Arquivo do mês: abril 2008

>PÂNICO NO JARDIM BOTÂNICO

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Ontem, sexta-feira, graças a compromissos profissionais (uma audiência às 14h30min no Juizado Especial Cível, na Rua J. Carlos, no Jardim Botânico), fui convidado por minha cliente para um almoço no qual conversaríamos sobre as nuanças do processo, planos de ação no curso da audiência etc etc etc. Ela ficou – o convite partiu no final da tarde de quinta-feira – de me bater o telefone na sexta-feira pela manhã para combinarmos o restaurante (eu torcia, no meu íntimo, pelo Filé de Ouro).

Eis que na sexta pela manhã, conforme o combinado, estrila meu telefone:

– Podemos nos encontrar às 13h na esquina da Alexandre Ferreira com a Maria Angélica? – disse-me ela.

Diante da incongruência entre o endereço do Filé de Ouro e o fornecido, desanimei. Esfregando o lenço na testa suada (suo cada vez mais), fingindo estar achando tudo ótimo, perguntei:

– Qual o restaurante?

Quando ela disse o nome, em tom blasè, – Gula Gula – eu tossi de nervoso. Pensei na minha reputação, pensei no meu corpinho moldado à base de torresmo e cerveja, pernil e maracujá, salaminho e uísque, meus cotovelos calejados nos balcões mais simplórios, meus pés que deixam marcas na marola de água e sabão nos finais de noite do Rio-Brasília, todos eles lá, num restaurante grã-fino na zona sul da cidade… Mas fazer o quê? Trabalho é trabalho, prossegui refletindo no percurso dentro do táxi, tamborilando os dedos sobre a pasta em meu colo, eu no banco da frente, até que chegamos. Paguei a corrida, pedi o recibo, e não avistando minha cliente, bati o celular pra ela:

– Vou entrando, o.k.?

Seguramente eu estava audivelmente tenso. Eis sua resposta:

– Tudo bem?

– Arrã.

O.K., então. Encontro você no restaurante…

Entrei. Três moças lindas abriram a porta pra mim.

– Quantos lugares, senhor?

– Dois – disse, desacostumado a esse excesso de atenção.

Sentei-me e uma quarta moça, lindíssima, estendeu-me três cardápios (carta de vinhos, cardápio de bebidas em geral e cardápio comum). Agradeci e fiz, dos três, uma espécie de biombo para não ser visto.

Um troço me martelava a cabeça… E se algum de meus poucos mas fiéis leitores me flagrar justo aqui?! O que dirá? O que ME dirá? O que pensará a meu respeito? Estava eu divagando quando aproximou-se um homem – o maître – e perguntou:

– Algum problema, senhor?

De dentro de minha fortaleza de cartolina eu disse que não. Foi quando chegou minha cliente.

Ela estranhou um pouco – confesso – a formação da espécie de quebra-vento que construí diante de mim. Foi solícita:

– Quer escolher?

– Faz-me um favor?

– Claro!

– Escolha tudo. Pelo amor de Deus.

– Está tudo bem, Eduardo?

– Arrã.

Ela fez os pedidos – suco de abacaxi com hortelã para mim, água com gás para ela e duas quiches de espinafre com queijo com uma salada de frango ao pesto.

E eu preocupadíssimo.

Ela não agüentou e perguntou:

– Por que esses cardápios à sua frente?! Mal consigo vê-lo!

– Não posso com golpe de ar! Golpe de ar me faz muito mal!

Foi quando – para meu absoluto desespero – vi entrando um leitor do BUTECO. Um querido, um elegante, um sóbrio, um ponderado, é verdade, mas o choque foi mais forte que tudo. Helion Póvoa (veja-o aqui ao lado do Nando e do Rodrigo Ferrari) aproximava-se de mim, com a mão já estendida – é um lorde, o Helion! – mas eu via, em seu sorriso simpático, o escárnio, o deboche, a troça, a caçoada, o menosprezo pelo meu caráter e por minhas opiniões.

O cumprimentei, apresentei-o à minha cliente, e fui patético:

– Olá, Helion! Sabes que eu ODEIO o Gula Gula, né?

Ele, sempre ponderadíssimo, apenas balançou a cabeça. Eu prossegui:

– Minha cliente escolheu essa merda, fazer o quê? – e ria dando tapinhas em seu braço.

Ela estava em choque.

– E isso aqui não é suco, não! Tem um quentinho dentro, um quentinho dentro!

Esses troços que, agora, me envergonham solenemente.

Vejam vocês… Eu dou a sorte de encontrar, naquela situação para mim desconfortável, um homem sem mancha, um homem educado e incapaz de uma grosseria, uma inconfidência que seja, e nem assim mantenho o controle.

