>PROCURA-SE O PÃO JACARÉ

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Vejam vocês, meus poucos mas fiéis leitores, que depois da saga de passeios que propus pela Tijuca (o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto) as manifestações, nos comentários, os pitacos no balcão, cresceram vertiginosamente, causando, assim – como eu diria? – uma espécie de epidemia de amor pela Tijuca, uma verdadeira coqueluche, uma febre terçã que faz o tijucano (ou a tijucana), esteja onde estiver, expelir esse orgulho e esse ufanismo bairrista como se exibisse, diante da hemoptise romântica, nostálgica e inevitável, a prova material, vermelha, viscosa, brilhante e abundante de sua condição inefável de tijucano olímpico. Feito o intróito, vamos em frente.

Dentre todas as manifestações com referência à Tijuca e às lembranças de cada um, e foram muitas (até o momento são 72 comentários, incluindo os meus), uma me tocou especialmente. Não porque tenha sido ela feita por Helion Póvoa Neto, uma espécie de reserva intelectual do BUTECO. O Helion Póvoa Neto, eu já lhes disse, é um homem que caminha e que vai deixando, pelo trajeto percorrido, gotas de sabedoria que escorrem, visivelmente, através de seus calcanhares, transbordando de seus sapatos (eu nunca vi o Helion de tênis, de chinelo, nunca!). Eu mesmo, em certa oportunidade, escrevi sobre ele (aqui), o seguinte (e estava sendo, quando escrevi, preciso do início ao fim):

“Foi verificar que era ele, foi perceber que escorriam por baixo das bainhas de suas calças, lubrificando seus sapatos, o seu saber, a sua sabedoria, o seu conhecimento e a sua densidade intelectual, foi apertar suas mãos aindas sujas de giz e olhar dentro de seus olhos capazes de transmitir aquela tranqüilidade que só os intelectuais acadêmicos têm, que fiquei calmo.”

Mas não foi por conta dessa devoção que tenho (eis a confissão pública que faço hoje) pelo peso de sua sabedoria que toquei-me com seu comentário, com sua manifestação. Ajudou, não posso mentir. Ajudou, também, a empatia que percebi nascer do encontro (ainda no plano virtual, diga-se) entre ele, Helion Póvoa Neto e meu pai. Dia desses mesmo – pequena digressão – estava eu na casa de meus pais, quando meu velho me cutucou, puxando em seguida a manga de minha camisa:

– Como é esse Helion? Conta, conta!

E eu:

– Uma cabeça. Um crânio. Um gênio!

– Como conhece a Tijuca!

Eu, provocando:

– Conhece tudo, meu pai. Queres conhecê-lo?!

– Claro!

– Mesmo?

– Ué, por que?

– Vais suportar, meu pai?

– O quê? Ele é chato?

– Não, meu velho! O peso acachapante de seu saber, de sua erudição…

– Ora, Eduardo! Marque! Quero conhecê-lo!

Vamos voltar ao tema.

A principal razão pela qual marcou-me, agudamente, a manifestação do Helion, foi a franqueza evidente na manifestação de seu pensamento, a aparente pequenez do objeto de seu desejo exposto pelo pensamento, e a grandeza da saudade que só faz crescer diante da falta do objeto de seu desejo exposto pelo pensamento. Quero lhes dizer que a manifestação a que me refiro – preciso lhes dizer a verdade – foi feita por email, num bate-bola em que estávamos envolvidos eu, meu velho pai, o Felipinho Cereal, o Helion e o Szegeri (pus os nomes em ordem alfabética para não ferir suscetibilidades). Quebro, pois, sem com isso cometer pecado, o sigilo da correspondência, mas por uma boa causa. Eis o trecho do email de autoria do Helion (e um email do Helion é uma obra-prima):

“Ao lado da galeria Sky tinha uma loja Gebara e, logo em seguida, a melhor panificadora do bairro (acho que se chamava São Sebastião), com o extraordinário Pão Jacaré, as rosquinhas amanteigadas, as mentirinhas, as mãe-bentas. Um dia fechou e me disseram que tinha mudado de bairro, mas não sabiam qual. Até hoje, quando circulo por áreas ainda desconhecidas da Zona Norte, acalento a fantasia de reencontrar a São Sebastião em sua nova (?) filial, e o Pão Jacaré estaria me esperando lá dentro. Com sua cauda de açúcar cristalizado e seus olhos de passas.”

