Arquivo do mês: agosto 2008

>CAYMMI MANDOU CHAMAR!

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SZEGERI – O MITO OUTRA VEZ

Há, entre os meus poucos mas fiéis leitores, um que é – digamos – fidelíssimo, como um cão. Escreve quase que diariamente, e os mais maldosos já me fizeram a pergunta indelicada:

– Você assina a carteira do cara?

– Quanto você paga a ele por comentário?

O fato é que o Rodrigo, de São Paulo, a quem não conheço (essa informação é importantíssima), Rodrigo Medina para ser mais preciso, chegou, inclusive, a mandar aqui para o BUTECO a sua fotografia (veja aqui) para participar da promoção que acabou não virando realidade (entenda aqui o por quê) – tamanho o grau de sua fidelidade ao BUTECO.

Presumo eu, por isso mesmo, que o Rodrigo Medina já tenha lido – e mais de uma vez, acredito! – os (até o momento) mil e tantos textos expostos no balcão virtual do BUTECO. Tendo feito isso, tem lá suas preferências.

Suponho, ainda, que ele tenha simpatia por um, por outro – já que são tantos os citados por mim em minhas histórias, todas reais e contadas com precisão impressionante.

Hoje, para minha surpresa, recebi um email do Rodrigo.

Conta-me, ele, na tal mensagem, que esteve anteontem à noite no lançamento de um livro em São Paulo, onde encontrou Bruno Ribeiro e Fernando José Szegeri – ele os conheceu através do BUTECO, e deu de cara com os dois lá, sendo necessário dizer, em nome da precisão, que ele já conhecia o Fernando de vista, ao vivo, quando esteve dia desses no Ó DO BOROGODÓ.

Emocionado diante do homem da barba amazônica e turbinado por uma boa quantidade de chope, meu fiel leitor tomou coragem (isso tudo ele me contou) e, munido de um guardanapo e uma caneta, pediu um autógrafo a seu ídolo.

Fernando José Szegeri, que não é exatamente o homem mais delicado do mundo, grunhiu um troço ou outro, tomou entre suas mãos o guardanapo e a caneta, e sapecou a dedicatória pro cara.

Em anexo, no tal email, a fotografia do autógrafo escaneada.

autógrafo de Fernando José Szegeri para Rodrigo Medina, São Paulo, SP, 25 de agosto de 2008

Até.

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>PRA BOM ENTENDEDOR

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Seu Aureliano Portugal foi queixar-se ao Bispo sobre Paula Frassinetti, moça caprichosa que não se chegava nunca. Seu Aureliano Portugal saiu, então, pra beber e afogar as mágoas com o Sampaio Viana, que por sua vez deu um jeito de convidar, de última hora, o Salvador Mendonça. Saíram juntos caminhando a pé, passaram pela casa do Barão de Sertório, amicíssimo de outro barão, o Barão de Itapagipe – também convidado -, e foi este último que decretou:

– Não tem graça bebermos sem a companhia do Aristides! Grande Aristides Lobo!

Foram até a residência do professor Quintino do Vale e esticaram, pra engrossar o cordão, até a casa do Sampaio Ferraz.

Desceram a rua do Haddock Lobo, figuraça e boêmio famoso nas terras da Tijuca, convocaram o Barão de Ubá, e precisando, todos, das histórias do médico mais competente da área, o Doutor Satamini, um grande praça, um grande papo, partiram todos, depois de intimar o Satamini para a cervejada, em direção a um buteco pedra-noventa na rua onde vive, felicíssimo, o Almirante Gavião.

Até.

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>TIJUCARMA

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Há quem creia que todos temos um carma a cumprir. Eu, e já sei disso há tempos, tenho um (ou uma, como queiram) tijucarma para carregar pelo resto da vida. E explico. Recebi, ontem, um comentário (que recusei) deixado no texto A TIJUCA ACABOU? NUNCA!!!!! (leiam aqui) assinado (sem, entretanto, qualquer identificação que comprovasse a origem) por Carmelo Maia (o mesmo nome do filho do saudoso Tim Maia). Não o publiquei mas darei a ele o necessário destaque para que vocês vejam com seus próprios olhos o gentilíssimo aparte do cara:

comentário recusado deixado em 24 de agosto de 2008 no BUTECO DO EDU

Que tal?

É a isso que chamo tijucarma. Eu, humílimo morador do mais aprazível bairro da cidade, apenas e tão-somente porque vivo daqui, de dentro do balcão, exaltando as qualidades da minha Tijuca, sou chamado, gratuitamente, por um cidadão a quem não conheço, de alcoólatra. E esse mesmo cidadão atribui a meu alcoolismo (que existe apenas em sua cabeça) esse amor incondicional pelo bairro onde nasci e fui criado. Uma tolice sem fim, francamente.

Como se não fosse possível amar a Tijuca de forma incondicional. Como se apenas a zona sul da cidade fosse passível de loas e de exaltações. Como se um homem sóbrio, como eu, às sete horas da manhã de um dia qualquer, não pudesse descer, ir à rua, ir à padaria, ir ao jornaleiro, sentindo-se plenamente feliz por estar caminhando por calçadas sem o cheiro da maresia. Como se apenas fora de si, bêbado, um homem pudesse ver beleza na Tijuca.

