Arquivo do mês: maio 2010

>COMIDA DI BUTECO 2010 – OS DOIS PRIMEIROS CONFIRMADOS

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Os organizadores do COMIDA DI BUTECO mantêm, no site oficial do festival, a um dia do início do troço, um mistério bobo sobre os participantes da edição 2010 do Rio de Janeiro. O site da revista RIOSHOW, d´O GLOBO ONLINE, entretanto, já expõe dois dos bares que integrarão a lista.

Um deles é o ORIGINAL DO BRÁS, em Brás de Pina, campeão em 2008 e vice-campeão em 2009. Vamos ao que diz o jornal:

“Para participar do festival Comida di Boteco, o bar preparou um pestico especial: BRASILEIRINHO ORIGINAL, iscas de carne de sol servidas com purê de mandioca feito com maionese Hellmann’s e flocos de alho frito (R$18).”

Olha a maionese aí, gente!

O segundo é o ENCHENDO LINGUIÇA, no Grajaú:

“Para participar do festival Comida di Boteco, o bar preparou um pestico especial: DAS TRIPAS CORAÇÃO, porção de linguiça feita na casa com coração de frango. Acompanha polenta frita, cebola temperada no vinho e ovos de codorna (R$36).”

Aparentemente, sem a maionese do patrocinador. Vamos acompanhar de perto.

As informações estão aqui e aqui.

Até.

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>TRÊS MOMENTOS

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Dirão meus detratores:

– Lá vem o Edu, de novo, falar do Moacyr Luz.

Sim, meus poucos mas fiéis leitores, eis-me aqui, de novo, falando do compositor que tem Cora Rónai como sua porta-voz, Roberta Sudbrack como sua fada particular e o ASTOR BAR como a mais autêntica esquina carioca. O compositor que canta, por aí, “eu não resisto aos botequins mais vagabundos” deveria ficar apenas no breque “marquei bobeira”, do mesmo samba. É o que mais tem feito de uns tempos pra cá.

É que recebi de um bombeiro de gasolina, às 9h33min da manhã de hoje, um e-mail com o seguinte teor:

“O que é aquela foto do Moacyr abrindo os braços como num êxtase, tendo ao fundo a Torre Eiffel? Que coisa mais PSDB, mais classe média deslumbrada…”

Fui ao blog do compositor, li o texto DIÁRIO (aqui), e deu-se a bulha. Disse de mim para mim:

– Vou expôr, mais uma vez, uma das flores mais profícuas do meu jardim rodrigueano de obsessões.

Eu, que ponho a mão na fogo por cada uma das pretas velhas que me atende na feira dos domingos, por cada um dos malandros maneiros e trabalhadores que me atende na feira das quartas-feiras, que muitas vezes escolhem pra mim as frutas, os legumes e as verduras, não conseguiria ficar calado diante do deslumbre do compositor, encantandíssimo com a feirante loura de olhos azuis com quem esbarrou na França, onde está a trabalho. Vejam o que diz o compositor (sim, Dr. Handofsky, sei que estou provavelmente revolvendo o fundo da lagoa de Araruama).

print do blog do compositor Moacyr Luz

Como tem coragem de dizer uma barbaridade desse tamanho, o compositor? Ele que durante anos pôde armar sua barraca de feira na feira da Garibaldi (que acabou virando um curta-metragem, um projeto…) graças à generosidade e à sinceridade da cidade que chama de minha e que serve de mote para dez em cada dez projetos que apresenta ao Ministério da Cultura? Como?

O deslumbre não cessa por aí. Repetindo o jargão da classe média mais mesquinha, diz que paga impostos (e blá-blá-blá) e elogia os trens da cidade francesa que visita e o meticuloso cálculo que deixa calçada e vagão no mesmo nível. Geme, no final da frase… “Pensei (…) no asfalto que recebo em troca”. Não pensou no que recebe de bom em troca, não, não pensou. Acaba por aí? Não. Vamos em frente.

print do blog do compositor Moacyr Luz

Fecha o lastimável texto com uma foto de gosto duvidoso. De braços abertos diante da Torre Eiffel, o compositor comemora sabe-se lá o quê e anuncia seu parentesco com a cidade-luz, num trocadilho infâme.

print do blog do compositor Moacyr Luz

Pra mim, que cultivo a flor a que me referi, apenas mais um indício da (in)coerência que vem norteando os caminhos do compositor. Meus detratores, os que vêem Moacyr Luz como uma entidade e não como um artista popular que vem pisoteando sobre o Rio de Janeiro como uma dançarina espanhola pisoteia os tacos corridos de um palco, atirarão mais pedras em minha direção. Melhor assim.