Eis aí o que é espantoso.

O Helion Póvoa Neto está dando uma palestra para centenas de espectadores sobre – digamos – dupla cidadania, fluxos migratórios, esses assuntos que ele domina como poucos (ouso dizer que como ninguém!). Tem, diante de si, seiscentos olhos atentos, pregados em sua sóbria figura, e tem o pensamento vagando por conta da nostalgia que o prende ao Pão Jacaré, assim mesmo, maiúsculo, como ele fez questão de escrever. O Helion Póvoa Neto está dando uma entrevista para a GLOBONEWS, holofotes e microfones estão apontados em sua direção, ele tem os olhos fixados na telinha da câmera atendendo orientação da repórter, mas a cabeça só pensa na cauda de açúcar cristalizado e nos olhos de passas do jacaré em forma de pão, que ele perdeu de vista.

Eis o que eu queria lhes pedir, meus poucos mas fiéis leitores.

Se você tiver uma pista da PANIFICADORA SÃO SEBASTIÃO (ele não consegue ter certeza do nome…), se você souber onde pode ser encontrada essa iguaria da gastronomia tijucana, esse PÃO JACARÉ (maiusculíssimo!) com cauda de açúcar cristalizado e com passas pretas fazendo o papel de olhos do réptil carnívoro, por favor, escreva-me por aqui.

Ofereço recompensa.

Até.

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23 Respostas para “>PROCURA-SE O PÃO JACARÉ

  1. >Não tenho nenhuma notícia da panificação e sua obra prima.Passo aqui apenas para registrar que o Hélion foi o melhor professor que tive nos tempos de Geografia-UERJ. Talvez eu possa, um dia, dizer isso a ele pessoalmente, quando nos esbarrarmos em um dos sambas da vida, mas já fica aqui – e eu sei que ele verá – o registro.Sempre humilde, embora seja esse professor e pesquisador que derrama sabedoria por onde passa, sempre soube respeitar nossa ignorância de graduandos de primeiro período de faculdade, de profissionais em início de formação, de gente que acabou de sair da escola.O NIEM, que faz um trabalho interdisciplinar sensacional nos estudos migratórios é brilhantemente conduzido por esse mestre. O professor Paccelli, que participou muito do NIEM, também mora aqui na Tijuca, precisamente no meu prédio.Ainda guardo aqui na minha estante um de seus livros – o “Para ensinar Geografia” – parceria com o João Rua e outros mestres do Cap. UFRJ, autografado e já bastante revirado e experimentado em sala.Espero o dia em que vai chegar a oportunidade de beber uma cerveja gelada com esse mestre.

