PRA LEO BOECHAT

Acabo de chegar da casa de Aldir Blanc (na Tijuca), onde estive com Leo Boechat, o nosso Bemoreira, e onde desfrutamos da companhia de João Bosco. Foi assim… Depois de muito papo e de duas garrafas de uísque, uma de Chivas (levada pelo João) e uma de Dewar´s 12 (levada por mim, presente do Caio Ramos pro Aldir e que eu guardava há mais de ano esperando o encontro certo pra entrega da encomenda – entenda aqui o por quê do presente), João no vilão, Aldir acompanhando, e eu com a intenção precípua de oferecer ao Leo uma noite tão bonita e significativa quanto foi a noite no Vilarino, quando ele – com a anuência da Renata – deu-me a Helena como afilhada.

Ouvimos um João em plena forma – e cantando como nunca. A cantoria (se a memória me trair, Boechat, ajude-me!) começou com Ilusão à toa, de Johnny Alf, depois Lígia, de Tom Jobim. Seguiu-se com uma inacreditável interpretação de Tudo se transformou, do Paulinho da Viola. Ouvimos, ainda, de Bosco & Blanc, Sonho de caramaujo (Boechat chorava e guinchava feito a Helena com fome) – ouçam aqui -, Navalha – ouçam aqui -, NaçãoMentiras de verdade Desnortes, um (já) clássico em parceria com seu filho, Francisco Bosco. Seguramente uma ou outra me escapa nesse momento, mas não é a coisa mais importante diante do que quero lhes contar – que foi uma grande noite, que foi um grande momento, que vivemos ali, como numa corda-bamba, eu e Leo, o tremendo dilema entre o amigo diante do amigo e o fã diante do ídolo.

A conversa foi grande (como a noite), e relembramos a entrevista que fizemos com o João em 2007 (aqui), ouvimos histórias hilariantes contadas pelos dois e vividas durante as inúmeras viagens pelo Brasil afora quando Aldir acompanhava João nas turnês, falamos de futebol, de política, sobre as mulheres (“que sem elas a gente não vive”, apud Aldir), música evidentemente, e quando partimos, pouco depois da meia-noite, aquilo tudo parecia não caber nas cinco horas vividas dentro do bunker blanquiano.

Prova – desnecessária, diga-se – de que os dois são bruxos.

Lembrei-me demais do que lhes contei aqui, em 2006.

Quando amigos se encontram começam a cantar a paixão, são línguas de fogo, promessas e jogo, são vícios do coração. São horas perdidas que o relógio não marca.

Até.

ps1: não lhes escrevi ontem (o Buteco é de uma pontualidade implacável!) justo por conta da tensão (do Leo Boechat, que me contaminou, vejam aqui) e da expectativa que se desenhou desde o final de domingo, quando o João começou a tecer a noite de terça-feira.

ps2: nesse próximo domingo, ou no outro (esqueci de perguntar!), sai na Revista de Domingo, a entrevista feita ontem com Aldir, João e Francisco Bosco!

ps3: o Buteco do Edu também está no twitter, aqui.

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18 Comentários

Arquivado em gente, música

18 Respostas para “PRA LEO BOECHAT

  1. >Sem puxar o saco, mas você é um privilegiado !Com certeza deve ter sido uma noite memorável.AbraçoErnesto

  2. >Como assim "sem puxar o saco" se ele chega a doer lendo uma frase dessas?Rabugice minha, como disse o Pian, só pra manter a casa em ordem.Aquele abraço.

  3. >Salve os mestres Bosco & Blanc, camará!PS: Imperdível foi o João Bosco na TV Cultura, no último domingo. Na verdade, uma reexibição da participação do grande Bosco no programa 'Ponto de Encontro', gravado – se não me falha – em 1978.

  4. >Grande noite, hein, Edu! Só não entendi a menção à entrevista. Vocês entrevistaram o trio?

  5. >Não, Moutinho! É que após a entrevista do jornalista com o trio, começamos o – digamos – papo mais informal. Foi quando veio à tona a entrevista que fizemos com o João em 2007! Forte abraço.

  6. >inefável. é tudo o que eu posso dizer.

  7. >Foi mesmo, Jean, foi mesmo. E seu primo, repetindo o mantra, dizia aos prantos:- Você tem que trazer o Jean aqui, você tem que trazer o Jean aqui…Abraço.

  8. >Que beleza de noite deve ter sido.Abraço,Daniel

  9. >Se eu estivesse presente, grande Edu, pediria ao João que cantasse "Heróis da Liberdade" – cuja melhor interpretação é dele.Grande momento!

  10. >Realmente, fico imensamente grato ao Edu por essa. Ainda estou digerindo o emocionante encontro.

  11. >Boechat: mas eu não havia prometido há tempos, malandro?! E gratidão por gratidão – sejamos francos – você está com mais de um corpo de vantagem! Abraço.

  12. >Morri de inveja mais uma vez. Por que você não sorteia entre seus leitores uma vaga para uma outra visita dessas? Quero muito ir e conhecer os dois.

  13. >Cesar Nascimento: custei a lhe responder porque li e reli várias vezes essa besteira inacreditável que você escreveu antes de lhe responder. Depois, temi que você fosse o mesmo que durante anos freqüentou esse balcão dizendo coisas absolutamente (igualmente) inacreditáveis, com esse mesmo nome. Me poupe, rapaz, e nas duas hipóteses: sendo você ou não o tal cara a quem me refiro, não repita ignomínias como essa aqui. Francamente.

  14. >Talvez o Cesar Nascimento não passe de um fake, um perfil falso.

  15. >pô edu… que barato deve ter sido! papo de não esquecer nunca mais.tô no twitter contigo, camarada.abração.caíque

  16. >Edu, que privilégio você teve! Faço idéia da maravilha que deve ter sido essa noite.Agora, além disso, uma diversão à parte foi a sua resposta ao Cesar Nascimento. Sensacional!Abraços.

  17. Pingback: ALDIR BLANC E ANESCAR, CRIADOR E CRIATURA | BUTECO DO EDU

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