Como venho construindo um muro de heras que protege meu jardim dando a ele um caráter de irrefutabilidade ao que digo e escrevo (e é isso que meus detratores não perdoam em mim, um obsessivo até na hora de fundear meus argumentos), relaxo.

Au revoir, Moacyr Luz. São Sebastião do Rio de Janeiro, compositor, ainda pode, sim, se salvar. Sem perfídia, de preferência, que de deslealdade a cidade está cansada.

Até.

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>PODER É PODER

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A coluna de Ancelmo Gois, de O GLOBO, dá a nota abaixo na edição de hoje.

nota publicada em O GLOBO de 26 de maio de 2010

Ancelmo Gois e o jornalão (e o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), entretanto, parecem não se importar com o caso, infinitamente mais grave, que envolve o atual presidente do TJRJ, Luiz Zveiter (aqui). Tsc.

Até.

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>DO DOSADOR

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* Segundo o site do festival COMIDA DI BUTECO – neste exato instante em que lhes escrevo -, aqui, estamos a 2 dias, 11 horas, 47 minutos e 1 segundo do início do troço. E até o presente momento, conforme eu já havia lhes contado aqui e aqui, não se sabe quais os participantes da edição 2010 do festival. Também me sinto no dever de lhes informar que não tornou a me telefonar, como prometera, uma das responsáveis pelo projeto COMIDA DI BUTECO, Sra. Eulália. Não me causa estranheza. Fui, quero crer, quando dei a ela, por telefone, meus argumentos para ter dito o que disse sobre o festival, bastante incisivo na marcação de minha posição. O que não impediria, por óbvio, nosso encontro. Infelizmente não fui procurado. Resta aguardar 2 dias, 11 horas, 41 minutos e 37 segundos (sou preciso do início ao fim) para sabermos quem topará participar do festival. E reitero o que lhes disse: com a introdução (opa!) da maionese a coisa tende a desandar;

* está se aproximando o aniversário de 40 anos da maior cabeça que conheço: Fernando Jose Szegeri. O homem da barba amazônica, que nasceu aos 24 dias do mês de junho de 1970, exatos três dias depois da conquista do tricampeonato mundial, já funcionário público, vastamente barbado e com um par de galochas que persegue até hoje (ele as perdeu, sabe-se lá quando…), é definitivamente uma cabeça. É uma cabeça e quando eu fiz 40 anos foi capaz de me meter numa enrascada daquelas. Vou explicar. Eu estava em São Paulo com minha menina uns dias antes do 27 de abril de 2009. A cabeça entregou-me, no instante de meu embarque, uma caixa pesadíssima e disse com olhos graves por trás das lentes dos óculos:

– Abra apenas no dia 27 de abril. Compreendeu?

Eu, afoito, aflito e ansioso como de costume, disse que compreendi. E temendo não apenas a fúria palestro-amazônica do palmeirense mas também a vigilância de minha menina, obedeci.

Pois ao primeiro minuto do dia de meus 40 anos abri a caixa que trouxe no colo, dentro do avião. Lá estavam seis portentosos copos de cristal, para uísque, da legendária marca MOSER (aqui). Durante – o quê?! – dez anos bebi uísque em sua casa servido num desses magníficos copos, coloridos. E eu, num misto de inveja e implicância, dizia com o nariz enterrado no malte:

– São perfeitos. Perfeitos! Pena que são coloridos… Copo de uísque, bom mesmo, tem de ser transparente…

Isso, meus poucos mas fiéis leitores, durante anos.

E ali estava eu diante do presente do homem da barba amazônica: seis copos perfeitos, perfeitos!, e transparentes, cristalinos, diáfanos, hialinos, límpidos, translúcidos.