Nem vou me dar ao trabalho – falta-me tempo, paciência e disposição – de responder ao Carmelo Maia (ou a quem se valeu desse nome).

Vou – prefiro – erguer um brinde de dentro do balcão imaginário do BUTECO à Tijuca e a todos aqueles que têm olhos de ver, como eu vejo, a beleza que escorre pela Conde de Bonfim, descendo o Alto da Boa Vista, fertilizada pelas terras da Floresta da Tijuca, inundando e irrigando o bairro que me conhece como niguém.

Até.

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>AINDA SOBRE A TIJUCA

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Muito provavelmente motivado pela partida do velho Caymmi para a nova vida, foi que flagrei-me, ontem, saindo para o trabalho, cantarolando imaginariamente para a assistência que me lê e que não conhece o pedaço onde amarrei meu burro:

“Você já foi à Tijuca, nega?
Não?
Então vá!
Quem vai à Tijuca, minha nega,
nunca mais quer voltar…”

Cantei e me lembrei da fabulosa confissão pública feita por meu querido Bruno Ribeiro em seu BOTEQUIM DO BRUNO (leiam aqui), da qual extraio o seguinte trecho:

“O que quero dizer desde o princípio é que, hoje, também me sinto um pouco tijucano. Nos últimos anos, por exemplo, não me lembro de uma única viagem que eu tenha feito ao Rio de Janeiro sem que tivesse passado pela Tijuca ou me hospedado neste aprazível bairro. Diria mais: seria capaz de passar minhas férias inteiras sem sair da rua Almirante Gavião, onde está cravado o portentoso botequim Rio-Brasília.”

Outro que, recentemente, declarou sua paixão pelo mais aprazível bairro da cidade do Rio de Janeiro, foi Fernando José Szegeri, em seu SÓ DÓI QUANDO EU RIO (leiam aqui). Notem:

“Ultimamente estava morando na Almirante Gavião, mas confesso que outro banzo tijucano é dono dos meus quereres – inspiração desta crônica – numa rua com nome de revolucionário anti-imperial. O nome da moça, claro, eu não conto.”

Notem que os dois, verdadeiros tótens de sabedoria que me achatam com um simples olhar, não me deixam mentir.

Na Tijuca não há praia, mas em suas ruas, calçadas e praças caminham as moças mais bonitas do Brasil, com saias que revelam o que nossos olhos antevêem e com sandálias de dedo capazes de enlouquecer o cego da esquina. Na praia, não duvide: aquela sereia estendida na areia que te tira do sério vai voltar pra Tijuca depois do pôr-do-sol. Não há mais cinema de rua, queixa comuníssima por essas bandas, mas as maiores estrelas, protagonistas dos sonhos mais bonitos, dignas dos maiores papéis, passeiam por aqui, bebericam no mesmo buteco que você, saem de manhã bem cedo com carinha de sono pra comprar pão na padaria.

Eu poderia me estender ainda muito mais, mas falta-me o tempo.

Você já veio à Tijuca?

Não?

Então venha.

Como era sábio, o velho Caymmi.

Até.

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A TIJUCA ACABOU? NUNCA!!!!!

Foi meu dileto amigo Felipinho Cereal quem me cutucou virtualmente ontem no final do dia. Mandou-me o link direcionado para a carta de uma leitora, que foi publicada no blog sobre os bairros da cidade do Rio que o jornal O GLOBO mantém no ar. A tal carta, na íntegra, pode ser lida aqui.

Eu, hoje, suspendo as porta de aço do BUTECO apenas para me dirigir à leitora, que assina Nancy Aguiar. Compreendo, sinceramente, que cada uma das razões que, digamos, desiludiram a autora da carta, seja uma razão capaz de abalá-la e desequilibrá-la. Eu não a conheço, razão pela qual não posso querer saber mais do que suas palavras expõem, e suas palavras expõem uma pessoa triste com o destino dado ao bairro em que vive. O que não compreendo – e eis aí a principal razão pela qual dirijo-me a ela – é o título dado à carta – A TIJUCA ACABOU! – e a forma como ela vê o mundo, e conseqüentemente o bairro onde nasci e fui criado.

Peço licença a meus poucos mas fiéis leitores para me dirigir diretamente à dona Nancy.

A Tijuca, dona Nancy, ainda é um lindo bairro. Permita-me listar algumas das maravilhas daqui: temos ruas mais arborizadas que qualquer outro bairro da cidade (pau a pau com o Grajaú, que é um apêndice da Tijuca!), temos a maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, temos vários pequenos bairros dentro da Grande Tijuca que dão à Tijuca uma cara multifacetada e cheia de microcosmos incapazes de macular o conjunto, e falo do Maracanã, da Aldeia Campista, da Muda, da Usina, pequenos vilarejos com ares de cidade pequena, ainda cheios de casas (a senhora conhece, por exemplo, a rua Caruso, a rua São Vicente, a rua Domício da Gama, a rua Almirante Gavião, a rua Alberto de Sequeira, ruas fabulosas com imensa maioria de casas?), ainda com muitas praças. Aliás, permita-me lhe recomendar a leitura de cinco roteiros de passeios dentro da Tijuca que preparei entre os meses de maio e junho deste ano (aqui o primeiro, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto).

