A MARCHA DA MACONHA

A primeira vez que eu ouvi a pergunta “kf´maum?” (soou-me assim), com a mão de meu interlocutor estendida em minha direção, segurando um troço parecido com um cigarro mal ajambrado, por medo – confesso – eu disse “não”. Eu disse “por medo” e faço a confissão pública nessa manhã nublada que se desenha à minha esquerda: sempre fui um poltrão com relação às drogas por conta de uma campanha tijucaníssima engendrada por meu pai. Ele me soprava nos ouvidos, desde a tenra idade, com olhos esbugalhados:

– Não compre bala na carrocinha em frente ao colégio. Há cocaína nas balas!

Com as mãos enormes segurando meus ombros, bafejava turbado:

– Cigarro, então, não aceite nem a fórceps!

A campanha ganhava, vez por outra, contornos épicos. Lembro-me de uma freada espetacular de sua Brasília branca, na avenida Maracanã, quando papai apontou-me um mendigo em estado lamentável sob a marquise de uma loja de estofados (quase esquina com a rua Uruguai):

– É isso que dá fumar cocaína!

Noutro dia, diante de um homem algemado por dois policiais militares em direção a uma joaninha (lembrar de uma joaninha é a denúncia explícita de minha antigüidade), papai sentenciou:

– Cheirar maconha, Dudu, dá cadeia.

E por aí.

Cresci, como se vê, com um medo agudo disso tudo. E foi esse medo agudo que me fez dizer “não” para aquele rapaz, colega de colégio (não por coincidência, eu pensei na hora, um cliente assíduo do moço da carrocinha na hora do recreio), que me estendia, com olhos maravilhados e um pacote de Mirabel numa das mãos, o primeiro cigarro de maconha que vi na vida.

De lá pra cá – eis mais uma confissão que faço e que me fará alvo da borduna imaginária de muitos de vocês -, afastado o “medo original”, fruto da campanha exitosa de meu pai, solidificou-se em mim uma certeza inabalável: o maconheiro é um bobo maiúsculo.

(estou ouvindo as vaias, os apupos, a corrimaça produzida pelas 250 vozes que engrossaram – público menor que um América e Cardoso Moreira – a Marcha da Maconha em 2007, estou ouvindo seu muxoxo e seu babaréu, leitor simpatizante da tabanagira)

E são esses bobos maiúsculos que estão organizando a Marcha da Maconha 2008 (vejam aqui), no dia 04 de maio, no Arpoador (no Rio de Janeiro, já que há dessa bobeira em todo o Brasil, no mesmo dia), a partir das 14h.

E por que, Edu – ouço a pergunta feita já sem paciência pelos que me consideram, oh, tolos…, um radical -, os maconheiros são uns bobos maiúsculos?

Por várias razões.

Para não entendiá-los em demasia, vou listar algumas razões. Prometo que após a realização deste grande evento (se juntar 500 gatos pingados já estará de bom tamanho) volto ao tema.

01) o maconheiro ri à toa. Ri, e ri de tudo. Se encontra outro maconheiro – reparem, reparem, reparem! – passa a fazer sinais com as mãos, com os olhos, pequenos gestos incompreensíveis, até que você percebe que um deles, sim, um deles tem maconha… Daí o que se vê são risadinhas de canto de boca, combinações patéticas do tipo “passa lá depois” (mais risadas), essas bossas sem-graça;

02) o maconheiro é um solidário chatíssimo. Quer, a todo custo, dividir a maconha. Estende em sua direção o palito de papel amassado (o “fininho”, no vocabulário dos bobos), oferece o “bagulho” (os drogados, apud Houaiss, adoram essa expressão…) mais de uma vez depois de sua recusa explícita, e ficam empesteando o ambiente, com o que chamam de “maresia”, enquanto repetem o “kf´maum?” como um mantra insuportável;

