DO HEXA DOSADOR

* Nem preciso lhes dizer, meus poucos mas fiéis leitores, da emoção que arrebata o peito deste velho que lhes escreve, velho e careca. Sim. Careca. Mais careca que o Simas, eis que prometi, dentro da gruta de São Judas Tadeu, no sábado, raspar a cabeça em caso de vitória do Flamengo. Pedi mais, muito mais ao santo rubro-negro, ao santo das causas impossíveis, e manter-me-ei assim, capilarmente árido, em busca de ver atendido meu mais importante pedido – e não há razão para que eu fale qualquer coisa sobre isso. Estou aqui, agora, diante da tela, para lhes contar sobre tudo o que envolveu o final de semana mágico que consagrou o Flamengo após a vitória contra o aguerrido Grêmio – contrariando as previsões dos que insistiram, e ainda insistem, numa espécie de histeria heloisa-helênica, na conspiração gaúcha em prol do hexacampeonato;

* a mágica do final de semana começou na sexta-feira à noite quando fui buscar meu sobrinho, meu afilhado, um dos filhos que não gerei (Tiago Pinto Prata ainda é, e ainda que à sua revelia, meu filho), o Henrique, na rodoviária. De Volta Redonda, na bagagem, o Henrique trouxe a esperança de assistir a seu primeiro título brasileiro. Passamos a noite de sexta-feira juntos assistindo aos vídeos de todas as (até então) cinco conquistas rubro-negras, em 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992. Foi bonito ver os olhos do menino brilhando e eu não sei se ele percebeu que eu era, a cada minuto a seu lado, cada vez mais menino, ávido pelo domingo;

* o sábado foi, de novo, rubro-negro do início ao fim. Fomos à Gávea pela manhã e foi bonito demais ver a sede do Flamengo abarrotada de gente de todo o Brasil (eu, Candinha, minha menina e o Henrique). Foi bonito demais ver o sorriso do moleque diante dos troféus conquistados pelo Flamengo, e eu já era, àquela altura, o menino de calças curtas e de camisa listrada de mãos dadas com meu pai. Lá encontramos com Flavinho e Betinha, e ela trazendo no colo, junto do peito, o Felipe, com apenas 28 dias de vida, de boné rubro-negro e tudo! Leo Boechat e seu primo, Jean Boechat, o mais recente cidadão tijucano (o malandro apaixonou-se, de vez, pela Tijuca!), juntaram-se a nós e fomos à crise belga na ADEGA DO PIMENTA, onde a Sra. Boechat compareceu levando a Helena, uma de minhas afilhadas. De lá, partimos para São Judas Tadeu, no Cosme Velho, onde fizemos os devidos trabalhos;

* o domingo amanheceu tenso. Às nove da matina encontrei-me com Claudio Renato, freqüentador assíduo do balcão do BUTECO e a quem não conhecia (boa figura!), no BAR DO MARRECO. A Tijuca, meus poucos mas fiéis leitores, era um oceano em vermelho e preto. Ali, diante da cerveja – e ele poderá testemunhar – eu disse: “O Flamengo vence, o Fluminense empata e o Botafogo ganha do Palmeiras”. Por volta das onze passei em casa, capturei o Henrique, liguei para o Alfredinho, meu afilhado que mora nos Estados Unidos, e partimos para o PETIT PAULETTE, onde encontramos com Candinha, Evelin, Jean Boechat, Leo Boechat, Luiz Antonio Simas e Luiz Carlos Fraga. Tomamos a direção do BAR DO CHICO depois de atravessarmos a feira da Vicente Licínio. Às duas da tarde estávamos já diante do maior do mundo, onde encontramos o Preto, que estava com os ingressos dos Boechat. A quadrilha estava formada para a arquibancada: eu, Candinha, Evelin, Henrique, Jean e Leo Boechat (estamos aqui, um doce pra quem nos encontrar!). Politicamente incorretos como manda o figurino no Maracanã, furamos gloriosamente a fila quilométrica e em questão de poucos minutos estávamos dentro do gigante de concreto. E já não era mais possível segurar o choro, que vinha aos esguichos (e dos olhos de todos nós). Subindo a rampa, e cumprindo o prometido a meu mano Bruno Ribeiro, chamei pelo Carlão, seu pai, rubro-negro que nos dava uma força do alto;

