalhar com cultura digital é colaborador do Global Voices e toca um projeto com as dimensões do Eleitor 2010. Ele é só um dos meninos que conheço que não teve seu talento e todas as suas potencialidades assassinadas pela falta de oportunidade de um Brasil que, anterior ao governo Lula, era só exclusão. Diego Casaes foi aluno do Prouni, o mesmo programa que o DEM, partido da coligação do PSDB, quer acabar e para isso entrou com ação de inconstitucionalidade no STF.

O Brasil de hoje do PROUNI está formando mais de 400 médicos filhos de faxineira, empregadas domésticas e uma infinidade de outros trabalhadores braçais que nunca sonharam em ter seus filhos na universidade.

O Brasil de hoje é um Brasil que nos faz ter orgulho de ser brasileiros, apesar de toda a tentativa perversa de uma mídia monopolizada e partidária desmoralizar o presidente mais popular da história do país.

O Brasil de hoje fez a maior capitalização da história mundial de uma empresa, a Petrobras, que cada dia é mais brasileira e que garantiu as riquezas do pré-sal para o povo brasileiro.

O Brasil de hoje tem a chance de eleger em primeiro turno uma mulher com uma história de vida e uma história pública de decência, voltada para a luta contra a ditadura militar e que foi presa e torturada por isso.

Por isso e por todas as realizações do governo Lula – as quais Dilma representa a manutenção e a ampliação dos avanços deste governo transformador – que a cada e-mail perverso que recebo contra Dilma, a cada manchete vergonhosa que leio na mídia que vota em Serra, a cada site fascista, proselitista, reacionário onde leio postagens mentirosas, a cada mensagem estúpida e detratora que leio no twitter, apesar de fazer o meu estômago revirar (nem nos meus piores pesadelos acharia que os adversários pudessem fazer uma campanha tão baixa), aumenta a minha gana para sair às ruas, conversar com as pessoas, discutir política, ouvi-las e dizer porque minha candidata é Dilma Rousseff.

Meu pai e minha mãe estavam de viagem marcada para Salvador para o final de setembro e adiaram-na para o dia 04/10. Eles votarão em Dilma Rousseff. A Ana, mensalista aqui de casa, vai se deslocar até a sua cidade pra votar em Dilma Rousseff.

Quanto a mim, mantenho viva aquela adolescente do comício da praça Princesa Isabel, a mesma adolescente que lutou por melhores condições de vida e trabalho, que ia para Vila Socó discutir política com os trabalhadores, que se indignou e brigou para que Cubatão deixasse de ser o Vale da Morte. Por isso, nos próximos cinco dias até a eleição vou continuar ligando e conversando com todos os que conheço, convidando-os a refletir sobre a importância de suas escolhas para o futuro do nosso país.

A mídia que vota em Serra e que durante oito anos fez oposição ferrenha ao presidente Lula, chamando-o até de estuprador (sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do presidente) está fazendo seu trabalho. Está defendendo seu projeto neoliberal, privatizador, excludente, porque a vitória de Serra assegura seus interesses econômicos. Esta mídia não mediu e não medirá esforços pra conseguir seu objetivo. Ela não tem ética alguma, publica notícias e documentos falsos, como a Folha de São Paulo fez quando publicou, em primeira página, a ficha falsa de Dilma produzida por um blog de extrema-direita.

Resta-nos, portanto, a mim e a todos os brasileiros que fazem oposição a este projeto conservador e reacionário, com nosso trabalho de formiguinha, resistir, ir à luta e garantir a vitória de um Brasil mais inclusivo e cidadão. À luta, companheiras e companheiros e até a vitória sempre.”

Tenho pouco – ou nada, para ser mais preciso – a dizer depois da brihante dissertação da professora Maria.