03) o maconheiro é um ator. Representa o tempo todo em que está voltado para a erva. Há todo um gestual característico, um ritual imutável, um roteiro escrito sabe-se lá por quem. O maconheiro tem sempre um, dois, três fecho éclair à mão. Dele, o maconheiro tira um papel laminado amassado. De outro, um livrinho de onde saca a seda (e como deliram, os maconheiros, tecendo comentários sobre essa seda, sobre aquela seda, sobre a qualidade dos guardanapos que podem, num momento de desespero, fazer o papel de seda…). Geralmente esse começo de ritual já é presenciado por outro maconheiro (que, nesse momento, esfrega as mãos e ri, olhando em volta freneticamente). Aí, meus poucos mas fiéis leitores, há pequenas variações. Uns utilizam um cartão de crédito para ajeitar o fumo dentro do papel, outros a própria mão, outros a chave etc etc etc. Ajeita daqui, bate dali (o segundo maconheiro já baba a baba dos sedentos), o maconheiro acende o cigarro. Dá o primeiro trago (essa gente usa a expressão “tapa” em vez de “trago”), esse trago é sempre barulhentíssimo, há um sopro rápido para dentro, tampa o nariz (apertam, os maconheiros, os próprios narizes, com uma força incomensurável) com a mão esquerda, mantém a boca fechada, os lábios cerrados, até que ele libera a fumaça fedorenta e estende a mão para o segundo maconheiro:

– Kf´maum? – eis a pergunta idiota que dispensa a resposta.

Daí começam a rir, a rir sem parar, começam a planejar viagens para Sana, para Visconde de Mauá, combinam de comprar juntos uma barraca de lona na Casa & Vídeo para o acampamento na Maromba, e ficam ali, até o final. Quando há – eis a cena final do patético espetáculo – a disputa pelo resto do cigarro:

– Pro cemitério… – diz gargalhando o primeiro maconheiro.

– Já é… – diz o hílare segundo maconheiro.

Até.

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40 Comentários

Arquivado em confissões

40 Respostas para “A MARCHA DA MACONHA

  1. >Estou passando mal de rir, Edu. A descrição do “ritual” está perfeita, até parece que você é usuário!

  2. >Concordo em gênero , número , grau , silepses de gênero, número e mais aquela porrada de figuras de linguagem que reprovavam a gente no colégio.Experimentei esse merda aí uma vez, quase queimando meus dedos – sim, pq vc esqueceu de comentar uma das características mais ridículas dos maconheiros com muita fissura e nenhum dinheiro (dos pais, como sói) : eles fumam aquela meleca até as últimas moléculas do ‘produto’. Me passaram a bagana , já quase inexistente, quase uma abstração, numa festinha , bem aí, pertinho de vc, na esquina das ruas Campos Sales e Mariz e Barros ( sem deduragem…)Vou jurar que não dei nem 3 tragadas naquilo que ainda existia entre meus dedos. Lembro de ter caminhado até o metrô da Afonso Pena , numa escuridão que , aos meus olhos turvos da diamba , mais parecia a entrada do Inferno (eu aprendi a colocar tags de texto , percebeu? :D), sem Dante. Uma fome de cérbero me fez comprar vários sacos de pipoca doce de um pipoqueiro atônito. Em casa, tracei quinhentos e três bifes e dormi rindo que nem um corno.Resumindo, sem e com preconceito: maconha é droga de vagabundo e otário.forte abraçoMarcioP.S. não sei que tem me dado(sem trocadilho) que meus comentários têm saído tão longos.

  3. >Aliás, me dá licença de fazer um apenso ao meu comentário anterior , Edu. No finzinho do seu artigo, vc diz ‘cemitério’. Isso me levou a fazer uma associação : o pior é que esses putos não vão pro cemitério porra nenhuma. Eles terminam a vida é dando trabalho pros outros , depois de fundirem os neurônios e virarem cagões nas fraldas.Portanto, nada de aceitar aquele argumento : ‘estou no meu direito, só estou fazendo mal a mim !’A conta, por fim, quem paga somos nós, os caretas…

  4. >O mais engraçado é isso: são milhões os usuários da maconha mas poucas centenas com coragem de mostrar a cara numa manifestação como essa marcha.

  5. >Gente, como pode ninguém chamar você para escrever para a imprensa escrita da cidade do Rio? Nesse texto você demonstra mais uma vez coragem e veio humorístico na dosagem certa. Parabéns!

  6. >Querido: e você se esqueceu de citar a nojeira que é o cigarrinho cheio de saliva alheia, a baba passando de boca em boca…Fumei essa merda algumas (poucas) vezes e até hoje não entendo qual é a graça que as pessoas vêem nisso. Talvez fizesse algum sentido nos anos 70. Hoje é a coisa mais sem propósito do mundo. No bar onde a galerinha da erva bebe guaraná, eu já saí carregado.

