>RUA DO MATOSO – A SÉRIE – PARTE VII

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(leia NOVA REGRA PARA COMENTÁRIOS, aqui)

Chegamos na Matoso 125-P.

Veio à mesa nos atender o dono, que se apresentou como Fernando Augusto Cardoso. Disse que suas iniciais, FAC, eram as iniciais da grande paixão de sua vida, o América, o AFC. Felipinho comoveu-se profundamente e sentamos todos.

Gritou o seu Fernando pra dentro do bar:

– Maria! Veja quatro copos americanos bem lavados! Bem lavados, hein!

O friso no “bem lavados” deixou-nos de orelha e nariz em pé.

O ESCONDIDINHO DA MATOSO, que prima pela extrema simpatia e gentileza do seu Fernando, não é exatamente um bom lugar pra se comer…

Digo, entretanto, que vale muito a pena uma parada por ali, uma sentada à mesa, um papo sem pressa com o português de Trás-os-Montes que serve, verdade seja dita, uma das mais geladas cervejas da rua. Fique apenas na cerveja e no papo – tudo certo!

ESCONDIDINHO DA MATOSO, rua do Matoso, na Tijuca, foto de Eduardo Goldenberg

Seu Fernando nasceu em 1938 e veio para o Brasil em 1954. Casou-se em 1970 no salão do América – fato que comoveu, uma vez mais, o Felipinho.

Seu Fernando declarou-se um apaixonado pela Tijuca, pelas redondezas, pelo bairro. Conhece tudo de futebol, contou histórias incríveis envolvendo jogadores e dirigentes, disse ser brizolista, teceu os maiores elogios ao Brizola, disse que o calçadão da Matoso é uma verdadeira passarela por onde passam os brotos do pedaço e topou ser filmado contando uma história sobre uma promessa não cumprida aos jogadores do escrete canarinho em 1958 pelo então presidente JK.

http://www.youtube.com/get_player

O telefone do ESCONDIDINHO DA MATOSO – que é também um orelhão! – é 2213-5028.

Amanhã tem mais.

Até.

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23 Comentários

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23 Respostas para “>RUA DO MATOSO – A SÉRIE – PARTE VII

  1. >Du , voce esqueceu de informar da gentileza do Seu Fernando ao nos oferecer uma deliciosa salsicha de frango .

  2. >Esqueci, não, meu velho pai, esqueci, não…Faz parte daquela minha tática de provocar os comentários dos companheiros do passeio.Mas você está trocando as bolas…O seu Fernando nos ofereceu o acepipe (era salsicha de frango?, eu não reconheci…) no sábado seguinte, quando abrimos o terceiro passeio partindo de lá, logo depois do café da manhã.Beijo, meu velho.E fico feliz de saber que você está usando sua nova conta GMAIL para comentar.Assim, evitamos a presença das desagradáveis pessoas que se fazem passar por outras.Amo você.

  3. >Espetacular o cartaz do sanduixe de queijo!! Muito bom!!!

  4. >Edu, vamos marcar para este sábado, às 11h45min, na porta do Belmonte da Lavradio, uma maratona cervejeira? Os demais leitores e leitoras estão convidados também, que tal?

  5. >Zé Sergio: isso é um plano para afastar mau-olhado do nosso caminho?Você é um gênio, Zé!Um gênio!Vamos lá!Marcadíssimo!

  6. >Demais essa série da Matoso! Moro pertinho da Matoso, no edifício Medalha Milagrosa, na Doutor Satamini. Por isso eu vou demais aos botequins do calçadão. São baratos e honestos. Do cacete você falar neles. Um abraço.

  7. >Belmonte ??????? quem diria……

  8. >Pai: não estraga o plano do Zé Sergio, pô!!! Beijo!

  9. >Você reparou no estilo do bigodão do coroa atrás do seu Fernando? Um clássico da rua do Matoso! Um abraço.

  10. >Fábio: não, não havia reparado! O sujeito é, de fato, uma figuraça. Seja bem chegado ao balcão. Abraço.

