DO DOSADOR

 

* estive, no sábado, por um bom número de horas, com meu velho pai, no glorioso RIO-BRASÍLIA, onde derrubamos algumas casco-escuro acompanhadas por uma fabulosa porção de lingüiça (jamais deixarei de usar o trema!) fina, isso depois de um lauto almoço, que nos custou a fortuna de R$ 11,00… Leia-se: arroz, feijão, batatas fritas e dois filés à milanesa do tamanho dos pés de meu pai, que calça 44. Foi fabuloso, também, ser interrompido por um cara que chegou-se à mesa:

– Com licença… você é o Edu?

– Arrã…

– Muito prazer. Sou seu leitor, leio seu blog diariamente…

– Ô, rapaz, que legal… Muito prazer…

Papai orgulhosíssimo.

– O prazer é meu, Edu. Eu sou Lúcio…

– Esse é meu pai, Lúcio…

– Famoso, famoso…

E retirou-se, o malandro, depois das despedidas.

Daqui, diante do balcão do BUTECO, deixo meu fraterno abraço público pro Lúcio, torcendo para que possamos, em breve, trocar umas idéias ali, naquele templo encravado na Almirante Gavião.

* estive, no domingo também, ontem, no mesmíssimo RIO-BRASÍLIA, para assistir a Flamengo e Vasco na companhia de meu velho pai, do Fefê, do Mauro e do Felipinho Cereal. Cercado por três vascaínos e por um americano, vi – felicíssimo! – uma contundente vitória do meu Flamengo, por três tentos a um. Duas notas tristes: a TV insistindo em mostrar Márcio Braga e Roberto Dinamite, lado a lado, na tribuna do Maracanã, e meu pai e meu irmão abandonando o barco aos 25 minutos do segundo tempo, esbravejando contra o inacreditável técnico Antônio Lopes. Dez Brahmas e dois limões da casa depois, tomei o rumo de casa com a sensação do dever cumprido.

* eu ando pior a cada dia com essa mania insuportável – confesso – de querer o bem dos meus, mesmo no futebol. Sofri, confesso, com a derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o São Paulo. Eu – vejam que patético – só conseguia pensar no Szegeri, na sua expressão de angústia durante o jogo, na sua barba cerrada sendo cofiada após o apito final, no seu muxoxo melancólico antes de desligar a TV.

* eu disse, logo aí acima, “o inacreditável técnico Antônio Lopes” – e isso porque meu pai e meu irmão têm horror às qualidades do atual treinador vascaíno -, mas preciso dizer a vocês que não há nenhum técnico em atividade no mundo, vivo ou morto, mais adequado ao Vasco da Gama. Antônio Lopes comove-me, sobremaneira, jogo após jogo, com a camisa verde de seda que ele considera seu maior talismã – passada a ferro, sempre, pelas carinhosas mãos de Dona Elza, sua mulher. Para entender melhor minhas razões, leia SOBRE O VASCO DA GAMA, aqui.

Até.

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10 Comentários

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10 Respostas para “DO DOSADOR

  1. >O problema do time do Vasco não é o Lopes, mas a falta de limões. Bela atuação do seu Flamengo…

  2. >Du , voce cometeu um engano…a camisa nojenta que o escroto do Antonio Lopes usa é de linho verde desbotada e cheia de teia de aranha pois parece que ele só tem aquela camisa.

  3. >Obrigado, querido. Foi exatamente assim. Só não teve peipervíu, porque a tv globo transmitiu. Digo a globo porque só há no mundo uma coisa mais chata que galvão e seus aceclas: os comentários do Neto-gordo-corintiano-de-uma-figa na Bandeirantes. Putasqueosparaus…

  4. >Edu, a eleição do Roberto foi a melhor notícia do futebol brasileiro nos últimos tempos. O Lopes, muito embora vitorioso, é ranço da era Eurico. Desconfio que ele não dure muito. Szegeri, o Godói barra o Neto. Os dois juntos, então, são uma combinação imbatível de escrotidão. Não tem nem “pra” Galvão-Noronha.abração,Daniel A.

  5. >Eu também sou solidária no futebol. Sobretudo qdo quem vence é um time antipático com o São Paulo.Beijoca!

  6. >Daqui a vinte anos estaremos conversando sobre a camisa verde, passada pela dona Elza, com saudade. Vai parecer uma daquelas coisas que nao existem mais, que fazem falta porque sao antiquadas.

  7. >Edu, fiquei me achando um babaca abordando você e o seu pai na mesa. Mas, porra, buteco é feito pra isso, né? Confraternizar e conhecer as pessoas. Vamos marcar um maracujá, eu chamo a minha menina, Thais, que tava lá aquele dia e perguntou:” Aquele é o tal Edu que você fica lendo?”O Lopes com certeza representa muito bem a “cafonalha” do bacalhau. Concordo… mas não deixo de odiar o trabalho do delegado no meu clube! Abraços!

  8. >Moutinho: confesso, envergonhado, diante do balcão do BUTECO, que não entendi a piada com os limões… Abração.Meu pai: muito feio desdenhar de um homem tão intrinsecamente ligado ao Vasco. Beijo, velho.Szegeri: eu sei que foi exatamente assim… eu sou preciso do início ao fim. Beijo.Daniel A.: também gostei da vitória do Bob Dinamite, mas muito mais da derrocada do Eurico. Abraço.Flavio: eis aí uma das razões pela qual o Lopes é fundamental para o Vasco da Gama!!! Abração.Lúcio: que papo é esse de se achar um babaca, rapaz?! Não fosse isso e não teríamos nos conhecido, né, não? Quando estiver a fim, tome nota… edugoldenberg@gmail.comFaça a convocação. Sendo possível, lá estarei! Abração.

  9. >Edu, foi uma alusão ao velho ditado: “Não se pode fazer uma limonada sem limões” (rs). Abraço!

  10. >Moutinho: francamente!!! Depois me conte, por email, o que foi que você bebeu antes de pensar nisso! Abraço.

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