AUTÓGRAFOS NA QUITANDA ABRONHENSE

Começou com o seu José, da Quitanda Abronhense, pedindo minha ajuda pra comprar um livro meu, autografado. Dias depois, durante uma cerveja de final de dia com o Felipinho, um freguês, ouvindo o reforço do pedido do seu José, disse:

– Também quero um, pô.

Outro, mais ao fundo da quitanda, disse:

– Quer o quê?

E o seu José:

– Um livro do Eduardo – e apontou pra mim.

– Também quero! – disse o caboclo, na linha é-mentira-mas-é-bonito.

E arrematou:

– Marca uma noite de autógrafos do livro aqui, menino!

Felipe Quintans, Eduardo Goldenberg e Isaac Goldenberg na QUITANDA ABRONHENSE, em 20 de setembro de 2008

O fato é que, depois de mais um reclame do seu José, depois do pedido inacreditável do coroa do balcão, e depois de instigado pelo Felipinho e pela Olga – entusiastas de primeira hora da hilariante idéia – estamos escolhendo a data para a primeira (e possivelmente a única) tarde ou noite de autógrafos da Quitanda Abronhense.

Vender livro vai ser mais-que-secundário.

Mas juntar, ali, gente a fim de papo e de testemunhar esse inusitado, já valerá a pena.

Até.

ps: Fernando José Szegeri, o homem da barba amazônica, incapaz de uma mentira, cometeu pequeno deslize nos comentários a este texto, já apontado e corrigido por mim. Peço sua atenção ao que vai, ali, lançado.

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25 Comentários

Arquivado em botequim, Tijuca

25 Respostas para “AUTÓGRAFOS NA QUITANDA ABRONHENSE

  1. >Du , me avisa que quero estar presente !!! bjs

  2. >Po Edu, vai ficar bem legal.É so marcar que farei o possível pra ir, só que vou precisar comprar o livro. se vender na hora, vai ser bem melhor!!! hehe.Grande abraço.

  3. >Isto tem que acontecer, vai ser muito bacana. A Brahma da quitanda é geladíssima. E ainda por cima levarei uma vitrolinha. Beijo.

  4. >Edu, tô curiosa pra ver no que dará essa mistura de bebum com livro.

  5. >Meu pai: desnecessário seu pedido, meu velho. Eu, aos 39 anos e quase sete meses, não faço NADA sem falar com você antes.Fábio: o livro vai estar à venda lá, é claro!Felipinho: precisamos obter autorização da gerência da casa! Você pede? Ou acionamos a moça do 904? Beijo!Olga: que bebum? Beijo.

  6. >Estive em todos os lançamentos até agora. Caprichem na data.

  7. >Mano Szegeri: vejo-me obrigado a desmenti-lo em nome da precisão que me acompanha como sombra em dia de sol a pino.Eu, que num acesso de megalomania lancei o livro no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Volta Redonda, não contei com sua presença quando do lançamento na cidade do aço.O que foi – confesso tardiamente – até bom. Tanto no Rio como em São Paulo a fila para falar com você foi sempre maior do que a dos incautos compradores do livro que, é verdade, proporcionaram, aqui no Rio, uma venda razoável.Pausa: isso sem contar que o bom índice das vendas deveu-se muito à Betinha que, sozinha, comprou 40 livros!!!!!Não se preocupe com essa noite de autógrafos na ABRONHENSE, querido.Sei que você seria capaz mesmo de vir, e sei também que não por minha causa…Pretendo apenas reunir uns amigos, o Felipinho já ficou de levar a vitrola, a Olga vai levar um livro-preciosidade sobre a Tijuca, vou convocar o Simas pra levar o cavaquinho, quem sabe se o menino Tiago Trinta Pratas (mais sumido que assombração) pinta com o violão… Vamos ver.Um beijo, querido.

  8. >Irei, é claro! Até porque o lançamento do livro no Rio foi uma noite verdadeiramente inesquecível e fundamental na minha vida. Beijo.

  9. >Maravilha, Simão! Minha intenção é clara: fazer a primeira noite de autógrafos da história da QUITANDA ABRONHENSE – quiçá da rua do Matoso!!!!! – sem vender um único livro, juntando muita gente boa, transformando a noite num troço mágico, como o mundo que a gente sonha. Beijo.ps: você não sabe como fico feliz quando lembro do que foi a noite de 12 de dezembro de 2005 na sua vida!

  10. >Eduardo,a QUITANDA ABRONHENSE, não fecha cedo ?!?!?Abç …

  11. >Fecha, Kadu. Será uma boa oportunidade para medirmos a moral da Olga com o seu José. Abraço.