  2. >Diego: recebo seu comentário – e autorizo sua publicação, evidentemente -, meu caro, com imensa alegria e por três razões, basicamente – e explico:01) a primeira delas – e creio já ter dito isso mais veladamente em outra ocasião próxima passada… – por ser um renovado prazer vê-lo de cotovelos apoiados no balcão imaginário do BUTECO, comentando, abrindo o bico, dando seus pitacos, demonstrando, com isso, que águas passadas não movem moinhos. Creia firmemente que é com intensa franqueza que digo isso;02) a segunda delas por entender que esse seu seu gesto de gratidão (sentimento que também cultivo com denodo, há anos, troço que aprendi com meus amados pais), é bonito e é raro. Pouca gente se dá ao trabalho de agradecer à ancestralidade, aos professores da infância, aos professores da adolescência, aos mestres da fase adulta, e isso é bonito demais. Em se tratando de Helion Póvoa Neto, então, ainda melhor, e explico. Porque eu dizer isso, Diego, pode soar como piada, como pilhéria, como deboche – eis que trago, sempre, num dos bolsos, uma lata de tinta de humor que não macula a imagem do nosso personagem de hoje – que fique claro. Seus elogios são – tenho absoluta certeza disso – mais-que-merecidos e calarão fundo no Helion;03) a terceira delas, por conta de sua franca declaração de vontade, que me permitirá – que Deus me ouça! – ser o pivô desse encontro. Anote aí… assim como pretendo juntar, numa mesma mesa, meu pai e o Helion, farei o mesmo com você. Dia desses, e há de ser breve, sentaremos os três (e quem mais chegar!) para beber umas cervejas, jogar conversa fora, falar sobre a vida. E que seja no Rio-Brasília, buteco que eu acho que o mestre não conhece! Brindaremos, Diego, não tenho dúvida, à arte do encontro – esse troço que dá ainda mais graça à vida.Aceite meu fraterno abraço.

  3. >Edu, já morei em muitos lugares, mas nunca na Tijuca ou em Santa Teresa, dois bairros que adoro e que têm em comum o profundo desrespeito pela geometria. Santa Teresa tem tantas entradas e saídas que, não por acaso, era o bairro favorito dos comunistas no tempo da ditadura. Já na Tijuca você entra numa rua, “sabe” que esta rua é paralela a outra, tenta chegar a esta outra na primeira rua que dá mão e vai parar em outro lugar completamente diferente, quando não na beira do rio Maracanã. Mas tem um detalhe: em qualquer uma dessas ruas se encontra um botequim de primeiríssima ordem. Acho que na Zona Sul somente Botafogo tem quase tanto buteco de responsa. Hoje eu poderia morar na Tijuca, mas dou graças a Deus de não ter feito isso 20 ou 30 anos atrás. Se fizesse, ou tinha pirulitado ou meu fígado estaria sendo estudado na faculdade de medicina da Uerj. Não vou perder o próximo compromisso no Bode Cheiroso nem que a cabra tussa.

  4. >eu não sabia que tinha em “modelo” doce.eu tinha uma fábrica no Jacaré, e tinha lá um cozinheiro traficante (!!) sim, ele acumulava funções, que fazia uns jacarés para o meu filho. Eram lindos, dava pena de comer. Mas era pão de sal.Acho que era jacaré do mar.

  5. >Ô, Zé Sergio, querido… há que tempo que você não dava as caras por aqui, hã!? Olha, rapaz, isso que você chamou de “desrespeito pela geometria”, brilhantemente aliás, já me fez rir muito… Os não-tijucanos, ou não-iniciados, simplesmente não compreendem, por exemplo – eis aí um exemplo clássico! – como é que você pode sair às 10h caminhando a pé pela Vicente Licínio enquanto um amigo seu sai, também às 10h, caminhando pela Gonçalves Crespo, ambos na mesma direção… as ruas são paralelas, mas você e seu amigo esbarrarão, literalmente, um no outro, diante do mesmo ponto; vá entender! Isso pra não falar – outro exemplo – que eu posso ensinar a um amigo meu vindo da zona sul pelo Túnel Rebouças, uma meia dúzia de caminhos diferentes para chegar na minha casa! E olha que eu moro a 1 ou 2km da saída do túnel!Quanto aos bares, malandro, estás 100% certo.A Tijuca é um jardim de bares.

  6. >Veronica: fábrica do quê, hein?! Essa história de cozinheiro acumulando funções com o tráfico dá pano pra manga… Um abraço.

