FAVELA NO RJ – PARTE II

Dando continuidade à saga do final de semana (FAVELA NO RJ – PARTE I pode ser lido aqui), vou lhes contar, hoje, sobre a noite de sábado.

Notem bem um troço… Estava tão bonito o dia, estava tão alto o astral na rua do Ouvidor, que simplesmente todo mundo (com a ênfase szegeriana) que lá estava transferiu-se para o Trapiche Gamboa, com exceção dos pobrezinhos que optaram pelo show do The Police. Mas até esses (entre os quais a minha menina, Vidal, Flavinho e Betinha) saíram correndo do Maracanã e foram em busca do samba.

Candinha e Luiz Antonio Simas, Trapiche Gamboa, 08 de dezembro de 2007

E não se arrependeram, tenho certeza.

Os Inimigos do Batente, só pra variar um bocadinho, comandaram uma roda de samba da melhor qualidade, fortíssima. E quando nós chegamos ao samba – eu, Favela, Milena, Brunão e Gordo – um troço que vi me deu a certeza (que eu já tinha) da dimensão, da extensão e do peso moral de Fernando José Szegeri (dirigiu-me não mais do que cinco, seis palavras, desta vez).

Isaac Goldenberg, meu velho pai, que NUNCA (com a ênfase szegeriana novamente) sai de casa à noite, lá estava, sentado num banco e sozinho à mesa às vinte e três horas, hora em que chegamos. Lá estava e lá estava num estado de euforia como eu, depois de trinta e oito anos, sete meses e onze dias de convívio com o coroa, poucas vezes vi.

Isaac Goldenberg, Trapiche Gamboa, 08 de dezembro de 2007

O copo cheio na mão, a garrafa de cerveja diante de si, e apresentei meu velho pai a meus amigos. Disse eu:

– Pai, essa é a Milena, esse é o Brunão, esse é o Daniel, esse é o Favela…

E ele, tijucaníssimo (depois não sabem porque sou como sou):

– Que nível! Que nível!

Papai estava num estado tal, por exemplo, que encasquetou com um troço a noite inteira, que me repetia:

– Esse Daniel é primo do Zé Colméia, porra, é evidente!

E papai só foi sossegar – mas já era tarde, se é que vocês me entendem… – quando mamãe chegou.

Arthur Favela e Milena, Trapiche Gamboa, 08 de dezembro de 2007

A belezura do sábado foi – creiam, por mais que lhes pareça incredível – prenúncio de um domingo mais-que-perfeito.

Às quatro e meia da manhã, mais ou menos, para não fazer o que sempre faz o Borgonovi (vejam aqui), o Marcão (vejam aqui), o Stocker (vejam aqui) e o que fazia meu querido mano Favela em pleno salão do Trapiche Gamboa há mais de uma hora àquela altura, implorei à Dani que fôssemos embora.

Minha Sorriso Maracanã fazia carinhas, boquinhas, muxoxava – eu ficando louco! – e pedia pra ficar. Até que dei a justificativa definitiva:

– Dani, pelo amor dos deuses… Eu não posso, sob pena de macular minha biografia, dormir diante do Simas, do Szegeri, vamos embora que eu simplesmente não consigo mais manter meus olhos abertos…

E minha menina cedeu!

Dani Pureza, Lina, Fefê, Mariazinha Goldenberg, Trapiche Gamboa, 08 de dezembro de 2007

Amanhã lhes conto sobre o domingo, sobre o espetacular domingo, que teve de novo o Salete, o Bar do Chico, um churrasco em Botafogo na casa dos anfitriões do Trapiche Gamboa, e um retorno glorioso ao Rio-Brasília, de onde ontem, durante jantar na companhia do Gabriel Cavalcante e do Daniel, amigo pessoal do meu guarda-costas, bati o celular pro Favela apenas e tão-somente para dizer de minha saudade.

Até.

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5 Comentários

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5 Respostas para “FAVELA NO RJ – PARTE II

  1. >Bela justificativa para ir, Edu. Imagina a quantidade de fotos que o Fernandão e o Simas não iriam mandar tirar de você!Abraços!

  2. Dan

    >O professor Luiz Antonio Simas está vestindo a camisa do Figueirense? Grande pedida!

  3. >THE POLICE É FODA!!!!!

  4. Pingback: FAVELA NO RJ – PARTE III | BUTECO DO EDU

  5. Pingback: FAVELA NO RIO, DE NOVO | BUTECO DO EDU

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