Arquivo do mês: julho 2010

>DO DOSADOR

>

* Se viva fosse, Elizeth Cardoso completaria, hoje, 90 anos da idade. Eu disse “se viva fosse” e já me corrijo. Elizeth Cardoso, a Divina, está vivíssima – ao menos em mim. Em mim e no panteão sagrado das grandes cantoras brasileiras, ela que foi uma cantora fenomenal, dona de uma voz capaz de imortalizar todas as canções que gravou. Ela, que é do tempo em que as cantoras brasileiras formavam uma galeria que não deixava nada devendo às maiores divas da canção popular do mundo inteiro, e não uma vitrine de sapataria. Usava vestido, não usava cueca. Cantava o amor, não cantava que estava grávida de um liqüidificador. Mas isso deixa para lá. Ergo o copo cheio de chope com espessa espuma à memória de Elizeth Cardoso, que nasceu – diga-se – na rua Ceará, na Praça da Bandeira, coladinha na Tijuca. E fiquem com Elizeth cantando JAMAIS (uma de minhas canções preferidas, entre as 10 mais, fácil!), de Jacob do Bandolim, em gravação ao vivo, feita no Rio de Janeiro. A ouvi pela primeira vez quando ganhei, ainda menino, das mãos de minha avó, o LP duplo, gravado ao vivo no Teatro João Caetano, em 1968, com Elizeth Cardoso, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim.

* a cada vez pior coluna GENTE BOA, d´O GLOBO, lança luzes, hoje, sobre dois anti-gente-boa: José Serra e Diogo Mainardi. Vai moldando, assim, cada vez com mais perfeição, a cara desde sempre lastimável daquele pedaço do SEGUNDO CADERNO do jornalão;

* algum comentário sobre quem se denomina “butecólogo”? Tsc;

* hoje é sexta-feira, e como vocês sabem sexta-feira é dia de debate político do PSOL no Buraco do Lume (ou na Praça Mário Lago, como prefere o vereador Eliomar Coelho). Lá estarão os candidatos do PSOL cercados entre si. É sempre assim: alguém sobe no caixote de madeira (não, não é piada, o palanque do PSOL é um samaritano caixote de madeira chamado carinhosamente pelo apresentador do debate de “esse banquinho” – se duvidam, vejam aqui) e fica discursando (eles preferem “debatendo”) para os próprios pares – não há platéia. Como me disse uma vez o Felipinho Cereal em inspirada comparação, os passantes tratam o negócio com o mesmo desprezo com que tratam os pastores do apocalipse que gritam sozinhos pelo Largo da Carioca;

* em compensação, hoje tem caminhada com Lula e Dilma Roussef, da Candelária à Cinelândia, a partir das 16h. É a onda vermelha, como vem sendo chamada a caminhada pelos organizadores. Eis-me aqui, escrevendo diante do monitor, de vermelho da cabeça aos pés;

* faço aqui, publicamente, um mea culpa. Ou, se preferirem, uma espécie de pedido de desculpas. Antes, um pequeno intróito: acho, mesmo, que o PSOL (uma de minhas obsessões), está cheio de homens de boa vontade, com boas intenções – mas no lugar errado (e creio ser desnecessário fazer qualquer maior comentário). Marcelo Freixo (um dos mais atuantes e importantes deputados estaduais do Rio de Janeiro) é um deles, o menino Tiago Prata é outro, e por aí. Hoje, fuçando o YOUTUBE, deparei-me com uma faceta do candidato a deputado estadual Mozart Noronha que eu desconhecia. Como não vejo saída além da educação (e por isso, também, minha aguda saudade de Leonel Brizola, de Darcy Ribeiro), comoveu-me, franca e sinceramente, esta entrevista do pastor do PSOL. Aqui;

* já tenho definidos alguns de meus votos, e os declaro: Dilma Roussef para presidente; Lindbergh para o Senado (ainda a decidir o segundo voto); Brizola Neto para deputado federal; nulo para governador; e Cidinha Campos para o cargo de deputado estadual;

* recebi dezenas de e-mails perguntando sobre as receitas do III Rali realizado na mansão dos Zampronha, no sábado passado, de frutos do mar, coroado com uma paella valenciana que ficou – sem modéstia – espetacular. Mas vou ficar devendo. Além de não ter feito as fotos, como de costume, preparamos o prato, eu e a Sonia, com um leve receio de que não desse certo. Ledo engano. Ficou absurdamente bom. Quando repetirmos – e não tardará – prometo publicá-la.

Até.