  7. >Acho que foi pensando na Tijuca que os primeiros dicionaristas registraram a palavra “logradouro”. Somos, literalmente, logrados pelas ruas tijucanas. Já dei vexame numa de minhas raras idas ao bar da dona Maria, na Garibaldi. Não sei por que cargas d´água que passarinho evita, fui ao Sokana, que fica ali pertinho, e pra voltar ao marco zero foi um atraso de vida. Pois é, paguei mico: já me perdi na Tijuca. Nem mulher da Tijuca arrumei. Já tive namoradinha em Vila Isabel (na Gonzaga Bastos e na Jorge Rudge) e no Grajaú, mas a Tijuca propriamente dita passou incólume!!! Era o bairro das filhas de Maria e das netas de Luiz Alves de Lima e Silva, ou seja, católicas devotas e filhas de militares brabos. No entanto, quase me casei no Borel, onde, nos tempos de cineclubista, fui várias vezes para trocar informações com o pessoal do Cineclube Grande Otelo, que era mantido pela associação de moradores.

  8. >Querido, como é que eu vou fazer agora? Eu simplesmente PRECISO, desesperadamente, comer um PÃO JACARÉ!!!

  9. >Sobre o comentário do Zé Sergio: o Hélion, que inspirou esse texto, já morou na Tijuca e em Santa Tereza, onde talvez ainda more. Lembro-me dele ter comentado que adora o bairro, com o pessoal num papo informal depois de uma reunião do NIEM, grupo do qual eu, infelizmente, raramente participei.Sobre o seu comentário, Edu: preciso dizer que não contive a lágrima que rolou. Quem viu as águas que passaram, entenderá. Quem não viu, deixe pra lá…Então parei, saí da frente do computador, peguei uma cachaça, ofereci o primeiro gole ao compadre e com ele brindei a esse seu fraterno abraço, do tamanho da Tijuca – eu sei que é! – bebendo bem pouco dessa vez. Porque filho de Oxalá, quando bebe demais, faz merdas olímpicas, como diria você, meu caro.Só então voltei aqui pra escrever essas mal traçadas e dizer, além do que já foi dito, que espero, agora com ânimo muito mais intenso, a oportunidade de brindar a arte do encontro com o meu mestre e com você, Edu.Aceite, também, o meu fraterno abraço.Até breve.

  10. >Caracas Edu,A iguaria pode ser encontrada na Panificadora União, em Juazeiro do Norte – CE. Veja: http://www.caririonline.com.br/empresascariri/panificadoraseconfeitarias/index.htmUm forte abraço!

  11. >Bruno, meu irmão: só você? Quem irá solucionar isso, rapaz? Eis a tormentosa questão. Aguardemos a – há de vir! – manifestação do Helion que, na pior das hipóteses, poderá descrever, minuciosamente, o tal pão… Eu me comprometo a convencer os padeiros da minha área a tentarem reproduzir o bicho (literalmente o bicho!).Diego: bola pra frente, rapaz! E ofereçamos um brinde, daqui mesmo diante do balcão imaginário do BUTECO, também, aos dois que armaram o encontro todo, né? Os Srs. Cláudio Falcão e Luiz Antonio Simas! Forte abraço.

  12. >Ô, Fraga Jr.: você acredita que o Marcio Pessoa, um querido folha-sequista como eu, mandou-me um email hoje cedinho com este mesmo link?! O repassei imediatamente ao nosso Helion… E salve o GOOGLE, hein?!Ah, sim… e procure aí pelo Lins… Tem toda a cara de que tem…Abraço.

