Arquivo do mês: março 2008

MELLO MENEZES É O TAL!

O grande programa de sábado passado, 08 de março de 2008, foi a mega-comemoração dos 70 anos desse grande sujeito que é o Mello Menezes, e que mobilizou mais de 300 pessoas, entre amigos, amigas, ex-mulheres, fãs, amantes, ex-amantes, filhos e filhas que se dispuseram a embarcar, às 10h30min, numa barca para Paquetá que foi, durante os 70 minutos de travessia, um verdadeiro furdunço com direito à roda de samba e tudo. Lá, uma feijoada servida no Paquetá Iate Clube, mais samba, uma decoração nababesca incluindo burrinhas (para ver as burrinhas em ação, clique aqui), pipas e muita alfazema no ar.

Leo Boechat, o Bemoreira, Mello Menezes e eu, Eduardo Goldenberg, Paquetá Iate Clube, 08 de março de 2008

Em homenagem ao Mello, amigo querido, gênio da raça, com a licença de Jayminho Vignolli (cantando e tocando na gravação caseira) e Aldir Blanc (autores da marcha comemorativa), MELLANDO AOS SETENTA, cuja letra segue abaixo (ouça o áudio, no final do texto):

“Refrão:

Mello Menezes é o tal:

70 Anos no pau.

Ele não fica à míngua

porque cai de língua

se a pane é total

I

O Mello administra o patrimônio

com Santiago, Henrique Méier e Sidônio.

O Mello mata o pau e mostra a cobra.

Aos setentinha, ele entra, mas não dobra…

(Repetir o refrão)

II

Mello é leal, elegante e se desdobra:

se uma amiga está carente, aceita a sobra.

Nada de orgulho, se o assunto é sacanagem.

O Mello é pau pra toda obra!

(Repetir o refrão)”

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=3964328-d43

Até.

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>A QUINTA BATA!!!!!

>

A vida é mesmo feita de surpresas, às vezes as mais inesperadas e inusitadas. Lembram-se do texto que inaugurou a série DO BALCÃO AO DIVÃ, publicado em 18 de janeiro de 2008? Leiam aqui.

Nele contei sobre minha inacreditável decepção com as quatro batas que ganhei da Fumaça depois da expectativa por cinco – basta ler e você entenderá.

Não é que acabo de receber, por SEDEX, a quinta bata com este bilhetinho?

bilhete da Fumaça recebido em 12 de março de 2008

Surpreendente, a Fumaça, que, aliás, chega ao Brasil, novamente, no domingo que vem, dia 16 de março. Com mais batas, espero! Desta vez, prudentemente, ela não me prometeu nada!

Até.

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NÃO TEM ERRO!

A falta agudíssima de tempo que me impede, desde o domingo, de vir ao balcão dizer alguma coisa, não me impede de, hoje, vir aqui, de passagem, para dar a vocês, meus poucos mas fiéis leitores, uma dica quentíssima, estilo não-tem-erro.

Cristina Buarque e o Samba da Ouvidor
Cristina Buarque e o Samba da Ouvidor

Isso mesmo. Cristina Buarque, que no final do ano passado apresentou-se em antológica tarde em Paquetá ao lado dos caboclos do Terreiro Grande (veja e leia aqui), com quem gravou antológico disco, se apresentará na sexta-feira, depois de amanhã, no legendário Democráticos, na Lapa, ao lado dos seis garotos que, de 15 em 15 dias, estão escrevendo história na rua do Ouvidor: em ordem alfabética, para não ferir suscetibilidades, Tiago Prata, Anderson Balbueno, Fábio Cazes, Gabriel Cavalcante, Jorge Alexandre e Júnior de Oliveira.

Ordem alfabética com Tiago Prata na frente? – me perguntarão os chatos observadores de plantão.

Porra! O blog é meu e os critérios são meus. O querubim tem de vir sempre na frente. E tenho dito.

Até.

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>SALVE A TIJUCA!!!

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Saiu n´O DIA de hoje…

matéria publicada no jornal O DIA de 09 de março de 2008

Até.