Soube depois que o caboclo fez o diabo pra comprar o presente. Mandou e-mails, fez ligações internacionais, manteve contato com embaixadas, tudo para conseguir trazer da República Tcheca os copos de cristal fabricados em Karlovy Vary, os mais renomados do mundo. Desde este dia – eis o que queria lhes contar – minha menina começou uma espécie de pregão, de ladainha, de quase-ameaça:

– Veja lá o que você vai comprar pro Fernando nos 40 anos dele, hein?!

Eu insinuava uma idéia e vinha o tackle:

– Que pobreza! Nem pensar! Nem pensar! Você sabe quanto custaram aqueles copos?!

Eu subia um degrau na pretensão do presente e vinha a cremalheira verbal:

– Esquece isso! Esquece isso!

Pois estamos a menos de um mês dos 40 anos de Fernando Jose Szegeri. Há, em mim, uma aridez de idéias somada a uma impossibilidade financeira que me assombra. Hoje cedo pus no correio um de seus presentes. Digo “um de seus presentes” porque cheguei em casa com ele na semana passada e fui, de pronto, intimado:

– O que é isso?!

– O presente do Szegeri…

Baixou a cabocla-faxineira:

– Tu tá de sacanagem, né? Isso?! – e brandia, como uma flâmula, o presente que eu comprara.

Humílimo, como um sabujo amendrotado, respondi:

– Você acha que ele não vai gostar?!

As mãos na cadeira, os pezinhos sapateando o piso da sala:

– Tu só pode estar de sacanagem. Lembra do que você ganhou?! Lembra?! – e esfregava o polegar no indicador sinalizando o tutu investido no meu presente.

Eis minha enrascada;

* sinto-me um extraterrestre por esses dias. Nas ruas, nos elevadores, nos corredores do Tribunal de Justiça, só se fala no tal LOST. Eu, que NUNCA (com a ênfase szegeriana) assisti sequer a um episódio desse troço (os que assistem chamam de “temporada”), fico franca e sinceramente deslocado por onde ando. Prefiro LUST no AL-FÁRÁBI;

* quero confessar uma ponta de inveja. Um dos comerciais da QUILMES para a Copa do Mundo de 2010 é, indubitavelmente, o mais arrepiante já criado para o assunto. Queria mesmo que fosse feito tendo o Brasil como mote, não os hermanos. Mas fazer o quê?! Resta pedir a Deus (eu, intensamente supersticioso), o mesmo que fala com a nação argentina no comercial, que olhe por nós, que vamos precisar mais d´Ele do que os argentinos, que vão com um timaço pra África do Sul. O comercial, legendado, está aqui.

Até.

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>CIDINHA CAMPOS: ESSA É DAS MINHAS!

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Em 06 de maio de 2010 publiquei CIDINHA CAMPOS: ESSA É DAS MINHAS!, quando disponibilizei dois vídeos nos quais a corajosa deputada expõe, da tribuna da ALERJ, a vergonhosa omissão da imprensa carioca que abafa, de forma aguda, o escândalo no TJRJ que fez com que o CNJ anulasse um recente concurso para notário e tabelião no Estado do Rio de Janeiro (vejam aqui). Só que a Cidinha, além de corajosa, é incansável. E por conta de recentes e suspeitas matérias publicadas em O GLOBO, que eu denunciei aqui e aqui, voltou à tribuna para dizer a verdade que – inacreditavelmente – parece não inomodar nossa imprensa meia-boca.

Até.

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RALI DE CARNE DE PORCO

Conforme eu lhes contei na semana passada, houve, no sábado, na mansão dos Zampronha, um rali de carne de porco. Depois do rali de cordeiro realizado no mês de abril (vejam aqui), decidimos que faríamos outro, em maio (e foi no sábado!), dessa vez com carne suína. O banquete, que vem ganhando proporções bíblicas a cada encontro, começou a ser preparado na quinta-feira quando estive no mercado com uma das anfitriãs, minha doce e amada Sonia. Na sexta-feira à noite lá estava eu, na portentosa mansão no Alto da Boa Vista, ajudando no preparo do almoço.