  13. >Edu, querido, realmente as palavras seriam poucas para explicar o que sinto em me ver tão assim no centro das atenções do Buteco. Minha miopia de dezenas de graus estranha um pouco a luz dos holofotes, e quem já foi meu aluno talvez perceba a timidez que existe lá atrás, e que eu a custo consigo apenas manter sob controle. É o prazer de aprender e de ensinar que empurra adiante. De vez em quando vem um prêmio inesperado, como essa manifestação carinhosa do Diego, que não precisa sonhar tão longe para marcar uma cerveja comigo. E vamos marcar com o seu pai também.Demorei um pouco para comentar porque estava fora da cidade, justamente numa dessas perambulações em torno dos migrantes, pois que me apaixono por acompanhar todos os que traçam itinerários pelo mundo, seja este mundo o Brasil, o planeta, ou o bairro da Tijuca. Sabe, Edu, nem é tão inusitado que eu, numa atividade como aula ou palestra, tenha na lembrança os olhos do Pão Jacaré, a Tijuca, Santa Teresa, Roma, meus pais e amigos, e todas as perambulações da saudade. Porque eu acho que a gente cresce, estuda, trabalha, vai pelos horizontes do mundo, faz tudo isso, só mesmo para tentar recuperar aquele país perdido que ficou lá atrás. E que às vezes consegue avistar de novo, por uns momentos. Como eu consegui nesses últimos passeios pelo seu blogue.Grande abraço,Helion

  14. >Edu,Acho que encontrei o pão jacaré pelo Altavista.As padarias daqui (Boca do Mato) são um lixo meu amigo.Uma fatia de presunto pesa 200 gramas (isso quando a gente pede para cortar fininho).Acredite se quiser!

  15. >Helion, querido: eu não consigo, sinceramente, encontrar palavras capazes de, juntas (formando frases, orações, parágrafos, esses troços), falarem por mim, numa resposta a você. Deixemos para o dia da cerveja… com o Diego e com o meu velho e amado pai. Um grande abraço.Fraga Jr.: mas, porra! Eu nunca vi alguém falar tão mal do bairro em que mora! Ô, raça, você! Não tem nada que preste aí, não? Putz! Abraço.

  16. >A sua série sobre a Tijuca deve ter despertado uma série de elogios e protestos. De minha parte, faço questão absoluta de ficar com os dois. Os elogios, estes são permanentes, você bem os merece. Quanto aos protestos, preciso me deter um pouco mais. Você não falou da Rua General Marcelino, onde vivi dos 4 até os 24 anos, quando me casei. Você conhece a Gal. Marcelino? Mesmo para um tijucano apaixonado, não é improvável que ela lhe seja inteiramente desconhecida. Na verdade, trata-se de trechinho de uns 50 metros, quatro ou cinco prédios antigos de um lado, três do outro, todos mais ou menos com quatro andares, espremida entre a Rua Dulce e a Rua Lafayette Cortes, estas um pouco mais famosas do que a General, mas longe de serem celebridades. Na esquina de Rua Dulce com Almirante Cochrane, onde existe hoje uma coisa estranha chamada Wal Mart, ficava um depósito da Brahma e um pátio enorme. Ali, entre caixas de cervejas, brincávamos de correr e de esconde-esconde. Vendo-me hoje, você talvez não acredite que já fui muito bom de bola. Não tanto um mérito meu, mas daqueles dois campinhos (dois, você acredita!) de futebol, um improvisado na General, encostado ao muro do Colégio Militar, outro na Rua Dulce, uma quadra fechada, cimentada, com baliza, chuteiras e sonhos de brilhar no Maracanã. Nunca fui um craque, mas quando se joga todos os dias durante umas cinco horas, necessariamente se aprende a jogar. Foi o meu caso. Se você passar por lá hoje, as coisas estão praticamente as mesmas, mas falta a alegria e o burburinho da minha infância. Na verdade, hoje falta a infância na rua. Sinal dos tempos. Ah, me lembrei! Quem freqüentava a Gal. Marcelino na época da minha infância era o Paulinho Soares, que o pessoal conhecia como Paulinho Berico. E depois, eu já com uns dezoito anos, fui vizinho do Gonzaguinha. Ele morava no 25 da General Marcelino. Dê um pulo por lá. Um abraço.