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>PARA A BETINHA COM UMA FLOR

>

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Um sujeito homem, como eu, sabe, desde o berço, que – como disse o poeta, magistralmente – sem elas a gente não vive, o que faz do dia 08 de março, franca e sinceramente, uma quase-besteira, eis que do primeiro de janeiro ao 31 de dezembro, durante as 24 horas do dia, sim, sim, sim!, o tempo é delas. Eu disse quase-besteira porque no fundo, no fundo, besteira não é. Se há – mesmo que com interesses comerciais – um dia dedicado, exclusivamente a elas, o troço mais lindo que pode haver no mundo, que façamos do dia, então, uma oportunidade para a devoção explícita, escancarada e despudoradamente apaixonada.

Em 2006 escrevi, no 08 de março, o texto MINHAS MULHERES, que pode ser lido aqui. Em 2007, mandei bala – literalmente, leiam e entendam o por quê – no texto DIA INTERNACIONAL DA MULHER, leiam aqui.

Hoje, neste 2008 que mal começou, escrevo PARA A BETINHA COM UMA FLOR, valendo-me dela, minha mais querida amiga, para homenagear todas as mulheres que me cercam, da minha saudosa e amada bisavó à minha Dani Sorriso Maracanã, a mulher que me ensinou a sorrir, da minha avó querida, do alto de seus oitenta e tantos anos, elegante como uma rainha, à minha mãe, partes daquilo que chamo Santíssima Trindade (entendam isso, aqui, lendo 6 DE MAIO), da Lina, a mulher que ensinou meu irmão a sorrir ainda mais bonito, às minhas garotas (em ordem alfabética, para não ferir suscetibilidades), Ana Clara, Dhaffiny, Iara e Milena, fora as que eu, em delírio, roubei pra mim, Maria Helena e Rosa, e suas mães, Magali, Lu, Railídia, Mariana e Stê.

Mas por que – perguntarão vocês, e daqui eu ouço a pergunta coletiva – a Betinha?

Não darei muitos detalhes – e nem me perguntem, pois não responderei – porque sou preciso do início ao fim, mas coscuvilheiro eu não sou.

Porque a Betinha deixará o Brasil por uns meses.

Deixará o Brasil por uns meses e – quero confessar, nesse princípio de derramada homenagem – justo por causa disso eu ando comovido com sua cada vez mais próxima viagem.

Sentirei, eis o fato que me magoa, aguda e intensa saudade dela, saudade que se antecipa nesse meu pobre coração incorrigível e cada vez mais propenso ao derretimento.

Sentirei saudade – e muita – porque a viagem é uma quase-morte. A dor maior que causa a partida definitiva – imagenzinha paupérrima para falar da morte -, a perda de alguém querido, é justo a certeza, que se abate sobre quem fica, de nunca mais tocar, beijar, abraçar, cheirar, farejar, apalpar, ver (!!!!!) a pessoa.

Serão nove meses – ou algo assim, um pouco mais, creio – sem a presença dela. Dirão os modernosos:

– Há o email!

– Há o SKYPE!

– Há o MSN!

– Há o telefone!

Mas não haverá Betinha, meus poucos mas fiéis leitores.

Não haverá a Betinha no Bar Brasil, não haverá a Betinha no Opus, não haverá a Betinha no Rio-Brasília, no Salete, no Adonis, não haverá a Betinha no Maracanã, não haverá a Betinha na roda de samba da rua do Ouvidor, não ecoará em meus ouvidos sua gargalhada, não haverá mais uma saideira pedida por ela, e eu, só de escrever esse troço, sinto o lado do peito que ela ocupa, vazio como no cortante samba do Cartola.

Betinha, 31 de dezembro de 2007

Uma mulher com quem falo praticamente todos os dias – todos, né, Betinha? -, seja por email, por telefone ou pessoalmente, uma mulher que tanto pode ser o mar tranqüilo como pode ser o mar bravio, uma mulher que passa da brisa à tempestade numa fração de segundos, uma mulher que cativa quem a conhece, uma mulher capaz de gestos como esse, leia UM JANTAR, O PRESENTE (aqui!), e por quem eu sou – nunca fiz segredo disso, que dirá agora! – apaixonado, na mais doce e bonita acepção da palavra.