Temperamos o lombo, a picanha, as costelinhas e o pernil de aproximadamente 7kg (foto abaixo).

pernil de porco
Como fizemos muita coisa, não vou fazer como fiz quando publiquei o rali de cordeiro, passando receita por receita, mas dividirei com vocês o preparo e os resultados. Dentro do lombo, imenso, injetamos 750ml de vinho branco seco, furamos o bicho todo, introduzimos dentes de alho em diversos pontos e cobrimos a criança com uma quantidade colossal de cebola picada. Uma vez coberto com papel laminado, tomou o rumo da geladeira. As costelinhas (foto abaixo) foram regadas com suco de limão, um pouco de sal grosso moído na hora e pimenta-biquinho. Igualmente coberta, foi fazer companhia para o pernil. Optamos por comprar o lombo e a picanha já temperados, razão pela qual ficaram na geladeira dentro da própria embalagem.
costelinha de porco
No dia seguinte, pela manhã, passei na feira pra comprar alecrim fresco, ingrediente do risotto de limão siciliano. O forno foi ligado às 10h e o pernil, ainda coberto com o laminado depois de devidamente regado com o suco que brotou no tabuleiro, começou a ser preparado. Já estávamos munidos das bebidas (é preciso cozinhar, sempre, na companhia de um bom uísque) e depois de duas horas retiramos o pernil do forno, o papel laminado e cobrimos todo ele com tiras de bacon (foto abaixo).

Voltou pro forno? Mãos à obra.

pernil de porco com bacon
Enquanto isso, sempre com o auxílio luxuoso da , dona do segundo sorriso mais bonito do mundo – vejam aqui – e da Marcela Zampronha (que ao lado do irmão, André Zampronha, compõe o núcleo duro da mansão), começamos a preparar o que de comer antes do almoço: salames de tudo o quanto é tipo, presunto cru, lombo canadense, salsichas de carne suína defumadas. Seríamos, como sempre, dez os presentes (doze, dessa vez, eis que surpreendentemente duas sumidades apareceram de última hora). Como somos oito com cadeira permanente (em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades… André Zampronha, Betinha, Dani, eu, Flavinho, Marcela Zampronha, Marcelo e Sonia) a cada almoço, após intensa votação decorrente de lista tríplice indicada pelo núcleo duro, saem dois nomes como convidados, e dessa vez os agraciados foram Magali Pureza e Ricardo Amorim. As sumidades? Fernando Szegeri, o homem da barba amazônica, e minha doce Stê.

Por volta das três e meia da tarde, entraram no forno o lombo e a picanha (foto abaixo).

lombo e picanha suína

Durante todo o tempo o pernil foi sendo checado. Regado com o sumo incrivelmente cheiroso que escorria da carne. E tome cerveja, e tome uísque, e tome espumante, e se na nossa cozinha comida não dança e nem canta, tínhamos todos a certeza da graça daquele momento, daquela congregação que já é, definitivamente, parte do calendário oficial da vida de todos nós.

Exatamente às seis da tarde o pernil foi considerado pronto, assim como o lombo e a picanha. Bonito pacas (foto abaixo), era a hora de começar a preparar o risotto.

pernil de porco
Para o risotto, a praça já estava armada pelas mãos da e da Sonia. Cabia a mim executar a receita. Um quilo de arroz arborio, um tablete de manteiga sem sal, azeite, uma pasta feita no processador com salsão e cebola, quase cinco litros de caldo de legumes, a raspa da casca de cinco limões sicilianos, um punhado de alecrim cortado em pedaços pequenos e uma mistura do suco dos limões com o creme de leite, o queijo parmesão ralado e cinco gemas (foto abaixo).
risotto de limão siciliano
Preparar o risotto nos tomou mais ou menos meia-hora. Foi dado o sinal e armada a mesa, típica dos mais fartos banquetes. Na foto abaixo vê-se a farofa preparada com pancetta, o lombo, a picanha, a panela de risotto e o pernil, destaque absoluto entre as carnes, ao lado do risotto que foi considerado monumental por todos os presentes.
rali de carne de porco
Saborosissímo, acompanhamento perfeito para as carnes do almoço, provocou “ohs” e “ahs” entre os doze presentes à mansão dos Zampronha que, sem sombra de dúvida, foi palco de mais uma tarde inesquecível.

Já estamos pensando no próximo rali. Eu, humílimo e generoso, vou dividir com vocês todos os prazeres que costuram esses encontros.

risotto de limão siciliano
Até.

