BETINHA, A INTERNACIONAL

Vocês hão de me perdoar o que poderá lhes soar, a princípio, como adulação e bajulismo, embora seja apenas, a bem da verdade que me persegue da mesma forma que me acompanha a precisão, fruto do enternecimento que causou-me um comentário, feito há pouco, no BUTECO.

Foi feito há pouco, mais precisamente às 23h32min desta quarta-feira, o seguinte comentário no texto DO DOSADOR, escrito em 12 de fevereiro de 2008, que pode ser lido aqui:

“Não acho nada inverossímil a história do romance de domingo na Tijuca. Não é difícil imaginar um cara dizendo isso em um buteco nem uma mulher rindo. Não tenho dúvida que, apesar do susto (ou exatamente por isso) eu riria, mesmo não havendo, obviamente, qualquer chance de romance com um cara que diz uma coisa dessas…”

Referia-se, a comentarista, ao texto ROMANCE DE DOMINGO NA TIJUCA, que pode ser lido aqui, que gerou desconfiança em alguns – peço desculpas desde já pelo adjetivo – incautos.

A comentarista foi a Betinha.

Eu digo que foi a Betinha e me enterneço novamente, não pelo simples fato de que foi a Betinha, e vou tentar ser mais claro.

A Betinha mora no Flamengo, como vocês sabem, com o Flavinho, como já lhes contei em 16 de setembro de 2005, aqui e em 07 de novembro de 2007, aqui, para ficar apenas nestes dois exemplos bastante elucidativos (leiam, pô!).

Mas não me escreveu do Flamengo, a Betinha.

Antes, permitam-me breve digressão.

Quando lhes contei uma história passada no apartamento do casal, no Flamengo, em 16 de setembro de 2005, escrevi:

“(…) a Betinha chegou, há dias, da Suíça, e vejam que nisso, também, reside a escalada do Flavinho, cujas namoradas até então chegavam, no máximo, de Cabo Frio.”

Pois bem.

A Betinha acessou o BUTECO, e comentou no BUTECO (!!!!!), diretamente das Filipinas.

Se cravou seu comentário às 23h32min da noite de quarta-feira, significa dizer que o fez às 9h32min da manhã de quinta-feira, 14 de novembro – vejam como ela está loooooooooonge, aqui.

É, indubitavelmente, uma internacional, minha mais-querida, a Betinha, que aparece na foto abaixo com minha Dani, no reveillón 2007/2008, pouco depois da meia-noite.

Dani e Betinha, 31 de dezembro de 2007, Santa Teresa

Convocada às pressas para uma reunião de emergência – vejam se ela não é muito importante -, a Betinha partiu no domingo passado. E, já no sábado, um dia depois de receber a notícia, o Flavinho era um homem em estado de graça.

Estávamos na rua do Ouvidor e ele, eufórico, contava sobre a viagem da mulher.

Eu provocava:

– Mas e aquela namorada sua dos tempos do Cachambi? Não fazia essas viagens?

E ele, erguendo o copo de cerveja:

– Nem pro Jacaré, Edu! Nem pro Jacaré!

Eu insistia:

– E aquela outra que você namorou quando morou em São Paulo?

Ele, vermelho de tanto que ria:

– Jamais atravessou o Tietê!

E brandia as passagens aéreas da Betinha, cheio de orgulho.

Um orgulho como o meu, confesso, por sabê-la com os cotovelos apoiados no balcão imaginário, mesmo de tão longe.

Ergo a caldeireta com quatro dedos de pressão em direção a ela, minha querida amiga de quem tenho, neste exato instante em que escrevo, aguda saudade, para um brinde que somente quem ama é capaz de realizar.

Até.

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6 Comentários

Arquivado em gente

6 Respostas para “BETINHA, A INTERNACIONAL

  1. >não sei pq cargas d’água me deu certa comoção encontrá-la no carnaval

  2. >Quem quer dar uma de macho, tem que saber que ser homem não é só coçar o saco e dirigir caminhão. Como diz o samba:”Já disse que a mulher da genteÉ bem diferente pra quem se atreverUm homem respeita outro homemSenão perde o nome Tem que correr…”Ô, Cráudio: vê se da próxima tu vai de ônibus!

  3. >Conheci a Betinha no sábado, no Sabiá. Além de internacional, a moça bebe bem sem perder as estribeiras. Pena que quando ela chegou ao local, eu já estava completamente sem voz, afônico depois de cantar na roda do Ó o samba que o Simas fez para Oyá (sim, eu o cantei! Queria que o Simão pudesse ver isso), de fumar uns 85 cigarros, beber uns 40 chopes e pegar a garoa paulistana no trajeto ao Sabiá. Conclusão: não pude conversar devidamente com a Betinha e, vexame dos vexames, lá pelas quatro da manhã eu dormi na mesa do bar, tal e qual um aluno de Borgonovi. Queria deixar registrado ainda que, quando resolvemos ir embora, lá pelas 6h30 da manhã, estávamos todos bêbados e impraticáveis. Menos um dentre nós: a Betinha, que ainda tomou a saideira no balcão, quando ninguém mais agüentava olhar para a chopeira, e foi embora com a altivez de quem passou a noite à base de água mineral. Sabe tudo a moça.

  4. >Bruno, meu querido: pois saiba, então, que às 13h de domingo, em ponto, bebíamos cerveja, no Bar do Chico, eu, Bemoreira, Digão, Simas, Candinha, Joana, Flavinho e ela, meu caro, sim, ela, a Betinha. De lá partimos para o Rio-Brasília, onde assistimos ao jogo. E a Sra. Roberta Oliveira, nossa querida e internacional Betinha, de lá saiu por volta das oito da noite depois de muita, muita, mas muita cerveja, meu caro.

  5. >Ela bebe mais que eu, é um fenômeno.

  6. Pingback: PRATINHA, O INTERNACIONAL | BUTECO DO EDU

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