  12. >Faço votos que eu seja convocado dessa vez. Embora como livreiro eu ache que lançamento de livro deva ser em livraria, também tenho o dia 12 de dezembro de 2005 como fundamental em minha vida. Não só porque fui eu que vendi o livro no Estephânio’s aquele dia, nem por ter sido disparado o melhor lançamento que já fiz na vida, mas também porque foi nesse dia que algumas amizades inesquecíveis deram liga.Valeu Edu,um beijo,Digão

  13. >É, meu velho, mas não vai ser exatamente o lançamento de um livro, né? Vamos só fazer uma bagunça pra contar história depois. Noite de autógrafos numa quitanda na rua do Matoso já é notícia, não?! Ainda mais com vitrola, cavaco, violão, os amigos… Beijo.

  14. >Queria que amanha ja fosse janeiro…

  15. >Edu, essa vitrola que o Felipinho fala é vitrola mesmo, que toca aquela coisa antiga chamada “disco” que os modernos chamam de vinil e que a gente levava pras festinhas nos anos 1970? Pois se for, além do livro-preciosidade (exagerado!)posso levar uns “vinis”. Algo me diz que precisarei de lencinhos… (rsrs)Eu não sou autora de livro, Edu, quem tá cheio de moral naquela quitanda é você. Comece já a campanha com ele. Já insinuei alguma coisa pro Chico, o funcionário-padrão.

  16. >Betinha: não fale assim, meu Deus…Olga: evidente que sim. O Felipinho Cereal, que está entre os 30 e os 40 anos, que tem cara de 20 e alma centenária, não tem uma, mas VÁRIAS vitrolas – algumas delas valvuladas. Tem, segundo informações obtidas nas redondezas, pra mais de 5.000 long-plays. Um cômodo inteiro, de grandes proporções, em seu suntuoso apartamento na gloriosa Barão de Sertório, guarda parte da coleção. Ele mesmo – pedirei a ele – escreverá aqui contando o que ele tem e o que não tem nessa área.Quanto à moral na quitanda, francamente…Não há livro no mundo que qualifique mais do que anos de calçada em frente.”Sabes, Edu… Quando eu abri a quitanda…” (os olhos distantes) “… a Olga já andava de calcinhas pra lá e pra cá, brincando na calçada…” – é impossível esquecer o depoimento ao qual assistiu, também, o Felipinho.Ninguém tem mais moral que você, por lá.Beijo.

  17. >Edu, que maravilha isso, meu Deus!! Eu achava que essa coisa de “calcinhas pra lá e pra cá, brincando na calçada” fosse coisa da minha imaginação romântica… Tive duas fases na Matoso, bom isso não vem ao caso, o que é espantoso é que achei que isso fosse memória só minha. Nunca imaginei que o Zé se lembrasse disso. Edu, você pode calcular como estou emocionada?

  18. >Posso sim, Olga. Embora eu nunca tenha usado calcinhas, eu posso!Mas tudo isso – a memória do Zé, a emoção que isso desperta em você – só torna ainda mais evidente a imperiosa necessidade de sua intervenção para que a noite aconteça como imaginamos: o livro como pano de fundo, o cavaco do Simas, o violão do Trinta Pratas, a vitrola do Felipinho…Você tratará de tudo. Até porque, quero crer, a QUITANDA ABRONHENSE terá de fechar um bocadinho mais tarde nesse dia, contar com reforço no estoque de cervejas, contar com permissão para a música, para um tira-gosto que eu mesmo quero preparar etc…Beijo.

  19. >Edu, o Zé é um sujeito meio metódico, convencional. Mas acredito que ele cederá, sim, vamos a ver. Vou dar uma passadinha por lá pra assuntar.Se tudo acontecer da maneira como estamos imaginando será tão bom!!

  20. >Grande Olga, é isso aí. São aquelas maquininhas que fazem os disco girarem que vou levar. Tenho algumas vitrolas mesmo, coleciono discos de vinil, e levarei um pouco disso para a quitanda. Leve seus discos também.Abração.

  21. >Felipinho, eu, levar discos? Não me atreveria depois dos “5.000 long-plays”. O Edu consegue ser mais velho que a gente, né?Felipinho, entre as suas vitrolas tem alguma que prende vários discos numa pecinha, no alto, e eles vão caindo conforme vai terminando o que está embaixo? Tem?!

  22. >Tenho sim. É uma Philips valvulada de 1959. Toca lps de 78 rotações, empilha discos, que vão caindo…Abração, e leve alguns lps sim.

  23. >Opa, Edu!No dia que peguei o livro só pude beber uma água com gás. Posso chegar aí no dia ? Um abraço

  24. >Rodrigo: mas que pergunta… É evidente que sim! Abraço.

  25. >É só me dizer então .. Um abraço

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