Naquela ocasião, em 05 de março de 2006, escrevi, sobre Betinha e Flavinho, sobre o momento que então vivíamos, eu e Dani, o seguinte:

“A eles dois, a ela, Betinha, especialmente pelo gesto indizível, meu carinho, meu amor, meu muito obrigado, mesmo ciente de que não há agradecimento capaz de dimensionar o que a gente sente numa hora dessas.”

Quero me valer quase que dessas mesmas palavras para dizer a ela que, a poucas semanas de sua viagem (sua quase-morte, pô!), não há palavras capazes de dimensionar o que eu sinto numa hora dessas.

Até.

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O RÉMY MARTIN

Depois de lhes ter contado, aqui, sobre o meu presente, e o da Dani, para o Gabriel (veja o malandro cantando, aqui), no sábado passado, venho, hoje, cumprir a palavra empenhada (alô, meu xará, Eduardo Carvalho!), e contar a monumental história sobre o Rémy Martin que vai desde o instante em que recebo escandaloso telefonema do Flavinho, na quarta-feira da semana passada que antecedeu o furdunço do dia primeiro de março, até o encerramento das difíceis negociações que eu entabulei com o aniversariante no interior da livraria Folha Seca, a do meu coração. Quarta-feira, hora do almoço, estrila meu celular e pisca na tela o nome do Flavinho:- Fala, Xerife! Tudo b…

Ele me corta, com a voz nitidamente escapando dos dentes cerrados (de ódio, notei depois):

– Edu, conversa com a Roberta, Edu, pelo amor de Deus, conversa com a Roberta…

– O que houve, malan…

– Bicho! Ela quer comprar uma garrafa de conhaque francês pra dar pro Gabriel no sábado, só porque ela me pediu uma sugestão de presente e eu disse, apenas, que ele adorava Domeq… Parece que está em dúvida entre o Henessy e o Rémy Martin…

Eu, provocando:

– Pô, mas qual o problem…

– Qual? Tá de sacanagem, Edu?! Eu, quando morava no Cachambi, nunca ganhei nem garrafa de Crush de presente, bicho! O Gabriel bebe Domeq pra cacete, espreme limão dentro, tu acha que ele vai dar valor a uma garrafa de Rémy Martin, Edu? Capaz de espremer um, dois, três limões dentro do conhaque, como se fosse conhaque de alcatrão…

– Mas é aniversário dele, Flav…

– Foda-se! Eu nem vou no sábado pra não me aborrecer!

Ouvi um som estranho.

– Que barulho é esse, Flávio?

– Estou passando uma escovinha no cano da minha Glock. Abraço, Edu. Tchau!

Desliguei e liguei, imediatamente, pra Betinha. Fui direto ao ponto:

– Oi, querida. Flavinho acabou de me ligar…

Ela bufou e disse:

– Edu… Henessy ou Rémy Martin?

– Onde você está comprando?

– Lidador.

– Qual está mais caro?

– Rémy, disparado! – disse ela, com uma intimidade com a garrafa que me trucidou.

– Também…

– O quê?

– É o melhor, disparado…

– Obrigada, Edu! Obrigada pela dica! Tenho que desligar que estou atolada… Beijo, te vejo no sábado!

Vou apertar o foward para evitar o enfado de vocês.

Quando a Betinha chamou o Gabriel e estendeu a ele o embrulho – notem a elegância da garrafa aqui -, o gordo, apalpando a embalagem embrulhada com o papel azul-escuro e a etiqueta da Lidador, teve globos oculares de desenho animado. Sem jeito, perguntou pra Betinha depois de tentar, sem êxito, tirar o durex do embrulho:

– Posso rasgar?

Ela sorriu e ele, num golpe, desnudou a imponente garrafa de Rémy Martin V.S.O.P.. E sorriu o mais amarelo dos sorrisos diante do – ficou evidente – desconhecido.

Passam-se uns minutos, volta a tocar meu telefone.

– Fala, Flavinho!

– Ela já entregou?

– Arrã.

– E ele?

– O que é que tem?

– Gostou? Falou o quê?

– Não sei… Parece que nem sabe o que ganhou. – provoquei, ainda que sendo preciso do início ao fim.

– Não disse??? Não disse???

– O que houve, bicho? Que barulho é esse?

– Nada. Dei um tirinho pra relaxar.

– Barulho de vidro, mano, o que houve?