* no bolso, além dos cigarros, do dinheiro, da chave e do radinho, o celular, já que eu havia prometido à minha menina telefonar logo após o jogo para contar sobre o paradeiro depois do apito final. Eu não atenderia, é óbvio, o telefone em nenhuma hipótese, que homem sério não fica no telefone dentro do Maracanã. Só que enquanto mirava a multidão do lado de fora, pelo anel externo da arquibancada, senti vibrar o telefone. Era uma mensagem. Eis que a leio: “Tô torcendo pro Flamengo!”. Era do Fefê, meu irmão, vascaíno, e eu só não enfartei sabe-se lá por quê. Liguei pra minha menina, quebrando uma regra rígida, e li pra ela, aos trancos e barrancos, a mensagem do meu irmão. Só quando ela disse, com a voz também ligeiramente embargada, “viu, meu amor?, fica calmo…”, foi que eu consegui estancar o aguaceiro salgado que me embaçava os olhos. Não tive coragem, eis a confissão que faço de público, de agradecer ao meu irmão, de viva-voz, a sua mensagem. Mas ela representou, e digo sem medo do erro, o presente mais bonito que recebi nos últimos anos. Eu te amo, ;

* sobre o jogo, tudo já foi dito e por gente mais competente que eu. Mas quero frisar que o Grêmio foi um adversário aguerrido, que nos ameaçou até o último minuto, tornando ainda mais heróica a conquista do sexto campeonato brasileiro do Flamengo. À parcela espírito-de-porco da torcida arco-íris, composta por todos aqueles que preferem a ruína do Flamengo ao êxito de seus próprios times, à que pregou durante toda a semana que antecedeu a partida que o Grêmio entregaria o jogo para prejudicar seu arqui-rival, o Internacional, à que continua defendendo a marmelada gremista, meus pêsames. 2009 chega ao fim e até o final de 2010, pelo menos – que venha o hepta! – o Brasil é do Flamengo;

* sobre Fluminense e Botafogo tenho a dizer o seguinte… O Hans, ele também leitor do BUTECO, disse aqui, em 03 de dezembro, o que corroboro literalmente: “Sobre o Fluminense Edu, é hora de ser condescendente com o Fluzão. É como um garoto que está passando pelos seus ritos de passagem. Os torcedores estão aprendendo a amar o time mesmo na derrota. Estão ainda sob o impacto de sua conquista máxima (o vice da libertadores no ano passado) e comemorando o vice na sulamericana (uma espécie de Vasco latinoamericano). O Fluminense está (finalmente) saindo da adolescencia e já até tem um arqui-rival latinoamericano (o portentoso LDU de Quito). Estão aí na luta, considerando o último jogo do campeonato brasileiro como uma final. E com toda a razão, pois em caso de vitória, o Flu se firma na primeira divisão finalmente. Enfim, deixa os torcedores extravazarem seu orgulho tricolor, porque afinal o Fluminense está virando gente grande!”. O Botafogo, mantendo sua sina de tragédia e lágrimas, escapou, como o Fluminense, na última rodada. Mas a torcida alvi-negra em tudo difere da tricolor, e aqui me refiro, precipuamente, à forma como louvaram a vitória do Flamengo sem o papo-papagaiada de jogo fácil diante do Grêmio. Não por acaso brindávamos, rubro-negros e botafoguenses (não havia um tricolor na área), após o jogo, em perfeita harmonia na Tijuca;