  11. >Ei, o bigodudo da foto é o Leôncio. Ele mora no meu prédio. Claro, não tenho a menor idéia de qual seja o nome real do cara, mas no prédio a gurizada chama ele de Leôncio, porque ele tem o bigode igualzim ao daquele personagem que vive sendo sacaneado pelo Picapau.

  12. >Edu, porque não comer no Escondidinho?Abraço

  13. >Cesinha: eis aí uma das graças da publicação da série sobre a rua do Matoso! Neguinho vai reconhecendo o vizinho, a namorada do porteiro, a cabeleireira de folga bebendo sábado de manhã, um grande barato. A partir de hoje pouco importa o nome real do bigodudo. Sempre que cruzar com ele, vou dizer:- Salve, seu Leôncio!Rodrigo: quem é você? Não vou mais publicar comentário de neguinho escondido atrás de privacidade, anonimato, o escambau. Se você for o cara que está devendo o emolduramento do autógrafo do Szegeri, me perdoa desde já. Mas estou escolado, malandro. Diga quem és e te direi o por quê de não comer (ao menos eu, pô!) no ESCONDIDINHO.

  14. >Belmonte? Não pode ser no calçadão da matoso rsss? Eduardo, aproveitando a oportunidade, já que estamos chegando ao fim da série Matoso. O que vc acha de escrever sobre os clubes tijucanos como o América, Municipal entre outros. Só uma sugestão.Abraços!

  15. >puxa, não vinha aqui há semanas! saudades de ler tuas coisas. Então há uma série sobre a rua do Matoso, já na sétima parte? Caráleo! Vou indicar prum amigo que mora lá, quase na altura da Satamini, num prédio que tem o inacreditável número de 30 apartamentos por andar.Grande abraço, e muitas saudades.

  16. >Pô Edu, é eu mesmo cara. Rodrigo-furão. Manda ai porque. Abraço

  17. >André Luís: acho péssimo. E mandei um email para o estranhíssimo endereço que aparece em seu obscuro perfil. Ou você se identifica ou esta é a última bobagem que você fala por aqui.4rthur: qual o prédio, malandro? Qual o prédio?! Fala! Seja bem chegado de volta. Forte abraço.Rodrigo: era o que eu queria saber. Abraço.

  18. >Edu, a série tá maravilhosa!Agora, o seu pai, tá roubando a cena!O prédio de 30 por andar, só pode ser o 125, creio.

  19. >Obrigado, Olga… e você toda orgulhosa, hein?! Moradora da rua… privilegiada… muito bem!Quanto a meu pai, permita-me: papai não rouba a cena. Papai FAZ a cena. Ele é o maior.O prédio eu também aposto que é o 125. Aguardemos o 4rthur.Beijo.

  20. >Edu, você está certíssimo em relação ao seu pai. O que está errado é essa vírgula aí entre o seu pai e a ação. (rsrs)

  21. >Olga: o pai-sujeito é meu e a ação é exclusivamente minha. Está corretíssima a vírgula!Confesso que não sei usar a vírgula e sou péssimo com a pontuação em geral. Rodrigo Ferrari, meu mais feroz crítico, que o diga.Mas essa aí – garanto! – está no devido lugar.Professora?Beijo.

  22. >Olga: graças à Betinha, leitora atenta do BUTECO mesmo estando em NY (o BUTECO é internacional!), percebi que errei grosseiramente… Ainda bem que eu mesmo disse que sou péssimo com a pontuação em geral. Vê-se que também com a atenção…Você se referia, seguramente, ao seu erro, quando você escreveu “Agora, o seu pai, tá roubando a cena!”.O tonto, aqui, não notou e vestiu logo a carapuça.Desculpa! Beijo.

  23. >Edu, jamais corrigiria você, nem se professora fosse. Quanto às vírgulas, Edu, fora todas as outras dificuldades com a bela língua portuguesa que tenho, acredite, elas me humilham mais que as crases. Eu insisto no respira, vírgula, respira, vírgula… (rs)

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