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>SEXTA-FEIRA EM O GLOBO

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Hoje é sexta-feira e sexta-feira vocês que me lêem sabem: é dia de debate político promovido pelo PSOL no Buraco do Lume seguido de almoço à moda Santa Ceia na rua do Rosário, quando se reúnem, em comprida mesa retangular, quadros e mais quadros do partido mais patético da paróquia. É dia, também, da revista RIOSHOW, de O GLOBO, sair encartada no jornalão. Eu, um obsessivo confesso, passo a vista no jornal todas as manhãs. E hoje, nesta sexta-feira, tomei um susto atrás do outro (pra ser mais preciso, tive seguidas ânsias de vômito) lendo o lixo digital na grande rede (não gasto meu dinheiro comprando o calhamaço nas bancas e nem me rendo aos insistentes telefonemas que me oferecem assinatura do cocô impresso a preços imbatíveis). Vamos a eles.

O jornalão, prosseguindo sua campanha em prol de Luiz Zveiter, pelo terceiro dia seguido, dá destaque (e dessa vez com chamada na capa) a uma investigação do CNJ sobre o caso de e-mails falsos que teriam sido disparados de dentro do TJRJ em nome de um jornalista de O GLOBO supostamente a pedido de um desembargador que é, notoriamente, adversário de Luiz Zveiter. Notem bem… o escarcéu armado pelo jornal diz respeito a uma investigação (vou repetir: investigação). A anulação de um concurso promovido pelo TJRJ por força de decisão do mesmo CNJ, que verificou absurdo favorecimento a duas candidatas intimamente ligadas a Luiz Zveiter, não mereceu o mesmo tratamento por parte dos covardes que dirigem o jornal mais escroto do Rio de Janeiro. Aliás, não mereceu NADA (com a ênfase szegeriana), nem notinha de rodapé. Modestamente, com a intenção de espalhar o troço, indico novamente o texto onde a nojeira toda vem à tona, aqui.

capa do jornal O GLOBO de 21 de maio de 2010

Outra evidência da nojeira praticada diuturnamente pelo jornalão. A coluneta GENTE BOA, comandada por Joaquim Ferreira dos Santos, dá, hoje, uma sacaneada numa cozinheira tailandesa, chamada Popy. Segundo a inacreditável coluna (pior a cada dia), a tal cozinheira está abrindo um restaurante e inaugurando “a primeira operação de comida casual thai” e “o conceito de comida na panela”. Onde o deboche? Vejam abaixo.

nota publicada no SEGUNDO CADERNO de O GLOBO de 21 de maio de 2010

O jornalista (saudade de Fausto Wolff…) diz que “haverá gente para explicar do que se trata a ´operação´ e o ´conceito´”. Isso causa estranheza ao colunista. Quando a mais-querida da imprensa meia-boca exalta a “food experience”, quando ela nos relata que legumes, verduras, frutas e carnes de todo gênero pulam, dançam, cantam e rodopiam em sua cozinha… há o silêncio. Chega a ser constrangedora a postura dessa gente. Mas há mais, há mais! E tirem as crianças da sala.

A revista RIOSHOW tem uma seção chamada PROGRAMA FURADO, através da qual leitores (geralmente chatos, insuportavelmente chatos) escrevem para reclamar de tudo: da comida que lhes foi servida, do restaurante, do cinema, do teatro, de tudo, de tudo! Hoje, sinceramente, deu-se o inacreditável. Vejam aí.

carta publicada na revista RIOSHOW de O GLOBO de 21 de maio de 2010

Antes, porém, leiam Luiz Antonio Simas, aqui. Leram? Então vamos comentar a cartinha publicada na revista, hoje.

O sujeito escreve para dizer que:

01) foi a uma boate gay;

02) foi assediado por uma cliente bêbada que se esfregava nele e se jogava em sua direção;

03) exaltou-se com o assédio da mulher (como quem afasta, com nojo, uma barata voadora, posso imaginar) e pediu a ela que não mais se aproximasse ou tocasse nele;

04) levou uma gravata dos seguranças da casa, foi imobilizado (aí ele deve ter se amarrado, quero crer), arrastado (será que gritou ” isso, me bate!, me bate!”?????) e expulso da casa.

Sinceramente?

O mundo está por um fio.

Até.

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