3 Comentários

Arquivado em Uncategorized

>DO DOSADOR

>

* Estive ontem à noite, para Flamengo e Botafogo, no RIO-BRASÍLIA, buteco encravado na rua Almirante Gavião, na Tijuca (onde mais?), renascido das cinzas graças ao Jorge, que à moda de Moisés, devolveu ao povo a terra prometida surrupiada pela sanha dos ex-donos que abriram uma lanchonete ao lado. O buteco, reaberto oficialmente no sábado, vai aos poucos ganhando a cara do novo dono sem qualquer espécie de belmontização. Na companhia de dois amigos, vi a conta ser cobrada: inacreditáveis R$ 37,50 por 8 garrafas de Brahma, meia porção de carne assada, 5 salgados, três sardinhas (foto abaixo) e 2 caldinhos de feijão.

sardinhas do RIO-BRASÍLIA

Já disse e repito: não torço, em absoluto, pelo insucesso dos ex-donos. Mas foi engraçado ver um deles, na calçada, com cara de pároco diante da igreja vazia, observando a pequena multidão que se espremia naquele canto sagrado da rua;

* foi importante, sob todos os aspectos, a vitória do Flamengo sobre o Botafogo ontem à noite no Maracanã. Sob o impacto do crime que envolve o ex-goleiro Bruno, explorado de forma suja por grande parte da imprensa que tentou, de forma intolerável, unir o goleiro, o crime, o clube e a torcida no mesmo balaio, o time portou-se bem – aquém do que se espera de quem almeja o título mas além das minhas expectativas – e conquistou mais 3 pontos importantíssimos. Agora é torcer por mais uma vitória no domingo, fora de casa;

* sábado acaba, oficialmente, o festival COMIDA DI BUTECO 2010 aqui no Rio de Janeiro. Com ingressos vendidos a proibitivos R$ 50,00 (só a entrada), o festival que escorregou na maionese promete que “lá dentro todos os petiscos custarão R$ 10, o chope da Brahma custa R$ 5, o copo de 400ml, e na promoção chamada combo, 4 chopes custam, R$16”. Mais furada que isso, impossível;

* ouvi ontem, de um de meus psiquiatras-de-bolso, a seguinte frase, e tecia ele comentários ao texto que fiz publicar ontem mesmo, aqui:

– A pior raça que há é a tijucana. O cara sai pelo mundo e fica com saudade da Tijuca?! Inadmissível!

A Tijuca, disse o bardo Aldir Blanc, não é um estado de espírito, é um estado de sítio. Ou compreende-se a grandeza disso, dessa frase, ou não há condições, mesmo, de se entender o Felipinho.

Até.

8 Comentários

Arquivado em Uncategorized

>EXTRA TIJUCA NULLA SALUS

>

Fora da Tijuca não há salvação. A frase, que encerra uma verdade insofismável, reiteradas vezes dita (e escrita) por Danilo Medeiros*, exilado em São Paulo (mais precisamente no Brooklin Velho), é, na minha humílima e tijucaníssima opinião, de fato incontestável. Vejam vocês.

Meu queridíssimo Felipe Quintans, o espanhol Felipinho Cereal, está, desde o sábado passado, passeando pela Europa, um sonho que o tijucano acalenta desde o berço. Foi passar as férias por lá na companhia de mais de duas dezenas de Quintans, aos quais se refere, carinhosamente, como “galegada”. Serão exatos 30 dias de férias, de merecidas férias. O roteiro inclui a França, a Holanda, a Bélgica, Portugal e a Espanha.

Eis que tenho recebido, com inesperada freqüência (afinal imagina-se que alguém, flanando noutro continente, tenha pouco tempo para essa prática), mensagens pelo celular, por e-mail e mesmo pelo twitter denunciando um sofrimento agudo por parte do Felipinho. Agradecendo o envio que fiz de fotografias da parcela da família Quintans que ficou no Rio no dia da final da Copa, ele disse: “Belas imagens com minha família, obrigado. Que saudades da Tijuca. Paris não chega nem aos pés.”. E sempre por aí.

É o que eu queria lhes dizer. O cara está em Paris, diante da Torre Eiffel e tem saudade da escultura dos cachorros da praça Afonso Pena. O sujeito entra no Louvre e gane de saudade do museu da Quinta da Boavista. Pisa em Amsterdam, atravessa um dique qualquer e tem a visão do rio Trapicheiros. Visita o bairro da luz vermelha e chora lembrando da Vila Mimosa. Na Bélgica, com uma trapista nas mãos, lembra da casco-escuro do BAR DO MARRECO. Em Portugal, lamenta a distância da CASA DA VILA DA FEIRA E TERRAS DE SANTA MARIA. E na Espanha, mesmo entre os parentes nativos, tem alucinações pensando na casa de pedra da Almirante Gavião, verdadeira embaixada da Espanha na Tijuca.