* falei na Tijuca e quero de novo falar do Leblon. Onde é que houve pancadaria, porrada, destruição do patrimônio público, morte e o escambau? No Leblon do Manoel Carlos. Aquela gente de lá, que se considera invencível, inatingível, inimputável – e sempre adulada pela imprensa podre carioca -, protagonizando cenas absurdas de barbárie, deu apenas mais coerência a tudo o que sempre digo aqui. No Leblon e no bairro da Gávea, mais precisamente no Baixo Gávea, antro da escória cheiradora de pó, da geração descolada e dourada da zona sul, a festa foi a anti-festa. Como eles são, como repito freqüentemente, o anti-Rio de Janeiro. Soa patético a cambada de maconheiros, depois de muita porrada e covardia, exibir-se pras câmeras de TV mostrando um ferimento ou outro no corpo, fruto da surra (merecida) de cassetete por parte da polícia;

* a todos vocês que me escreveram ontem preocupadíssimos com o silêncio de ontem, aqui na área, um fraterníssimo abraço. Eis-me de volta… Mas não lhes pareceu óbvio o motivo?! E a (pela ordem de chefada das mensagens…) Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Cráudio, Vanessa Dantas, Leo Golla e Marcelo Vidal, muitíssimo obrigado pelo carinho das mensagens enviadas minutos após a conquita do hexacampeonato!

Até.

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28 Comentários

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28 Respostas para “DO HEXA DOSADOR

  1. >Foi um prazer beber com o novo amigo no Bar do Marreco! Só senti falta do limãozinho no mictório, mas tenho certeza de que está falha já foi corrigida. Que me lembre, Edu, a previsão – vitória do Botafogo, empate do Flu e vitória do Fla – foi minha. Acho que você não estava acreditando muito no esquadrão das Laranjeiras. Em compensação, eu falava em goleda do Flamengo. E você, mais comedido, previa uma vitória sofrida, talvez com um golaço do Pet. Podemos dividir o bolão numa próxima rodada!

  2. >Claudio Renato: tá vendo o que faz a emoção?! O prazer foi todo meu, rapaz. Repitamos a dose! Um abraço.

  3. >chorei ao ler seu texto assim como chorei domingo, igual a uma criança! foi lindo demais!!!

  4. >As palavras do Hans são tão bobas, soam tão infantis (para aproveitar o mote), que vou acreditar que foram escritas sob o torpor da empolgação com o (merecido) as quase totais possibilidades do titulo rubro-negro (no momento do tão refinado comentário, ainda era possibilidade, embora quase certa). Mas você tem razão: a torcida do Fluminense difere da do Botafogo mesmo. Uma vai ao estádio, a outra não.

  5. >Por falar em pancadaria, patética foi a torcida do Coritiba que, ao final do jogo, quebrou o próprio estádio do clube, invadiu o campo, agrediu árbitro e bandeiras etc etc. Tem que sofrer punição firme.

  6. >A inundação de hoje em SP deve ter o mesmo volume que a litragem de cerveja que banhou a Tijuca no domingo. E eu fiquei sabendo que um certo time abjeto que ameaçou jornalistas de processo caso chamassem o Flamengo de hexacampeão. Pode?

  7. >Salve, Edu!!!Rapaz, o meu domingo também foi show de bola, não sem muita tensão desde 1h30, quando cheguei com mais dois amigos aos arredores do Maior do Mundo para bebermos e aliviarmos a tensão máxima, o que fizemos até 3h e pouco, até rumarmos para o Gigante – também, e você está certíssimo, furando a fila (sem nenhuma confusão, que somos escolados nesse troço de Maracanã).Sinto-me agora representado nas suas palavras. Sabe que, lá no blog, eu também queria comentar o meu fim de semana, tudo o que (re)vivi etc., mas tive que desviar o foco por causa desse pessoal da sempre invejosa torcida arco-íris? Eles agora voltaram a falar, de novo, dessa cansativa bobagem de penta, de que em 87 não foi título brasileiro etc. Então, tive que deixar sair a minha raiva e não exatamente falar sobre o que eu queria.O que agora você faz, com grande propriedade. Valeu o choro, valeu tudo neste domingo em que comemorei em Copacabana, num botequim fantástico, em meio a gente de todas as idades (até um espanhol que é Flamengo há 50 anos e que é sócio-proprietário do clube apareceu e brindou). Enfim, longe de pitboys e babacas de uma parte idiota da Zona Sul que nada sabe sobre o Rio de Janeiro.É isso, amigo! Somos hexa, somos campeões, de novo, de fato e de direito. O resto é conversa fiada.Um grande e ainda emocionado abraço e vamos nos encontrar aí!

