MUNDIAL, O MERCADO INTERNACIONAL

Eis-me aqui, de volta. E quero, desde já, ansioso, contar-lhes uma coisa que, bem sei, soaria como redonda mentira, ou mesmo como um exagero de minha parte (vocês me têm, eu sei, na conta de um hiperbólico incorrigível). Eu diria mesmo, sem medo do erro, que se não fossem as fotos que fiz eu seria tido como um mitomaníaco sem cura, já que lhes contaria, eufórico, sobre o que vi.

E confesso que por essa nem eu esperava. Nem eu!

Fui tirar minhas merecidas férias na semana retrasada. Como bom padrinho que sou, comecei a viagem, que tinha NY como destino principal, pela cidade de Shrewsbury, em Massachusetts, em busca do Alfredinho – meu afilhado (e do Bernardinho, seu irmão, e de Raquel e Alfredo, seus pais, primos da minha menina, naturais de Volta Redonda, cidade que em tudo se iguala à Tijuca, afora o ar siderúrgico).

Na manhã do dia seguinte saí para dar um volta pela cidade.

A saudade da Tijuca já me queimava as entranhas em meio à manhã gelada (coisa de – o quê?! – seis, sete graus centígrados) quando deparei-me com o que me pareceu uma miragem.

carro de entrega do Mundial em Shrewsbury, Massachusetts, EUA, 11 de outubro de 2009

Diante do carro com o logotipo MUNDIAL MARKET tive uma febre de rua do Matoso. Não podia ser. Não podia ser verdade. Estaquei diante de um policial e perguntei o que era aquilo.

– É um supermercado brasileiro. Fica logo ali.

Fui, incrédulo, na direção que me foi apontada.

E entrei, arremessado à zona norte da minha cidade, arremessado ao MUNDIAL da Matoso, no tal supermercado.

interior do supermercado Mundial em Shrewsbury, Massachusetts, EUA, 11 de outubro de 2009

Funcionários, caixas, açougueiros, todos, todos falando português, exibindo produtos anunciados em português e em inglês, e pedi, trêmulo e ainda descrente, um pão com manteiga e uma média de café preto sem açucar.

Febril, perguntei ao gerente se eles faziam entrega em casa. Diante da resposta positiva encomendei algumas coisas para o almoço, que mandei entregar na Haddock Lobo. Só depois, diante de seu assombro, dei-me conta de que estava longe.

Coisas, meus poucos mas fiéis leitores, que – modéstia à parte, até porque isso não é vantagem, isso é uma sina – só acontecem comigo.

Até.

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13 Comentários

Arquivado em viagem

13 Respostas para “MUNDIAL, O MERCADO INTERNACIONAL

  1. >Olá, Edu! Welcome back. Eu confesso… Sou adicta ao Mundial. No meu caso, é o da Saens Peña, onde paro – dia sim, dia não – com a desculpa de comprar uma coisinha ou outra. Meu horário preferido é o das 21h, quando já não há vivalma, as caixas não têm fila… É algo que quase se assemelha ao paraíso, diria. Acho bastante pertinente que esse mercado se espalhe pelo mundo, fazendo jus ao nome. 🙂

  2. >hehe! Edu e Bia, o meu Mundial é o da Riachuelo. É muito melhor que os vizinhos Sendas e Multi Market. E ainda saio sempre com histórias engraçadas pra contar. Tem coisas q só acontecem num Mundial. Beijocas!

  3. >E viva o Mundial!Saudades dele aqui em Volta Redonda, onde só tem – como diriam os meus alunos – redes "prego"!Abraços.

  4. >Edu, está tudo bem com você?A viagem foi boa?abs.,Daniel A.

  5. >Saudade do meu Mundial, da Voluntários da Pátria.

  6. >Edu,Esta é a prova cabal do Imperialismo Tijucano!Coloca aí umas fotos dos anúncios dos produtos… fiquei curioso…Um grande abraço!

  7. >Deixa só os donos do Prezunic e do Guanabara saberem disso…

  8. >Eu tenho a maior admiração e inveja de quem sabe se virar dentro do Mundial! A coisa mais inteligente que já vi, foi ver minha prima em tempo recorde comprar tudo de casa pro mês em 40 minutos. Eu sou um lixo de dona de casa e sonho em um dia poder comprar no Mundial, de preferência, um da Tijuca.

  9. >Meu Deus, o que é isso??Mundialfólia???Vc tá piorando…heeheheeBeijo meu Irmão

  10. >Com certeza, tem coisas que só acontecem com você, rê,rê!!!Abração!

  11. >Edu, isso é algo que você não podia mesmo deixar de nos contar!Eu vou ao Mundial. Tenho ido bastante até. Fica mais perto. Mas aquelas filas me matam! Mas Edu, achar um Mundial? Assim? Um supermercado brasileiro e era o Mundial! Tô bege. Eu ia correndo também ver tudo, verificar se é parecido, com certeza pedir um café (mas o meu é com acucar) e com mais certeza um pão na chapa! Tinha pão de queijo?Agora a pergunta indiscreta, isso que você encomendou para o almoço, você fez o almoço também? Uma daquelas suas receitas? Conta ai! abs e que bom ter voltado.

  12. >Confesso que hoje fiz compras no EXTRA (Av. Maracanã) e me senti uma traidora. Além disso sai resmungando de saudade dos preços sinceríssimos de meu mercado predileto: O Mundial da Matoso ! (Moro da Br. de Iguatemi!)

  13. Faz 3 anos que você escreveu isso, mas me identifiquei bastante. Estava procurando uma imagem do supermercado para escrever meu post sobre o supermercado e achei essa história. Incrível, quando for a NY FATO que vou lá rs
    Achei curiosa sua comparação de Volta Redonda com a Tijuca. Morei 19 anos na primeira e moro há 8 na segunda e apesar de não concordar que sejam tão parecidas, têm lá suas semelhanças, sim. Especialmente bairros mais prafrentex como o Aterrado, que tem barzinhos, um estádio, etc.
    Bom, meu post está aqui http://perdidanaudu.blogspot.com.br/2012/06/rumo-ao-mundial.html#links
    abraço!

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