Mas vamos ao “pior momento”, como sinalizou o também professor Luiz Antonio Simas:

Tenho, pelo Merval Pereira, o mais absoluto desprezo. Jornalista alinhado com a direita mais retrógrada – não por acaso foi a estrela de um recente encontro a portas fechadas no Clube Militar, no Rio de Janeiro -, é daqueles que me faz ter orgulho por ter cancelado, há muitos anos, a assinatura do jornal comandado por uma chusma que me dá engulhos: ele próprio, é claro, Cora Rónai, Artur Xexéo, Arnaldo Jabor, Patrícia Kogut, Ana Cristina Reis e outros tantos. Mais: a direção para a qual aponta o dedo de Merval Pereira é indicativo do caminho que nunca vou seguir. Por isso, na minha tijucaníssima visão, Chico Bosco pisou feio na bola.Há muitos dias que Merval Pereira vem tentando inflar a candidatura de Marina Silva. Nada contra – quero fazer a ressalva – a legitimidade da candidatura verde. Mas o oportunismo no qual se agarra a candidata tem, de fato, um alcance e uma perspectiva muito perigosa. Quero crer que por conta disso – desse perigo – o professor Luiz Antonio Simas falou em “UDN de cocar”. O jornalista Merval Pereira defende, e não é de hoje – e aí reside a baixeza e a pobreza de seu raciocínio – que apenas a tal “onda verde” poderá tirar votos de Dilma Rousseff, fazendo com que Serra, e não Marina, chegue ao segundo turno. Isso porque José Serra, como sabemos todos, patina, desde priscar eras, na preferência de no máximo 30% do eleitorado brasileiro.

O que quero dizer, com todas as letras, é que até uma calopsita sabe que Marina Silva, oportunista até o último fio de cabelo lavado com shampoo da NATURA, passou a fazer parte do jogo da direita, que está, por sua vez, usando o verde (oliva?) para impedir uma rotunda derrota de José Serra já no primeiro turno. Em apertada síntese, Merval Pereira – o “imprescindível” na visão do ensaísta – passou a considerar o crescimento de Marina Silva imprescindível (a repetição é de propósito) para os objetivos do PSDB. Daí ter passado a inflá-la em suas colunetas… O que é surreal, convenhamos. José Serra, quando Merval Pereira passou a pregar a “onda verde”, tinha em torno de 25% das intenções de voto. Marina tinha 10%. Não que o quadro tenha mudado muito, apesar do esforço patético do DATAFOLHA, reiteradas vezes desmentido pelos demais institutos de pesquisa, mas a combinação de vilania com burrice implementada pelo raciocínio de Merval Pereira é assombrosa.

Vai daí que a expressão “estatura moral e simbólica” usada por Chico Bosco me parece, mesmo, adequadíssima à “UDN de cocar”.

Termina seu ensaio, o Chico Bosco, dizendo – então – que seu voto vai para a candidata que aponta “para um projeto civilizatório que ultrapasse o desejo, humanamente acanhado, de comprar um iPone ou uma TV de plasma de 30 polegadas.”.Falta-me, a partir desse desfecho politicamente acanhado – eis que as conquistas do governo Lula são infinitamente maiores e menos palpáveis do ponto de vista meramente materialista – qualquer outro argumento.

E cabe sinalizar, para terminar, que o “imprescindível” Merval Pereira, hoje, comemora o que ele chama de “mudança de vento”.

Onda. Vento. A que outro fenômeno recorrerá o “imprescindível” para tentar mudar o voto do eleitor brasileiro, único fenômeno capaz de decidir uma eleição?

Até.

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14 Comentários

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14 Respostas para “DECLARAÇÃO DE VOTO N´O GLOBO

  1. >Com todo o respeito ao Chico Bosco, mas trata-se da opinião de mais um filho da classe média alta, intelectualizada, que provavelmente nunca sujou os sapatos de barro para conhecer de perto a realidade do povo brasileiro e ver, com seus próprios olhos, as transformações que o governo Lula está operando neste país. Em tempo: ontem, conversando com o porteiro do prédio onde moro, ele me contou, emocionado, que seu filho mais novo vai se formar em Direito. Graças ao PROUNI. É o primeiro membro da família a se formar numa faculdade. É o primeiro a romper o ciclo de exclusão que parecia uma sina, um castigo, um desígnio – cito aqui as palavras usadas pelo porteiro. Ele sabe que deve isso ao governo Lula. O povo não é burro e muito menos ingrato. Beijo.

  2. >Estou abaixo de uma calopsita na escala da natureza, quem diria… E, assim como o Chico, voto Marina Silva.