É na Tijuca, meus poucos mas fiéis leitores, que reside o que há de mais bacana e bonito no Rio de Janeiro. Há o subúrbio, é claro, que também me comove. Mas a Tijuca é mais: a Tijuca concentra a informalidade da beira da praia sem a inconveniência da maresia que corrói os eletrodomésticos, a suprema elegância da solidariedade que reina no mais recôndito subúrbio, a fofoca lancinante que rasga biografias, a fé brasileira que une católicos, espíritas, macumbeiros, judeus ortodoxos, protestantes e evangélicos numa única rua (e mais de uma, e mais de uma!), a sobriedade dos melhores restaurantes, a simplicidade dos botequins mais vagabundos, e as moças – as moças… – mais bonitas do Brasil.

Sobre isso, sobre as moças, um testemunho.

Bebia eu, em meados de 1999 – eu havia acabado de me separar – na companhia de meu velho pai, de Aldir Blanc e do mestre do traço, Lan, num buteco pé-sujo na Conde de Bonfim, próximo à rua Garibaldi. Cerveja pra lá, conhaque pra cá, traçado pra lá, limão da casa pra cá, disse o Lan, vendo passar uma normalista, com seu sotaque inconfundível:

– Aldir, as pernas mais bonitas do Brasil estão na Tijuca.

Deu mais um gole. E fez a emenda:

– As pernas, só, não. As moças, Aldir, as moças…

Até.

* a frase reiteradas vezes dita por Danilo Medeiros é, em nome da verdade, “a Tijuca é a única saída”.

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

BELMONTE: A CASA CAIU

Janir Jr., o Guevara da imprensa esportiva carioca, é quem dá a notícia: Império em Decadência, que pode ser lido aqui, publicado ontem em seu blog, Rio de Chinelo, noticia em primeiríssima mão o início da derrocada dos investidores da nefasta rede Belmonte, há muitos anos – muitos, muitos! – acusada, aqui no Buteco, de ser uma praga terrível atentando contra uma de nossas mais caras tradições, o verdadeiro buteco, o botequim mais simples, o pé-sujo autêntico. Basta ler isso aqui, dá pra ter uma vaga noção do quanto batemos nessa nojeira que agora beira a falência.

Sempre incensado por gente que surfa na onda dos modismos que atentam contra a inteligência do mais distraído observador das coisas do dia-a-dia – leiam isso aqui – o Belmonte nunca me enganou. Disse, um dos entrevistados da Veja Rio (uma das maiores propagadoras da praga), sobre a rede e seu proprietário:

“Ficamos amigos. Ele faz sucesso porque descobriu a tempo que aquele boteco com banheiro sujo e croquete de anteontem já era.”

O erro (“a tempo” em vez de “há tempo”) é deles.

Fazendo jogo sujo de palavras, o entrevistado tentou reduzir todo pé-sujo (que só uma besta do alto da caixa craniana à sola do calçado confunde com um bar sujo) à categoria de insalubre. E aproveitou pra exaltar o sucesso que hoje vira pó.

Pequena pausa.

Vocês devem estar lembrados do que vou lhes contar (e que lhes adiantei aqui). Eulália, uma das organizadoras do Comida di Buteco, de fato nunca me procurou conforme havia dito que faria. Pois no domingo, depois da feira, atraquei no Aconchego Carioca, por volta das 11h, pra primeira do dia. E lá, de papo com uma amiga, fiquei sabendo de um troço que é, franca e sinceramente, lamentável. Segundo minha amiga – em que ponho fé – a dona Eulália teria sido orientada (por quem, não sei) a não me procurar (a razão também não sei). E notem vocês que assim prossegue minha sina plantada por meus detratores, conforme lhes disse aqui, em maio de 2010. Eulália é só mais uma que não gosta de mim – o que, a bem da verdade, não me incomoda – sem nem ao menos me conhecer. Fiando-se nos conselhos de não-sei-quem, foge do debate que ela mesmo me propôs. Voltando ao tema de hoje.

Resta dizer, por fim, que o estrago causado por esse lixo que é a rede Belmonte vai ficar. Bares bacanas foram comprados e destruídos pelos investidores que agora assistem à própria bancarrota. Pontos fabulosos, como o da Praça São Salvador, já foram maquiados e transformados em monstrengos insuportáveis.

