O EMAIL DA OLGA

É como eu disse, há pouco, pro Felipinho Cereal, por telefone: o BUTECO recebeu, hoje, um email muito, mas muito bacana mesmo!!! A Olga, leitora fidelíssima e a quem eu não conheço (troço que dá ainda contornos mais bacanas a tudo), mandou-me a mensagem que reproduzo abaixo, devidamente autorizado a fazê-lo:

“Edu: você nem pode calcular como estou emocionada. Vim pro trabalho chorando pela rua. Essa série, esses encontros, hoje, pela manhã, mexeram com muitas coisas em mim.

Cumpri com muito prazer a tarefa de entregar a série impressa pro Zé, da Quitanda Abronhense e pro Tuninho, da Tinturaria Mascote.

Edu, precisava ver a carinha do Zé identificando a quitanda e a foto dele ao telefone. Expliquei a ele sobre a série e ele falou, com um entusiasmo incomum, diga-se, que você era seu freguês! Pra minha surpresa, ele pediu o endereço pra entrar no blog. Achei tão inusitado! E adorei! Recomendei que ele não deixasse de ler os comentários, tão bons quanto os textos.

Agora, Edu, na tinturaria foi emoção pura! O seu Antônio não estava. Entreguei pros irmãos Rosa e Tuninho, duas adoráveis criaturas. Em poucos minutos mergulhamos no passado, lembrando de histórias de quando éramos mais jovens e ficamos bestas por nos conhecermos há tanto tempo. A vida doida da gente faz com que esqueçamos desses detalhes tão importantes, e banalizamos, às vezes, o que é essencial. Foi boa pacas a conversa. Serei sempre grata a você por isso, Edu.

Eu e o Tuninho lembramos de quando o Zico morou na rua. Foi assim que ele se casou. Morou no nº 175, cobertura, você pode imaginar o que foi isso? Sempre educado e simples. Descia pra comprar jornal e cumprimentava todos os porteiros. Depois ficou difícil, as pessoas o interpelavam demais e ele teve que dar um tempo nas andanças matinais. Ficou pouco tempo, foi só uma passagem, mas inesquecível pros moradores.

Eu e a Rosa lembramos que a família do apresentador Silvio Santos (pais, irmã e sobrinhos) morava no nº 181, edifício Alcazar (o mais chique na época, com apartamentos enormes…). Nos anos 1970, a filha dele, Cíntia, uma criança como nós, veio passar uns dias com os avós. Brincava com a gente na rua. Lembramos que fechávamos a rua (você pode imaginar o que seria hoje fechar a Matoso?) pra brincar de queimado. Nossa! Quantas lembranças boas!

Edu, você lembra do casarão dos Peixoto de Castro? Onde ficam agora aqueles vários prédios? O casarão era um pequeno oásis em plena Matoso com a Santa Amélia. Tinha vários pássaros, cachorros e carros maravilhosos estacionados. Ficávamos espiando aqueles tão nobres moradores. Senti demais sua demolição…

Acho que me alonguei.

Beijos,

Olga

PS: Esqueci de dizer que no Madri ainda moram alguns familiares do Tim Maia (cunhada e filhas do irmão do Tim). Pessoas doces e muito queridas, mesmo.

O Felipinho Cereal, um sábio, me disse antes de sugerir uma cerveja, rápida, hoje, no comecinho da noite:

– Só esse email, e já valeria termos feito a série, né, Edu?

Seguramente, seguramente.

Até.

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6 Comentários

Arquivado em confissões, gente, Tijuca

6 Respostas para “O EMAIL DA OLGA

  1. >Olga que é, Edu, um dos motivos pelos quais eu insisto [e acredito] em escrever na internet.Grande e querida Olga, grande e-mail!

  2. >Edu, não dá pra comentar, né? O que falar? Obrigada!

  3. >Andreazza, meu querido, você é que me motiva a ler na internet. Pois a sua literatura me é imprescindível. Grande e querido Andreazza, grande escritor.

  4. >Escrever só por escrever é bom. Escrever só pra si mesmo é muito bom. E escrever para os outros também é muito bom, especialmente quando os outros lêem o que a gente escreve, gostando ou não.Mas receber uma mensagem dessas, sabendo que os outros se emocionam com aquilo que a gente faz porque gosta, e se disponibilizam a nos responder com tanto entusiasmo, é bom demais.Abraço!

  5. >Andreazza e Olga: obrigado a vocês… mas não posso meter a colher nesse rasgar mútuo de sedas, né? Um abraço do tamanho da Tijuca pra vocês!Diego: é isso, malandro! Você captou tudo e matou a pau!! Fiquei feliz demais com a mensagem da Olga. De lavar a alma, literalmente. Forte abraço, e marquemos nossa cerveja de uma vez, caboclo! Está vencendo nossa promessa! Forte abraço.

  6. >Na onda do Zé Sergio…A gente marca a cerveja pro sábado, antes do jogo do rubro-negro, no Conversa Fiada da Tijuca, ok?Abraço!

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