Notem vocês que o Helion Póvoa Neto é, dentre os queridos e caríssimos que me cercam, aquele que mais carrega títulos e qualificações, saber e conhecimento. Ele tem graduação em Geografia (licenciatura e Bacharelado!) pela PUC/RJ, mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ e doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela USP. Realizou Estágio Pós-Doutoral em 2003, como bolsista Capes, no Centro Studi Emigrazione Roma e no Scalabrinian International Migration Institute em Roma, Itália. Atualmente é professor adjunto do IPPUR-UFRJ. Coordena, na UFRJ, o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM), e é cadastrado Grupo de Pesquisa junto ao CNPq, do qual é líder. É membro da Comissão Editorial dos Cadernos IPPUR (UFRJ), do Conselho Editorial da Travessia e da Revista do Migrante (Centro de Estudos Migratórios – SP). Ou seja… do homem, de Helio Póvoa Neto, goteja sabedoria. E eu, poltrão, com medo e vergonha por ter sido descoberto justo por ele!

Tivesse eu encontrado um dedo-duro, um canalha, um indiscreto, um sacana, um simples sacana, e já estaria justificado meu pânico.

Mas encontrar o Helion, não.

Foi verificar que era ele, foi perceber que escorriam por baixo das bainhas de suas calças, lubrificando seus sapatos, o seu saber, a sua sabedoria, o seu conhecimento e a sua densidade intelectual, foi apertar suas mãos aindas sujas de giz e olhar dentro de seus olhos capazes de transmitir aquela tranqüilidade que só os intelectuais acadêmicos têm, que fiquei calmo.

A ponto de pedir chá de camomila, no final do almoço, comendo, ainda, sem medo de ser visto, uns biscoitinhos de canela parecidíssimos com perfex.

E ainda fui cumprimentá-lo ao sair, calmíssimo.

Até.

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>EU, COADJUVANTE MAIS UMA VEZ

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(ou CONVITE PÚBLICO PARA ANIVERSÁRIO)

No ano passado, há exatamente um ano, escrevi EU, COADJUVANTE (leiam aqui), dividindo com vocês as agruras que me perseguiam naquele não-longínquo 2007 às vésperas de meu aniversário. E eis que, graças à inexorabilidade do Tempo, esse deus impiedoso que nos entrega, de bandeja, experiências e mazelas, estamos em abril de 2008, a dois dias do dia 27, quando completo 39 anos de idade.

Acabei de escrever “39 anos de idade” e ouvi guinchos de gargalhadas estrepitosas atrás de mim. Virei-me e não havia nada nem ninguém, embora prosseguisse ouvindo o barulho ensurdecedor dos risos debochados diante de meu estado cada vez mais caquético. Fui ao banheiro jogar água fria no rosto (acabei de voltar, vejam que belezura a dinâmica do texto e do modus operandi que imprimo no meu dia-a-dia no BUTECO) e meus cabelos brancos pareciam plantação de trigo em dia de vendaval, já que balançavam intensamente para me provocar – só pode, foi o que pensei enquanto afagava minha própria cabeça-de-ovo (mais de ovo do que nunca depois de mais uma visita ao Salão América, ontem à noite, e ao seu Ernesto). Nesse meio tempo estrilou meu celular e vicejava na tela uma mensagem do menino Prata:

“FALTAM DOIS DIAS. VELHO!”

Mas estou – eis o que eu queria lhes dizer – ao contrário do que estive noutros tantos abris, felicíssimo.

Ao lado da mulher que me ensinou a sorrir, em plena placidez com minha consciência, cercado cada vez mais por menos amigos que valem infinitamente mais que os muitos de outrora, com seis afilhados sob as asas imaginárias, pai e mãe que são tesouros que me fazem melhor desde que nasci – não me estenderei para não lhes causar enfado, e nem é sobre isso que quero lhes falar hoje! -, chego aos quase-quarenta disposto a comemorar firmemente a data.

Mas como nem tudo é perfeito, e tenho certeza (depois de dois anos seguidos eu posso lhes dizer que tenho certeza!!!!!) de que meu irmão paulista, Fernando Szegeri, faz de propósito, comemorarei meus 39 amanhã, sábado, a partir das 21h, no Trapiche Gamboa (o site, aqui), na posição de coadjuvante. Explico! Explico!

Já em abril de 2005, escrevi A HÉRNIA DO SZEGERI, comentando justamente sobre o poder que esse caboclo exerce sobre os que me cercam e justo nos dias de meu aniversário, quando, graças à sua presença (ou ausência, como vocês verão), NINGUÉM (com a ênfase szegeriana) se importa comigo. Leiam a HÉRNIA DO SZEGERI aqui.

Pausa brevíssima.