  17. >Edu,Eu não sei se isso aqui é uma M de bairro ou um bairro de M. : ) Tá duvidando… venha me visitar.Se vieres de carro, espero que o seguro esteja em dia.O veículo é blindado??

  18. >Fraga Jr.: acho tristíssimo o fato de um sujeito ter tamanha ojeriza ao bairro em que mora… Mas enfim, quê fazer? Repito a você que tenho boas lembranças do tempo em que meus avós moravam na Conselheiro Ferraz 88, quase esquina com a Engenheiro Brotero, você sabe onde fica? Além do mais, há até pouco tempo meu mecânico ficava na Barão de Uruguaiana (conhece?), ao lado de uma birosca que vendia uma cerveja estupidamente gelada, companhia ideal durante a espera do serviço, quando rápido. Quanto ao meu veículo (o brizolamóvel), ele não só não é blindado como não tem seguro. O último orçamento que fiz, meu caro, apontou para um valor superior ao valor do dito cujo, ano 1993. Forte abraço.

  19. >Helion também é um anfitrião incrível… me lembro como hj de uma tarde (há uns dez anos) no seu apto em Santa (perto do Curvelo) ao som de música latina, com gosto da feijoada do Filipe e charutos em volta…Helion, beijão pra ti!

  20. >Edu, Brizolamovel??? Santo Deus!!! : ) A minha mulher é apaixonada pelo Brizola até hoje (tem gosto para tudo né?). Ela participou das campanhas do caudilho nos anos 80. Lá em casa tem uma penca de fitas em VHS com as entrevistas dele. Eu morei na Engenheiro Brotero de 1968 a 1970.Não sei o número, pois eu ainda era um semovente.Um fortíssimo abraço!

  21. >Sim, Fraga Jr., um brizolamóvel. Um TIPO cinza, ano de fabricação 1993, com dois adesivos (eram três, um mecânico desavisado retirou o do vidro traseiro) imensos, vermelhos, com BRIZOLA escrito em branco… Egressos das campanhas do meu saudoso e eterno Governador Leonel de Moura Brizola. O que faz dele, meu carro, o ÚNICO carro circulando pela cidade (quiçá pelo País!) ostentando o nome do homem… E isso, meu caro, o que me rende de polegares apontados para cima ao longo de meus caminhos, o que me vale de gritos de “Brizola!!!!!” principalmente em tempos de eleição… não é mole. Abraço.

  22. >Bom, sou novo por aqui, mas me chama muita atenção seus textos, tanto os divertidos como os inusitados!Sou de Vila Isabel e confesso que nunca gostei muito da tijuca, pela “marra” de alguns e desafetos que tive com outros tijucanos, embora tudo nao passasse de uma besteira de criança!!Então eu digo que ainda vou fazer esses passeios, e com toda certeza o farei SR. Parmeggiana!!!Agora, a respeito do tal PÃO JACARÉ, eu ja o vi, nao me lembro ao certo aonde(e os lugares são bem longes), a uns 3 ou 4 anos atras. Ou o avistei em Salvador, ou em Natal, ou em Laranjeiras. Quando li sobre esse pão aqui no Buteco, lembrei-me do cometario de minha ex-namorada ao ve-lo na vitrine da padaria. “olha o pão jacaré, meu pai comprava todo final de semana pra nós”, so que esse comentário foi continuado com um “quando moravamos AQUI em Salvador” ou “quando moravamos LÁ em Salvador”, mas de qualquer forma, eu nao pude experimentar mais essa maravilha do trigo.Vou tentar entar em contato com alguns familiares e amigos espalhaos pelo Brasil e se encontra-lo novamente (de preferencia no Rio de Janeiro) avisarei a todos os orfãos.Um grande abraço Edu, e meus parabéns pelo sucesso do Buteco!

  23. >Bando: obrigado pelos imerecidos elogios! Aguardo – aguardamos, na verdade! – notícias do pão, então! Forte abraço.

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