  8. >Bianca: foi lindo mesmo! E eis que, 17 anos depois, somos os donos do Brasil! Um beijo.Marcelo Moutinho: os torcedores do Coritiba erraram o alvo, apenas isso. Um abraço.Claudio: pode, meu caro. Pode, sim. De tricolor, paulista ou carioca, espera-se tudo. Um abraço!Edu, meu xará: é só marcar, meu caro. Pedi ao Claudio Renato, e reforço o pedido, que marcasse nosso encontro. Saudações rubro-negras!

  9. >Edu Carvalho: no Varandas e na nova Tasca do Edgar, que tem agora outro nome, torcedores de Fla, Flu e Botafogo beberam juntos na noite de domingo sem incidente e em clima de total civilidade.Edu Goldenberg: sem comentários. o amigo certamente está tbm sob o torpor do recém-conquistado título.

  10. >Ah, Moutinho… você acha que eles, quebrando o próprio estádio e atingindo policiais, acertaram o alvo?! Francamente. E que se registre: não me entorpeci em momento algum – nem antes, nem durante e nem depois da partida entre Flamengo e Grêmio. Um abraço.

  11. >"Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão." Edu, você se diz o maior leitor de Nelson rodrigues e faz a besteira de publicar um comentário babaca desse tal de Hans:"Os torcedores estão aprendendo a amar o time mesmo na derrota."Você está, cada dia mais, virando um cara "gente boa".Abraços,Marcos

  12. >Não. Mas nem era para ter alvo, camarada. A verdade é que não houve motivo para aquilo. Nem por parte dos jogadores do Flu, nem por parte dos árbitros (que, ao contrário, até invalidaram um gol legítimo do Fred). Foi pura selvageria mesmo.

  13. >Obrigado, Marcos: dois reparos, apenas, se você me permite…01) o Hans não é "um tal", ele é o tal, não desqualifique a quem você não conhece;02) pelo que me consta, apenas após o primeiro fiasco contra a LDU, no ano passado, a torcida do Fluminense aprendeu que é bacana ir ao estádio em qualquer circunstância. Ou não?Aquele abraço.

  14. >Eu acho que não, Edu, na primeira partida do flu na segunda divisão, mais de quarenta mil torcedores estavam no maraca. Pra você ter uma noção da força da torcida tricolor segue as melhores médias anuais do campeonato brasileiro:2000: Fluminense 20.219 2001: Atlético Mineiro 30.679 2002: Fluminense 25.666 2003: Cruzeiro 26.366 2004: Corinthians 13.547 2005: Corinthians 27.330 2006: Grêmio 25.630 2007: Flamengo 39.221 2008: Flamengo 40.695 Abraços,Marcos

  15. >bolinho de feijoada. vale verde. todas as cervejas e os corações do mundo. é hexa. o resto, é o resto.

  16. >Edu: aqui em Sampa tava bem misturado. Pessoas de todos os times bebendo junto, secando e torcendo. Teve até corintiano vestindo a camisa do Flamengo e coisa e tal.Mas confesso que cheguei a ficar preocupada com você! Que bom que está bem, de cabeça raspada e tudo… Beijo.

