ATORES E ATRIZES DE TEATRO

Eu não sei se vocês têm essa sensação de vez em quando, se passam pela mesmíssima experiência pela qual passei sexta-feira pela manhã (repeti a palavra “pela” de propósito), por isso quero dividir esse troço com vocês, meus poucos mas fiéis leitores. Li, pouco antes da hora do almoço, o texto BODAS DE PRATA, escrito por meu queridíssimo Luiz Antonio Simas, em seu HISTÓRIAS DO BRASIL (o melhor blog do Brasil na opinião de Carlos Andreazza, com o que concordo). Leiam aqui, leiam!, por favor.

Quando bati os olhos no título, disse de mim para mim:

– Vai falar do Tiago Prata.

Entretanto há uma aridez absoluta do violonista no curso do texto (que eu gostaria de ter escrito, eis o que eu queria desde o início lhes dizer). Mas se lá não está o menino Prata (não mais tão menino, diga-se), está enterrada uma verdade acachapante que foi, justamente, o que mais me doeu não ter exposto antes do bardo da Lúcio de Mendonça: atores e atrizes são atores e atrizes vinte e quatro horas por dia. Explico.

Fingem, fingem, fingem.

Fazem tipo, todo o tempo, e tem um ar blasè que eu vou lhes contar, é espeto (estou relendo, pela – o quê? – décima, vigésima vez, toda a obra rodrigueana).

Há, no prédio em que moro, um ator.

Faça o tempo que for, chova, faça sol, uma canícula africana, e lá está o ator de cachecol.

Refiro-me, por óbvio, ao ator-jovem (é o único ponto do qual discordo de Luiz Antonio Simas, acho que a velha-guarda, na qual há também exceções, tem grandes artistas, grandes artistas!).

O ator-jovem diz, como quem respira, que “faz teatro”. Ainda que não tenha, nunca, posto os pés num palco, ele diz que “faz teatro”. Está sempre “estudando um texto”, “envolvido num projeto” (que nunca se concretiza), quase sempre “fumando maconha para transcender”, “fazendo Tablado”, visitando exposições e achando o máximo instalações que não fazem o menor sentido (dia desses falo sobre as tais “instalações”), “participando de performances”, freqüentando Santa Teresa (que ele chama, como de se esperar, de Santa), dizendo que é PSOL e fã da Heloísa Helena.

Pausa rápida (ou pano rápido, para que fique mais adequado ao tema de hoje): li, dia desses, nos jornais, que a ex-senadora Heloísa Helena referiu-se a uma colega vereadora (HH é, hoje, vereadora) como “porca trapaceira”. Façam-me o favor. O homem que ocupa cargo público tem de ter, no mínimo, postura. Tem de cumprir alguma liturgia. E a brava ex-senadora, repreendida sabe-se lá por quem, saiu-se com essa:

– A vereadora Tereza Nelma colocou no bolso R$ 162 mil. Vereador pode roubar cofres públicos e não pode ser chamada de porca?

Não, não pode. Resultado: a vereadora Tereza Nelma ingressou com um processo por quebra de decoro parlamentar – no que fez muitíssimo bem.

A histérica ex-senadora vem perdendo a linha não é de hoje. E provando, cada vez mais, que não tem NENHUMA (com a ênfase szegeriana) condição de ocupar os cargos que almeja. Dito isso, em frente. Voltando.

Não, não vou voltar.

Não tenho, eis a triste verdade, mais nada para lhes contar hoje. Quer dizer, tenho. Mas o farei em outro texto.

Até.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em confissões

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s