  7. >Aqui não interessa a minha opinião a respeito do uso da maconha – meus amigos sabem qual é e não vou externá-la nesse espaço. Lamento profundamente a agressividade dos comentários do marcio h. , ao dizer que a maconha é droga de “vagabundos e otários” e escrever que “esses putos não vão para o cemitério porra nenhuma. Eles terminam a vida é dando trabalho pros outros, depois de fundirem os neurônios e virarem cagões nas fraldas”. Lamentável.Independentemente de se usar ou não a maconha, de se tomar ou não a birita, de se fumar ou não o cigarro, é primário julgar as pessoas,e o caráter das pessoas, por conta disso.Tenho amigos – amigos, repito – que usam a maconha; não vou jamais emitir sobre eles um julgamento pela internet e não posso ler passivamente essas adjetivações grosseiras. Não são vagabundos, não são otários e não são putos que cagarão nas calças com neurônios fudidos. Terão sempre, os meus amigos, a porta da minha casa aberta para eles; a mesma coisa não posso dizer do careta márcio h.Por fim, nunca concordei com a máxima de que se perde o amigo mas não se perde a piada. O amigo deve ser, permanentemente, preservado.Se o márcio h. só tem amigos caretas, parabéns pra ele.A porta do paraíso os aguarda de braços abertos. Eu estarei bem distante deles.Lembro, por fim, que Exu ,o meu compadre, usou a diamba em um patakin de Ifá e não foi julgado ou punido por Olofim.Não farei mais nenhum comentário sobre esse texto, nem vou polemizar com quem quer que seja. O que tinha de dizer está dito.Abraço.

  8. >Excepcional, Luiz Antonio, excepcional!!!!!O Márcio, errado na mão, como você bem disse, é egresso da Aeronáutica – descobri isso quando ele referiu-se a meu irmão, o Fefê, como seu “bichano” na EPCAR, em Barbacena.Isso diz muito, não?Quanto ao resto… quem não tem amigos que fumam maconha, hã?Não os tivesse e eu não seria capaz de observar o gestual que constrói esse meu mais novo personagem.À São Paulo, Luiz Antonio, à São Paulo.

  9. >Rindo aqui, pela profusão de equívocos, caros Edu e Simas.Vamos a eles:-quanto a ter pertencido à FAB: pedi meu próprio desligamento, bem antes de terminar o curso. Portanto, descabida a adjetivação.Ainda em tempo, Edu, bicho, bichano, veterano eram lingüagem habitual entre nós, pergunte ao seu irmão , antes de falar isso. Nós mesmos, enquanto bichos e bichanos , assim nos chamávamos sem QUALQUER sentimento de inferioridade. Parafraseando vc mesmo, “quem nunca chamou alguém de calouro, hã ?”. Vou interpretar que vc me deu uma sacaneada , piscando os olhos. Sacaneada devidamente aceita.-Simas, caríssimo , nem haveria como eu ser esse ridículo aí que vc pintou. Quem me conhece , e meu nome está aqui p ser lido publicamente -Marcio Henrique Saracuza – enfim, quem me conhece sabe o quão fundo eu enfiei o pé na jaca na primeira metade dos anos ’90 nas drogas ditas pesadas, nomeadamente cocaína e heroína. E justo por isso sempre , eu disse sempre, chamei quem usava maconha de otário , visto que sempre achei uma droga alienante ao extremo. E vc nunca deu esporro em amigo seu não? Então parabéns , sim, é prá vc. 😀 Eu , se me dá na telha, chamo amigo meu maconheiro de otário, de vagabundo mental , e, a propósito, chamo de muito mais. Outra, caríssimo : quando vc me respondeu um comentário no seu blogue , sobre a revolta da vacina, vc escreveu meu nome com M maiúsculo. Porra, perdi duas divisas??? :Dforte abraçoMarcio

  10. >Fato é que nem todo otário é maconheiro. Arthur Mitke

  11. >Daqui a pouco vai ter mais gente aqui do que na Marcha da Maconha, essa passeata inútil fadada a mais um fracasso (ano passado, não custa repetir, apenas 250 maconheiros desfilaram em Ipanema).E, Mitke, permita-me: assim como nem todo maconheiro é otário. São – todos – , entretanto, durante a cerimônia fumageira, uns bobos-da-côrte.Abraço e até SP!

  12. >Marcio: ótimo! É assim que, penso eu, comporta-se num buteco, ainda que virtual. Fala-se o que quer, ouve-se o que não quer, e fica tudo certo. Discordo radicalmente dos adjetivos que você usa, mas quem os usa é você – e isso é um direito seu.Agora…Não me chame de “careta” que a porrada estanca outra vez!Abraço.