Comovi-me, ontem – e disse isso a quem?, a quem?… ao Szegeri, meu Otto na íntegra – relendo A HÉRNIA DO SZEGERI quando percebi que foi nesse texto, em 29 de maio de 2005, às 15h55min, que meu dileto e querido amigo, José Sergio Rocha, hoje minha madrinha, fez seu primeiro comentário no BUTECO, vejam:

“Edu, tu escreve (sem plural, assim mesmo, cariocamente) bem pra dedéu! Não sei o que me deu mais vontade de ir ao banheiro para mijar de rir – se foi a associação com os LPs, a ignorância canina dos circunstantes em relação à espécie de hérnia, sei lá, pombas! O que sei é que o Estephanio´s tem um senhor cronista em suas instalações. Com todo respeito, não sei se você dá só pra cronista ou também pra romancista ou teatrólogo, mas que vem coisa em breve por aí, vem sim, e tomara que não demore. O teu “Otto” de 33 ½ rpm (cada um tem o Bey de Tunis que merece quaquaqua!), além de também ser bom nas pretinhas, foi um puta personagem. Valeu o balé! Grande abraço e em breve o Estephanio´s ganhará um freqüentador bissexto (eu disse bissexto, porra!) porque, morando a léguas da Rua dos Artistas, cá em Piratininga, vai ser difícil bater o ponto mais amiúde. 29 de Maio de 2005 15:55”

Dito isso, em frente.

Antes, mais uma divagação em voz alta: eu adoraria, e assim que tiver tempo me dedicarei a isso, descobrir o primeiro comentário de cada um que é, hoje, graças ao BUTECO, um próximo de mim. Ah, sim! Leiam FERNANDO JOSÉ SZEGERI, O MITO, que escrevi em 13 de abril de 2006, e vocês verão José Sergio Rocha abraçado a meu irmão paulista, o homem da barba amazônica, numa demonstração explícita da beleza que são esses encontros que a vida vai costurando pra gente.

Agora sim, em frente.

Em frente mas já quase no fim.

O que queria, a bem da verdade, era apenas aproveitar esse mote (a comemoração de meus 39 anos) para convocá-los, publicamente, para mais uma noite memorável no Trapiche Gamboa, quando os Inimigos do Batente, que fazem uma senhora roda de samba – “a melhor do Brasil”, na insuspeitada opinião de Luiz Antonio Simas, vejam aqui – vão quebrar tudo, como fazem sempre.

Amanhã – eis o que justifica o título do texto! – serei mero coadjuvante na comemoração de meu próprio aniversário, lembrando que o cenário dessa peça realíssima que atesta minha baixa popularidade, o Trapiche Gamboa, será o mesmo das minhas comemorações de 2006 (vejam aqui) e de 2007 (vejam aqui).

Até!

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>DO NOSSO JEITINHO

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Sempre que leio um texto que mexe comigo – lato sensu, emocionando, fazendo pensar, revoltando, que seja, me dando quase-raiva por não ter sido eu a escrevê-lo (como é o caso desse que ora indico!) – faço questão de espalhá-lo entre os amigos. O texto a que me refiro, especificamente, cujo trecho segue abaixo, merece mais. Merece ficar exposto permanentemente no balcão do BUTECO para que muita gente, e cada vez mais, tomara, leia a reflexão de meu irmão paulista, Fernando Szegeri.

“É sabido – e tenho tantas vezes insistido aqui – que a meia-dúzia que sempre se arvorou em dona do Brasil nunca suportou o povo brasileiro. Não gostam da comida que gostamos, desprezam nosso modo de viver, nossa música, nossa sabedoria, menoscabam nosso jeito de rezar e curar os males do corpo e da alma. É claro que as coisas do povo que nunca toleraram vez por outra entram na moda por um motivo qualquer e aí é um tal de dar-se um jeito de tudo ficar mais “higiênico”, mais branco, menos mestiço – foi assim com o carnaval, a religião, está sendo com o futebol, os butiquins etc. – , mas isso é assunto pra outras conversas.”

Leia DO NOSSO JEITINHO, na íntegra, aqui.

Até.

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>O CHOPE DO SABIÁ

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Para quem ficou sabendo de minha viagem à São Paulo e me perguntou – e foram muitas as perguntas! – se o chope do Sabiá é bom, respondo acreditando piamente que uma imagem vale mais que mil palavras.

Eduardo Goldenberg, no Bar e Restaurante Sabiá, São Paulo, SP, 19 de abril de 2008 às 2h29min

Até.

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>OS PALCOS DOS ENCONTROS

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O Bruno Ribeiro, esse grande brasileiro, carioca residente em Campinas, SP, disse tudo quando não disse nada sobre nosso encontro no último final de semana.

Foram quatro os palcos que nos serviram de mesas e balcões para que construíssemos belas páginas nas histórias de nossas vidas.

Éramos, precipuamente, eu, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, José Sergio Rocha, Julio Vellozo e Luiz Antonio Simas – todos presentes aos quatro encontros.

