LÁPIS DE COR, POR GABRIEL CAVALCANTE

Quem me lê está cansado de saber que a Tijuca é mais que minha aldeia. É meu chão, minha cachaça, minha paixão. E eu quero dividir com vocês, hoje, às vésperas do Carnaval, um pequeno tesouro que guardo em casa com um carinho semelhante ao carinho que nutro pela minha terra. Faz um tempinho que Gabriel Cavalcante, esse cantor de mão cheia, mais-que-promessa de talento – o cara já é uma realidade -, me mandou a gravação que exponho agora no balcão do Buteco do Edu, como presente a todos vocês, meus poucos mas fiéis leitores. Acompanhado pelo próprio cavaquinho, extensão de seu corpo, Gabriel interpreta, visivelmente emocionado, o samba que considero o hino do bairro onde nasci, onde fui criado e onde pretendo morrer: Lápis de Cor, do saudoso Paulo Emílio. Notem que na repetição do samba, Gabriel troca a letra de um dos versos, carinhosamente, e canta “depois os dois se encontaram num botequim na Haddock Lobo”, o que me causou – confesso – profunda e justificada emoção.

Ouçam aqui.

Até.

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6 Comentários

Arquivado em música

6 Respostas para “LÁPIS DE COR, POR GABRIEL CAVALCANTE

  1. >Que beleza! Que be-le-za!

  2. >Lancinante!Um espetáculo maiúsculo de letra, música, voz, emoção.Abs.

  3. >Edu, ouvi esse samba pela primeira vez na voz do próprio Paulo Emílio, no mais que saudoso Caras e Bocas, o maior-menor buteco da Tijuca – vale dizer do mundo. A sensação de deslumbramento de ver o Paulo Emílio pontificando na Tijuca, entre tantos amigos, seu indefectível copo de uísque na mão, sempre e eternamente apaixonado, é algo que não há como passar pro papel. E é algo que só quem vive intensamente, como vc, as verdadeiras amizades é capaz de entender. Ficamos amigos, eu e Paulo Emílio, de graça, pela aproximação mútua com o Aldir e o Moa. Tempos históricos aqueles, que por si só são capazes de explicar o que é a Tijuca. E a interpretação do imenso Gabriel só colore ainda mais essa obra-prima. Fantástica Horta da Luzia, Edu. Comecei o dia emocionado. Abração. Cesar Tartaglia

  4. >Sergio e Edu: põe beleza nisso… Abraços.Cesinha: eu era criança, sabe, rapaz? Eu era criança quando eu ia ao CARAS E BOCAS, ali na Haddock Lobo com rua do Bispo, pra assombro de mamãe: "Mas esses são seus amigos, filho?", dizia assombrada a cada escapada minha. Foi onde vi, em carne e osso, Aldir pela primeira vez. Foi onde vi, em carne e osso, Beth Carvalho pela primeira vez, embasbacada quando o Miguilho cantou LÁPIS DE COR, AZULÃO e outras maravilhas. Ficava de canto vendo os craques cantando, tocando, e ali já se desenhava em mim esse mapa de afeto bruto que a Tijuca riscou dentro de mim, pra sempre. O Gabriel, quando gravou isso, em casa, e mandou pra mim – ele sabe disso, embora hoje esteja na orquestra-que-só-cresce, a INIMIGOS DO EDU – quase me matou. Conversávamos, por e-mail, sobre o Paulo Emílio quando me chegou o arquivo que hoje, à moda Ivan Lessa, mostro pra vocês na minha própria horta. Um tesouro, né, não? Um abraço, querido, do tamanho da nossa Tijuca.

  5. >Edu, acordei e vim direto ao seu blog só pra ouvir essa ode à Tijuca. Você por acaso conhece algum cd que tenha essa gravação?

  6. >Sergio: que eu saiba foi gravada no CD VENTO BANDOLEIRO, de Marcelo Lessa. Um abração.

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