  13. >Careta !!! :DFalando sério (poxa que pena…) agora, eu entendi a reação do professor Simas, pq, apesar de rica em informação, a internet ainda não comporta o essencial, e que um bom buteco tem de sobra: olho no olho.Desta forma, o genial Contador De Histórias, de quem sou fã confesso, veria que eu não estava sendo agressivo. Como bom sagitariano, eu estava sendo sacana, isso sim. Mas não nego , nem retoco meus termos, acho , sempre vou achar , que todo usuário de maconha fica chato p-a-r-a c-a-r-á-l-e-o. forte abraço, e , desculpa Professor, não quis ferir ninguém assim, como pode ter parecidoMarcio

  14. >Assino embaixo de L.A. Simas nessa questão.

  15. >Edu, meu velho: “já é”. Abraço, Arthur Mitke

  16. >Meu caro Edu,Peço licença aqui para fazer meus comentários. De fato, as mobilizações feitas em prol da discriminalização da maconha, são pífias. Algum engraçadinho poderá dizer: “os manifestantes marcam o encontro e acabam esquecendo a hora marcada ou até mesmo o dia”. As piadas, confesso, me vem a cabeça em profusão. Porém, discordo de forma como se coloca a questão aqui no balcão. afastados os excessos no achincale daqueles que apreciam o produto, acho a proibição absurda e injustificada. O efeito nefesto da maconha não é maior do que o alcool ou do açucar. A ilegalidade, nesse caso, serve apenas como mais para tornar cada vez mais rentável a industria do crime. Os traficantes se protegem da polícia, compram armas, às vezes da própria polícia. A polícia cerca os pontos de venda, cobra pedágio. Os traficantes, impedidos de vender a maconha roubam carros. Os empresários vendem armas, seguros e alarmes. O pânico se espalha e o dinheiro circula, na maioria de vezes, por baixo dos panos. Os maconheiros bobos, seriam igualmente bobos se ao invés de consumir maconha em excesso, malhassem em excesso. aí seriam marombeiros bobos. ou se rezassem em excesso seriam os crentes ou carolas bobos.depende sempre do uso que faz da coisaUm forte abraço,Márcio Pessoa (aquele da PUC, do Palas e agora da Folha Seca)

  17. >Complicado falar sobre o que não se conhece bem.O que acabo de ler é, para mim, um estereótipo daqueles mais rasgados e cheios de senso-comum. Engraçado, Edu. Sua descrição me soa boba.Quanto ao sr. Marcio, sem comentários.

  18. >poxa, meu coment ñ apareceu…até já parei de rir 😀

  19. >Queria ser sucinto, direto, evitar maiores discussões, mas fica difícil ler algumas opiniões e não se mexer impaciente na cadeira.Vou ficar só em um exemplo: Bruno Ribeiro, nos anos 70 talvez fizesse sentido mas hoje não mais??? Por quê??Será que não estás se ligando muito no significado do ato e se esquecendo que a coisa é nada mais que uma droga – como o álcool – e que, portanto, quem a usa o faz atrás de alguns certos prazeres.Mas, enfim.. Como escreveste, até hoje você não entende.

  20. >Isso é que é Buteco!!!Antes de ser pesquisadora de um Núcleo de Estudos sobre drogas, pensava que maconha era algo natural e não fazia mal… tipo um relaxante natural. Mas a verdade é bem outra… a coisa é séria!Acho que cada um entra na onda que quiser mas daí a fazer uma MARCHA a favor de algo que faz muito mal à saúde é no mínimo, falta de bandeira melhor para erguer.

  21. >Ô, cambada de gente sem humor! Vamos lá…Márcio: não precisava de tanta apresentação, cacete! Sei quem você é! Concordo com tudo em relação à barbaridade que é o nosso sistema proibe-fingequeproibe-permite-lucratodomundo. Mas repito… O maconheiro profissional, empedernido, é um bobo. E discordo de sua comparação com marombeiros, crentes ou carolas. Mas falamos disso pessoalmente. Melhor, né?Gustavo: estereótipo ou não, senso-comum ou não, convenhamos… a cena É essa, não? Abraço.

  22. >Edu: não, não “É” essa.

  23. >Gustavo: então, meu chapa, “seus” maconheiros são diferentes dos “meus”! Abraço.