  17. >Goldenberg.Eu não sei sua idade e a do Hans. Eu gostaria de ter no mínimo mais 10 anos para ter visto o Santos de Pelé (Santos de oito títulos nacionais jogados na lixeira da memória).De qualquer forma vi dois times cariocas MARAVILHOSOS: a Máquina Tricolor, com suas engrenagens de ouro, e o Flamengo de Zico, Junior, Leandro, Julio César…Esses monstros me fizeram amar e aprender um pouco sobre essa paixão.Com todo respeito Goldenberg, me parece que são vocês os garotos (poderia ser um elogio) que não aprenderam que as campanhas e os grandes times ficam eternizados; mais que os títulos(Hungria, Holanda, Brasil 82…)e não conseguem ver, ainda, a identidade de cada torcida carioca.Vamos deixar essa "pilha" errada para os mais jovens. Coitados, eles não viram, eles não sabem o que dizem!Parabéns pelo título.Saudações…

  18. >Anezio Caetano: tenho 40 anos. Dentro do estádio eu tenho 15. Até hoje, dentro ou fora dele, não descobri nada sobre a (falta de) identidade da torcida do Fluminense, me perdoe. Um abraço.

  19. >O nonsense é exatamente começar a comparar essa campanha do Fluminense (décimo-sexto lugar) com Hungria de Puskas, Holanda de Cruyff ou Brasil 82… pelamor… piraram de vez.

  20. >Edu, Corinthiano e feliz pela conquista do Flamengo.Parabéns a todos.

  21. >Eu que peço perdão Goldenberg.Quarenta de idade e quinze de Maracanã? É isso?(se não for, por favor, corrija-me). Que Deus, com o auspício de São Judas Tadeu, te dê muitos anos de vida e discernimento (sem deboche).Obs: o Leo Boechat não entendeu NADA. Em nenhum momento me referi à campanha do Fluminense, mesmo porque, não posso orgulhar-me de uma campanha pífia em quase todo o campeonato. Outro abraço.

  22. >Opa, opa, opa!Já ouvi bobagens do tipo "o Fluminense não tem expressão nacional". Não vou perder bons amigos por causa de discussão de futebol. Desvio o assunto. O Fluminense foi campeão do mundo em 1952, em torneio disputado por oito equipes de expressão mundial na época, entre as quais os campeões do Uruguai (o Peñarol era o time base da seleção campeã de 1950), da Alemanha, da Suiça, da Áustria, o Corinthians… O Fluminense foi campeão invicto e a Fifa já reconheceu o título de 1951 para o Palmeiras. É uma questão de tempo. O Fluminense é o único time de futebol do mundo que tem a cobiçada Taça Olímpica (1949)! É o clube onde despontaram Marcos Carneiro de Mendonça, Telê Santana, Ademir Menezes, Preguinho e tantos, tantos, tantos outros…É o time do Nélson Rodrigues, do Chico, do Jô Soares, da Fernanda Montenegro, do Tom Jobim, do Gilberto Gil, do Arthur Moreira Lima, do Seu Zé, da Dona Maria, do Cláudio Renato e do Anésio Caetano…´E é pai do Flamengo.

  23. >Anezio: acho que você não entendeu. NO Maracanã (e não DE Maracanã) eu tenho 15, às vezes 12, às vezes 7 anos de idade. Quanto ao Leo, ele sabe – e entende – tudo. Saudações rubro-negras, aquele abraço.Claudio Renato: obrigado, meu caro. Rolei de rir com isso aí. Um abraço.

