ADEGA DA PRAÇA: VENDIDA?

Um leitor que me pede o sigilo de sua identidade (e o atenderei, evidentemente, que eu sou homem de palavra com a mesma intensidade com que sou preciso do início ao fim) garante que a Adega da Praça já foi vendida aos investidores da Rede Belmonte (acompanhe o banzé aqui).

Garante, mais, que o Evandro, dono do buteco, fez uma operação de venda casada, adquirindo, com a grana que os espanhóis puseram em suas mãos, uma casa de sucos na mesma rua, e que será transformada – é o que também garante meu informante – num buteco de primeira (duvido).

A conferir.

Se for verdade mesmo, uma pena.

Até.

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12 Comentários

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12 Respostas para “ADEGA DA PRAÇA: VENDIDA?

  1. >A casa de sucos só pode ser o “Copa 74”, estabelecimento da maior simpatia – apesar de vender essas substâncias perigosas para a saúde – que eu freqüentava demais antes de ter “permissão” para atravessar a rua e pedir um chope para o portuga.

  2. >Edu, Sou morador de Laranjeiras e era freqüentador da Casa Brasil, hoje Belmonte disfarçado, pois bem, era. É uma pena essa sua informação que a Adega também foi vendida. Agora fudeu, não sei onde beber de chinelo e camiseta perto de casa. Mas ao que me consta, pelo menos, foi o que disseram os barbeiros do digníssimo salão São Salvador, ao lado da Casa Brasil, o Belmonte ainda não conseguiu seduzir o dono da Adega. Segundo os barbeiros, um bar que fica entre a padaria e o açougue, foi vendido para o tal Antônio da Rede Belmonte e que inclusive já está em obras. Eles farão lá um bar com venda de cerveja de garrafa, justamente para “pressionar” o Adega. Szegeri, o Copa 74 continua firme e forte. Para te orientar, este futuro buteco pé-limpo (que escroto!) fica exatamente em frente a farmácia e ao Correio, ou seja, do outro lado da rua.Já temo pelo fim tanbém do salão São Salvador.

  3. >Não creio que se possa “inventar” um “buteco de primeira”. Um estabelecimento ganha este título depois de décadas de gordura acumulada nos azulejos. Um balcão só é um “balcão de primeira” quando começa a desbotar com o esfrega dos cotovelos. Portanto, tradição não se cria, se conquista ao longo dos anos. E, mesmo assim, há que se trabalhar arduamente para merecê-la. Não acredito, pois, que o Evandro irá transformar a casa de suco num “buteco de primeira”. Sendo verdade a triste notícia, só nos resta lamentar, do alto de nossa capacidade olímpica de perder batalhas. E continuar lutando, dignamente, para evitar outras perdas como esta.

  4. >Edu,Vali rolar o samba amanhã na do Ouvidor?Tô querendo levar a patroa pra conhecer.Grande abraço e parabéns pelo blog (mais uma vez)!Amigo meu, Zé Theodoro, frequentador da adega com certeza vai deixar rolar uma furtiva lágrima com essa notícia… fazer o que.Escrevi sobre esse desmonte dos nossos butecos no meu blog, tô bolando um jeito de transformar isso em uma campanha… afinal, buteco é ou não é patrimônio cultural?Abração!

  5. >Pedro: amanhã não haverá samba na rua do Ouvidor. Como houve no sábado passado e o troço acontece a cada 15 dias, só semana que vem, 19 de abril, Dia do Índio.Taí.Do jeito que anda a roda, faça isso: vista seu cocar e vá pro samba.Tudo a ver!Abração.

  6. >Edu, boa dica para amanhã: roda de samba do bloco Bagunça meu Coreto na Praça São Salvador. Das 17 às 22 horas. Vou matar a saudade da Adega antes que acabe.ass: Tande Biar

  7. >Estou ligando os fatos. Nas últimas duas semanas, a Casa Brasil, a tal da esquina ao lado da Adega da Praça, colocou um toldo novo, mudou das mesas de plástico para umas novas de aglomerado, e começou a vender empadinhas parecidas com as do Belmonte. Mas ainda vendem o PF de sempre, só que reajustaram o preço do bife à milanesa (aliás, a Adega também reajustou). Quanto à casa de sucos Copa 74, na esquina em frente, até ontem estava lá impávida. O tal açougue fechou há tempo, e a padaria deve ir pelo mesmo caminho, fruto na certa da concorrência do mercado Zona Sul que abriu na praça há um ano e meio.Sem maniqueísmos: como morador da São Salvador lamento acima de tudo as mudanças na Praça, que já sofreu bastante com a chegada do Zona Sul. Este acabou inclusive com um outro boteco de esquina, bem antigo, que ficava em frente à escola Senador Correia. Que, por sinal, também foi quase demolida para a construção de um prédio dois anos atrás.A Praça sempre teve vários botecos, eram quatro se não me engano até há pouco, porque havia ponto final de várias linhas de ônibus, e os botecos eram freqüentados por condutores e passageiros. Se ficar só bar mauricinho vai ser uma pena. Não sei se na Zona Sul ainda tem uma praça como a São Salvador: não é cercada, tem pipoqueiro, parquinho infantil, roda de samba e choro, mendigos convivendo bem com freqüentadores… Bem, o choro dos domingos de manhã ainda é ótimo, muito mais tranqüilo que o da feira na General Glicério aos sábados. Mas não espalhem, por favor.Helion

  8. >Então já era? Só nos resta lamentar? Que merda!

  9. >A praça ainda é um oásis em um bairro martirizado por esses botequins de grife, todos umas merdas. Para tomar uma cerveja de garrafa a um preço honesto por aqui só indo lá ou no Osmar.Imaginar o boteco do Vampiro – bela figura – transformado em “point” de sarados é putaria!

  10. Pingback: BELMONTE RIMA COM DESMONTE | BUTECO DO EDU

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