A moda Belmonte passou, a onda baixou, e os surfistas-de-plantão, com a pranchinha imaginária, já fazem suas acrobacias noutras plagas.

Até.

7 Comentários

Arquivado em botequim, Rio de Janeiro

>DO DOSADOR

>

* Eis que temos a campeã da Copa do Mundo de 2010. A Espanha, sapateando sobre sua fama de fúria-broxa, venceu a Holanda por uma a zero – o mais largo placar por ela alcançado na competição – com um gol no final da prorrogação e levou a taça pra casa. Merecidamente, diga-se. A Holanda foi, o tempo todo, a seleção mais adepta da catimba, do cai-cai, do vitimismo covarde;

* assisti à partida – e vejam que gloriosa notícia! – no RIO-BRASÍLIA, fechado abruptamente no segundo semestre de 2008 (vejam aqui as últimas fotos tiradas lá). Ocorre que o Jorge, um morador da área, órfão como eu desde o fechamento do fabuloso buteco, comprou o ponto do Joaquim (que ainda mantém, ao lado, a lanchonete que inaugurou logo após o fechamento do portento) e ergueu as portas de aço na sexta-feira à noite. Pois pra lá nos dirigimos, ontem, eu, Betinha, Claudinha, Flavinho, Henrique Blom, Leo Boechat, Luiz Antonio Simas e Vidal. Pela manhã, depois da feira, recebi na Tijuca, orgulhosamente, Marcos Bressan e membros da malta palestrina. BAR DO CHICO, COLUMBINHA e depois RIO-BRASÍLIA, onde unimo-nos todos. O Jorge – desde ontem chamado de Moisés por ter devolvido, ao povo, a terra prometida – começou bem: a cerveja estupidamente gelada, pastéis sensacionais e caldinhos (ontem, de ervilha e de abóbora) incríveis. A conta? Inacreditáveis R$ 58,00. Já volto ao jogo;

* realizou-se, no sábado, na Mansão dos Zampronha, o III Rali, dessa vez de frutos do mar, coroado com uma paella valenciana que trouxe, na véspera, o sabor da vitória espanhola. O medo de preparar, pela primeira vez, uma paella, esvaneceu-se diante do êxito que foi o troço;

* ao lado do RIO-BRASÍLIA, na pacata Almirante Gavião, há uma enorme casa de pedra onde reside a família Quintans, da qual faz parte o Felipinho, na Europa desde a manhã de sábado. E lá estava – falei com ele pela manhã – seu tio, o Celestino, mais conhecido como Espanhol. Pois no instante do gol da Espanha o que se viu – e se ouviu – foi, agudamente, um ato de ópera. As mulheres (as primas, as tias, novas e velhas) davam gritos, urros, e o alarido foi impressionante. Havia na casa um único homem (vivo, diga-se), justamente o Espanhol. Lá estava o Manolo (eu vi), e ouvi também, depois do apito final, Montserrat Caballé cantando MIO BABBINO CARO, gargalhando estridentemente acompanhada pelo rufar dos sapatos das espanholas enlouquecidas. Fui ao portão e eis o que vi: as tias batiam as cabeças, em compasso, na parede. Gritavam e choravam alto. Uma das primas do Felipe me viu e abriu-me a porta. Exibiu-me, como um troféu, um banquinho de madeira maciça rachado e com os pés quebrados. Fora o Espanhol, em fúria no instante do gol. Tocou o telefone e era, justamente, o Felipinho. Em prantos, o pequeno espanhol, falou com as tias, com as primas, com o Espanhol, comigo e com Leo Boechat que, contaminado pelo furacão espanhol, gritava – incompreensivelmente – para espanto da espanholada:

– A casa caiu, Felipinho! Tô aqui, tô aqui, tô aqui!

O Espanhol, que já havia detonado uma garrafa de Rioja pela manhã, que bebeu caipirinha durante todo o jogo, ainda foi ao RIO-BRASÍLIA pra brindar conosco.

Até.

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized

>ASSIM AGE A TUCANALHADA

>

Diretamente do blog do Nassif:

“Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.”

Até.

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

>HORTO GRAFIA

>

E não é que o jornal O GLOBO – redação de Gustavo Goulart – contribui para nossa série HORTO GRAFIA?! E tome de violência e agreSSão contra a Língua Portuguesa!

O GLOBO ON LINE de 08 de julho de 2010

Até.

1 comentário

Arquivado em Uncategorized