  24. >Eu presenciei a cena duas vezes, Edu. Eram (e são) amigos meus fumando, não condeno e nem apoio o ato. Escolha deles. Eu nunca fumei pq nunca tive vontade e nem curiosidade. Muito engraçado o texto. E sim, as cenas que presenciei foram mais ou menos assim.rs Perguntar não ofende… Esta “Perla” aí de cima seria uma parenta do César Nascimento ou Roberto Romualdo???Perla Lima (do Pará)

  25. >Concordo totalmente com o professor Simas. Alguns dos meus melhores amigos usam maconha, eu jamais experimentei. Só tive problemas 1 vez, qdo critiquei um amigo totalmente maconheiro, ele não faz nada além de dormir e fumar maconha. E isso sim me preocupa. De resto, é a vida de cada um.Abraços,Natasha

  26. >seus amigos maconheiros devem ser uns bobos, ficam rindo à toa …

  27. >A coisa bombou aqui.Moçada, acho que uma coisa acabou ficando p segundo plano (salvo alguns comentários elogiosos ao texto), e não devia: isso foi uma crônica, e muito bem escrita. Não é uma piada, é uma situação anedótica, com bem diz o Fausto Wolff.Os ingleses dizem que ‘não há verdadeiro bom humor em quem se leva muito a sério’ (na verdade, o ditado é mais pesado, e diz que não há bom humor sem uma dose de ‘auto-desprezo’)Sem papo brabo, bicho… sóóó….forte abraçoMarcio

  28. >Perla Lima, se perguntar não ofende me diga quem é você. Não faço idéia de quem seja César Nascimento nem Roberto Romualdo. Espero estar errada quando meu pressentimento diz que você tentou me sacanear com essa pergunta. Desculpa Edu mas eu não podia deixar passar em branco.

  29. >Perla, sou uma leitora antiga do buteco. Falo pouco no balcão.Para saber quem são os nomes citados, leia os textos mais antigos, querida…Perla Lima

  30. >Edu,Deixe eu postar como anônimo!Fiquei mais calmo em saber que a minha entrada no paraíso está garantida (Obrigado Luiz Antônio)Pelo menos as entidades são mais tolerantes que os homens!!!Beijos!

  31. >Edu: você é o único blogueiro do universo a ter duas leitoras chamadas Perla. E elas se odeiam. Fumar maconha pra quê?

  32. >HHAHAHAHAHAHAHA[b]EXCELENTE[/b] , Bruno !!!!Caraca, eu tô gostando cada vez mais desse buteco.

  33. >Bruno, querido, vc me conhece. Não a odeio. Não sei quem ela é, se existe… A moça achou que eu a tinha sacaneado, se tivesse entendido saberia que foi mais um conselho… Vc entendeu né? Bjo pra você.Perla Lima

  34. >Estava com mil viagens a trabalho, cheguei atrasado no balcão e perdi uma discussão que muito me interessa… então, só pra manifestar minha opinião brevemente, vejo que a intenção não foi debater a ilegalidade da droga, apontar a quem isso favorece, comparar os malefícios/benefícios de uma droga em relação à outra e tc, mas simplesmente escrever uma crônica bem-humorada esteriotipando o usuário de maconha. E, ao meu ver, trata-se do o usuário adolescente de maconha, pois todos parecem estar falando de quando “experimentaram”, ou seja, no desabrochar da juventude.Na minha adolescência, o comportamento dos meus amigos que fumavam maconha eram até parecidos com a descrição do Edu, mas hoje, beirando os 30 anos, os mesmos amigos continuam fumando a mesma maconha e, longe de responderem ao estereótipo do ex-viciado Marcio h, possuem empregos, trabalham como funcionários públicos, advogados, professores, muitos são mestres ou doutores, e o uso da maconha ficou restrito aos momentos de confraternização entre os amigos ou na privacidade do lar, após o trabalho. Humor é bom quando é entendido como humor. A crônica do Edu é divertida; o que não diverte é o uso nefasto e maligno daqueles que querem desqualificar indiscrimadamente as pessoas por seus hábitos. E agora dá licença, que vou ler os próximos posts sobre o assunto…

  35. >Obrigado, Arthur.Marcio h, meu amigo, o único papo brabo foi o teu.abs.

  36. >Legal mesmo é ir para um buteco, encher a cara, sair carregado, vomitando sem nem lembrar do que aconteceu ! Ah, isso sim é legal ! Afinal, o alcool é liberado e esse preconceito não pode ser aplicado aos bebuns. E as pessoas ainda tem coragem de chamar maconheiro de otário. Pelo menos, cú de maconheiro tem dono.

  37. >Percebe-se, pelo péssimo humor da Fernanda Fernandes, como são bobos os maconheiros – como disse e repito.Você, além de fumar maconha, vai pra buteco, enche a cara, sai carregada, vomita e não lembra de nada?Eu, hein.Péssima companhia – como seu humor.

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