– Atirei numa garrafinha de uísque da Roberta. Tchau, Edu.

Da rua, vejo a cabeça do Gabriel sobre os livros da vitrine da Folha Seca, o indicador num movimento de vem-cá e eu parto pro interior da livraria.

– Edu… Edu… Que porra é essa, cara?

– Conhaque, ora.

– Cara… nunca vi isso! É bom, essa porra?

Sem perder a oportunidade, destilei minha erudição destilada sobre destilados:

– É um Rémy Martin Cognac V.S.O.P., malandro. Conhaque francês, troço fino, de cor amarelo-ouro, cor de âmbar.

A cara, a boca e o franzido da testa do menino davam até dó. Mas eu prossegui:

– Apresenta referências aromáticas de baunilha, alcaçuz, damasco e avelã. Tem boca suave e agradável harmonia…

– Boca? – ele me interrompeu.

– … produz uma sensação de aquecimento, além de ser concentrado e saboroso. Rémy Martin V.S.O.P é o mais velho V.S.O.P feito no mundo. Pode ser saboreado puro, com gelo ou misturado em cocktails. Tem graduação alcoólica de 40%.

– O que é V.S.O.P., Edu?

– Very Superior Old Pale – vertendo meu inglês.

– E o que é isso, cacete?

– Em termos grosseiros, incompatíveis com a nobreza da bebida, quer dizer que é uma bebida pálida, superior, envelhecida.

O desânimo do cara foi impressionante.

Ele ficou repetindo, enquanto guardava a garrafa na cozinha da livraria:

– Amarelo-ouro. Âmbar. Alcaçuz. Pálida. Boca suave…

Até que me disse, olho no olho:

– É bebida de viado, essa porra?

– Não.

– Quanto custa? – num agudo ataque de Tijuca.

Era outra oportunidade que eu não podia perder. Multipliquei, fazendo cena:

– Ah, bicho, deixa isso pra lá, a Betinha não me perdoaria…

Ele segurou meu antebraço como se fosse um cavaquinho, e disse, baforando o Domeq de pouco antes na minha cara:

– Fala! Fala! Fala! – tinha olhos de fogo.

– A Lidador tá em promoção… – eu menti.

– Quanto, Edu? Pelo amor de Deus… – meu antebraço tinha marcas de um acorde tenso.

– Hum… uns quinhentos.

Gabriel Cavalcante atravessou o salão da livraria e o vi abraçado às Betinha, segundos depois, visivelmente agradecendo o presente. Somente depois de saber o preço, o garoto dimensionou a honraria.

Eu vi – e digo isso com a precisão que me acompanha – o Gabriel comentando sobre o presente com a Mariana, com o Daniel, com o Eduardo, meu xará, com o Anderson, num desfile de conhecimento:

– Ganhei da Betinha um conhaque francês finíssimo, amarelo, cor de… cor de… amarelo, sabe?

– Tem cheiro de baunilha, alcaçuz, damasco e avelã. É praticamente um sorvete da Itália, porra!

– Tem até boca, essa porra!

– Esquenta pra caralho, é um tiquinho mais forte que o Domeq…

Por aí.

No final, valendo-me do estado do gordo – que prudentemente não abriu o tesouro – cheguei e disse:

– Você gosta de Domeq, né?

– Muito… Amo… – tinha nas mãos um copo americano, com Domeq até a boca.

– Você não vai gostar do Rémy Martin…

– Não?

– Você gosta de alcaçuz?

Ele cuspiu o gole que tentou dar.

– Não.

– Quatro garrafas de Domeq pela sua de Rémy Martin.

O gordo voltou a ter olhos de desenho animado. E disse:

– Cinco a gente conversa.

Ainda tentei comprar as cinco na Toca do Baiacu, mas o Leudo não me deu esperanças:

– Ih, Edu. Hoje de manhã eu tinha seis garrafas fechadinhas, mais a semi-aberta que tava no balcão. Mas o baiacu – assim se referiu, desrespeitosamente ao Gabriel – bebeu essa e está terminando a terceira…

Morreu, ali, minha pretensão – confesso – espúria.

Até.