Um mero acaso que tenham acontecido, os quatro, em encruzilhadas?!

Ó do Borogodó, Pinheiros, São Paulo, SP
Bar e Restaurante Sabiá, Vila Madalena, São Paulo, SP

Bar do Palmeirense, Vila Romana, São Paulo, SP

Leiam o texto-que-nada-e-tudo-diz do Bruno, um sábio – como tem me repetido o homem da barba amazônica.

Aqui.

Até.

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>SALVE!!!!!

>

Até.

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>O RABINO NA PONTE AÉREA

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Em maio de 2006, quando escrevi E LÁ VAMOS NÓS, instantes antes de nosso embarque, meu e da Sorriso Maracanã, para Portugal (leiam aqui), falei, de leve, sobre meu medo de avião, que já foi, é preciso confessar, infinitamente maior.

Na sexta-feira próxima passada, 18 de abril, como já lhes contei aqui, fui para São Paulo, de avião, a inacreditáveis R$ 55,00 (cinqüenta e cinco reais) – veja a influência do Goldenberg que me ultima o nome.

E fui felicíssimo. Meu vôo estava marcado para às 12h35min e eu era, desde a manhã, durante os preparativos da mala (da mochila, para ser mais preciso), um homem feliz com a perspectiva de encontrar os amigos, de conhecer bares novos, rever os bares do coração, e parti, de ônibus (o glorioso 238), para o Santos Dumont, mascando um imaginário chiclete (odeio chicletes) que me dava contornos de rigorosa despreocupação com aquilo que me quase-mataria anos antes: a viagem de avião.

Cheguei ao aeroporto (eu vestia uma bermuda e um chinelão de couro, notem que a roupa era adequada a meu estado de espírito), dirigi-me ao balcão da companhia aérea, estendi minha carteira de identidade, retirei meu cartão de embarque, subi as escadas rolantes, comprei um refrigerante e uma coxinha de galinha numa loja qualquer (só um relaxado pensa numa coxinha de galinha minutos antes de embarcar num avião), passei pelo portão 5 e sentei-me à espera da chamada pelo sistema de som do aeroporto até que, finalmente, convocaram o embarque específico do meu vôo.

Esperei aquela fila de desesperados entrar no avião (eu já fui um deles) enquanto terminava de ler BALNEÁRIO (chatíssimo), do fabuloso Montalbán. Até que, quando não havia mais ninguém no saguão de embarque, dirigi-me à porta daquela sanfona que nos leva à aeronave.

Ao ingressar no Boeing 737-700, o susto.

Na primeira fila, sentado, todo de preto, com uma barba de aparência detestável, um chapelão de veludo (ou de feltro, sei lá) e tranças sugerindo falta de banho, um rabino.

Fui, naquele instante, um homem à espera da extrema-unção.

A visão daquele rabino me deu a certeza do acidente, a inevitabilidade da morte e a tristeza do fim súbito.

Tentei, trêmulo, o celular da Dani – deu desligado.

Passei, também pelo celular, uma mensagem enigmática para meu irmão Szegeri sugerindo meus presságios e imaginei o homem da barba amazônica mostrando a todos, durante meu velório, a mensagem enviada minutos antes da tragédia.

O comandante – Adelino, lembro-me de seu nome! – anunciou a partida e eu já chorava de dar dó na tripulação que me olhava com pena. O camarada ao meu lado, solícito, coitado, perguntou:

– Tá tudo bem, meu chapa?

– Não.

– Não?

Apontei acintosamente:

– Há um rabino no vôo. Vai dar merda.

– Você está impressionado… – e afivelou os cintos.

Fui, meus poucos mas fiéis leitores, durante os 45 minutos do vôo, um homem em pânico. O judeu foi ao banheiro três vezes e eu tive por três vezes a certeza de que uma merda colossal aconteceria, uma bomba, um seqüestro, alguma coisa.

Tentando fazer graça pra relaxar, eu perguntei, altíssimo, num dos retornos do religioso à poltrona, depois de mais uma visita ao banheiro:

– Essa gravata foi comprada ou foi roubada?

A assistência guinhou de rir e gerou levíssima turbulência na aeronave da companhia mais jovem do Brasil.

– E esse chapéu, rabino, no dinheiro ou na mão grande?

Mais guinchos, mais guinchos.

Só relaxei quando o avião pousou.

O judeu de preto me olhou feio de cima a baixo, mas nem lhe dei confiança.

Serviu-me, a viagem, para eu descobrir que, sabe-se lá por qual razão, tenho medos olímpicos de rabino.

Se algum cinéfilo souber de um filme, ou se algum devorador de livros souber de um livro em que um rabino seja protagonista e causador de uma grande tragédia aérea, eu agradeço. Isso, talvez, diminua meus sentimentos de culpa.

Até.

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