  3. >Esse Marcelo Moutinho nunca me enganou…sempre que o vejo nos pagodes da vida tipo Rena, Samba da Ouvidor e Santa Luzia o identifico em genero, numero e grau com Moacir Luz, Cora Ronai, Ed Motta e quetais!Por mais que eu me esforçe e leia os seus ensaios, livros e blog não enxergo o Partido Alto, o Samba de Breque ou o Mano Decio ou Candeia, no maximo um sambinha chinfrim que a 'tchurma' chama de Bossa Nova.Gostaria de ve-lo num sábado aqui no Quilombo de Iraja ou na Feijoada do GRES Quilombo em Fazenda Botafogo (sair da Casa-Grande e dar um pulinho na Senzala), aí ele entenderia o que é votar na Dilma e ter cidadania de fato e curtir um samba de verdade!!!!

  4. >Bruno: pululam manifestações como as do seu porteiro. Não por outra razão achei rasos os argumentos do Chico, até porque iPhone e TV de plasma nunca fizeram – e ainda não fazem – parte do imaginário de quem não tinha nada e passou a ter, ao menos, dignidade. Beijo.Moutinho: não entendi. O que eu disse é que até as calopsitas sabem que a direita passou a inflar a tal "onda verde" em benefício próprio, não por conta da candidatura da Marina. Você discorda disso? E eu espero que sua afinidade, neste texto, com o ensaísta, se resuma ao voto. Ou você também considera Merval Pereira "imprescindível"? Abraço.Quanto ao implacável: sempre me causa desconforto responder a quem não se apresenta. O que posso adiantar é você é que não acredito que o Moutinho recuse um convite para o Irajá ou mesmo à Fazenda Botafogo. Isso, também imagino, se ele soubesse quem faz o convite.

  5. >Edu: nem sequer leio a coluna do Merval. Chata pacas.

  6. >Se me permite, Edu, um comentário com um cunho diferente, quero apenas dizer que tenho gostado muito do seu buteco. Considero os seus posts muito interessantes que me fazem pensar em algumas coisas a partir de outros lugares..Venho sempre e hoje quis te contar isso. E terminar dizendo que interessante mesmo deve ser sentar num buteco de verdade enquanto vocês e seus amigos discutem esses assuntos e tomam umas cervejas…Um beijo!

  7. >Será q quem vota na Marina tem dimensão dos perigos da mistura entre religião e Estado? Ela não pensará duas vezes antes de misturar as coisas. Exemplo, impondo o ensino religioso confessional nas escolas, o ensino da teoria criacionista, sendo contra o aborto, contra as pesquisas em células tronco…

  8. >Eugenia, vá ler o que ela fala e não o que falam que ela fala. Vc, tão crítica da "mídia", repetindo uma besteira dessas. Seja razoável de ao menos ouvir a candidata antes de sair reproduzindo mentiras. (Aliás, quem falou contra o aborto ontem foi a sua candidata, Eugenia).

  9. >Quem está pautando o tema aborto é o PIG, a Dilma foi instada a se manifestar…Veja a capa do jornal dos Marinhos, hoje….

  10. >Considero sagrado o direito ao debate e acredito que idéias contrárias são mais do que necessárias, até para fortalecimento das nossas convicções. Mas está demais a baixaria orquestrada pela oposição. Pior que isso, só a manipulação do debate Collor x Lula. Gosto muito do Francisco Bosco, mas ele sofre do mesmo mal dos colunistas do Globo: é um desastre discutindo política. Ronái falando de gatinhos, Xexéo de mala do ano, Bosco falando de filosofia. Assim que tem que ser. Quando saem de suas esferas, que me perdoem, mas parecem papagaios repetindo palavras de ordem ditadas pelo patrão. Não consegui ler a coluna toda, me recusei. Mas sem problemas, pois Dilma ganhará no domingo e em breve esse delírio hidrófobo acabará e voltaremos ao normal. E o Bosco também.