Não há mais “cinemas maravilhosos” na rua, é verdade, mas em que bairro há? Os shopping-centers, verdadeiras anti-cidades, gigantescas estruturas capazes de desestruturar a vida sadia de um ser humano, detêm hoje quase todos os cinemas da cidade, salvo raríssimas exceções. Ainda há lanchonetes famosas, dona Nancy, assim como ainda há diversos clubes (o TIJUCA, a AABB, o MONTANHA…).

Quanto ao bairro ter virado “um mercado de rua aberto, cheio de camelôs, menores de rua desrespeitando tudo e todos, ladrões desenfreados, ruas desertas, favelas crescendo sem controle, e olha que as favelas são pequenas, seria fácil contê-las, comércio de rua acabado”, discordo da senhora mais uma vez. A cidade do Rio de Janeiro, desgovernada há tantos anos, permitiu esse estado de coisas – não apenas na Tijuca.

O comércio de rua – citado em sua carta – aqui na Tijuca, por exemplo, mantém-se firme e forte, mesmo com importantes baixas de vez em quando… Ainda é possível comprar flores em lojas de rua, onde pode-se manter conta mensal, inclusive. Açougues, mesmo com o sumiço do glorioso AÇOUGUE RECREIO (leia sobre ele, aqui), há aos montes. Meu pai tem conta em um perto de sua casa, minha avó idem, e isso é comum em todo o bairro. Há sapatarias, vidraçarias, lojas de roupa, armazéns, pequenas quitandas, e é preciso, apenas, ter olhos de ver, dona Nancy, para perceber que a Tijuca ainda é um bairro caloroso, humano ao extremo, onde o convívio com o próximo é fácil, é desejável, é característico de cada quarteirão daqui.

Creio que a senhora se entrega quando diz… “Vou focar no meu quarteirão. Olhem quantas infrações, em todos os níveis, me deparo diariamente. Cruzamento da Maracanã com José Higino. Sinal avançado em qualquer hora do dia, retorno de quem vem da José Higino para a Maracanã, mesmo proibido, todos fazem, colocando pedestres em risco, Supermercado Extra (onde era a Fábrica da Brahma) abandonado, qualquer dia vai ter arrastão lá, com certeza, eles não tem e não nos dão segurança, menores de rua dormindo e tomando banho num cano aberto no Rio Maracanã, tiroteios ouvidos em qualquer horário do dia, Rio Maracanã fétido.”.

Quem pode ser responsabilizado pelas infrações cometidas na sua esquina, dona Nancy? Os motoristas, sem educação, os guardas responsáveis pelo controle do trânsito que não coibem as irregularidas ou o pobre bairro da Tijuca?! E o que tem o pobre bairro com o abandono do SUPERMERCADO EXTRA? Os meninos de rua, dona Nancy, estão em toda a cidade: na Tijuca, em Copacabana, no Leblon, no Centro, em Ipanema, e são todos filhos da pobreza que não merecem a atenção devida do poder público, não sendo – em absoluto! – um problema particular da Tijuca. O EXTRA está abandonado? Não oferece segurança? Então, dona Nancy, passe a ir ao MUNDIAL da Matoso, o maior supermercado do mundo!!!!!

Os tiroteios não são – de novo – exclusividade nossa. E acho melhor a senhora não tentar macular o Rio Maracanã, hein! O Maracanã é nosso rio, é de onde provém o soro poluído que nos salva depois de cada porre, como cantaram os poetas capazes de ver a beleza correndo o bairro, cortando suas ruas e desagüando no mar.

Dê-se uma chance, dona Nancy!

Olhe mais à sua volta e com mais amplitude.

No finalzinho de sua carta a senhora exalta duas pequenas belezuras que saltaram aos seus olhos que foram capazes, naquele instante, de ver o que o mais fabuloso bairro da cidade tem para nos oferecer.

Olhe permanentemente para o alto. Há um amigo meu, o Rodrigo Ferrari, que sempre que vem aqui diz:

– A Tijuca tem o céu mais bonito da cidade!

Ande mais a pé. Evite o metrô. Evite o shopping. Já que a senhora deu a dica de onde mora… Caminhe pela avenida Maracanã em direção à praça Xavier de Brito. Sente-se no BAR DO PAVÃO. Puxe conversa com ele, o Pavão, e com a dona . Pergunte pela dona Olívia. Converse com a dona Olívia. Fale em meu nome.

Beba um chope com eles. A senhora não bebe? Não tem problema…

Caminhe pela praça, perceba tudo à sua volta, o chafariz, a escola municipal, o prédio tombado da CEDAE, e volte embriagada de tanta boniteza e simplicidade para casa.

E aceite meu fraterno abraço. Do tamanho da Tijuca.

Até.

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>TAÍ!!!!!

>painel do BLOGGER acusando a publicação do milésimo texto do BUTECO

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