FAVELA NO RIO, DE NOVO

Em dezembro de 2007, por ocasião da visita do Arthur Tirone, o meu querido Favela, ao Rio de Janeiro, escrevi FAVELA NO RJ – PARTE I (aqui), FAVELA NO RJ – PARTE II (aqui) e FAVELA NO RJ – PARTE III (aqui). Tive a honra, naquela oportunidade, de recebê-lo (com a Milena) em casa – o que valorizou, creiam em mim, o imóvel. E eis o que quero lhes contar hoje: o Favela esteve no Rio, de novo, entre terça e quinta-feira (09, 10 e 11 de setembro), a trabalho. Esteve aqui a trabalho, mas não deixou de dedicar seu tempo vago aos amigos e aos butecos, duas de suas maiores paixões.

Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone (o Favela), Rodrigo Ferrari, Marcelo Vidal e Wlader Dutra Miranda (o Comandante), no RIO-BRASÍLIA, 10 de setembro de 2008, na rua Almirante Gavião, na Tijuca, fotografia de Felipe Quintans Gomes

Encontramo-nos no RIO-BRASÍLIA, nosso buteco de fé, pouco antes da partida entre Brasil e Bolívia pelas eliminatória da Copa do Mundo de 2010. A foto não mente: cinco homens em estado de graça, limãozinho da casa, batidinha de maracujá, um conhaque diante do Favela (notem, notem, notem!), garrafas de cerveja, e atrás de nós, como um cenário construído para a fotografia, os janelões do casarão de pedra à esquerda (atrás de mim) e a entrada do outro casarão de pedra à direita (entre o Rodrigo e o Vidal), sonhos de consumo de onze entre dez freqüentadores do portentoso pé-sujo tijucano.

Mas não é sobre o que houve no RIO-BRASÍLIA que quero lhes contar.

Quero lhes contar sobre o que houve depois, e que eu soube apenas ontem à noite, quando recebi – para minha sorte – o Felipinho Cereal para jantar.

Ainda no RIO-BRASÍLIA, Felipinho Cereal jurava apresentar butecos novos ao Favela, todos ali mesmo na região, e eu fiz – sem exagero – uma centena de fotos do papo dos dois: ambos choraram, os abraços eram efusivos, e fui cravado de uma certeza naquele momento em que fazia os cliques – o final da noite não iria prestar!

Arthur Tirone (o Favela) e Felipe Quintans Gomes (o Felipinho Cereal) no RIO-BRASÍLIA, 10 de setembro de 2008, na rua Almirante Gavião, fotografia de Eduardo Goldenberg

E eu não estava errado.

Felipinho Cereal me contou o roteiro antes mesmo deles partirem: o buteco PINK, pé-sujo na Afonso Pena, GALETO COLUMBIA, glorioso galeto na esquina da Afonso Pena com a Haddock Lobo, COLUMBINHA, na Haddock Lobo, e BAR ESTUDANTIL, também na Haddock Lobo, entre a Alberto de Sequeira e a Almirante Gavião!

Durante os próximos dias, prometo publicar fotos do roteiro desses dois caboclos, queridos meus, que aproveitaram à larga a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.

Encerro, por hoje, deixando três felizes forografias, de autoria do Felipinho Cereal, mostrando o Favela mais-que-à-vontade no interior do COLUMBINHA (notem as portas de ferro já fechadas) ao lado de dois malandros, que ele conheceu ali, naquele momento, naquele balcão.

A fotografia – espero que vocês me compreendam… – deixa nítido, claro e evidente, que a Barra Funda é de linhagem tão nobre quanto a Tijuca – e que o Favela é um grande sujeito, dos maiores. O abraço dos caras, a franqueza do sorriso do meu queridíssimo Favela, a intimidade que só um balcão de madrugada permite, prova, também, o acerto do roteiro do Felipinho.

Arthur Tirone (o Favela), no COLUMBINHA, na rua Haddock Lobo, na Tijuca, madrugada de 11 de setembro de 2008
Arthur Tirone (o Favela), no COLUMBINHA, na rua Haddock Lobo, na Tijuca, madrugada de 11 de setembro de 2008
Arthur Tirone (o Favela), no COLUMBINHA, na rua Haddock Lobo, na Tijuca, madrugada de 11 de setembro de 2008

Uma grande noite, seguramente.

Até.

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6 Comentários

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6 Respostas para “FAVELA NO RIO, DE NOVO

  1. >Depois de algumas garrafas vazias, declaração de amor entre dois amigos. Para terminar, uma via-sacra pelos bares da região. Já vi isto antes. Só muda o cenário. Cada vez melhor este buteco. Abraços!

  2. >Imagens como estas me fazem lembrar que sou o homem mais feliz do mundo, por ter amigos como o Favela. Axé!

  3. >O Favela é meu irmão!

  4. >Valeu, Jonas! A qualidade do BUTECO deve-se muito à qualidade de quem o freqüenta!! Um abraço.Bruno: somos todos os mais felizes do mundo, querido… Convivemos – e isso é muito. Eu, e você bem sabe do que falo, mais que nunca, devo demais aos meus amigos, querido. Sem eles seria tudo infinitamente mais difícil.Ô, Piruca: o Favela tem uma pá de irmãos aqui na Tijuca, e eu sou um deles! Forte abraço.

  5. >Pois é, Edu E quem resiste à singeleza do moço? Sucumbi sem a menor chance de defesa. Saudades

  6. >Salve, Mi! Saudade sua também, querida. Na próxima, venha com ele! Beijo enorme.

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