O ANTI-RIO DE JANEIRO

Quem me lê, sabe: quando quero falar daquele bairro estranho na zona oeste da cidade eu digo Barra Cada Vez Menos da Tijuca. Pois vejam se não é o anti-Rio de Janeiro. No próximo sábado, no primeiro grito de carnaval (carnaval?!) do pedaço, a partir do sunset (lá eles não falam pôr-do-sol), vai ter show (show?!), na praia, com a bateria da VIRADOURO (que fica a mais de 50km de lá) e com a apresentação de um sujeito-quem chamado Roger Lyra, que assim se apresenta:

“Ao longo de 20 anos de carreira, o nome de Roger Lyra tornou-se um sinônimo de qualidade e competência. Atualmente, é o nome de maior expressão na cena eletrônica do Rio de Janeiro e sem dúvida, é um dos profissionais mais requisitados do Brasil, acumulando fãs em todo o país com apresentações marcantes ao lado de nomes como Armin Van Buuren, Paul Van Dyk e Fatboy Slim. Sua participação em mega-eventos como o Superstar DJ´s ao lado de Tiesto em Ipanema para um público superior a 200.000 pessoas ou no Réveillon 2007 com Above & Beyond na praia da Barra para mais de 700.000 pessoas, são a prova da experiência de um verdadeiro especialista na arte da mixagem, com vocação natural para manter a pista cheia onde quer que esteja, seja nos grandes festivais como o Skol Beats, Creamfields ou Helvetia, ou nos principais club´s do país como Anzu, Privilege, Nox, Pacha e principalmente no club 69 em Ipanema, club de destaque na cena carioca onde mantém uma residência quinzenal.”

Carioquíssimo e ultracarnavalesco o programa, não?

Vejam o estilão do cara:

Tsc.

Até.

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13 Comentários

Arquivado em carnaval

13 Respostas para “O ANTI-RIO DE JANEIRO

  1. >O jeito de ser da Barra, pra mim, é o maior exemplo a dar para um filho do que é não saber viver… Triste! Equivocado!Jamais moraria lá…

  2. >É isso aí, Vaninha! Saudade sua. E salve o Grajaú (com a exceção de seus síndicos militares da reserva!). Beijo.

  3. >Morava em São Paulo quando, certa vez, na ponte aérea, recebi uma revista de bordo com um glossário ilustrado sobre o Rio de Janeiro. Era muito bem diagramada, com matérias interessantes sobre Copacabana, Ipanema, Leblon, Cosme Velho, Tijuca, Vila Isabel e até Penha e Madureira (para minha surpresa: as reportagens abordavam, respectivamente, a importância histórica da festa da Penha para a música popular brasileira e do mercado de umbanda em Madureira para a economia carioca). No verbete Barra da Tijuca, os repórteres diziam se tratar de um lugar de belas praias, construções modernas e um povo extremamente cafona. Lembro-me da frase final. "Se quiserem viver o espírito carioca, fujam da Barra da Tijuca. O bairro não é Rio.É Miami."

  4. >Claudio Renato: mas não é a mais pura expressão da verdade?! Abração.Casé: que merda, hein?! Durante o Carnaval… 4 dias de drogas sintéticas na Marina da Glória. Que merda. Um abraço.

  5. >Odeio a Barra, com todas as minhas forças. Abs.

  6. >Caríssimos, concordo com o que foi dito sobre o aspecto cultural da Barra da Tijuca. Mas esse evento não é um evento de carnaval. É um evento que acontece aos sábados de verão, nos fins de tarde e tem o objetivo de trazer alegria e entreterimento para os frequentadores da praia. A cada sábado convidamos uma bateria de escola de samba as últimas foram Vila e Imperatriz e a próxima será Viradouro.Quanto ao carnaval estamos oferecendo aulas de percussão para formar uma bateria para o bloco que teve inicio ano passado, mas este ainda contaremos com a bateria da Estacio de Sá para o desfile que será dia 21 de fevereiro.Abraço

  7. >Gente, vocês são muito xiitas! Sou uma pessoa legal, morei quase 20 anos na Barra da Tijuca, e fui bem feliz lá (aliás, você também foi, Dudu…).Isso que vocês estão fazendo é a mesma coisa que falar mal de tijucano ou de suburbano…

  8. >Isso ai parece cartaz de filme do Stevie Segal.

  9. >João Carlos: alegria e entretenimento com música eletrônica… sei. Aquele abraço.Dona Gloria: em 1987, a Barra era da Tijuca. É simples! Beijo, uma honra tê-la aqui.

  10. >Adorei a Dona Glória!!!R.Pian

  11. >Pian: a dona Gloria é a maior, e modestíssima quando diz que é "uma pessoa legal". Mãe de minha namorada entre 1987 e 1989 (e tínhamos, por isso, condições de nunca mais mantermos contato mais estreito), jamais deixou de ser uma de minhas mais-queridas. Falamo-nos com intensa freqüência, ela morando em Natal, no RN (onde me recebeu, e à minha menina, como rei), e eu NUNCA – com a ênfase szegeriana – perco uma oportunidade de vê-la. CRAQUE DA GEMA é só seu apelido, certo? Craque, mesmo, cracaça, é ela, a quem amo – e digo isso de público, eis que a ela digo vez por outra – imensa e intensamente.

  12. >Craque da Gema seria o nome de um blog sobre futebol carioca que, assim com tantos outros projetos meus, acabaram ficando pelo caminho.Um forte abraço a você e a Dona Glória!R.Pian

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