  11. >Instigante e perspicaz o comentário que corre nas hostes dilmistas sobre Marina Silva e seu partido: “o PV da Marina é a UDN de cocar”. Algo parecido surgiu na atmosfera radicalizada de 68, quando o poeta Ferreira Gullar, ligado ao PCB, não pode falar numa reunião envolvendo uma platéia de estudantes radicalizados e favoráveis ao “caminhando e cantando…”. Ontem, os donos da verdade censuraram um nordestino com cara de índio porque ele era diferente; hoje, novamente, os arautos das praias paradisíacas do lulismo censuram uma negra amazônica, que não gostou do que viu e tenta colocar sua colherinha neste Éden em que vivemos. Acompanho seus comentários e acho fascinante a sua divisão entre esquerda e direita na política brasileira. Sou meio “dodo”, como o personagem da peça Ponto de Partida, de Guarnieri, e gostaria, a título de contribuição simplória, mas nascida no fundo do coração, apresentar algumas características de um verdadeiro governo de esquerda, popular e comprometido com sublimes transformações: crescimento partidário menosprezando as práticas da “democracia burguesa” que substituía o autoritarismo da ditadura nos anos 80 e a crítica moralista e radical aos velhos líderes do bom PMDB, como Ulisses Guimarães, Severo Gomes, Tancredo Neves e Marcos Freire; participação no processo constituinte e decisão radical de não assinar aquilo que havia elaborado; atuação na queda do outrora inimigo Collor de Melo e num ato de esquerdismo iluminado se negar a participar do governo Itamar, permitindo que o “Pefelê” se aboletasse nas mamatas do Estado; aliança política com o bom e velho PMDB jamais, mas sim com Renan Calheiros e Collor das Alagoas de Fabiano e Paulo Honório; Jader Barbalho do Pará de Eldorado dos Carajás; dos Sarneys do Maranhão da Balaiada, de Ferreira Gullar e de João do Vale; e Michel Temer, o mordomo de filme de terror, que, se tirada qualquer dos países baixos do poder oligárquico e corrupto, lá estará ele pendurado; governo que se ufana com uma economia que produz os maiores lucros da história dos bancos, saqueia a classe média, ignorante é bem verdade, para distribuir, dos remediados aos miseráveis, migalhas, revivendo um verdadeiro curral eleitoral de pedintes em busca de um genuflexório; governo de esquerda seria a aliança entre máfias sindicais, potentados burgueses selvagens, brincando de iô-iô com massas desvalidas e sem esperança; projeto de esquerda em ação é aquele que aceita de bom grado os ensinamentos do mestre Delfim Neto e o apoio do mago das mil mãos Cagaluf, legítimos representantes dos tempos em que o milagre aconteceu e surgiu, nos céus varonis do Brasil, aquele que nos salvaria e nos levaria até a Canaã do consumo a prazo; governo modernizador é aquele em que o presidente bate no peito dizendo: não leio, não estudo, mas falo, e falando engano milhões, como fizeram o bigodudo da antiga União Soviética e o bigodinho naqueles doze anos macabros da velha imperial Alemanha – o velho José já dizia que “uma mentira martelada…”, o resto você já sabe. É bom que se diga que até agora não usaram do garrote vil, mas quem sabe o comissário dirceu, o agente genuíno, o beleguim palocci e o cone de saias não o façam, para garantir um verdadeiro governo dessa esquerda. E, por último, ou melhor, por ora, governo moderno e de esquerda é aquele que saqueia o Estado nacional, não armado de fuzis nem de flores, mas de cuecas, erenices, aloprados e ‘dossieus’, e diz que quem está incomodado é um udenista de cocar ou de toga ou de diploma ou… É, cara pálida, o buraco é mais embaixo! Esquerda que é esquerda, e não um ajuntamento de papa-hóstias, sindicalistas arrivistas e stalinistas cuecões, defende profunda democracia, ampla justiça social e cultural e republicanismo clássico. O resto é barulho.

  12. >"Ronái falando de gatinhos, Xexéo de mala do ano, Bosco falando de filosofia. Assim que tem que ser". Como tem dono da verdade nesta eleição…

  13. >Osmar Potim, vc é barulho…Se acha o dono da verdade!!!

  14. >Edu,Sou teu leitor assíduo. Cheguei aqui através dos bons conselhos do nosso amigo comum Claudio Yida Jr, do "Chuta que é macumba". Já fui honrado com um comentário seu no "Papo na Colina", blog vascainíssimo que mantenho. Sugiro essa leitura:http://www.idelberavelar.com/13 razões para votar em DilmaEstamos juntos.Em tempo: sacanagem o que fizeram com o grande Galinho. Teu clube precisa de um Lula, cara. Há uma casta de ladrões lá que não largam o osso. A segunda divisão talvez fizesse bem ao Fla.Abraços.

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