  24. >Caríssimo Edu, com atraso leio seu texto e só tenho a repetir as palavras do querido amigo Toninho Geraes: "Nunca um título do Flamengo me incomodou tão pouco."Isto dito pode soar como provocação, mas ao contrário, só significa a completa aceitação, por merecimento explícito, do triunfo rubro negro.Sinceramente nunca torci, e nem torcerei, para o popularíssimo clube do Leblon. É inegável porém que os resultados do fim de semana deram um colorido diferente à cidade. Mesmo assim eu acho um pouco demais alguém receber um time quase, quase, quase rebaixado como herói.Hoje, dia 08/12, é dia de N.S. da Conceição, padroeira do Botafogo, e coincidentemente é aniversário de 67 anos do Botafogo de Futebol e Regatas. Fui ao Morro da Conceição prestar minha homenagem à padroeira e aproveitei pra tomar algumas no simpaticíssimo bar –tricolor– que fica na rua do jogo da bola.Cheguei a conclusão de que o Botafogo é espetacular, e que, como diria o grandissíssimo Simas, após o dilúvio, só restarão o Botafogo e um pedaço do Flamengo.Saudações Alvinegras aguardando a próxima crise belga.Dudu.

  25. >Aliás Edu, vc me parece um excelente entendedor da alma botafoguense….

  26. >Acho que há pessoas – Cláudio e Anézio, SEI QUE NÃO é o caso de vocês, de verdade! -, mas há pessoas (tenho lido e visto aos montes por aí) que se sentiriam melhor se admitissem que torceram -como sempre fizeram – para o Flamengo perder no domingo.Por que não admitem? Desopilem-se! Botem isso para fora e deixem de ser politicamente corretos…Faz bem, vamos, saim do armário! Sempre tivemos todos unidos contra o Fla, tiramos de letra isso… Agora, andem, deixem eu beber o meu chope.Abraço, Edu!

  27. >Essa discussão toda descambou. O que era para ser um texto em celebração ao merecido título de um grande time, Flamengo, acabou se tornando um foro de – infantil – debate acerca do… Fluminense e sua torcida. Quem serão os espíritos de porco ? Serei eu ? Por partes: (i) Não torci pelo Flamengo, jamais torcerei, a não ser quando algum resultado do time do Leblon venha a favorecer meu time (traço de oportunismo). E não me sinto melhor, nem pior, por escrever e admitir isso (quem me conhece sabe disso). Aliás, não sinto porra nenhuma; (ii) O fato de não torcer pelo time do Leblon, não me impede de reconhecer a bela campanha e o título mais do que merecido, vencido no campo;(iii) Leo B., você é um camarada de bons comentários, mas errou a mão nesse: o Anézio não comparou a péssima campanha do Fluminense, à campanha da Hungria de 54; (iv) A torcida mamonas, a que tem identidade, como de costume, ficou muda desde o gol do Grêmio até o gol do Angelim. Depois explodiu de alegria; e(v) Edu, você não enxerga a identidade da torcida do Flu, porque no Maraca passa a ter 7 anos, e fora dele cumpre papel de dizer que torceu pelo Flu contra LDU e etc. É compreensível, meu camarada! (Ô Anézio, você precisa crescer e entender as coisas, oras!).Concluindo: sou espírito de porco e oportunista, mas foda-se. Abraços a todos e especial no Digão, grande rubro-negro.Daniel A.

  28. >Eduardo Carvalho,Meu grande amigo, Eduardoc Eu não torci para o Flamengo ganhar no domingo. Eu queria que o time do Leblon (ai, que maldade!) GOLEASSE O GRÊMIO, 9 a 0, COM OLÉ…SÓ DE FARRA! Mas não deu! Tá bom como foi! Eu não torci nem pro Fluminense, porque, confesso, enchi tanto a cara que, ao chegar em casa, no meio do primeiro tempo, dormi e acordei com a deflagração da batalha do Couto Pereira. Eu não acho que bebi muito. A culpa nunca é da bebida! Eu comi pouco…Mas, quando acordei, fiz uma farra com meus vizinhos – flamenguistas, tricolores, vascaínos e botafoguenses…Reveillon antecipado…Por que eu torceria pro Grêmio? Por que secaria o Flamengo ou o Botafogo? Só se fosse abstêmio… Agora, torcer é um verbo muito forte…Torcer pelo Flamengo, realmente, não dá…Aí, realmente não torci, não.

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