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>VALSA DO MARACANÃ

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Eles já haviam se encontrado, e pela primeira vez, em 10 de setembro de 2007, como eu lhes contei no texto UMA NOITE NA TIJUCA, que pode ser lido (e ouvido!) aqui. Foi quando, na esquina da rua dos Artistas com a Ribeiro Guimarães, pude apresentar meu amigo querido, Mello Menezes, a meu filho caçula, Tiago Prata, internacional e cada vez mais internacionalíssimo, praticamente um europeu (em brevíssimo lhes conto o por quê, mas vão tomando nota lendo PRATINHA, O INTERNACIONAL, aqui). Uma vez apresentados, foi só pedir o tom e deu-se aquela belezura de encontro, ao som da VALSA DO MARACANÃ, de Paulo Emílio e Aldir Blanc.

Sábado passado, primeiro de março de 2008, durante a roda de samba na rua do Ouvidor, noite já alta (o que explica as imagens escuríssimas…), pintou na área o Mello Menezes, imediatamente convocado à mesa para repetir a dose, e mais uma vez com o acompanhamento do violão argêntico.

Até.

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O IMPÉRIO TOCOU REUNIR

Conforme o prometido ontem, ainda nesta semana eu conto sobre o Rèmy Martin que a Betinha deu de presente para o grande Gabriel, no sábado.

Deixo com vocês um vídeo, gravado no sábado, com pouco mais de dois minutos e meio de duração, no qual se pode ver, e ouvir, o aniversariante de hoje (saúde, malandro!), Gabriel Cavalcante, cantando IMPÉRIO TOCOU REUNIR, na companhia de Tiago Prata no violão de sete cordas, Fábio Cazes no surdo, José Leal no tamborim, Junior de Oliveira no repique, Paulinho Bicolor na cuíca e Anderson Balbueno no pandeiro.

Falei no Gabriel e quero lhes recomendar a leitura do texto MUITOS ANOS DE VIDA, do meu queridíssimo Cesar Tartaglia, derramada homenagem ao aniversariante, “a melhor voz da sua geração de músicos” na opinião insuspeitada do Cesinha.

Até.

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O PRESENTE DO GABRIEL

Quando eu disse pro Gabriel, no sábado, assim que cheguei à rua do Ouvidor, que preparar seu presente de aniversário me deu um trabalho hercúleo, eu estava sendo, como sempre, preciso do início ao fim.

Vou lhes contar rapidamente sobre meu presente, mas quero lhes dizer que amanhã contarei sobre o presente que deu ao Gabriel a impagável e mais-querida, a Betinha. Foi, pasmem, uma garrafa do suntuoso Rèmy Martin, e mais não digo.

Na quarta-feira passada, pela manhã, motivado pelo porte físico do aniversariante (que aniversaria, a bem da verdade, amanhã) decidi que prepararia para ele um pernil com direito a marinada na vinha d´alhos por 24 horas e detalhes que – dia desses passo a receita para vocês – proporcionariam, eu tinha certeza, um inesquecível regalo ao garoto.

Comprei o pernil no Mundial da rua do Matoso (onde mais?), coloquei a peça de 7,5kg para descongelar na parte baixa da geladeira, na quinta-feira mergulhei o dito cujo numa marinada com mais de dez ingredientes, e na sexta-feira, depois de nele injetar 750ml de vinho e outras mumunhas mais, meti o bicho, às 22h45min dentro do forno, a 220 graus.

Às 4h15min, em ponto, com a casa tomada por cheiros que me fizeram sonhar sonhos que me engordaram, não tenho dúvidas, estava pronto o presente do Gabriel.

A pedido do malandro, a peça foi abatida apenas no final da roda de samba, e a livraria Folha Seca viu-se invadida por curiosos que, ao longo do dia, fizeram fila para ver o pernil, dourado como meu sobrenome, sobre a bancada da cozinha.

E me digam, pela cara do Gabriel (na última fotografia da seqüência), Domeq numa mão, a travessa do pernil na outra, se ele gostou do presente.

injetando vinho no pernil
pernil sendo temperado
pernil sendo temperado
pernil assando no forno, 23h16min
pernil assando no forno, 0h10min
pernil assando no forno, 1h01min
pernil assando no forno, 2h54min
pernil assando no forno, 3h42min
pernil assando no forno, 4h
Gabriel Cavalcante, primeiro de março de 2008

Até.

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