ROBERTA SUDBRACK, MODUS OPERANDI

Não sei quem foi que me disse, dia desses, que eu andava implicando demais com a cozinheira Roberta Sudbrack (importante ler esse texto aqui). Ah, lembrei! Foi meu compadre Leo Boechat! Quero dar, publicamente, uma satisfação a quem pensa como ele.

Eu não implico com ninguém (e embora ouça daqui a gargalhada de muitos de vocês, meus poucos mas fiéis leitores, peço paciência para que eu possa dar-lhes minha explicação).

O que eu não tolero (e daí vem o que vocês podem chamar de implicância) é esse deslumbramento que sempre me soa patético. Eu, que NUNCA (com a ênfase szegeriana) provei a comida da RS (ela própria refere-se a ela como uma grife) (importante ler esse texto aqui), sou pela opinião dos meus de confiança que já o fizeram a atestam que a coisa não é tudo o que dizem. Luiz Carlos Fraga, grande entendedor do ramo, é um. Cozinha mal? Evidentemente que não. Mas disse-me o pai do Antônio, hexacampeão brasileiro ainda de fraldas, que não é tudo isso o que dizem.

A cozinheira quebra um ovo e a assistência delira:

– Que ovo! Que ovo!

A cozinheira assa um leitão e neguinho diz:

– Seu leitão é a síntese do nirvana!

Duvidam? Está aqui.

E por aí vai (os elogios são, quase sempre, repugnantes, denotando que o sujeito que elogia quer, mesmo, é uma boquinha).

Vai daí que, recentemente, deparei-me com a RS na minha aldeia, na Tijuca, mais precisamente no SALETE. Descobri, depois, que ela vinha de um passeio à Madureira onde fora conhecer o MERCADÃO – que ela achou parecidíssimo com a Jordânia (vejam aqui).

Vejam vocês que, como disse meu mano Bruno Ribeiro, nos comentários ao texto ROBERTA SUDBRACK NA ZONA NORTE (este cujo link está imediatamente acima), RS carece, literalmente, de rua.

E ontem, quando realizou-se a papagaiada DINNER IN THE SKY (ou JANTAR NAS ALTURAS, como queiram) – evento que contaria com a participação de Roberta Sudbrack (vejam aqui) – a cozinheira desdenhou do troço lá no TWITTER.

Acompanhem a seqüência abaixo.

Primeiro, em 02 de dezembro, RS diz que está estudando as características do evento para preparar seu menu, chegando de viagem e vivendo emoções fortes! Em 10 de dezembro, anuncia que por conta da mudança da data da realização da papagaiada e de incompatibilidade de sua agenda, não mais estará cozinhando nas alturas. E ontem, 14 de dezembro, dia em que finalmente realizou-se a coisa, disse que achava o preço “meio tenso” (quero crer que ela quis dizer “meio caro”, vá entender essa linguagem…), que compreendia, entretanto, “o lance da estrutura” e, desdenhando do evento e traindo os organizadores, que “os chefs não ganham nada e ainda levam a fama”. Ética, não?




Implicância minha?

Até.

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

2 Respostas para “ROBERTA SUDBRACK, MODUS OPERANDI

  1. >Se não for implicância, é, como diz Simeão, muita vela pra pouco defunto.

  2. >Leo Boechat, meu compadre. Quem acende muita vela pra pouco defunto é a imprensa, a mídia, os baba-ovo. O que eu faço aqui, soprando forte da Tijuca, é apagar as velas! Abraço, beijo na doce Helena.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s